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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

O mundo é pequeno...

(Hoje marquei presença noutro bairro!)

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A Miúda convidou-me para participar nesta rubrica e eu, sem saber ainda sobre o que falar, aceitei o convite, que desde já agradeço.
Depois, dei por mim a pensar que o mundo é pequeno porque, apesar de os nossos blogs estarem em plataformas diferentes, estamos muito perto uns dos outros, acabando por minimizar essa distância.
E, daí, surgiu o tema, e o texto que se segue!
 
 

“O mundo é pequeno.

É pequeno porque, no meio de toda a sua vastidão, ainda assim, acabamos por nos cruzar, inesperadamente, com alguém que conhecemos, e que nunca esperaríamos ver.

É pequeno porque, apesar do seu enorme tamanho, e da distância entre cada um de nós, conseguimos estar muito perto uns dos outros, e diminuir a distância que nos separa.

É tão pequeno, que conseguimos ver muito além do nosso campo de visão, do nosso horizonte.

E, ainda assim, um mundo tão grande, que se torna (e tornamos) tão pequeno, consegue transformar-se num mundo gigante.

Onde, muitas vezes, parecemos estar tão longe, tão afastados, tão distantes uns dos outros, como se não fosse possível alcançarmo-nos.

Um mundo tão gigante que nem conseguimos observar tudo aquilo que está perto de nós.

Um mundo onde não conseguimos encontrar aquilo/ aqueles que desejamos, por mais que procuremos.

Quando, afinal, tudo/ todos estavam mesmo ali, à nossa frente.”

Reflexão do dia

Imagem relacionada

 

É incrível como, apesar da distância, não nos esquecemos de algumas pessoas, e de pequenos detalhes que poderiam ter ficado perdidos no tempo.

Passe o tempo que passar, continuamos a conhecer tudo sobre essa pessoa...

Por outro lado, são várias as vezes em que convivemos de perto com alguém, muitas até lado a lado, dia após dia, e não fazemos a mínima ideia de como está, de como se sente, do que lhe vai na alma...

E essa é a distância que mais corrói, a mais destruidora de todas...

Fenómenos difíceis de explicar!

 

 

Estava eu ontem preocupada com a chuvada que veio a seguir ao almoço e que, supostamente, me iria encharcar a roupa.

Da minha casa ao meu trabalho são cerca de 10 minutos, a pé, portanto, a distância é relativamente curta. Estava quase a chegar ao escritório quando começa a chover, ainda me molhei um bocadinho, mas safei-me da carga de água que caiu depois, durante 5 a 10 minutos sem parar, e com grande intensidade.

Dali a pouco, o sol voltou a aparecer e o céu limpou totalmente! Cheguei a casa, ao final da tarde e tinha a roupa bem sequinha.

 

Antes, passo pelos meus pais e pergunta o meu pai:

- então, lá em cima também choveu?

- choveu e bem, respondo.

Diz a minha mãe: mas choveu?

 

Ao que parece, choveu apensas em algumas zonas da vila, e noutras não, ou em menor quantidade!

Pela quantidade de água que caiu onde eu estava, e onde o meu pai estava, dava para encher vários baldes de água. A minha mãe diz que, se choveu, foi tão pouco que nem deu para formar pingas.

 

E já não é a primeira vez que isto acontece por aqui!

Uma vez, tinha deixado roupa estendida e ido às compras com o meu marido, também a curta distância (menos de 1 km), e começa a chover torrencialmente. Passada uma hora, chego a casa e tenho a roupa seca, e nem sombra de chuva. Se tivesse chovido não dava tempo de a roupa secar!

 

E com vocês, já alguma vez aconteceu algo parecido?

 

Rx - Joana - Marrocos e o Destino

 
A segunda convidada, que aceitou o convite para se submeter a este RX especial que o cantinho proporciona, foi a Joana, do blog Marrocos e o Destino.
 
Uma mulher de muitas paixões, determinada, aventureira e com muita vontade de aproveitar o que a vida tem de melhor!
 
 
 
 
Destino - É algo em que acredito muito. As coisas não acontecem por acaso. O nome do meu blog diz tudo.
 
Impossível - Esta é um palavra que me diz muito. Durante anos achei que jamais iria ser feliz. Que iria permanecer num casamento sem amor, com violência psicológica e  que me fazia sentir um objecto. Um dia, aquilo que era suposto ser impossível aconteceu. Conheci  o Miguel, que em 2 meses me deu a força para dizer "chega". Já lá vão 17 anos e continuo a dizer que ganhei o meu euromihões.
 
Velhice - Acompanha-me diariamente, pois o meu trabalho é tratar de idosos. Foi a minha profissão que me fez olhar a velhice de forma diferente. Se antes achava que todos os idosos eram bonzinhos, hoje sei que não é assim. Fez-me ver que nem tudo é melhor do que a morte.
Mentiria se dissesse que a velhice não me assusta. É terrível imaginar que poderei acabar como a maioria dos meus utentes. Dependente dos outros para fazer a higiene, para comer e para beber.
Ainda assim sonho ser uma velhota rija, de bem com a vida e a viajar muito.
 
Vencer - Considero que a vida é uma estrada com muitas lombas. Umas maiores que outras, mas que têm de ser ultrapassadas. Algumas tão grandes que nos fazem sentir umas vencedoras.
 
Distância - Distância...uns dias faz-me ir ao tapete, faz-me equacionar se as minhas /nossas decisões são as melhores, se a distancia não acabará com o nosso amor. Por outro lado neste momento é a distância que faz com que os nossos objectivos sejam concretizados.
 Menos mal que as novas tecnologias fazem encurtar as distâncias.
 
Amor - É a base para a felicidade. Não me refiro apenas no amor entre as pessoas, mas colocar amor naquilo que fazemos faz a diferença no dia a dia. No nosso e nos outros.
 
Aventura - Esta palavra leva-me directamente para aquela que considero a minha primeira grande aventura. Nunca tinha andado de avião, aliás jurava a pés juntos que nunca me sentaria num. O Miguel trabalhava em Israel e foi numas férias dele que nos conhecemos. Aquele sentimento assustador que não sabíamos explicar muito bem foi crescendo e levou-nos a tomar a decisão de mandar tudo e todos ao diabo e iniciar uma relação. Ansiávamos estar juntos e para isso acontecer tinha de ser eu a ir até Israel. Além do medo de andar de avião, havia o medo de me enganar e de embarcar para outro país(como se fosse possível), o medo de chegar ao aeroporto e não ter o Miguel à minha espera e o medo da nossa relação não dar certo. Esta aventura foi ainda presenteada com um check in assustador. Daqueles que inclui perguntas e mais perguntas, revista de malas e revista aqui à "je".
 
Viagens - Uma das minhas grandes paixões. É daquelas coisas que me faz gastar muito dinheiro, mas que me dá muito prazer. Adoro o ritual, embora me deixe stressada de escolher o local, fazer a mala e a chegada ao destino.
No outro dia eu e o Miguel conversávamos sobre as nossas viagens e fizemos as contas ao dinheiro que já gastámos. Chegámos à conclusão que podíamos ter a conta no banco recheadinha, mas não seriamos tão felizes.
 
Gatos - Ui, outra grande paixão. Não consigo imaginar a minha vida sem os meus 2 bichanos. Tornam o meu dia muito mais divertido. Excepto quando a gata Maria decide presentear-me com umas novas tatuagens.
 
Degustação - Durante anos não tirei prazer na comida. Se antes era um sacrifícios sentar-me à mesa, agora é um perigo. Não sou boa boca, daquelas que come tudo, mas quando gosto...perco-me. Sinal disso é os quilitos a mais.
Aliar as viagens à gastronomia é do melhor.
 
 
Muito obrigada, Joana!

Quando a distância vence a proximidade

 

 

Imaginem que estas duas falésias, agora distantes, já outrora formaram uma só.

Que já houve um tempo em que a força da natureza não conseguia actuar neste rochedo. Mas, com o tempo, a fenda abriu e, aos poucos, foi penetrando cada vez mais fundo até o separar em dois.

Imaginem que, quando isso aconteceu, cada uma das partes tentou manter-se o mais próximo possível uma da outra.

No entanto, o mar colocou-se entre elas e não deu tréguas. Por cada pequena aproximação bem sucedida, uma onda revolta provocava um afastamento maior.

Imaginem que, com o tempo, as duas falésias já estão, de tal forma, habituadas à separação e à distância, que já nem a estranham, nem se incomodam. Nem tão pouco se esforçam por vencer a força da natureza e voltar a juntar-se, a unir-se como um só rochedo, que um dia foram.

Esse será o dia em que a distância vencerá a proximidade...