Bem-vindo, Dezembro!
Está aí Dezembro!
Último mês do ano.
Tempo de festa, e despedida.
Mês das emoções em turbilhão.
A euforia, antes da melancolia.
Os dias a passar num ápice, por entre feriados, fins de semana e celebrações.
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Está aí Dezembro!
Último mês do ano.
Tempo de festa, e despedida.
Mês das emoções em turbilhão.
A euforia, antes da melancolia.
Os dias a passar num ápice, por entre feriados, fins de semana e celebrações.

Todos lhe diziam que deveria aproveitar a vida.
Viver cada dia como se fosse o último.
No entanto, os dias repetiam-se. Um após o outro.
Por semanas. Por meses.
As mesmas pessoas. Os mesmos lugares.
As mesmas responsabilidades e obrigações.
Começara, aos poucos, a perder o entusiasmo.
A garra. A inspiração.
Ansiava por algo novo.
Que lhe desse um novo alento.
Que lhe despertasse, novamente, o prazer pelas pequenas coisas.
Sabia que lhe faria bem uma mudança.
Sair dali. Nem que fosse por uns dias.
Sabia, também, que nunca o faria.
Eram, apenas, devaneios.
Pensamentos que lhe vinham à mente para fugir ao marasmo da sua vida.
Como quem se apresenta, de malas aviadas, na estação, mas limita-se ver o comboio partir, sem nunca entrar nele.
Quem sabe se na esperança de que, apenas por estar ali, algo mudasse.
E a magia acontecesse.
Talvez lhe bastasse a ilusão.
Talvez lhe faltasse a coragem.
Talvez ainda não fosse o momento.
Ou, talvez, já o tivesse deixado passar.
É Verão, mas parece que estamos numa espécie de Outono antecipado.
As árvores já estão a mudar de cor.
As folhas, ajudadas pelo vento, já começam a cair.
O chão, está totalmente coberto, em tons de amarelo e castanho.
As temperaturas estão bem mais frescas.
Os dias, parecem mais pequenos.
À noite, em casa, em vez da habitual bebida fresca, já apetece o chá quentinho.
Já sabe bem a manta, enquanto vemos televisão.
Acredito que ainda virão dias quentes, a relembrar que o Verão só se despede em Setembro.
Quem sabe, até, venham na próxima estação, só para contrariar.
Até porque, cada vez mais, as estações são mais um nome, que uma realidade.
A verdade é que neste momento, a aproveitar as férias de Verão, sinto-me em pleno Outono!
Como é bom sair do trabalho, e vir para casa, ainda com sol.
Os dias são mais pequenos.
Em breve, o sol dará lugar às estrelas.
Mas, por enquanto, ainda espera para se despedir.
Para dizer que, haja o que houver, ele estará sempre lá.
A dar-nos alento para um novo dia.
É a bonança, a vir antes da tempestade...
Texto escrito para o Desafio 1 Foto, 1 Texto

A cada ano que passa, dou menos por ele.
Parece que já não é o mesmo.
Que já não vem com a mesma alegria, com a mesma garra, com a mesma força.
Que cada vez é mais curto, ainda que tenha a mesma duração.
Os dias parecem mais pequenos que antes.
Se calhar, sempre foram, já que começam a encolher com a sua chegada.
Mas não parecia.
Não antes.
Quando, às oito da noite, ainda estávamos a sair, com pena da praia.
Quando, quase às dez da noite, ainda era dia.
Ainda dava vontade de sair à rua.
Ainda não apetecia dormir.
O verão, que parece já não o ser, cheira a um outono antecipado.
Em que uma pessoa chega ao final do dia encasacada.
Com vontade de se enroscar nas mantas.
A evitar sair, e ter que vestir camisolas quentes que já não deveria usar, nesta altura.
Sinto que o verão ainda agora chegou, e já se está a despedir, quando ainda falta mais de metade dos dias para se ir embora.
Será que ficou retido algures, e enviaram um farsante no seu lugar?
Será que o verão está, realmente, diferente de outros tempos?
Ou será que fui eu que mudei, e não o vejo com os mesmos olhos?
A verdade é que não foi por este verão que eu me apaixonei...
Mas é este verão, que vem ao de leve, que só um dia ou outro parece ganhar fôlego para se fazer sentir, e logo se vai, que tem marcado presença nos últimos anos.
Um verão cansado, desnorteado, sem rumo.
Um verão que já não traz magia, nem romance, nem aventura.
Um verão murcho, e sem sal.
Um verão que se limita a cumprir o calendário, mas não convence.