14 de Dezembro de 2025
Amanheceu com sol e céu azul, que se manteve até meio da tarde, altura em que as nuvens começaram a chegar e cobrir o céu.
Ainda assim, o final do dia foi cheio de cor.


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Amanheceu com sol e céu azul, que se manteve até meio da tarde, altura em que as nuvens começaram a chegar e cobrir o céu.
Ainda assim, o final do dia foi cheio de cor.



Felizes aqueles que, ao final do dia, ainda conseguem encontrar algo que os inspire.
Que traga alguma cor à sua vida.
Que os anime.
Que lhes dê esperança.
Por vezes, entre a correria, a rotina, os problemas e as confusões de mais um dia, é o suficiente para trazer alguma serenidade.
Paz.
Beleza.
Um sorriso.
Texto escrito para o Desafio 1 Foto, 1 Texto

Amanhecer...
Quando a noite dá lugar ao dia
Quando a lua cede a sua vez ao sol
Quando a escuridão é vencida pela luz
Amanhecer...
Quando tudo fica para trás
E um novo dia começa
Como uma nova oportunidade
Amanhecer...
Carregado de promessas e esperança
De energia renovada
Mas também de responsabilidade
Amanhecer...
São apenas uns minutos
Que depressa se desvanecem
Sem hipótese de voltar atrás
E, hoje, este amanhecer colorido valeu a pena!
Ainda que, ao longo do dia, os tons vermelhos tenham dado lugar aos cinzentos.
Texto escrito para o Desafio 1 Foto, 1 Texto

Depois da correria, da azáfama, da euforia, e da noite de festa, eis que o dia amanhece tranquilo.
E, surpreendentemente, tendo em conta o frio dos últimos dias, quente!
Pelo menos, pela hora de almoço.
A "ressaca" do Natal faz-se sentir.
As pessoas acordam mais tarde.
E, muitas, deixam-se ficar em casa.
Afinal, ainda há um almoço. Mais comida e bebida. Mais celebração.
Mas há, também, que pôr a casa em ordem (mínima).
Há papéis de embrulho, caixas e caixinhas, sacos e saquinhos, fitas, laços e lixo para despejar.
Arrumar, nem que seja provisoriamente, os presentes recebidos.
E há a própria vida, que segue, porque é mais um dia.
Mas as ruas da vila estão desertas.
Só uma ou outra pessoa a passear o cão, mais por obrigação, do que vontade de sair.
Um ou outro corajoso, a fazer exercício. Quem sabe para compensar os excessos da noite.
Os cafés estão fechados e, por isso, o convívio faz-se em casa.
Embora meia dúzia de "gatos pingados" tenha vindo à rua fumar.
E trocar dois dedos de conversa.
Talvez para fugir, por instantes, do ambiente familiar.
Até o sol parece ter pouca vontade de se fazer sentir, deixando as nuvens levarem a melhor durante a tarde.
Uma tarde meio cinzenta, parada, calma, insossa.
À excepção das cabrinhas, que por ali andam a ver o que se pode comer.
E dos coelhos bravos que, àquela hora, estão animados, e prontos para a correria.
Na objectiva, o retrato de um dia prestes a despedir-se.
Um último raio de sol.
Uma vila solitária e recolhida.
Gente que, naquele dia, fica dentro de portas, a recuperar para o dia seguinte.
A "ressaca" da "ressaca do Natal"!
Texto escrito para o Desafio 1 Foto, 1 Texto

Faço aquele caminho diariamente.
Várias vezes por dia.
E já se torna tão habitual que, muitas vezes, já nem paro para observar.
Quando a colónia lá andava, não havia dia em que não espreitasse, para ver se via os bichanos.
Depois, a colónia desfez-se.
Há pouco tempo, apareceu por lá um solitário, tigrado, cinzento. Fez-me voltar ao hábito. Mas deixei de o ver. E o hábito perdeu-se.
Ainda mais nestes dias de chuva, em que uma pessoa quer é chegar depressa ao destino.
Hoje, um desses dias de chuva, de chapéu aberto e a caminho do trabalho, estive mesmo para seguir em frente.
Não sou muito de acreditar em sextos sentidos, chamamentos e afins, mas algo me fez mudar de ideias, e ir até lá, só naquela...
Para meu espanto, na caixa onde cheguei a ver o tal gato tigrado, estava um cão.
Lindo, aparentemente meigo. Não ladrou, não se assustou, nem se mexeu. Ficou a ver-me falar com ele, e tirar as fotografias.
Não fazia ideia se estava perdido, abandonado, se era de alguém da zona. Mas nunca o tinha visto antes.
Publiquei a foto no facebook, e partilhei num grupo de animais desaparecidos aqui de Mafra. Just in case...
Acho que, quando publicamos algo do género, pensamos sempre que não dará em nada.
Várias pessoas partilharam a publicação.
E chegou até ao dono.
Ao que parece, o cão tinha fugido no fim de semana, voltado para casa mais tarde, e entretanto voltou a fugir.
Não é daqui perto. A casa dele ainda fica a uns 3 km.
Por volta das 10h, já não estava naquele sítio.
Mas deve ter ficado por perto porque, pouco depois, quando o dono foi até lá procurá-lo, ele apareceu.
Foi assim que o Adolfo - é esse o nome do fugitivo - voltou para a sua casa, em segurança.
E o meu dia se tornou mais leve, por ter dado um pequeno contributo para este desfecho.