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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Aprender ou desaprender a educação, eis a questão!

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"O Homem não é nada, além daquilo que a educação faz dele."

 

Neste mundo existem pessoas com as mais diversas personalidades e feitios, formas de encarar a vida e lidar com as restantes pessoas que os rodeiam, tanto nas relações familiares, como laborais.

Quem não conhece alguém que é simpático, atencioso, que se preocupa com os funcionários? São poucos, mas existem.

Da mesma forma, também existe o oposto. Pessoas que falam com os seus subordinados como se de fossem animais, com uma total falta de tacto e educação, como se os funcionários tivessem obrigação de saber tudo, e fosse um absurdo estar a incomodá-los com determinadas questões.

Ah e tal "sempre foi assim", "não ligues", "responde à letra", são algumas das recomendações que só quem não está no lugar do funcionário, a lidar directamente com essas pessoas, e correndo risco de ser mandado para a rua por tal comportamento, aconselha para que o funcionário ultrapasse a questão. 

 

Mas, ainda que assim não fosse, e não houvesse risco de despedimento, estaremos então a inverter toda a situação?

Somos nós que temos que ser mal educados e arrogantes, para lidar com os outros, que também o são e já não mudam?

Somos nós que temos que desaprender toda a educação que nos deram, para poder ficar ao nível desses chefes?

Ou serão eles que têm que mudar, e saber falar com as pessoas com outros modos? É que há formas de explicar ou fazer valer os seus pontos de vista, sem maltratar ou gozar com os outros.

Não serão eles que terão de aprender que educação é bonito e recomenda-se, ou produz resultados ou efeitos mais positivos que uma resposta torta?

Afinal, serão os bons a terem que se tornar maus, para viver em sociedade, ou o inverso? É que é só o que falta, neste mundo louco, que está a cada dia mais perdido.

Como as novas tecnologias nos (des)preparam para a vida

É impressionante como nos habituamos tão facilmente às novas tecnologias, e como é tão mais difícil, depois, voltarmos aos métodos antigos.

Para mim, por exemplo, o microondas é uma das melhores e mais úteis invenções dos últimos tempos! Não há um dia em que não o utilize, a não ser quando falta a electricidade, ou se avaria. É nessa altura que a minha vida se complica. Uma coisa tão simples como aquecer o leite ao pequeno almoço - encher uma tigela com leite e aquecer no microondas durante 2 minutos para ficar na temperatura certa - torna-se uma aventura quando feito no fogão. Não sei que quantidade de leite dá para duas tigelas e, ou desligo antes do tempo e continua frio, ou aqueço demais e ferve, e depois já não o bebo!

No outro dia, a minha máquina de lavar roupa deixou de a torcer. E agora? Agora, é torcê-la à mão! Não seca tão depressa mas não é o fim do mundo. Antigamente, quando era mais nova, cheguei a ajudar a minha mãe a lavar roupa à mão, e torcê-la.

Abrir uma torneira e ter água quentinha à mão é uma maravilha. Um esquentador e água canalizada dão imenso jeito e já não sei viver sem ambos. Mas a verdade é que, noutros tempos, também se tomava banho. A diferença era que tínhamos que aquecer primeiro a água, em grandes panelas, e depois colocá-la num recipiente qualquer, e ir deitando sobre o corpo. 

Antigamente, tínhamos que saber escrever à mão correctamente. Hoje, teclamos, são-nos indicados os erros e a devida correcção, e escolhemos o tipo de letra que mais nos agradar. Antigamente, fazíamos os cálculos à mão, ou de cabeça. Hoje, corremos para a calculadora mais próxima. E desaprendemos a fazer contas!

Tenho a sensação que todas estas, e outras, tecnologias nos despreparam para a vida, no sentido em que nos acomodamos de tal forma a elas que é difícil desenrascarmo-nos quando elas falham. Ainda assim, estou grata por elas existirem, e fazerem parte do meu dia a dia!  

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