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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Quando as pessoas não têm opinião própria

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Hoje em dia, quase toda a gente tem uma opinião a dar, qualquer que seja o assunto.

Umas mais informadas ou fundamentadas que outras, é certo. Mas as pessoas gostam de mostrar o seu ponto de vista e, se em muitos casos, nem sequer lhes é pedido, ou não serve para nada, noutros, as opiniões são bem vindas.

Não vem mal ao mundo em partilhar e trocar opiniões, e até pode ser enriquecedor, ou gerar boas conversas e debates.

Mas, para isso, é preciso que as pessoas apresentem aquela que é, de facto, a sua opinião.

 

E o que se vê, por vezes, é que as pessoas nem sempre têm opinião e, como tal, vão atrás das opiniões alheias, consoante a sua conveniência. Hoje, até são da mesma opinião que fulano x mas, amanhã, se for preciso, já são da opinião de fulano y que, por acaso, até é contrária à do x!

Ou, pior, mudam de opinião sem qualquer critério, só porque sim. Porque é melhor ir atrás da maioria. Ou porque é mais cool ser do contra.

 

São opiniões que, na prática, não valem nada porque, na verdade, as pessoas que as pronunciam não têm sequer uma opinião formada.

Já em relação àqueles que, realmente, mostram a sua opinião, esta acaba por gerar, muitas vezes, em vez de discussões saudáveis, verdadeiros pesadelos para quem as pronuncia.

Porque quem está do lado de lá, nem sempre está preparado para ouvir opiniões contrárias à sua. E, a única forma de evitar dissabores, é manter-se calado, ou concordar com os outros.

 

Por isso, para quem está no lugar do ouvinte diria que há que respeitar todas as opiniões, ainda que contrárias à sua. Se fosse para todos pensarmos da mesma forma, e termos o mesmo ponto de vista, tinham-nos feito robots, e programavam-nos para tal.

Para quem está no lugar de opinante, que dê a sua opinião, se de facto tiver alguma, ou mantenha-se calado, se não a tiver, em vez de estar a roubar as dos outros. 

 

 

As pessoas gostam de discutir?

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Pode parecer uma pergunta parva mas, cada vez mais, me convenço que algumas pessoas precisam de uma boa discussão.

Não sei se para descarregar frustrações causadas por outros motivos, que em nada têm a ver com aquilo sobre o qual, depois, discutem, ou porque precisam dessas discussões para dar algum sentido à sua vida.

 

É certo que, por vezes, determinadas situações nos podem levar a encetar uma discussão, seja por certas atitudes ou comportamentos, ou opiniões distintas que diferentes nem sempre são bem aceites.

Mas sempre acreditei que, apesar de não controlarmos na totalidade, fosse algo que todos quiséssemos, sempre que possível, evitar, pelo desgaste, mal-estar, mau ambiente e stress que as mesmas nos causam.

 

No entanto, aquilo a que tenho assistido, é a pessoas que provocam propositadamente discussões, que ficam ansiosamente à espera que alguém lhes responda, para poderem contra-atacar, que vibram com cada resposta torta que dão a quem está do outro lado.

Vejo, sobretudo, esse tipo de comportamento nas redes sociais. Como se fosse algo que fizessem por prazer.

 

Não bastam já os problemas do dia a dia? As discussões, muitas vezes inúteis, das quais não podemos fugir ou evitar?

Para quê dar azo a mais umas quantas, sem necessidade nenhuma, só porque sim?

Resolvem alguma coisa?

Ficam mais felizes por isso? 

É seguro levar crianças para grandes eventos?

 

Vem esta pergunta a propósito do incidente que ocorreu em Guimarães, com um menor a assistir à agressão ao seu pai, por parte de um agente da polícia do qual, felizmente, saiu ileso.

Quando a minha filha tinha 4 anos, e porque ela nessa altura era fã do Tony Carreira e tínhamos uma oportunidade única de assistir ao concerto gratuitamente, na Baía de Cascais, levámo-la. Mais tarde, percebi que corremos um grande risco, e que pus em causa a sua segurança, ao levá-la para um espectáculo desta dimensão.

É que, além do recinto estar a abarrotar, as pessoas empurravam-se umas às outras, e até os homens discutiam para conseguir o melhor lugar. Conseguimos ficar um pouco mais que a meio, e dali não saímos até terminar. Felizmente, não houve problemas para o nosso lado, mas aquilo podia ter corrido muito mal.

Este ano, por exemplo, levei-a ao concerto da Violetta, no Meo Arena. Mas estava tudo muito bem organizado, bastante segurança no local, e como tínhamos bilhetes para a plateia, nem sequer havia filas na nossa entrada.

Se há riscos? Há sempre. Mesmo aqueles que nem sequer imaginávamos. Se é seguro. Pode ser. Mas também pode não ser. 

Existem cada vez mais programas ao ar livre, como festivais, concertos, espectáculos e até idas ao estádio, dedicados a toda a família, mas será que dá para levar crianças a eventos como esses?

Talvez seja melhor pensar duas vezes antes de se aventurar, e sujeitar as crianças a perigos desnecessários. De qualquer forma, há que ter em conta, caso optem por arriscar, alguns cuidados fundamentais.

 

A nível geral:

- verificar se o local e o evento reunem condições para receber crianças com conforto e segurança;

- ter atenção à classificação etária do evento;

- certificar-se de que existem locais na zona onde possa comprar alimentação e água (para o caso da criança ficar com fraqueza ou desidratada);

- No fim do evento, aguardar a saída das pessoas, de forma a evitar acidentes no meio da multidão;

- Certificar-se de que a criança não sai do seu lado mas, ainda assim, identificá-la para a eventualidade de a mesma se perder, com o nome e contacto dos pais, por exemplo;

- Vestir uma roupa que chame a atenção e que, desse modo, a distinga das demais;

- Combinar um ponto de encontro, como polícia ou bombeiros que estejam no recinto, para o caso de se perderem;

 

No caso de estádios:

- evitar levar crianças menores de 3 anos a estádios de futebol;

- evitar levar crianças para jogos considerados de risco, já que há grandes hipóteses de discussões e violência;

- evitar ocupar lugares ao pé das claques, pelo mesmo motivo;

 

No caso dos concertos ou festivais:

- em concertos, evitar ficar próximo do palco, preferindo lugares onde haja mais espaço e o som seja menos intenso;

 

Convém não esquecer que nem sempre os programas, apropriados para os adultos, o são também para as crianças. É preciso pensar, acima de tudo, nelas. E ter em mente que, tudo o que possa vir a acontecer aos nossos filhos, é da nossa responsabilidade. Porque eles não foram para lá sozinhos, fomos nós que os levámos!

Coisas que me irritam...

 

...que provoquem uma discussão comigo, sem motivos, por causa de alguém que me é indiferente e me façam perder tempo, energia e paciência, me chateiem e me deixem triste;

 

...saber que, enquanto os nossos momentos ficam arruinados, a pessoa sobre a qual começaram a discutir, alheia a tudo isso, se diverte e aproveita a vida - que era o que nós devíamos estar a fazer também. 

Alguém me arranja um balão?

 

Há dias em que dava imenso jeito ter uma espécie de balão à mão, para que pudesse soprar lá para dentro tudo aquilo que enerva, irrita e me deixa a ponto de "esganar" alguém!

Assim, todos os possíveis disparates que pudessem sair pela minha boca, e as palavras ditas no momento das quais mais tarde me arrependeria, ficariam juntas dentro do balão que, depois de bem atado, poderia lançar ao ar, para bem longe.

Toda a tensão estaria descarregada, voltaria a sentir-me bem, evitava desperdiçar tanto tempo da minha vida a discutir sobre coisas que não fazem sentido, e aproveitaria o pouco tempo que tenho ocupada com o que realmente interessa e me deixa feliz!