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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Das ideias geniais e dos pequenos feitos possíveis

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Todos nós, por vezes, sonhamos com determinadas coisas que gostaríamos de concretizar. 

São grandes ideias que nos surgem, que nos fazem imaginar como tudo seria se as colocássemos em prática, que nos deixam temporariamente eufóricos e felizes por termos pensado nelas e podermos, eventualmente, realizá-las.

 

 

Mas, não basta ter uma ideia genial. Mas do que tê-la, é preciso perceber se a podemos levar adiante e é aí que nos devemos colocar algumas questões como:

 

- Há vontade?

- Há disponibilidade?

- Existem meios?

- Há verbas?

- É possível?

 

 

Muitas vezes, quem ouve estas grandes ideias fica igualmente entusiasmado. No entanto, o tempo vem depois demonstrar que nada daquilo que se imaginou, foi levado avante, colocado em prática, realizado...

Foram apenas ideias de génio que ficaram por aí mesmo.

 

 

Por outro lado, há aqueles que não não têm ideias destas, deslumbrantes, magníficas.

Mas levam a cabo aquilo que é possível, e que, ainda que não com tão bons resultados como os que as outras ideias prometiam, se mostram eficazes, seguras, duradouras.

Quando os filhos saem de casa dos pais

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Embora, na actualidade, estejamos a assistir ao quadro inverso, em que os filhos, por questões financeiras ou outras, ficam até cada vez mais tarde em casa dos pais ou, não estando lá, acabam por regressar para junto dos progenitores, o normal é que, a determinado momento, os filhos queiram dar uso às suas asas, e voem para as suas próprias casas, seja pelo casamento, ou porque querem viver sozinhos, ou dividir casa com os amigos.

 

 

Quando isso acontece, como fica a vida dos pais enquanto casal?

Como é que os pais encaram essa saída, e de que forma a mesma se reflecte na sua vida enquanto casal, agora que, de certa forma, deixaram de ter a responsabilidade de criar, educar e sustentar os filhos, de estar sempre ali para eles de forma mais presente, de se dedicar de forma tão intensa a eles?

 

 

Existem casais que aproveitam para renovar a sua vida a dois, para retomar velhas rotinas há muito esquecidas, para reacender a chama que já há muito ardia muito ténue, para viver da melhor forma esta espécie de nova liberdade, com muito mais tempo e disponibilidade.

Dá-se quase que uma redescoberta do amor, e da vida em conjunto.

 

 

Por outro lado, existem casais que, simplesmente, já não sabem viver a dois. 

Que estão, de tal forma, habituados a ter os filhos consigo, a a todo o trabalho, tempo e envolvência que lhe dedicam que, na falta deles, não sabem o que fazer, como agir, como estar apenas na presença do companheiro que, agora, lhes parece uma pessoa estranha.

E, por isso, acabam por se afastar do companheiro, refugiar-se em tudo os que os mantenha ocupados, sejam tarefas domésticas ou actividades com amigos, desporto, hobbies, ou apenas ver televisão, ler um livro.

Qualquer coisa serve de desculpa, para não ter que ficar na situação incómoda de estar com o outro a sós, de retomar um romance quando já nem sabem o que isso é, ou como o fazer.

 

 

E há os que não suportam mesmo o "fosso" que se gerou com a saída de casa dos filhos, e acabam por se separar. 

Por incrível que pareça, muitas vezes, os filhos são a "cola" que mantém os pais unidos.

E, ao saírem de casa, quebra-se o que unia os membros do casal, ditando o fim das relações.

Amor à Primeira Visualização

Foto de Marta - O meu canto.

 

Antigamente falava-se de “amor à primeira vista”.

Aquele momento em que, sem estarmos à espera, nos deparávamos com alguém do sexo oposto e, como por magia, ficávamos hipnotizados, sem conseguir deixar de olhar.

Algo dentro de nós nos fazia bater mais depressa o coração, sentir borboletas na barriga, e um nervoso miudinho capaz de nos deixar sem fala, muito atrapalhados.

Nesse momento, independentemente do que viesse, mais tarde, a acontecer, acreditávamos que era “amor à primeira vista”, e que essa pessoa era “a tal”.

Muitas relações começavam assim. Algumas, terminavam pouco depois. Outras perduravam, mostrando que era, de facto, amor o que sentiam um pelo outro.

 

 

Hoje, falamos de “amor à primeira visualização”.

Se os jovens de hoje em dia já nasceram na era das redes sociais, e é por aí que passa a maior parte da sua interação, seja com amigos, família ou até mesmo desconhecidos que pedem amizade ou a quem pedem amizade, os adultos, cada vez mais ocupados pelo trabalho e pelas diversas tarefas que são obrigados a desempenhar no seu dia-a-dia, veem nessas mesmas redes uma forma rápida e sem grande esforço de estabelecer contactos e, quem sabe, futuros relacionamentos.

Para os mais jovens, as saídas, os convívios e os encontros ainda são uma realidade. Já para os mais velhos, a disposição e paciência para voltar a passar por essas fases, ao fim de tantos anos, já não é a mesma. As redes sociais são uma forma de encurtar muitas das etapas que envolvem o surgimento de sentimentos de amizade, paixão, e amor.

 

 

Mas, afinal, como é que tudo isso acontece? É simples.

Estando registados numa qualquer rede social, acabamos por nos deparar com amigos de amigos, e conhecidos destes, ou por simplesmente pesquisar perfis.

E assim vão descobrindo aquela mulher fenomenal, aquele homem musculado, aquele rapaz giro, aquela miúda simpática. Até se depararem com “aquela pessoa”. É o amor à primeira visualização.

A partir daí, vão conversando e conhecendo melhor a pessoa que está do outro lado, até que decidem iniciar uma relação virtual ou passar a um relacionamento real. Ou bloquear definitivamente da sua rede, sem mais justificações. E passar ao próximo clique!

 

 

Texto escrito para a rubrica Cá Por Casa" da Inominável n.º 14

 

Procurar trabalho estando a trabalhar

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Sem horário definido, podendo estar hoje num sítio, amanhã noutro, sem folgas e a trabalhar 10 a 12 horas por dia, é complicado arranjar um novo trabalho.

É quase como a pescadinha de rabo na boca.

A pessoa está farta daquele trabalho/ horário, e quer mudar. Por isso, candidata-se a outros trabalhos, uma vez que só poderá sair de onde está, com garantia de novo trabalho. Mas, como está a trabalhar e nunca sabe o seu horário, ou porque está a fazer as tais 10/12 horas, quando lhe marcam as entrevistas, ou não consegue confirmar, ou simplesmente não pode ir, anulando qualquer hipótese, o que a faz ter que se aguentar com o que tem. 

Ou, então, toma a atitude drástica de sair do actual trabalho, sem qualquer garantia, porque só assim terá tempo para poder procurar algo melhor. Mas terá que se mentalizar que, no final do mês, o ordenado habitual não estará lá, e a sua situação vai ficar pior do que estava, mesmo não recebendo o ordenado justo pelo trabalho que faz.

 

A falta de ocupação também cansa e aborrece

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Quando andamos ocupados durante meses a fio, estamos sempre há espera de uma folga, um fim-de-semana, ou até das próximas férias, para poder descansar e desanuviar.

Depois, quando estamos de férias durante muito tempo temos, por vezes, tendência a sentir falta das rotinas, e de ter algo com que nos ocuparmos.

As férias também podem ser cansativas, e precisarmos de férias das férias.

Mas, sobretudo no caso das crianças e adolescentes, podem tornar-se aborrecidas se não tiverem nada para fazer, enquanto os pais estão a trabalhar, os amigos estão a passar férias para outros lados, e outros estão a trabalhar para ganhar algum dinheiro extra.

É extremamente aborrecido estar em casa um dia inteiro, à espera de encontrar alguém disponível para conversar, e passar o tempo a inventar algo para fazer enquanto isso não acontece.

O aborrecimento pode ser tanto, que acabam por, involuntariamente, exigir demais dos outros, e descarregar neles o mau humor que sentem.

 

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