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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

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Pica

 

Todos sabemos que algumas pessoas podem sofrer de pertubações ou distúrbios alimentares em alguma fase da sua vida.

Entre eles destacam-se, sobretudo, os mais comuns, como a anorexia, a bulimia e até mesmo a obesidade. Em comum, têm o facto de estarem todos relacionados com falta ou excesso de alimentação.

Mas se, de repente, alguém começar a ter vontade de ingerir coisas estranhas? Aí, estamos igualmente perante um distúrbio alimentar, mas que está relacionado, não com quantidade, mas com a natureza do que é ingerido, e que se caracteriza por apetite por substâncias não alimentares ou ingredientes de alimentos, como por exemplo - giz, carvão, solo, tecidos ou farinhas e amidos. 

A este transtorno foi dado o nome de Pica. Para que seja considerado, é necessária a sua persistência por um período de um mês, e fora de um quadro de desenvolvimento humano normal, em que se utiliza a boca para explorar (crianças pequenas).

Pode atingir todas as idades, mas verifica-se com maior frequência em mulheres grávidas e em crianças com dificuldades no seu desenvolvimento. 

Por isso, cuidado com a Pica!

Será a negligência uma consequência das dificuldades socioeconómicas?

 

 

A negligência não escolhe classe ou estrato social, estando presente tanto em classes sociais mais desfavorecidas, como estratos sociais mais elevados, e manifesta-se de diversas formas, tanto de ordem física, como emocional e até educacional.

Podem, igualmente, ter várias causas, como imaturidade e inexperiência dos pais, que podem ter sido, também, vítimas de negligência, problemas conjugais e familiares, depressão, doenças mentais ou dependência de álcool e/ ou drogas.

Logo, são situações mais complexas e que não se podem meramente atribuir às dificuldades socioeconómicas da população.

Quanto à intencionalidade, também esta pode existir ou não, independentemente da situação económica uma vez que não há, muitas vezes, consciência de que determinados comportamentos são considerados negligentes.   

Conheço um pai que vive sozinho com a sua filha, e nem sempre o vestuário que a menina apresenta é o mais adequado. A menina já chegou, inclusivamente, a estar com a roupa suja de urina.

Conheço uma mãe que deixa o filho andar por aí a brincar na rua até à noite, sem sequer saber onde ou quem está, ignorando os perigos que o menino poderá correr se alguém menos bem intencionado lhe quiser fazer mal.

Estas crianças, vejo-as frequentemente sozinhas, sem supervisão dos pais ou outro adulto responsável.

Conheço mulheres que, sob influência de comprimidos e álcool, deixam muitas vezes os filhos sem almoço ou jantar.

Se os pais o fazem intencionalmente? Acredito que não! Talvez achem normal.

Um pai que se esquece de um bebé num carro ao sol durante horas, é um pai negligente. Mas, por certo, também ele não teve intenção de o ser.

Uma mãe que larga a mão do filho enquanto conversa, e deixa de o observar durante segundos, segundos esses suficientes para que um acidente aconteça, é uma mãe negligente. Mas não o foi intencionalmente.

É certo que as dificuldades socioeconómicas podem levar a casos de negligência física e educativa, enquanto nas classes mais favorecidas, a mesma se verifica, sobretudo, a nível emocional.

Mas também é verdade que, mesmo nas classes mais pobres, podem ser prestados os cuidados básicos adequados ao pleno desenvolvimento da criança, apoio e protecção, não lhe negando direitos fundamentais.

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