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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

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Vacina da gripe: levar ou não levar?

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Todos os anos a situação repete-se: chegamos a esta altura do ano, e lá vão as pessoas vacinar-se contra a gripe.

Este ano, os alertas de que virá por aí um surto de gripe, e que todos devem prevenir-se, recorrendo à vacina está, mais uma vez, a levar muita gente a correr para as farmácias e centros de saúde, a fim de levar a vacina e assim evitar as gripes de inverno.

Como todos sabemos, existem grupos de maior risco, para os quais se recomenda esta medida preventiva. Os restantes, querendo, podem também fazê-lo.

 

Ora, eu nunca senti necessidade de levar a vacina contra a gripe. Normalmente, constipo-me várias vezes por ano. Uma ou outra vez devo ter tido mesmo gripe, mas acaba por ser algo tão normal que nunca me pareceu justificar a toma desta vacina.

Aliás, conheço pessoas que estavam bem, e ficaram doentes após levarem a vacina da gripe.

Este ano, continuo sem intenções de levar a vacina, tal como todos lá em casa.

Enquanto isso, vejo as pessoas à minha volta histéricas, com medo do que aí vem, a quererem levá-la. Cada um é dono de si, e faz o que bem entende pelo seu bem estar. Por isso, se o querem fazer, façam-no. Se se sentem melhor assim, mais descansadas, não hesitem.

Mas, será legítimo quererem arrastar todos os que as rodeiam consigo? Por muito que não queiram, a não ser que vivam numa concha, ou se restrinjam a conviver unicamente com pessoas que seguiram o seu exemplo, é impossível não estarem, em determinados momentos, no mesmo espaço que outras pessoas que não tomaram a vacina da gripe. E aí, o que vão fazer? Como saberão quem se preveniu e quem não o fez?

Seja como for, estando essa pessoa vacinada, mesmo que os outros não estejam, nada tem a temer, certo?

 

E nos locais de trabalho?

Podem as entidades patronais obrigar os seus funcionários a vacinarem-se contra a gripe? Será essa preocupação meramente laboral, por receio de que os funcionários adoeçam e prejudiquem as empresas?

Podem os funcionários recusar-se a fazê-lo?

 

No fundo, a questão que se coloca é: levar ou não levar a vacina da gripe? De quem é a decisão, e o que deve ter em conta no momento de decidir.

 

Por aí, costumam levar a vacina da gripe?

O que vos levou a tomar a vossa decisão?

 

 

 

 

 

É legítimo ocultar um erro médico?

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Para salvar a reputação de um membro da equipa médica, quando esse erro, ainda que, de certa forma, desculpável, dadas as condições em que a vítima se encontrava e a grande probabilidade de aquele pormenor escapar aos olhos da maioria, resultou na morte da vítima?

 

Como se sente um médico que tentou tudo para salvar um paciente e fez uma manobra perfeita e complicada de emergência que lhe salvou a vida temporariamente, para depois saber que essa mesma pessoa faleceu porque, embora aquele procedimento tenham sido essencial, houve outro que falhou, por sua culpa? 

 

Como se sentem os familiares da vítima mortal, ao tomar conhecimento de que a mesma faleceu, sem sequer imaginar que, talvez, pudesse ter resistido se não fosse um erro médico? Não terão eles o direito de saber? Ainda que isso não devolva a vida de quem partiu?

 

E quem pode julgar se o médico que cometeu o erro tem desculpa ou não? Terão os responsáveis pelo hospital o direito de esconder/ omitir os erros, para savar a pele e a reputação? Ou o dever de denunciar e apurar responsabilidades, quando existam, para manter a credibilidade e confiança?

Os médicos podem/ devem mentir aos pacientes?

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Deve um paciente saber a verdade sobre a sua situação clínica, ainda que esse paciente seja apenas uma criança?

É legítimo os familiares de um paciente, pedirem a um médico que omita/ minta a esse mesmo paciente?

Quanto de altruísmo ou de egoísmo está presente nesse pedido?

 

Por vezes, tentamos proteger tanto, que não percebemos que aqueles que queremos proteger não vivem dentro de uma bolha, que não são parvos e sabem pensar por si, e perceber quando nos dizem a verdade ou nos mentem.

Por vezes, as nossas acções visam aquilo que achamos que é o melhor para os outros mas, no fundo, é aquilo que é o melhor para nós próprios.

 

"Ah e tal, não vai aguentar!", "Vai ser pior saber", "Se não souber, não sofre.".

 

Mas, quem somos nós para dizer o que os outros querem, o que vão pensar ou como vão reagir, decidindo por eles em algo que diz, acima de tudo, respeito a eles?

 

Coloco-me no lugar do paciente e, por mais que me custasse, iria querer sempre que me dissessem a verdade, nua e crua, do que fingirem que estava tudo bem, quando tudo e todos à minha volta agiam em sentido contrário às palavras, denunciando-os. 

Até porque o facto de omitirem só leva a que seja mais fácil, para eles próprios, lidar com o sofrimento deles. Se não virem o sofrimento dos outros, não sofrem ainda mais.

Estando eu doente, não tenho o direito de saber? Correndo riscos, não tenho o direito de ser informada? Estando com os dias contados, e a vida por um fio, não tenho direito a fazer a minha própria despedida, à minha maneira?

É eticamente correcto os médicos, a pedido de alguém ou por sua própria autoria, ocultarem a real situação clínica do paciente?

E quando transpomos isto para uma criança? Mudará alguma coisa? Ou continuará a ter os mesmos direitos?

 

Colocando-me no lugar de familiar, nomeadamente, mãe, quereria eu que a minha filha soubesse a verdade? Estaria ela preparada para isso? Saberia eu própria lidar com essa verdade, e com os eventuais estragos que ela pudesse fazer à minha filha? Ou pediria ao médico que lhe mentisse, tal como eu, para que ela continue a ter uma vida normal, sendo que nunca o será?

Lá está, mais uma vez, percebo que, não querendo que a verdade seja dita, estaria a aliviar-lhe os últimos momentos da sua vida mas, sobretudo, a aliviar-me a mim, enquanto mãe, de lidar com as frustrações, negações, conformismo, depressão da minha filha, a somar às minhas. Nesse sentido, é altruísmo para com a minha filha, ou egoísmo da minha parte?

 

Conseguiria eu levar a farsa até ao fim, sem me denunciar? É pouco provável e, como já referi, as crianças não são parvas. Acho que, em qualquer caso optaria, por mais difícil que fosse, pela verdade.

 

E enquanto médica? Posso eu mentir a um paciente, seja ele qual for, sobre o seu estado de saúde? Que os pais não tenham coragem, ou queiram esconder/ proteger, é com eles. Mas como profissional de saúde, como devo agir?

Com uma verdade esmagadora, ou com uma mentira piedosa?

 

O dia depois de ontem

 

Andavam por aí muitos portugueses insatisfeitos com o actual governo.

Tiveram a sua hpótese de tentar mudar, nas eleições de ontem. Alguns cumpriram o seu dever. Muitos, abstiveram-se de o fazer.

Hoje, andam muitos portugueses descontentes com o vencedor das eleições. Alguns com esse direito, porque os seus votos não foram suficientes para destronar o actual governo. Outros, sem terem do que reclamar, porque não fizeram nada para mudar.

Os conformistas, expressam as suas opiniões "Ah e tal, pelo menos não ganhou com maioria absoluta" ou "Ah e tal, pelo menos já sabemos com o que contamos".

Mas há quem diga que foi melhor assim. Que, não havendo oferta de qualidade, mais vale um Coelho na cartola, que dois Costas a voar!

Imagem www.movenoticias.com

 

E por falar em animais, parece que o PAN conseguiu fazer história nestas eleições, ao ver um deputado eleito para a Assembleia da República.

Também o Bloco de Esquerda alcançou uma vitória, passando a ser a terceira força mais representada, com a eleição de 18/19 deputados.

E assim corre o dia depois de ontem - um dia de rescaldo, ressaca, desilusão, optimismo, vitórias, derrotas, alegria, contas à vida.

Amanhã esqueceremos estas eleições. Hibernaremos por quatro anos, na toca do Coelho.

Em 2019, voltaremos a dizer de nossa justiça. Ou talvez não... 

 

Imagem rr.sapo.pt

Sobre a arrogância de uns...

 

...e a persuasão de outros!

 

Como já aqui disse, não tenho por hábito dar dinheiro a ninguém que me venha pedi-lo, seja para que causa for. A minha resposta é sempre "não estou interessada". Ou, quase sempre!

 

No outro dia veio cá uma senhora que começou por afirmar estar a fazer um serviço social na zona. O serviço social revelou-se uma angariação de fundos para uma instituição de crianças e jovens em risco. Nesse sentido, começou por me dar uma caixa para a mão, que eu pensei que fosse algum perfume mas que, afinal, era um relógio para homem, que estavam a vender por € 10,00, com oferta de outro igual. Respondi-lhe que não estava interessada. Mas, como se costuma dizer, mulher prevenida vale por duas e esta, já a pensar naqueles que provavelmente rejeitariam o relógio, trazia outra alternativa na "manga", que é como quem diz, na pasta - livros infantis!

Na compra de um, por € 5,00, oferta de outro. E assim me conseguiu convencer! Comprei um livro com jogos e receitas, e ofereceram o do Shrek 2. Ficou a minha filha a ganhar, e eu fiz a boa acção do dia, ao contribuir para uma instituição.

 

Uns dias mais tarde, apareceu um senhor, com um ar convencido, que logo me desagradou. Em primeiro lugar, parecia que a última coisa que lhe apetecia era estar a fazer esse "serviço". Depois, partiu do princípio que nós, só de olharmos, adivinhamos o que quer. Como isso não aconteceu, lá deu, com muito custo, uma explicação do que fazia - pedir dinheiro para ajudar uma instituição que acolhe "sem abrigo". Como lhe respondi que não estava interessada em ajudar, começou a reclamar, embora em tom irónico mas, ainda assim, a reclamar, como se fosse nossa obrigação ajudar todos aqueles que nos pedem.

 

Pois eu até posso ter muita vontade de ajudar, mas se vierem todos com a mesma atitude deste senhor, comigo não se safam! Porque a arrogância não é, sem dúvida, o melhor caminho para o conseguirem!

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