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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

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Fala-me de Um Dia Perfeito

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Existem dias perfeitos?

Ou dias imperfeitos, vividos por pessoas imperfeitas, que resultam em momentos perfeitos para cada um de nós, ainda que possam ser imperfeitos aos olhos dos outros?

 

 

 

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Numa destas semanas, recebi um email da Wook a anunciar o livro "Fala-me de Um Dia Perfeito". Li a sinopse, gostei, e adicionei à minha (cada vez maior) lista de livros a comprar.

Uns dias depois, recebo um email da Netflix a informar sobre a estreia do filme "Fala-me de Um Dia Perfeito". Vi que era sobre adolescentes mas, pelo resumo, não dava para ver muito mais. No final do dia até sugeri o filme à minha filha.

E foi nessa altura, ao pesquisar mais sobre o filme, que percebi que era a história do livro que eu tinha na minha lista. Embora com ligeiras diferenças.

 

 

 

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Como o filme não me custava nada, acabei por vê-lo antes de ler o livro.

Tinha lido que, no fim de semana anterior, este tinha sido o filme mais visto na Netflix. Queria perceber se, realmente, valia a pena.

E, sinceramente, não correspondeu às expectativas. Foi um filme, para mim, muito imperfeito, apesar das intenções perfeitas que lhe terão dado origem.

 

Se a intenção era alertar para a dificuldade em lidar com a perda de alguém que amamos e perceber como é difícil utrapassar essa perda, tudo isso foi muito mal explorado, e pareceu demasiado simples.

Se a ideia era consciencializar para a dificuldade em lidar com traumas do passado, e ultrapassá-los, também esse aspecto foi pouco desenvolvido e aprofundado.

Se pretendiam mostrar um pouco da beleza do estado de Indiana, também não foi um objectivo muito bem conseguido.

Se este era para ser um filme romântico, não se viu por ali muito romance, nem uma grande história de amor.

Se era suposto tocar-nos, emocionar-nos, a mim, não conseguiu.

Em certas partes, estava a dar mais sono, que outra coisa.

Parece que estavam com alguma pressa, juntaram ali tudo o melhor que conseguiram para fazer o mínimo sentido e pronto.

Como um puzzle, em que algumas peças não são bem dali mas, com jeitinho, até cabem e, à distância, ninguém percebe que não estão no sítio certo.

 

 

 

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O meu destaque vai para a interpretação de Justice Smith, que conhecemos de outro filme do género (bem melhor que este) - A Cada Dia - na pele de Theodore Finch.

Um jovem de 17 anos, com um passado ainda por resolver, que ele não consegue esquecer nem lidar com, e que o faz parecer, aos que o rodeiam e não o conhecem verdadeiramente, o "anormal".

Será ele o responsável para voltar a fazer Violet sorrir, e ultrapassar os seus problemas, após a morte da sua irmã.

E é ele que me leva a uma questão: "Podemos ajudar os outros, ainda que não nos consigamos ajudar a nós próprios? Servirão os conselhos que damos aos outros, apenas para eles, e não para nós? E porque, apesar de fazermos tudo para ajudar os outros, não nos permitimos, de forma alguma, ser ajudados?"

 

 

Ready or Not - O Ritual

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O filme tinha uma boa premissa:

Uma família louca, com uma estranha tradição de integrar os novos membros da família através de uma sessão de jogos de tabuleiro, e com uma crença vincada de que, se não cumprirem o ritual, morrerão.

 

Grace é a noiva, que de um modo subtil é aconselhada a não levar avante o casamento. No entanto, achando que é uma daquelas coisas que todos dizem aos noivos no dia do casamento, ignora, e casa-se com o herdeiro milionário da família.

Como manda a tradição, Grace é obrigada a participar, saindo-lhe a pior de todas as cartas. Agora, ela terá que jogar às escondidas, contra toda a família.

 

Os Le Domas têm até ao nascer do dia seguinte, para a matar, evitando a maldição que poderá cair sobre eles.

Grace, por sua vez, terá até ao nascer do dia para escapar com vida a todos os membros da família, ou morrerá.

 

 

A expectativa:

Ao longo do filme, assistimos a dois irmãos com atitudes distintas.

Alex, o noivo, que agora tenta ajudar a amada a escapar à tradição da família, afastou-se dessa mesma família porque não queria fazer parte destes jogos doentios e mortais, embora compreenda porque o fazem.

Já Daniel, cumpre a sua missão, embora não concordando e, sempre que possível, deixando para os outros os actos que ele não tem por que cometer, enquanto houver quem o faça por ele. 

São várias as vezes em que achamos que Daniel vai ceder, e ajudar a cunhada Grace. Será que ele vai mesmo fazê-lo, ou os laços de sangue, e a vontade de salvar a sua própria pele falará mais alto?

E Alex, conseguirá ele resistir à sua verdadeira natureza, ao legado que a família lhe está a transmitir?

 

 

A surpresa:

Grace dá luta do início ao fim, mas é apenas uma, contra todos.

Ainda assim, o filme reserva-nos duas surpresas, uma positiva e outra negativa. 

É a prova de que nem tudo o que parece, é.

 

 

A desilusão:

Quando se chega ao fim, o final é tão absurdo que acaba por ridicularizar e descredibilizar todo o filme.

E ficamos a pensar: "uau, que treta de filme"! 

Se era para acontecer o que aconteceu, mais valia fazê-lo com garra, com realidade, com luta, não com uma fantasia ultrapassada.

Da euforia à desilusão em escassos segundos!

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Antigamente, aqui na clínica, o horário das análises era das 08h às 10h, e por ordem de chegada, o que significava ter que acordar cedo para chegar cedo e despachar cedo, até porque não tínhamos muitas opções.

 

A minha filha tem que fazer análises, e queremos aproveitar que está de férias da Páscoa, para não faltar. Ao mesmo tempo, a ideia é eu própria não ter que faltar ao trabalho.

Portanto, apesar de a clínica ter mudado de instalações, para mais perto de casa, ainda assim sabíamos que teríamos que acordar cedo no dia escolhido. De qualquer forma, liguei para lá a confirmar o horário, e se era necessária marcação.

 

 

A euforia:

O horário das colheitas é das 07.30h às 15.30h.

"Que fixe! Dá para ir lá à hora de almoço, e não é preciso acordar cedo.", pensei eu. 

 

A desilusão:

Não funciona por marcação, é por ordem de chegada, mas para fazer essas análises tem que vir em jejum.

 

 

Lá se foi a felicidade de não ter que acordar cedo!

O Boneco de Neve - o filme

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Um dia, por acaso, calhei abrir uma daquelas revistas do Lidl na página de entrevista, ao actor Michael Fassbender, que desconhecia.

No espaço de poucas semanas, também por mero acaso, já vi dois filmes com o actor! E fiquei a saber que até mora cá em Portugal.

 

O último filme que vi com este actor foi Boneco de Neve.

Nunca li o livro, mas sempre me chamou a atenção e, quando soube que ia dar o filme, pus a gravar e estava com uma grande expectativa para o ver.

Foi uma total desilusão.

 

O filme é aborrecido, sem grande acção, sem grande suspense. As cenas que deveriam ser mais chocantes, não provocam grande coisa.

O boneco de neve é um mero acessório.

Há momentos em que é fácil nos perdermos, por não captar a nossa atenção e nos virmos, de repente, com novas personagens introduzidas que não sabemos que papel, ou interligação com toda a história, têm.

 

Fiquei também chocada com o estado do actor Val Kilmer, e a dificuldade com que o mesmo falava (dizem que é devido ao cancro que tem, que ainda está a tratar).

 

Diz quem leu o livro, que o filme "assassinou" a história do mesmo. Que o livro é muito melhor, e nada tem a ver com o que transpuseram para o grande ecrã.

Quanto a isso, não posso falar, mas sei que o filme vai ser apagado das gravações, sem deixar saudades!

Como Tudo Acaba

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"Como Tudo Acaba" é o novo filme da Netflix, que estreou na passada sexta-feira, e que conta com a participação de Theo James e Forest Whitaker nos principais papéis.

O trailer não desvendava muito, tanto poderia ser um filme cheio de acção, como nem tanto, por isso, nada como ver o filme e tirar as teimas.

 

 

O filme é enorme, e perde tempo a mais com cenas que nada acrescentam ao filme, nem contribuem para nada específico, a não ser preencher o tempo.

Temos o casal apaixonado, futuros papás que acabam de fazer a primeira ecografia, e despedem-se logo em seguida, tendo ele o papel ingrato de ir falar com o sogro, com quem tem uma relação difícil, e pedir a mão da filha em casamento.

O jantar não corre bem, com acusações mútuas e palavras que não deveriam ter sido ditas. No dia seguinte, durante uma chamada entre Will e Sam, algo acontece.

Sem qualquer informação sobre o sucedido, mas com a energia cortada e sem poder viajar de volta, acaba por embarcar com o sogro numa aventura pela estrada, para salvar a sua amada grávida.

 

 

Um filme que pouco explora os acontecimentos que estão a ocorrer, preocupando-se mais com as picardias entre genro e sogro, com os perigos nas estradas desertas.

E com a introdução de uma personagem que não se percebe bem que objectivo tinha na trama.

Vale pela mudança de Will, de menino betinho para homem de garra, capaz de enfrentar o perigo quando nem acreditávamos que fosse capaz de cometer uma infracção mínima. Vale pela relação que se vai desenvolvendo entre ele e o sogro. Mas pouco mais. 

 

 

Como tudo acaba?

Acaba sem sabermos o que aconteceu, sem sabermos o que vai acontecer, sem saber para que serviu todo o filme.

Provavelmente, acaba com toda a humanidade extinta. 

Mas, para isso, teremos que fazer nós o final que acharmos mais provável.

Chegamos à parte mais emocionante de todo o filme e, quando pensamos que é naquele momento que as coisas vão aquecer, acaba.

 

 

Será que é essa a lição a tirar: que tudo o que é bom na vida acaba quando está na melhor parte?

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