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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

O detergente da loiça, um desejo e um rebuçado!

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Ontem, quando fui lavar a loiça do almoço, estreei o detergente com aroma a laranja. 

E veio-me, imediatamente, à memória, aqueles rebuçados "diamante", com sabor a laranja, que sempre adorei, pelo sabor ácido que têm!

Comentei com a minha filha e o com meu marido, que logo se fez ao caminho para me ir comprar os ditos rebuçados.

 

Passados uns minutos, lá chegou ele com uma embalagem de diamantes. 

Um de laranja para mim, um de tangerina para a minha filha e um de limão para o meu marido.

Soube-me mesmo bem! Deu para matar as saudades e o desejo. E ainda me atrevi com um segundo, de tangerina, que também é bastante ácido, como eu gosto.

Foi a conta certa. Já mestava a sentir o efeito do ácido na língua.

 

Dizia a minha filha:

"Oh mãe, agora cada vez que lavares a loiça, chupas um rebuçado!"

 

Respondi-lhe: 

"É melhor não, senão quando acabar a embalagem de detergente, já eu estou com diabetes!"

 

O que vale é que a embalagem é pequena e, dividindo por todos, não corro esse risco.

Mas não esperava que o meu marido fosse mesmo comprar os rebuçados.

Quem tem um marido assim, tem tudo!

Migrantes ou vítimas de tráfico humano

(e como a sombra da morte os acompanha sempre)

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Há algo que é inevitável neste mundo: qualquer pessoa que não esteja bem no país onde vive, tentará a sua sorte noutros, que lhe pareçam melhores, seja quais forem os motivos que levaram a tal.

Só que nem sempre o conseguem fazer legalmente e, quando assim é, resta-lhes comprar a travessia, para a promessa de uma vida melhor. Travessia que não cobre riscos, acidentes ou até a morte de quem a compra.

É também esse desejo de melhores condições de vida que leva a que muitas pessoas apostem tudo em propostas de trabalho que, mais tarde, se revelam falsas, funcionando apenas como isco para o tráfico humano.

 

Assim, sejam migrantes ou vítimas de tráfico humano, sejam eles transportados em barcos, em contentores ou outra forma de transporte clandestina, uma coisa é certa: a sombra da morte acompanha-os sempre. E, em último caso, é com a própria vida que pagam o sonho e a esperança, que os levou a arriscar a partida, em busca de algo melhor.

 

Se, no caso dos migrantes, eles já têm a noção de que estão a participar numa missão arriscada, que pode correr mal, no caso das vítimas de tráfico humano, o choque com a realidade é maior, porque é algo que, certamente, nunca ponderaram vir a ocorrer.

 

As causas são muitas, mas todas têm um ponto comum: falta de condições humanas para transportar essas pessoas em segurança. 

As mais frequentes são afogamento, desnutrição, calor ou frio excessivo ou falta de oxigénio.

Muitas vezes, por abandono por parte de quem faz o transporte, e demora das autoridades em encontrar o local exacto onde se encontram, em tempo útil, e determinante para fazer a diferença entre a vida e a morte.

 

 

 

Imagem: euronews

 

Marta - a gulosa!

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"A sério?

Tu és gulosa?! 

Nunca te vejo comer bolos. Nunca te vejo comer doces nem gelados.

É sempre comida saudável!"

 

Sim, respondo eu! 

Pode não parecer, mas eu sou muito gulosa!

Se não costumo comer muitas coisas dessas que atrás referem é porque, se começasse, teria tendência a abusar.

 

No sábabo passado, deu-me para experimentar os doces que estavam à venda no hipermercado. Escolhi 3: de figo, de morango, e de maçã e canela. Três caixinhas pequenas, só mesmo para experimentar.

Diz o meu marido: "mas tu nem és de comer doces". Pois não, e eu já sabia qual era o destino que os esperava, mas queria mesmo experimentar!

Assim que cheguei a casa, peguei numa colher de sobremesa, e provei um bocadinho de cada. O de figo era doce demais e muito enjoativo. Foi logo recambiado para casa dos meus pais que, como o meu pai costuma dizer, a diabetes dele (não tem) pede coisas doces!

O de maçã e canela, e o de morango, eram muito bons. Não sei dizer de qual gostei mais. Ficaram lá por casa, para o meu marido e a minha filha experimentarem.

A minha filha não achou muita graça. O meu marido gostou, mas está numa de alimentação saudável. E eu, comi uns pãezinhos de leite, um com cada doce, fiz a vontade, matei o meu desejo, e chegou-me.

Escusado será dizer que, também estas duas caixas, foram parar ao frigorífico dos meus pais!

 

Sexo não traz felicidade?

 

Segundo mais um desses estudos de origem duvidosa, nem sempre quem faz mais sexo se sente mais feliz. Pelo contrário, aumentar a actividade sexual pode ter o efeito inverso.

Por isso, se não estamos para aí virados, não nos devemos forçar a isso. 

Esse estudo, da Carnegie Mellon University, envolveu vários casais, com idades compreendidas entre os 36 e os 65 anos, divididos em dois grupos, em que num deles foram convidados a duplicarem a quantidade de sexo que faziam, e no outro a manterem a frequência.

Terminada a experiência, e quando questionados pelos investigadores se se sentiam mais felizes, os casais que duplicaram a actividade sexual, disseram que tinham perdido o desejo um pelo outro. Surpreendidos? Eu, nem por isso!

Se em vez de se focarem na quantidade, os casais se focassem antes na qualidade, incluindo criar todo um ambiente que os envolva e proporcione o despertar do desejo, demonstrar os sentimentos que os levam a desejar essa união, encarar o sexo como um de vários complementos de uma relação, e não como o mais importante, muitos dos problemas e incompatibilidades que os casais enfrentam a esse nível seriam resolvidos!

 

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