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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Dinheiro vai, dinheiro vem...

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e vice-versa também!

No meu caso, são mais as vezes que vai, do que as que vem.

Sempre que tenho umas moedas extra, que encontro dinheiro esquecido ou perdido, ou me dão uma gorjeta aparece, logo em seguida, uma despesa para o gastar e ficar sem ele.

 

 

Mas é uma frase que o meu pai diz muitas vezes.

Normalmente, para não termos receio ou problemas em gastar porque, de alguma forma, há-de voltar para nós. E porque a verdade é que o dinheiro anda constantemente em circulação. 

Claro que eu não me posso pôr a pensar assim, senão ia ser bonito.

No entanto, algumas vezes, até bate certo.

 

 

No outro dia, tinha-me sobrado pouco mais de 3 euros de uma compra que fiz.

Aproveitei esse dinheiro para comprar uma revista e uns bolos.

Nesse mesmo dia, um cliente deu-me 3 euros para beber um cafezinho.

Foi precisamente o dinheiro que gastei, e que acabou por voltar, de uma outra forma, para mim novamente!

 

 

E por aí, também seguem este lema? 

Costuma acontecer convosco?

 

Quem é o grande culpado pelos males do mundo?

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Testemunhas de Jeová - última parte da conversa

(que já ia longa e eu ainda tinha um alguidar de roupa à espera para estender!)

 

 

Sempre que se fala em Deus, há uma questão que vem sempre a lume: 

"Se Deus existe, e é tão bondoso e generoso, porque é que deixa morrer tantos inocentes, sem nada fazer para os salvar?".

E, acto contínuo, respondem-me sempre "mas não é Deus que faz as guerras, que mata as pessoas..."

Pois não! Mas também não faz nada para o impedir!

 

 

Disse-me, um dia, alguém, que havia uma luta constante entre Deus e o Diabo, e que a intenção era manter o equilíbrio. Se ninguém morresse, ou se todos morressem, tudo se desequilibraria.

Claro que, por vezes, a balança pende mais para um lado do que para o outro.

Imaginem alguém a tentar salvar várias pessoas ao mesmo tempo. Para acudir a uma, não consegue fazê-lo com outra.

Este raciocínio tem a sua lógica, e só perde consistência quando se apregoa aos quatro ventos que Deus é todo poderoso e omnipresente...

Adiante...

 

 

Nessa tarde, as senhoras perguntaram-me quem é que eu achava que era o grande responsável pelos males do mundo, e eu não hesitei em responder: o Homem!

Porque somos nós que cá estamos, somos nós, gananciosos, na ânsia de dinheiro e poder, que passamos por cima de tudo e de todos, que começamos as guerras, que matamos, que destruímos os nossos recursos, a natureza que nos rodeia, que provocamos, directa ou indirectamente, catástrofes como incêndios e outras resultantes de alterações climáticas, por obra da poluição para a qual todos os dias contribuímos, somos nós que, muitas vezes, provocamos acidentes, e por aí fora.

No fundo, somos nós, humanos, que cá vivemos, que não sabemos gerir aquilo que temos ao nosso dispôr, que não sabemos partilhar aquilo que conseguimos obter, que só nos preocupamos connosco e agimos naquela de "salve-se quem puder, de preferência, eu!".

Depois, existem, claro, aqueles fenómenos que ninguém sabe explicar, as ditas "causas naturais" pelas quais, eventualmente, ninguém será responsável.

 

 

Ora, assim sendo, tudo isto iliba Deus de qualquer responsabilidade nos males de que somos vítimas. E, não sendo responsável, também não tem por que resolver as coisas por nós.

Mas, lá volta a eterna questão:

"Se Deus existe, se é todo poderoso e omnipresente, se é justo, se é conhecido por castigar os maus, e proteger os bons, porque é que, na prática, não vemos isso?".

Porque é que continuam a partir os melhores, e a ficar por cá os piores? Porque é que o bem é premiado com a morte, e o mal, com a vida?

 

 

 

Nem de propósito, lembrei-me deste poema de Luís de Camões, que a minha filha tem no manual de português:

 

Ao desconcerto do mundo

Os bons vi sempre passar
No mundo graves tormentos;
E para mais me espantar,
Os maus vi sempre nadar
Em mar de contentamentos.
Cuidando alcançar assim
O bem tão mal ordenado,
Fui mau, mas fui castigado:
Assim que só para mim
Anda o mundo concertado.

 

Reflete ou não, a realidade dos nossos dias?!

 

 

 

Quando os casais fazem vida conjunta mas com carteiras separadas

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Será assim tão estranho?

 

Longe vão os tempos em que o marido trabalhava para sustentar a família, enquanto a mulher ficava em casa a cuidar dos filhos, e a gerir a casa, bem como tudo o que com ela estava relacionado, nomeadamente, as despesas.

E parecem estar a passar de moda os tempos em que ambos trabalham e, no final do mês, juntam os ordenados, e vão gastando do mesmo "saco".

 

A tendência é para, cada vez mais, sobretudo quando já passaram por mais do que uma relação, os casais fazerem vida conjunta, mas com contas e despesas separadas, como quem diz: "amor, amor,  carteiras à parte".

 

Isto não significa que não acabem por contribuir, de igual forma, para as despesas comuns. 

O que acontece, muitas vezes, é ficar estipulado o que cada um fica responsável por pagar, dividindo os gastos conjuntos. Quanto ao resto, cada um pode fazer o que bem entender com o dinheiro, e gasta onde quiser, sem ter que dar justificações.

Não são raras as vezes em que maridos e mulheres implicam com o que o outro membro do casal compra, ou com o que gasta dinheiro. Ou vê-se obrigado a estar sempre a pedir, se for só um a gerir o mesmo. 

Também acontece, quando um gasta mais do que devia, o outro precisar e não ter.

 

Pode parecer mentira, mas uma das razões que mais levam ao divórcio/ separação dos casais, são precisamente as questões financeiras.

E, numa altura em que até o IRS, por exemplo, pode ser declarado em separado, não é de estranhar que as carteiras também o sejam.

 

Eu funciono assim com o meu marido, e não mudaria.

Por aqui, cada um recebe o seu ordenado, em contas bancárias separadas, paga as contas que tem a pagar, e fica com o resto para fazer o que entender.

Da minha parte, estou encarregada de pagar a renda da casa e, recentemente, a prestação da Netflix.

O meu marido, em compensação, fica com as despesas de água, luz, gás e tvcabo.

Eu compro a areia para as gatas. Ele, a ração. 

Ambos compramos coisas que todos utilizamos em casa, mas cada um compra para si aquilo que quer ou gosta, e o outro até nem quer.

Se há gastos extra, vemos que tem mais possibilidades de pagar no momento mas, normalmente, gastos relacionados com o carro ficam para ele, e com a casa, para mim.

Tudo o que cada um de nós queira gastar a mais, é problema seu.

Mas acabamos por, em várias situações, irmos alternando as despesas, do género, hoje pago eu o cinema, para a próxima pagas tu.

 

E aí desse lado, consideram que é uma prática que não faz sentido, e pode até revelar falta de gestão e organização, bem como de confiança no parceiro, ou uma alternativa igualmente válida nos tempos modernos?

 

Cozinhar em casa ou comprar refeições fora?

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Quem não gosta de, em ocasiões especiais, ou em dias em que o tempo escasseia, ou o cansaço é grande demais para cozinhar, ir comer fora?

 

 

Depois, há quem faça as suas refeições fora por sistema, porque a sua vida assim o obriga, ou porque não tem jeito nenhum para cozinhar ou, simplesmente, tem mais com que ocupar o seu tempo que a cozinhar, e tem o capital necessário para sustentar esse hábito.

 

Há quem prefira cozinhar as suas próprias refeições, porque são mais saudáveis e mais saborosas, ou porque não há dinheiro para fazer grandes extravagâncias diárias.

 

Algumas pessoas preferem cozinhar para si próprias, ou para duas ou três pessoas, e evitá-lo quando se trata de grupos maiores, pelo trabalho que isso acarreta.

 

Outras, sentem maior prazer em cozinhar para um grupo de convidados, e preferem optar por algo mais prático quando é só para eles, ou para o casal.

 

 

Eu confesso: cozinho por obrigação. Não é coisa que goste. Cozinho pratos básicos, para o dia a dia, até porque não me posso dar ao luxo de comprar as refeições fora, ou ir comê-las a restaurantes todos os dias. Mas também admito que, à excepção de dois ou três pratos, que prefiro comer fora, a minha preferência vai, sem dúvida, para a comidinha feita em casa.

 

Por isso, mesmo que pudesse manter esse estilo de vida de ir tomar o pequeno almoço, almoçar ou jantar fora frequentemente, não o escolheria para mim.

Mas, para quem gosta e pode, acho bem, e não condeno.

 

 

 

 

Vale tudo por meia dúzia de euros e 5 minutos de fama?

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O dinheiro faz falta a muitos, e é sempre bem vindo, principalmente para aqueles que estão sem trabalho, vivem com dificuldades financeiras, ou têm dívidas para pagar.

Por outro lado, se nos derem a oportunidade, através de tempo de antena ilimitado, de promover o nosso trabalho, a nossa actividade e, a partir daí, criar oportunidades ainda melhores, por que não aproveitar?

E se, no meio de tudo isso, ainda nos oferecerem de bandeja o(a) parceiro(a) ideal para uma relação?

Então será ouro sobre azul! Ou não...

 

 

 

Até onde estão as pessoas dispostas a ir, por meia dúzia de euros, e 5 minutos de fama?

Até que ponto estão dispostas a agir como actores contratados para representar um papel que, na verdade, não são?

Até que ponto estão dispostas a envolver família e amigos nestas suas aventuras e loucuras, e sujeitá-los ao escrutínio público?

Até que ponto estão dispostas a revelar os seus segredos, o seu passado, os seus erros a todos, com as consequências que daí advenham?

Até que ponto estão dispostas a sacrificar o seu trabalho, por promessas e suposições que podem não dar em nada?

Até que ponto estão dispostas a queimar a sua imagem achando que, mesmo assim, vão sair beneficiados?

Até que ponto as pessoas estão dispostas a sujeitar-se a violência psicológica de tal forma que, podendo sair, decidem continuar?

Até que ponto as pessoas se acham no direito de ser rudes, mal educadas, até mesmo estúpidas, só porque não concordam com as regras, ou com o que estão a obter? 

Até que ponto, e até quando, estão essas pessoas dispostas a fingir algo que não são, e algo que não sentem?

Até que ponto estão as pessoas tão desesperadas por amor, que se rebaixam e insistem em bater na mesma tecla, quando o piano nunca funcionou?

Até que ponto as pessoas gostam assim tanto de fazer figura de parvos, para entreter quem os vê?

Até que ponto as pessoas precisam assim tanto do dinheiro, da fama, e de um programa de televisão, para serem felizes?

Vale tudo?

 

 

 

Ao que parece, vale!

Mesmo que dali a uns tempos ninguém mais se lembre deles, e volte tudo ao normal.

Só isso explica o facto de uma mulher, que já disse e mostrou que não sente nada pelo companheiro, que o acusa de ser agressivo, manipulador, de a rebaixar a toda a hora, que chora e afirma sentir-se esgotada e triste com essa relação, decidir continuar ao lado dele.

Se é para promover o seu trabalho, como dizem, achará mesmo que isso abonará a seu favor? 

Se é, como dizem, para ficar perto de outro concorrente por quem se sente atraída, não seria mais fácil abandonarem os dois o barco e serem felizes cá fora?

 

Só isso explica o facto de um homem, que diz que ninguém está ali pelo verdadeiro propósito que afirmou ir, e que era a base da experiência, que se faz de coitadinho, traído, ignorado e não amado, decidir manter-se ao lado de uma mulher que, nas suas próprias palavras, não serve para ele nem para nenhum homem.

 

Só isso explica o facto de duas pessoas totalmente diferentes, quer em formas de estar, quer em formas de pensar, e que não gostam de nada um no outro, nem fisica, nem psicologicamente, decidirem permanecer juntas?

 

Só isso explica o facto de se continuar a aguentar birras de crianças em adultos, cobranças, discussões, desprezo, indiferença, quando podem sair fora a qualquer momento.

 

 

 

Mas o público agradece o esforço!

Afinal, o que seria de nós sem essas pessoas, e esses momentos totalmente alucinados e hilariantes que  nos proporcionam, e que tanto nos divertem?!

O que seria de nós sem este serviço público, que descredibiliza cada vez mais os psicólogos, neuropsicólogos e coachers, denominados especialistas em matérias sobre as quais não têm qualquer poder de intervenção, e mostra a cada semana que, como era de esperar, erraram e continuam a errar em tudo?

O que seria se nós sem esta mostra do que podemos encontrar no dia a dia, na sociedade, do mais liberal ao mais conservador; do mais autêntico e até ingénuo, ao mais astuto e fingido, escondido atrás da máscara; do mais cool e easy going, ao mais stressado e complicado, do mais psicopata e controlador, ao mais falso e dissimulado?

 

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