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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Primeiro dia de Agosto e eu...

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... ainda só consegui apanhar duas tardes razoáveis de praia

... ainda não consegui largar o casaco durante o dia (por vezes até dois)

... ainda durmo com a mesma roupa de cama que tinha no inverno, e tapada até ao pescoço 

 

 

Estamos em Agosto, meados do verão, e nem parece que ele chegou.

Longe vão os tempos em que vínhamos da praia quase às 20h, e havia apenas aquele ventinho fresco. E os dias pareciam maiores.

Este ano, parece que ainda estou algures entre o outono e a primavera envergonhada, às 18h já quase não se pode andar na rua e os dias parecem mais pequenos.

 

E se, há uns anos, nesta altura, as nossas gatas andavam por todos os cantos da casa à procura de um sítio fresco para se deitar, ainda na noite passada, uma delas quis ir para dentro da cama dormir!

Os gestos não precisam de um dia específico...

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...para serem colocados em prática.

 

Hoje fui deixar o meu computador a arranjar na loja de informática. 

À minha frente, entrou um senhor. Eu, em seguida.

O rapaz ia atender o dito senhor, que tinha chegado primeiro.

 

Mas esse senhor, virou-se para o rapaz e disse: atenda primeiro a senhora!

 

Mesmo quando eu disse que tinha tempo, ele insistiu. E lá fui atendida num instante, expliquei o que o computador tinha, o rapaz ficou com o contacto, e saí, agradecendo ao dito senhor por me ter cedido a vez!

Estarei eu, realmente, a viver?

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Olho para trás e vejo que se passaram dois fins de semana prolongados. Foram três dias, em duas semanas seguidas, a que a maior parte dos portugueses tiveram direito, para aproveitar da melhor forma, fosse para descansar, ultimar as compras de natal, enfeitar a casa, passear, estar em família, arrumar a casa, ou outra coisa qualquer.

 

E eu? 

Eu sinto que se passaram 6 dias, que o tempo voou e nem dei por ele, e não aproveitei nada de nada.

Não deu para dormir até mais tarde, porque as donas gatas começam a pedir o pequeno almoço a partir das 7h da manhã, bem como persianas levantadas, cortinas abertas e caixotes limpos.

Depois, há a loiça que ficou para enxugar da véspera, há roupa que é preciso estender antes que o sol fuja, camas para fazer e por aí fora.

Pelo meio, uma ida ao PC, para ver o email, actualizar o facebook, escrever uns posts no blog, responder a comentários e, quando dou por isso, já passei ali um tempão.

Está na hora de ir às compras. Perde-se mais de uma hora.

 

Almoço, arrumar a cozinha, arrumar compras, fazer contas.

Mais uns caixotes para limpar, comida para repôr às bichanas.

Há a roupa que já enxugou, e é preciso passar a ferro e arrumar.

 

Trabalhos com a filha, ou estudos, para a última fase do primeiro período. Quando vejo, é quase noite.

 

E isto repetiu-se durante todos estes dias, sem que eu possa dizer que aproveitei para alguma coisa que seja.

Sinto que estou apenas a passar pelo tempo (ou ele por mim), sem realmente viver a vida.

 

Espero que na semana que vou ter, no final do ano, consiga compensar este desperdício.

 

 

Como tudo se desmorona em segundos

 

 

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Quase tudo na nossa vida demora tempo a ser construído.

E apenas escassos segundos para desmoronar...

Um castelo de cartas ou uma torre de dominós, por exemplo, que tanta perícia e cuidado exigem para se completar, podem cair ao mínimo toque. Por vezes, basta mesmo tocar apenas em uma das peças, para que caia tudo.

No outro dia, a caminho de casa, passei por uma moradia que conhecia há anos. Estavam a deitá-la abaixo. Ficou apenas um quadrado de terreno no seu lugar. Uma casa que deve ter levado meses a erguer, desmoronou em pouco mais de meia hora. E daqui a uns dias ninguém se lembrará do que ali estava.

Até mesmo a natureza pode destruir numa fracção de minutos, aquilo que o homem levou anos e décadas a construir.

Uma relação leva meses e até anos para se consolidar. De um momento para o outro, pode ocorrer algo que deita por terra todas as bases e alicerces sob os quais a relação foi construída.

Uma vida leva cerca de nove meses a formar-se, e mais o tempo que lhe for permitido aproveitar cá fora. Em escassos segundos, a morte pode acabar com ela...

Já cheira a outono

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O verão ainda não chegou ao fim, mas já cheira a outono!

Por certo, ainda virão dias de calor, uma derradeira oportunidade de aproveitarmos da melhor forma o final desta estação.

Mas, esta semana, sente-se o outono a chegar.

As temperaturas estão mais baixas, e já sabem bem as camisolas de manga comprida, e um casaquinho a aconchegar.

Ao céu já chegaram as nuvens, que vão encobrindo e deixando brilhar o sol ao longo do dia.

Já se notam os dias a ficar mais pequenos.

As aulas começaram, o que significa que daqui em diante é tempo de estudo, e não de diversão.

O verão, que parece ter passado num ápice, está mesmo a despedir-se de todos nós, para dar lugar ao seu eterno sucessor...

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