Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Dinheiro vai, dinheiro vem...

Imagem relacionada

 

 

e vice-versa também!

No meu caso, são mais as vezes que vai, do que as que vem.

Sempre que tenho umas moedas extra, que encontro dinheiro esquecido ou perdido, ou me dão uma gorjeta aparece, logo em seguida, uma despesa para o gastar e ficar sem ele.

 

 

Mas é uma frase que o meu pai diz muitas vezes.

Normalmente, para não termos receio ou problemas em gastar porque, de alguma forma, há-de voltar para nós. E porque a verdade é que o dinheiro anda constantemente em circulação. 

Claro que eu não me posso pôr a pensar assim, senão ia ser bonito.

No entanto, algumas vezes, até bate certo.

 

 

No outro dia, tinha-me sobrado pouco mais de 3 euros de uma compra que fiz.

Aproveitei esse dinheiro para comprar uma revista e uns bolos.

Nesse mesmo dia, um cliente deu-me 3 euros para beber um cafezinho.

Foi precisamente o dinheiro que gastei, e que acabou por voltar, de uma outra forma, para mim novamente!

 

 

E por aí, também seguem este lema? 

Costuma acontecer convosco?

 

Nas Tuas Mãos

 Imagem relacionada

 

"Existem algumas coisas e situações na vida que não podes controlar.

Todas as outras estão, quase sempre, nas tuas mãos.

Está nas tuas mãos aceitar ou rejeitar, partir ou ficar, agir correta ou erradamente, lutar ou desistir, amar ou odiar, perdoar ou guardar rancor, seguir em frente ou ficar preso ao passado, assumir ou acobardar, denunciar ou ficar calado, fugir, escolher, tentar, decidir, viver, ser feliz...

E a forma como utilizas esse poder, ditará as consequências, boas ou más, que daí resultarem.

Que saibas tirar proveito deste poder que te foi colocado à disposição.

Que estejas consciente de que o teu futuro está, literalmente, nas tuas mãos!"

 

E foi baseada nesta reflexão, que surgiu o título para o novo livro que quero escrever - Nas Tuas Mãos!

Porque está nas mãos de cada uma das personagens, e de mais ninguém, escolher o rumo que quer para a sua vida, para o bem e para o mal.

Uma Mulher em Fuga, de Lesley Pearse

Resultado de imagem para uma mulher em fuga

 

Há algumas coisas que são comuns em quase todos os livros da Lesley Pearse:

 

- a personagem principal feminina é sempre uma mulher de garra, forte, que apesar de todas as provações pelas quais passa, consegue sempre seguir em frente

- a temática da guerra

- o tempo que passa entre o início da história, e o seu final, que nos leva a viver vários anos seguidos, em poucas horas

 

"Uma Mulher em Fuga" conta a história de Rosie, uma menina de 8 anos que vive com o pai e os irmãos mais velhos, totalmente negligenciada, tendo a seu cargo cuidar dos homens da casa, e da própria casa.

Quando o pai leva Heather para cuidar de Rosie e de May Cottage, tudo parece melhorar para todos, até ao dia em que Heather desaparece sem deixar rasto.

Todos pensam que ela fugiu de Cole e dos filhos, por não aguentar mais lidar com eles. Mas, o que a fez deixar o filho, Alan, para trás, nas mãos daqueles odiosos rapazes e de um homem violento?

 

Só quando Thomas, irmão de Heather, a vai procurar anos mais tarde, percebe que algo de estranho se passou, e que Rosie e Alan não estão seguros naquela casa, denunciando o pai deles por maus tratos.

Rosie ganha, então, coragem, e ajuda Alan, contando depois ao pai tudo o que viu e sabe, o que lhe vale uma valente tareia, que quase a leva à morte.

Com o pai e irmãos presos, sobretudo depois de se descobrir dois cadáveres no terreno da casa, Rosie é levada para uma família de acolhimento temporário, dando início a uma jornada que a levará a viver situações desconcertantes e esmagadoras, das quais só com muita força e determinação conseguirá sair.

 

E, mais uma vez, surge a questão: será que tudo na nossa vida acontece por uma razão, e temos que passar pelo pior, para depois podermos saborear o melhor?

Estaria o destino de Rosie já traçado, ou foi ela, com as suas decisões, que traçou o seu próprio destino?

Onde estará Rosie, 11 anos depois de a termos visto pela primeira vez?

 

Haverá vida depois da morte?

h-vida-depois-da-morte-1-728.jpg

 

A morte sempre foi um tema sobre o qual evito falar, ou sequer pensar, porque senão começo a imaginar cenários nada animadores.

Sendo eu uma pessoa céptica, acredito que quando morremos, o nosso corpo fica debaixo da terra a ser comido pelos bichos, e acabou.

 

 

Deixamos de existir, de sentir, de pensar, de ser. É uma sensação muito estranha saber que, mais cedo ou mais tarde, será esse o nosso inevitável destino. E nada restará do que fomos, ou do que vivemos.

 

No entanto, ultimamente, tenho-me deparado algumas vezes com a teoria da reencarnação. Tanto na leitura, com o livro "Maldito Karma", em que a personagem principal morre e reencarna numa formiga, devido às acções que teve em vida, e que a condenaram a renascer nesse novo corpo, como no filme que tenciono ver brevemente "Juntos para Sempre", que também existe em livro, com o título "Teu Para Sempre", em que um cão morre e reencarna noutros cães, sempre com uma missão diferente, tentando descobrir o objectivo de todas essas etapas, e da própria vida.

 

 

 

Pelo que pude perceber, em cada nova vida, a figura reencarnada lembra-se das suas anteriores vidas, e daqueles que delas fizeram parte, como se apenas o corpo fosse diferente.

Mas será que, a haver mesmo este processo, isto será verdade? Ou, pelo contrário, a pessoa reencarnada será uma nova pessoa, sem qualquer memória do passado?

 

Seremos nós, também, pessoas reencarnadas? Teremos vivido já outras vidas? Será a reencarnação parte integrante do ciclo da vida?

E as outras pessoas, com quem convivemos? Conseguirão, de alguma forma, perceber quem fomos, quem somos? Ou não farão a mínima ideia que, um dia, já fizemos parte das suas vidas?

 

Tanto nos livros como no filme, as personagens vivem, em determinadas vidas, em locais totalmente diferentes, mas conseguem, noutras, contactar com os seus entes queridos, e enviar sinais, embora não podendo explicar directamente quem são.

 

E porque este filme é sobre animais, é impossível não pensar na nossa Tica. Será que também ela reencarnou noutra gata, e estará hoje por aí, com uma outra família? 

Conseguirá, à semelhança de Bailey, um dia voltar para nós?

 

Sinto a Tua Falta, de Kate Eberlen

Resultado de imagem para sinto a tua falta livro

 

Se tivesse que escolher a palavra que melhor define esta história seria, talvez, "perdoar".

 

É possível perdoar um irmão que nos deitava abaixo e achava que era melhor que todos?

É possível perdoar um filho, que nada fez para impedir o irmão de caminhar para a morte, ainda que nada pudesse fazer?

É possível perdoar pais para quem um filho significa tudo o que há de bom no mundo, e o outro filho a culpa pela morte do primeiro?

É possível perdoar o homem com que se teve uma relação de seis anos, e abandona a companheira porque de um caso com outra mulher resultou uma gravidez?

É possível perdoar um homem que, mesmo estando ao nosso lado, nunca percebeu o que afinal nós precisávamos?

 

 

É possível perdoar a nossa melhor amiga por ter começado a namorar sem nos contar?

É possível perdoar a nossa melhor amiga por se estar a deixar deslumbrar pelo dinheiro e pela vida de rica que lhe está a ser dada, e ter atitudes que, antes, seriam impensáveis? 

É possível perdoar a nossa melhor amiga quando, mal viramos costas, ela nos rouba o namorado, embora sabendo que, de qualquer forma, nunca iríamos levar a relação avante?

 

 

É possível perdoar uma mãe que morre de cancro, deixando-nos perdidas e com o futuro destruído, apesar de nenhuma culpa ter por isso?

É possível perdoar um pai que não dá valor à filha, nem a tudo o que ela tem feito desde a morte da mãe?

É possível perdoar um irmão que também nos desvaloriza, e manteve a sua vida à distância, mesmo sabendo que as irmãs, sobretudo a mais nova, precisavam de si?

É possível perdoar a irmã de quem cuidámos desde a morte da nossa mãe, sacrificando os nossos sonhos, quando ela nos acusa de não a ter deixado viver?

 

 

É possível perdoar o destino, que nos coloca no caminho de tantas pessoas, e vice-versa, umas boas, outras nem tanto, enquanto mantém à distância aquela que seria a mais acertada?

 

 

E, afinal, o que há a perdoar?

É a vida...Tudo isto faz parte da vida, das nossas experiências. 

 

 

Tess e Doll são as melhores amigas, e estão de férias a fazer um interrail. Tess pressente que a sua vida irá, de certa forma, mudar. Tem uma estranha sensação, mas não sabe explicar. Entretanto, recebe o tão desejado resultado dos exames, que lhe garante a entrada para a universidade.  

Durante este interrail, Tess conhece Gus, embora não troquem grandes palavras.

Ao longo de mais de 10 anos, os seus caminhos irão cruzar-se sem, no entanto, se encontrarem, mesmo estando a escassos metros um do outro. É estranho imaginar como, por vezes, as pessoas estão tão perto e, ainda assim, tão inacessíveis...

 

Gus é o segundo filho de uma família que não o perdoa por ter virado costas ao irmão mais velho, quando ele inconsequentemente, decide deslizar na neve fora da pista, sofrendo um acidente que lhe ditou a morte. Gus foi para a universidade, formar-se em medicina. É lá que conhece Nash, que se tornará uma grande amiga, e que conseguiu aquele quarto à última hora, devido a uma desistência.

 

Tess descobre, quando regressa das férias, que a mãe tem um cancro em estado avançado, acabando por morrer, deixando a seu cargo Hope, a irmã mais nova, que sofre de síndroma de Asperger. Assim, ela passa a cuidar da irmã, desistindo da universidade.

 

Toda a história será alternada entre a vida de Tess e a de Gus, desde esse momento, até à actualidade, e tudo aquilo por que passaram: conquistas, derrotas, paixões, desamores, discussões, frustrações, desilusões, reviravoltas, desencontros, lutas.

 

Poderão Tess e Gus, ao fim de tantos anos, voltar a encontrar-se? Será que estão destinados a ficar juntos ou será, nesta altura, tarde demais para ambos?

  • Blogs Portugal

  • BP