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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Abençoadas moedas

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Ontem fomos até Tróia.

Peguei numas moedas que lá tinha, e levei-as, junto com mais algum dinheiro, para o que fosse preciso (café/ estacionamento).

Já uma vez tivemos um problema com o parque de estacionamento,por não aceitar cartão multibanco,o que nos obrigou a ter que ir ao único multibanco disponível, levantar dinheiro.

Por isso, já vamos prevenidos.

 

À saída da praia, passámos por um café. Fiquei cá fora com a geleira e as mochilas, enquanto ele levou a minha carteira e pagou os gelados.

 

Chegámos ao estacionamento. 

Uma fila enorme para pagamentos. Um segurança por ali, a ligar para alguém. Pessoas a reclamar.

A máquina não dava recibos. Menos mal.

E também não aceitava notas! Pior. Então, se não aceita cartão nem notas, como é que pagamos? Não é normal.

Teríamos que esperar que viesse alguém, para tentar resolver o problema ou, caso não resolvesse, restava irmos a algum sítio trocar o dinheiro.

 

Começo a contar as moedas que tinha na carteira. 9 euros.

Chega a nossa vez. O meu marido coloca o cartão na máquina.

Valor a pagar: 9 euros!

Foi a nossa sorte :) 

Enquanto os outros ficaram à espera, nós safámo-nos e viemos embora.

Abençoadas moedas que me lembrei de levar!

Estará Portugal preparado para as intempéries?

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Ontem de manhã estava a chover por aqui. Enquanto ia para o trabalho, reparei que, de entre as 4 ou 5 valetas que encontrei pelo caminho, a maioria delas estava entupida, com a água a acumular-se mesmo em cima delas, sem escoar.

Essa situação, na zona em que vivo, é um mal menor, porque é uma zona que não é plana e, por isso, pouco propícia a eventuais cheias. Mas numa outra zona mais plana, sem ter por onde escoar e com as valetas tapadas, provavelmente de lixo e folhas levadas pelo vento, poderia provocar estragos.

 

E, assim, dei por mim a divagar se Portugal é um país minimamente preparado para as intempéries, que cada vez mais parecem querer visitar o nosso país.

Não me parece.

 

Temos uns meses de seca, em algumas regiões de seca extrema, e o país fica em alerta vermelho. Os rios secam, as barragens ficam abaixo dos níveis. Depois, quando chove, já há água a mais, e é preciso abrir as barragens, que podem levar a cheias.

 

Constroem-se moradias e empreendimentos turísticos à beira mar (só não o fazem em plena praia porque não dá mesmo), porque é o que atrai os turistas, os veraneantes. É chique ter uma casa de praia para passar os fins-de-semana. E penso que todos nós, algum dia, sonhámos com isso – ter uma casa ali tão perto da praia. Ou dos rios. Mas, cada vez mais, o nível das águas do mar sobe, a extensão de areia diminui, os rios enchem e saltam as margens. Cada vez mais a costa portuguesa é ameaçada. E tudo o que nela existe também.

 

E se as construções antigas eram, de certa forma, mais resistentes, com paredes grossas de pedra, por exemplo, hoje em dia, optam-se por outros materiais, tanto por uma questão estética, como financeira. Por outro lado, constrói-se em quantidade, e nem sempre em qualidade, o que faz com que, em casos de fenómenos extremos de vento, ou outros, as construções não resistam.

 

Também a questão dos incêndios tem muito que se lhe diga, como ficou provado em 2017, e em anos anteriores.

Tal como a iminência de um grande sismo ocorrer, mais cedo ou mais tarde.

 

Podemos ser um paraíso à beira mar plantado, com tudo o que de bom temos por cá, e que atrai tanta gente ao nosso país.

Podemos ser um país relativamente calmo em termos de guerras ou conflitos.

Podemos ser um país, até ao momento, pouco dado a tsunamis, tornados, furacões e outros fenómenos do género, ao contrário de outros que são fustigados por eles.

Podemos ser um país em que, apesar de tudo, ainda não conheceu a pobreza, a fome e a miséria no seu pior estado, como outros países.

 

Mas não significa que não venhamos a sofrer com tudo isso, e muito mais.

Já vi muitos "paraísos" ficarem completamente destruídos num curto espaço de tempo.

E sempre ouvi dizer que mais vale prevenir, que remediar.

No entanto, não me parece que Portugal seja um país dado à prevenção. Parece-me mais aquele popular ditado “depois da casa roubada, trancas a porta”.

 

Portugal aposta em tentar remediar os erros que cometeu pela não prevenção, ao invés de se prevenir e preparar para os perigos que podem um dia, quem sabe mais cedo do que imagina, cá chegar, e entrar sem pedir licença.

Muito ou pouco, não importa. É meu!

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Relativamente à encomenda que tinha feito na Worten em Dezembro, acabei por cancelá-la e pedir o reembolso do valor pago - € 32,89.

Uns dias depois, vi que já tinham feito a transferência. Fiquei satisfeita e nem liguei mais até que, uns dias mais tarde,ao ver melhor, percebo que apenas tinha, transferido € 30,89.

Ligo para lá, e a mulher que me atende sugere que talvez seja dos portes. Mas quais portes, se eu não recebi nada? E, mesmo que fosse o caso, o valor seria maior. Conclusão a que chegou logo em seguida!

Tomou nota e encaminhou a situação para o departamento responsável. Uns dias mais tarde, ligaram-me a dizer que, de facto, tinha havido um lapso, e iriam proceder ao reembolso dos 2 euros em falta, que entretanto já recebi.

 

Por acaso, eram dois euros. Mas poderia ser mais.

E, muito ou pouco, não importa. O que interessa, é que esse dinheiro era meu e, se houve engano, que toda a gente pode errar (por acaso é sempre para o lado deles), só tem que ser corrigido.

Agora imaginem 2 euros por cada caso parecido, sem que as pessoas dêem conta, quanto não daria no final!

 

A minha pontaria para compras online...

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... e não só!

 

Raramente tive problemas com compras efectuadas online, mas desta vez parece que o azar me bateu à porta, e ando com má pontaria, falhando os alvos.

 

Em novembro, decidi experimentar mandar vir umas peças de roupa através de uma revendedora, no facebook. Foi mesmo um tiro no escuro, e por isso encomendei só duas peças, sabendo que poderia vir a dar aquele dinheiro como perdido.

Após enviar mensagem, demorou algum tempo a responder, mas quando confirmei que queria encomendar, deu-lhe a pressa, sobretudo no pagamento, o que achei logo suspeito.

A encomenda foi feita a 20 de novembro. Na página, dizia que poderia demorar 2 semanas a 1 mês.

Em Dezembro, chegou um das peças (não a que a minha filha mais queria), e fiquei mais descansada. Perguntei por memsagem porque só tinha vindo uma peça, responderam-me que era normal, porque são fornecedores diferentes.

Até hoje, estou à espera da segunda peça. A revendedora diz que a encomenda saiu logo após o pagamento, que se não fosse recebida voltava para ela, mas como envia em correio normal, não tem forma de saber onde está a encomenda! Ela, que enviou, não consegue saber nem dizer nada. No entanto, pasmem-se, disse-me para perguntar nos CTT! E pergunto o quê, exactamente, sem qualquer referência?!

 

Em Dezembro, tentei comprar uma escova alisadora para oferecer à minha filha. Queria pagar com o cartão universo, segui os passos até ao fim, mas não me deu confirmação de encomenda, nem recebi qualquer email ou sms. Liguei para lá. Não sabem dizer nada sem número da encomenda, que eu não tinha, porque não recebi nada. Sendo assim, nada a fazer.

Arrisquei fazer de novo, desta vez a pagar por multibanco. Recebi logo em seguida os dados para pagamento. A encomenda foi feita a 8 de Dezembro, e recebi um email a informar que a data de entrega prevista era 27 desse mês. Não dava para o Natal, mas ficaria para o aniversário.

Esta semana liguei para a Worten. Como o prazo previsto tinha passado, iriam pedir informação ao fornecedor, para nova previsão. Em alternativa, poderia cancelar a encomenda. Foi o que fiz. Agora é esperar pelo reembolso, para comprar a escova noutro lado. E já nem para o aniversário vai a tempo.

 

Também nos últimos dias do mês de Dezembro, fui encomendar a lente para os óculos da minha filha. Para despachar o assunto, paguei logo. Ficaram de me avisar quando chegasse, para lá ir, prevenindo-me que só lá para o dia 3 é que conseguiria pedir, devido às festas de ano novo. Mesmo assim, já faz hoje uma semana, e nada. Lá vou ter que ligar para saber se ainda demora.

 

E, entretanto, o dinheiro está do lado de lá!

 

O que vale mais para um escritor?

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Vender o seu livro e tentar reaver o seu investimento, mesmo sabendo que o livro nunca será lido e que lhe espera um lugar numa qualquer prateleira, juntamente com tantos outros, que por lá permanecerão eternamente?

 

Ou esperar o tempo que for preciso, mas ter a certeza que está a vender a alguém que irá ler o seu livro, seja porque gosta do género, por curiosidade, ou amabilidade para com o autor do mesmo?

 

E quando as vendas revertem para causas sociais?

É legítimo colocar entraves, ou abdicar dessa ajuda, só porque o livro não terá um destino digno?

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