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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Pode a confiança ser sinónimo de desresponsabilização?

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"Como está ela?"

"Está bem."

"Tens a certeza?"

"Sim. Foi ela própria que o disse."

"E tu acreditas nela?"

"Sim. Confio nela."

"Confias nela porque é mais fácil para ti achar que está tudo bem, e assim não tens que te preocupar, e podes seguir com a tua vida."

 

Será que, por vezes, aquilo a que apelidamos de confiar não é, pura e simplesmente, o caminho mais fácil para nos desresponsabilizarmos? A forma que temos de não querer saber, de ignorar, de não saber como lidar com uma determinada pessoa ou situação?

 

No caso deste excerto, parece-me que existe uma certa verdade nessa afirmação. Não que fosse propositada, ou consciente mas, ainda assim, "olhos que não veem, coração que não sente" e, ao confiar totalmente na enteada, deixando-a agir por sua conta, e presumindo que tudo estaria bem, era uma preocupação a menos, a juntar às que já tinha com o filho, e com o trabalho.

 

Mas nem sempre tem esse sentido.

Confiar é dar um voto de crédito a quem amamos, para que possam tomar as suas decisões, e agir como acham que devem agir, sem impormos a nossa vontade.

É deixar dar os primeiros passos, e voar, quando assim o desejarem.

A questão, é não deixar eles voar sozinhos, sem saber que rumo seguiram, mas antes deixá-los voar acompanhando, ainda que de longe, o percurso que estão a fazer. É deixá-los cair, se for preciso, mas estar lá para apoiar e minimizar os estragos, em vez de nem sequer saber que eles caíram.

 

 

É possível desligar das redes sociais por uns dias

A importância das redes sociais no mundo empresarial

 

Quando se tem algo para fazer, que nos ocupe o tempo e seja mais útil ou prazeroso.

Em duas semanas de férias, raros foram os momentos em que peguei no telemóvel ou no computador, em que vi notícias ou o que quer que fosse na televisão.

No meio de tudo o que havia para fazer, a prioridade no tempo sobrante era dormir.

 

Mas se senti alguma falta daquela incursão pelas redes, o que mais se destacou foi a falta de escrever.

Não que tivesse muito para escrever.

Mas é um hábito que não se perde (nem quero) facilmente.

E, ao fim de alguns dias, a vontade surge.

Ainda que a falta de assunto continue a travar a escrita.

 

As férias estão a terminar.

Como referi no último post, estando a praia posta de lado, a escolha entre passar os dias sentada num sofá a não fazer nada, ou levar a cabo as pinturas que vinham há anos a ser adiadas, foi fácil.

Trabalho feito, senti que precisava de uns dias para descansar, e assim dei um presente a mim mesma de um dia a mais de férias.

Para pôr a leitura e a escrita em dia. E descansar o corpo.

 

Do que vou mesmo sentir mais falta, é de poder acordar sem despertadores. Naturalmente.

Reparei que acordar cedo e com hora marcada não me dá saúde, mas uma dor de cabeça no resto do dia.

Talvez seja até voltar a habituar-me à rotina.

Amanhã é o último dia em casa.

Setembro marca o regresso.

 

 

A todos aqueles que fazem inquéritos/ questionários por telefone...

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... e a quem os obriga a seguir um longo guião pré definido:

 

Debitar uma grande quantidade de informação de uma só vez, no sentido de explicar o que estão a fazer, não vai captar a atenção de quem está do outro lado. Pelo contrário, a pessoa vai perder-se e deixar de prestar atenção ao que lhe estão a dizer. E, às tantas, querer desligar a chamada!

 

 

Assim, para aqueles que ainda atendem essas chamadas, e que até se predispõem a ouvir ou a responder às questões colocadas:

 

- Ao invés de debitarem de uma só vez a informação, notando-se que estão a ler o guião, é preferível o improviso, explicar a informação de forma interventiva com quem está do outro lado, para que não perca o fio à meada, nem adormeça pelo meio

 

- Sejam claros e objectivos - estar com muita conversa que não serve para nada, para chegar a algo que se poderia dizer de forma sucinta, cansa

 

- Nem sequer tentem fazer inquéritos/ questionários com dezenas de questões - as pessoas até podem ter boa vontade e querer colaborar, mas isso é um abuso e, por certo, não conseguirão que muitas aguentem até ao fim, sem se desculparem com a falta de tempo e paciência, e desligarem a chamada

 

A ficar sem bateria...

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Como um telemóvel viciado, com algum tempo de uso, acho que já não consigo alcançar a bateria completa, representada pela cor verde. 

Mas há-de ser no laranja que ando desde o regresso das férias do ano anterior, até ao início do ano seguinte, altura pela qual passo a andar ali pelos dois tracinhos de bateria, com tendência a reduzir, à medida que o ano vai avançando.

Quando chega à vespera de ir de férias, ao invés de a energia aumentar, sinto ela a escapulir-se por entre os dedos pelo que, hoje, estou apenas com um traço de bateria, e já a começar a apitar, a avisar que é preciso recarregar brevemente, correndo o risco de chegar amanhã, último dia de trabalho, e desligar-me completamente, logo agora que a primeira semana de férias está à porta.

 

Depois, é tentar que na semana de férias (muito pouco para tantos meses de trabalho) consiga voltar ali à meia carga, para sobreviver a mais um mês de trabalho, até voltar a ter férias, e conseguir a proeza de subir para o estado laranja, e repetir todo o ciclo!