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Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Devaneios

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Todos lhe diziam que deveria aproveitar a vida.

Viver cada dia como se fosse o último.

 

No entanto, os dias repetiam-se. Um após o outro.

Por semanas. Por meses.

As mesmas pessoas. Os mesmos lugares.

As mesmas responsabilidades e obrigações.

 

Começara, aos poucos, a perder o entusiasmo.

A garra. A inspiração.

 

Ansiava por algo novo.

Que lhe desse um novo alento.

Que lhe despertasse, novamente, o prazer pelas pequenas coisas.

 

Sabia que lhe faria bem uma mudança.

Sair dali. Nem que fosse por uns dias.

Sabia, também, que nunca o faria.

 

Eram, apenas, devaneios.

Pensamentos que lhe vinham à mente para fugir ao marasmo da sua vida.

Como quem se apresenta, de malas aviadas, na estação, mas limita-se ver o comboio partir, sem nunca entrar nele.

Quem sabe se na esperança de que, apenas por estar ali, algo mudasse.

E a magia acontecesse.

 

Talvez lhe bastasse a ilusão.

Talvez lhe faltasse a coragem.

Talvez ainda não fosse o momento.

Ou, talvez, já o tivesse deixado passar.

 

 

 

 

Sonhos – Entre o devaneio e a realidade

“Nós podemos chegar até onde podemos avistar”

 

 

 

 

Será?

Até onde poderemos nós realmente chegar? Até onde avistamos? Além do que avistamos? Ou nem sempre até onde avistamos?

Claro que, à medida que nos vamos aproximando do ponto que avistámos e da meta que traçámos, conseguimos avistar um pouco mais, logo o que seria o “além do que avistamos, passa a ser o que actualmente avistamos. E dessa forma, a frase tem lógica.

Mas, o que significa, exactamente, o que avistamos? Será o sonho, será a realidade?

Viver de quimeras e ilusões não nos leva, de facto, a lado nenhum. Contudo, não serão, em parte, os sonhos a base do que muitas vezes, nas nossas vidas, se transforma em realidade? Também é certo que viver apenas ligado ao concreto e à realidade que nos envolve, pode ser bastante limitador e desmotivante.

Talvez seja necessário encontrar um equilíbrio, uma vez que é fundamental, e faz parte da nossa evolução, sonharmos.

É esse sonho que, em seguida, poderemos ou não colocar em prática. Não com um plano baseado em fantasia, mas com um que se encaixe na nossa realidade.

Por vezes, os planos falham. Talvez tenhamos que elaborar um novo, e voltar a tentar.

Porquê?

Porque, ao não desistirmos de sonhar, e de lutar, mesmo que esse sonho não seja o nosso futuro, sempre aprenderemos alguma coisa.

E, quem sabe, durante esse processo tão dinâmico e transformador, não encontramos o verdadeiro caminho…