Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Aquele momento em que se procura uma coisa...

needle_in_the_haystack.jpg

 

...e não se encontra nada!

Hoje tenho consulta de medicina do trabalho. É suposto levar o boletim de vacinas.

Só me lembrei disso hoje de manhã. Vou procurar ao sítio onde era suposto estar, e não encontro nada.

Tenho lá tudo: boletim da grávida (já lá vão 12 anos), cédula do baptizado (já lá vão os mesmos 12 anos), receitas de óculos e lentes de contacto, boletim da criança e o boletim de vacinas da minha filha, e outros papéis, mas o boletim de vacinas, nem vê-lo.

Ao almoço, vou procurar noutro sítio onde poderia estar. Encontro manuais de instruções, postais de natal, mapas, envelopes, o diploma do jardim de infãncia da minha filha, uma caixa com exames e análises feitas há séculos, e outros documentos, mas nada de boletim!

Quando não for preciso, aparece. Hoje, vou ter que ir sem ele. E explicar que, com a arrumação depois das obras de há dois anos (altura em que fui à consulta a última vez), ele evaporou-se!

E, entretanto, se não encontrar essa "agulha no palheiro" que é a quantidade de papéis, documentos e pastas lá de casa, o melhor é mesmo pedir uma 2ª via no Centro de Saúde!

Quase um mês depois...

 

Já passou quase um mês desde que tivemos o acidente e, até agora, nada foi resolvido.

Deixei eu a papelada com que lido no dia-a-dia no trabalho, para ter que tratar de papelada do sinistro nas minhas férias.

Regressei ao trabalho, duas semanas depois, e continuo a fazer o mesmo.

As companhias de seguros, essas andam a dormir, não querem saber, não se mexem.

Não se compreende que tenhamos participado o sinistro logo no dia do acidente - 15 de Julho - que a nossa companhia nos tenha dado mais tarde o número do processo com base nesa participação (uma vez que a parte responsável não o tinha feito), e que duas semanas depois nos enviem uma carta a solicitar que façamos a participação do sinistro!

Não se compreende que a companhia do responsável demore quase um mês para apurar responsabilidades, quando até o nome de testemunhas indicámos. 

Não se compreende que, para serviços e fins diferentes, peçam documentos originais, quando original só há um e, se vai para um lado, não pode ir para outro.

Há muita coisa que não se compreende, ou eu não compreendo. Mas tenho que fazer: emails, cartas, inquéritos, telefonemas. E temos primeiro que arcar com todo o prejuízo, para depois, quando a companhia do culpado entender, nos ressarcir em parte. Porque, no meio de tudo isto, saímos sempre prejudicados.

Dizem que o assunto é com as companhias, uma a tentar esquivar-se e a outra a tentar responsabilizá-la. Não me parece. É um assunto entre nós e a companhia da outra parte. A nossa companhia, tenho a sensação de que é uma mera espectadora.

E assim estamos nós - com despesas médicas por liquidar, com valor comercial do carro por pagar, com matrícula por cancelar, com gastos que nunca vamos recuperar, à espera que se apurem responsabilidades!

 

  • Blogs Portugal

  • BP