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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

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E se acontecesse com os nossos filhos?

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Estreou na Netflix uma série documental sobre Madeleine McCann, intitulada "O Desaparecimento de Madeleine McCann".

 

 

 

 

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No primeiro episódio, explicavam porque é que, entre tantos casos de crianças desaparecidas diariamente, se deu tanta importância a este em específico, a ponto de ter tido impacto a nível mundial, fazendo correr muita tinta pela imprensa fora, e angariando a empatia e solidariedade de tanta gente, pela situação ocorrida: porque era algo com que as pessoas se identificavam, era algo que as pessoas pensavam "podia ter sido com o(a) meu(minha) filho(a)".

 

 

 

 

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E se, de facto, acontecesse com os nossos filhos?

 

E não, não podemos dizer que connosco nunca tal aconteceria, porque nunca iríamos deixar os nossos filhos num quarto, sozinhos, enquanto íamos jantar fora com uns amigos, ainda que fosse relativamente perto, e que lá dessemos um saltinho a cada meia hora.

Porque isso, apesar de errado, foi uma mera circunstância.

 

 

Quem nunca deixou um filho sozinho em casa, poque teve mesmo que sair e era ali perto, e não ia haver mal nenhum?

Quem nunca foi ali "num pé e voltou no outro", a casa de uma vizinha, e até familiar que viva a poucos metros, enquanto a criança estava entretida a brincar, ou dormia?

Quem nunca foi com os filhos às compras, ou qualquer actividade lúdica, e desviou as atenções deles por momentos?

Ou outras situações do género?

 

 

Fomos irresponsáveis por isso?

Talvez... Não o deveríamos, mas há certas coisas que não podemos prever, e nem sequer imaginamos. De qualquer forma, a responsabilidade é nossa, e não nos podemos ilibar dela. Vai acompanhar-nos daí em diante, e massacrar-nos a cada minuto que passa, sem os nossos filhos de volta, e até mesmo depois do regresso, ou da descoberta da verdade, na pior das hipóteses.

 

Se somos culpados?

Partindo do princípio de que se tratou, de facto, de um rapto por terceiros, a culpa é dessas pessoas. Não nossa.

 

 

No caso dos pais da Maddie, eles aparentam uma postura fria, seca, sem emoções que, para além de outras circunstâncias, os tornaram suspeitos de que teriam algo a ver com este desaparecimento.

Se fosse eu, acho que estaria algures entre o desesperada, chorosa, determinada, revoltada, esmagada pelo peso da culpa que, ainda que não fosse minha, sentiria na mesma.

Provavelmente, frustrada com toda a forma como estes casos são tratados pelas autoridades numa fase inicial que é, quase sempre, fundamental e crucial para se conseguir as melhores pistas.

O tempo que leva até que comecem a agir, e considerar que houve, de facto, um desaparecimento suspeito que é preciso investigar, é o tempo que pode levar uma criança desaparecer sem deixar rasto.

Depois, quando começam a dar real importância ao caso, e a investigar a sério, muitas vezes já é tarde demais.

 

 

Em casos como estes, penso que o mais difícil para os pais, é a incerteza, a dúvida, o não saber se o filho está vivo ou morto, se está bem ou em sofrimento, o que fizeram com ele, onde estará? Sobretudo quando se passam tantos anos, como é o caso.

E o porquê? Porquê o nosso filho?

 

 

Relembrando também o caso português do Rui Pedro, penso que estaria mais como a mãe dele, do que como a Kate McCann. Provavelmente, a enlouquecer a cada dia. Mas cada pessoa tem a sua forma muito própria de reagir às adversidades, sem que isso a faça menos sofrida, ou a caracterize como pessoa incapaz de sentir amor pelos filhos, ou dor pela perda.

 

 

No entanto, se no caso Rui Pedro, apesar de não se saber o que aconteceu, parece não haver grandes dúvidas de que os pais nada têm a ver com o seu desaparecimento, no caso Maddie, não consigo deixar de considerar estranhas todas as circustâncias que envolveram o desaparecimento.

Terão vindo de férias a Portugal inocentemente, ou já com algo planeado?

Estará todo o grupo envolvido, e a protegerem-se entre si?

Terão simulado aquelas visitas de vigilância, para terem um álibi ou mostrar um comportamento cuidadoso, apesar da aparente negligência?

Terão inventado avistamentos para induzir as investigações nas pistas erradas, desviando-as do caminho do crime, e ganhando tempo?  

Estarão os pais, de facto, inocentes?

Perguntas para as quais nenhum de nós, algum dia, saberá a resposta...

 

Corrida inédita no metro de Lisboa em Dezembro

imagem expresso.sapo.pt

 

Esta corrida é mesmo para os amantes da corrida, e que gostam de enfrentar novos desafios!

Já se imaginaram a correr debaixo da terra, nos carris do metro, de madrugada? Se sim, podem agora pôr esse sonho em prática. Se nunca tinham sequer pensado nisso, então é uma boa altura para se aventurarem, e serem um dos 100 participantes!

É já no próximo dia 12 de Dezembro, ou melhor, na madrugada de 12 para 13 de Dezembro, que se irá realizar esta corrida, inédita em Portugal, na linha vermelha do metro de Lisboa, e que conta com o apoio e participação de Nélson Évora, embaixador da Discovery Underground Lisboa.

Com partida na estação de São Sebastião, passando por 12 das 55 estações, e tendo como meta a estação do aeroporto, os participantes farão um percurso de 10 km, naquela que já é considerada "a mais fantástica aventura da história subterrânea de Lisboa"!

O metro estará inactivo mas, ainda assim, adivinham-se algumas dificuldades, não só por causa dos carris, mas também nas zonas de cruzamento de linhas e altimetria.

Como é que se poderão inscrever? É fácil! É só irem ao site www.discoverychannel.com.pt/underground, preencher o formulário de inscrição, e elaborarem um pequeno texto onde contem o vosso sonho, paixão, ou a história que vos faz especiais, para serem um dos escolhidos a participar no Discovery Underground Lisboa no dia 12 de dezembro. A inscrição é gratuita! Os 100 participantes serão escolhidos pelo Discovery e a Nos, com base nos melhores textos recebidos. 

Serão aceites as inscrições efectuadas até ao dia 29 de Novembro, sendo anunciados os 100 contemplados no dia 2 de Dezembro.

Ao participarem na corrida, terão também a oportunidade de ser um dos protagonistas no próximo documentário do Discovery Channel.

Por isso, do que é que estão à espera? Se gostam de aliar o atletismo à aventura, de superar novos desafios, e têm mais de 18 anos, esta corrida é para vocês!

 

 

 

 




 

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