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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

E se, de repente, vos disserem que têm zona?

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Nunca menosprezem ou substimem determinados sintomas que o vosso corpo possa apresentar.

Nunca se limitem a ir até à farmácia e esperar que vos digam aquilo que supostamente têm, comprando um qualquer medicamento para ver se faz efeito.

Por vezes, até os próprios médicos só acertam no diagnóstico à segunda, ou à terceira, quando acertam...

 

 

Há uns anos, a minha filha começou com umas manchas vermelhas na pele. Achámos que era alguma alergia, uma picada de insecto, alguma doença tipo varicela ou sarampo. Fomos com ela ao médico. Andámos a empatar, a pôr pomadas que não fizeram qualquer efeito, porque o problema era outro. Quando foi novamente ao médico, o problema tinha alastrado e agravado, e ela ficou internada, já com o diagnóstico correcto: Púrpura de Henoch Schonlein.

 

 

Há umas semanas, o meu pai começou a ter umas manchas vermelhas no pescoço, que lhe davam comichão.

Foi à farmácia. Disseram-lhe que deveria ter sido alguma picada de insecto. Trouxe uma pomada para casa, para aplicar.

As manchas deram lugar a feridas, e a dores.

Disse-lhe para ir à médica, porque podia estar a fazer tratamentos em vão.

Ele assim fez. Foi-lhe diagnosticada Zona, que entretanto já tinha alastrado para os braços e peito.

O que ele andava a pôr não servia para nada.

Se não tivesse ido ao médico, não teria começado a tratar o prblema correctamente, e poderia haver consequências mais graves.

 

 

Mas o que é, afinal, Zona?

Herpes zoster ou zona é uma doença transmissível e viral provocada pelo mesmo vírus da varicela. 

Os sintomas começam com dor intensa e alguns dias depois aparecem manchas vermelhas, que evoluem para vesículas e, posteriormente, crostas.

Surge geralmente devido à reativação do mesmo vírus que causa a varicela e que, mesmo depois de curada esta doença, pode permanecer inativo nas células nervosas.

A reativação deste vírus tende a ocorrer em pessoas de idade mais avançada ou nas quais o sistema imunitário esteja de alguma forma debilitado.

 

 

A Zona é contagiosa?

Uma pessoa afetada com zona não a pode transmitir a outras pessoas através do mero contacto. Poderá, isso sim, contagiá-las com varicela no caso de estas nunca a terem contraído.

 

 

As pessoas afectadas ficam com sequelas?

Há quem tenha tido, e passados anos continue a sentir dores nos locais que foram afectados pela zona.

No caso do meu pai, ele diz que está totalmente bom. Mas apanhou um valente susto!

 

 

Herpes Ocular? O que é isso?

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Quinta-feira acordei com uma borbulha pequena no interior da pálpebra. Na sexta, essa borbulha desapareceu, mas apareceram outras no exterior. Para além do prurido e dor, tinha a pálpebra inchada, o olho lacrimejante, sensibilidade à luz e ligeira diminuição da visão.

Esperei para ver se ontem estaria melhor, mas não. Pensei em ir apenas à farmácia, para ver se me recomendavam alguma coisa, mas o mais certo era mandarem-me ir ao médico, por isso, lá resolvi ir a uma consulta de urgência. Embora tenha comentado, por brincadeira, com o meu marido que isto mais parecia herpes no olho, estávamos convencidos que seria uma conjuntivite.

Mas não! Assim que a médica viu, disse logo - isso é Herpes Ocular!

Nunca tinha ouvido falar em tal coisa. Costumo ter herpes labial, mas já há muito tempo que não aparecia. Agora herpes ocular não conhecia.

No entanto, parece que não é assim tão rara como se possa imaginar. E é provocada pelo mesmo vírus do herpes labial - o herpes simples ou HSV, com o qual podemos entrar em contacto logo na infância, podendo surgir quando a imunidade da pessoa está baixa, devido a stress intenso, traumas ou outras doenças, queimaduras do sol ou períodos pós-cirúrgicos, uma virose ou um medicamento utilizado.

A diferença é que é mais difícil de diagnosticar, ou pode ser mal diagnosticado e tratado de forma errada, o que pode provocar graves riscos à visão de seu portador. 

O herpes ocular pode aparecer qualquer camada dos olhos, mas as manifestações mais comuns incluem blefarite (inflamação das pálpebras), conjuntivite folicular e ceratite (inflamação da córnea). 

O vírus do herpes entra no nosso organismo através da mucosa oral ou nasal e aloja-se nos nervos. Caso o nervo afetado emita ligações nervosas com o olho, ele poderá ser afetado. Normalmente afecta apenas um dos olhos.

Os sintomas mais frequentes são:

  • olho vermelho
  • fotofobia
  • irritação ocular
  • sensação de corpo estranho e lacrimejamento excessivo
  • diminuição da visão (de forma leve ou mais marcada)

e podem surgir:

na pálpebra - vesículas nas pálpebras, com inchaço e vermelhidão;

na córnea - é o principal local de ação do herpes e pode causar uma importante diminuição da visão;

na íris - é uma das causas da uveíte (inflamação da íris e do trato uveal);
na retina - é muito rara, e só ocorre em paciente com grave imunodeficiência.
 

O tratamento imediato, com medicamentos antivirais específicos ou antibióticos, interrompe a multiplicação dos vírus em questão. O tipo de tratamento a ser feito vai depender de qual parte do olho foi afetada.

O antiviral mais usado é o aciclovir (zovirax®), na forma de pomada ou comprimidos.Quando a infecção é só nas pálpebras, pode se optar por não fazer nada ou começar antiviral pomada para proteger o olho.
Foi o meu caso. A médica receitou-me a pomada, para aplicar 4 vezes ao dia, e aconselhou-me a não deixar as coisas se resolverem por si, porque poderia agravar.
 
Já existem algumas vacinas para o herpes, mas com um custo muito alto.
Quanto aos cuidados para evitar contágio, são os mesmos de sempre - não compartilhar toalhas com a restante família, lavar bem as mãos depois de tocar no olho e antes de tocar em mais alguém, e evitar que me toquem. 
De resto, não apanhar sol, nem calor. E nada de lentes de contacto :(
 

Eclâmpsia

 

Até há umas semanas atrás não fazia a mínima ideia de que esta doença existia. Até que uma conhecida minha foi parar ao hospital, dando à luz uma bebé (que infelizmente, devido ao parto prematuro acabou por falecer), e ficando durante algum tempo nos cuidados intensivos, precisamente com este diagnóstico.

Trata-se de uma doença hipertensiva, induzida pela gravidez, de causa desconhecida, que ocorre normalmente depois da pré-eclâmpsia.

Na pré-eclâmpsia, há um aumento da tensão arterial, usualmente a partir das 20 semanas de gestação, e presença de pelo menos 300mg de proteínas na urina. Estes sintomas podem ser acompanhados por piora rápida e/ou súbita dos edemas (inchaços) normais da gravidez, que podem estender-se às mãos e face, sensação de falta de ar, distúrbios da visão, dores de cabeça, tonturas ou sonolência, náuseas e vómitos, e/ou dor forte na região abdominal.

A síndrome HELLP (hemolisys elevated liver enzymes low platelets), é uma forma grave de pré-eclâmpsia, caracterizada por destruição dos glóbulos vermelhos, enzimas do fígado elevadas e plaquetas baixas.

A eclâmpsia, semelhante mas de maior gravidade, caracteriza-se, além dos sintomas acima referidos, por crises convulsivas, dores musculares e/ ou inconsciência.

O diagnóstico é feito através de análises sanguíneas e à urina, e avaliação da tensão arterial, sendo o único tratamento curativo, o parto. Enquanto este não ocorrer, há que controlar a tensão com recurso a medicação, repouso e dieta sem sal podendo, em casos mais graves, ser necessário o internamento.

A eclâmpsia pode provocar descolamento prematuro da placenta ou má irrigação da mesma, parto prematuro, recém-nascido com baixo peso ou sofrimento fetal.

A sua presença indica que, após a estabilização do quadro, se deve induzir o parto uma vez que, não o fazendo, poderão surgir complicações graves com risco de morte. Nos casos de idade gestacional baixa (menor que 32 semanas) pode-se recorrer à cesariana.

Embora de causa desconhecida, como acima referi, existem, no entanto, alguns factores de risco:

- primeira gravidez

- história anterior de pré-eclâmpsia ou eclâmpsia

- gravidez gemelar

- hipertensão

- diabetes

- problemas renais

- lupus

- obesidade materna

- gravidez na adolescência ou com mais de 35/40 anos

- gestantes com doenças auto-imunes

A melhor forma de prevenção é o acompanhamento contínuo desde o início da gravidez, permitindo o diagnóstico e tratamento precoces de problemas como a pré-eclâmpsia, evitando que esta se desenvolva para eclâmpsia.

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