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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

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Parque infantil ou casa de banho canina?

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O parque infantil da nossa zona esteve, há pouco tempo, em obras, a ser remodelado.

Tiraram o escorrega colorido, e com a casinha de madeira lá em cima, por outro mais moderno, mas sem graça.

Trocaram os tradicionais baloiços, por um único, em forma de cone, e o cavalinho por este da imagem.

Durante uns dias, andaram lá a colocar areia nova.

E o parque ficou pronto para ser utilizado pelas crianças. 

 

 

Ou seria esse o objectivo.

Na verdade, são muitos os adolescentes que para lá vão.

Mas o pior são mesmo os adultos, que se lembraram que, agora com o parque arranjado, aquele é um óptimo local para os seus animais fazerem lá as suas necessidades.

O resultado já se começa a ver, no meio da areia. 

Quanto tempo demorará a transformar, mais uma vez, o parque infantil numa casa de banho canina?

 

 

Animais perigosos ou animais potencialmente perigosos?

Resultado de imagem para cães perigosos ou potencialmente perigosos

 

Muito se tem falado, nos últimos tempos, sobre a existência ou não de animais perigosos. A questão prende-se, mais especificamente, com cães perigosos, mas eu prefiro abranger toda a categoria "animais".

 

Ainda no outro dia falava sobre isso com o meu marido, que me dizia que não existem animais perigosos, e que são as pessoas que os tornam agressivos.

Não concordo totalmente com ele. Existem animais que nasceram para ser livres, e viver nos seus próprios habitats. Que são, pelas suas mães/ pais, preparados para sobreviver nesse habitat, a desenvolver o seu instinto, a caçar as suas presas. Aqui não existe "mão humana". Apenas a própria natureza dos animais. Sendo que a maior parte, quando ataca humanos, é por estes estarem no seu território, por uma questão de instinto, sobrevivência, defesa do seu território, protecção. Ou então, quando os humanos tentam mudar a sua natureza, tentando domesticá-los, trazendos para fora do seu habitat, prendendo-os. Até podem conseguir. E um desses animais a que apelidamos de "selvagens" até pode ser bastante meigo para os humanos, e conviver bem entre eles. Mas o risco está presente. Pode não se manifestar, mas está presente.

 

Assim, no que respeita aos animais em geral, a pergunta que coloco é:

Existem animais perigosos, ou animais de raça/ espécie potencialmente perigosa?

É que um animal de raça/ espécie potencialmente perigosa, quando bem educado e treinado, ou devido à sua própria personalidade, pode ser um animal perfeitamente sociável e meigo.

Por outro lado, um animal aparentemente inofensivo, pode virar, de um momento para o outro, uma fera e atacar, sem sabermos bem porquê.

Mas também o próprio ser humano é assim. Quantas vezes não temos conhecimento de actos bárbaros praticados por pessoas de quem nunca suspeitaríamos, e que considerávamos "boas pessoas". Sim, por vezes o bandido é aquele homem de família exemplar, e não o ladrão da esquina, de quem todos suspeitaríamos. 

 

O que acontece, na maioria das vezes, é que o potencial está lá, seja em que animal/ raça/ espécie for, existindo raças/ espécies com maior potencial que outras, e pode permanecer sempre adormecido, sem se dar por ele, ou ser despoletado pelo próprio instinto, por acicatamento, por factores externos à sua personalidade, pelos que o educam e rodeiam, ou por quem lhes tenta fazer mal.

Será, talvez, aí que a "mão humana" entra: na forma como lida, educa e incita ou mantém adormecido esse potencial. E isso dependerá, muitas vezes, do carácter e personalidade do próprio dono, da forma como ele próprio age, da forma como cumpre ou não as regras de segurança para com os demais.

E o que é certo é que não faltam exemplos de animais potencialmente perigosos, que foram capazes de atitudes que muitos humanos nunca teriam, e que já salvaram muitas vidas humanas. E ainda dizem que os perigosos são eles...

 

 

Os animais têm sentimentos, sim!

 

Estava ontem a ver o programa SOS Animal e emocionei-me com este vídeo e com esta iniciativa de "dar voz aos animais".

Uma carta que exprime os sentimentos de todos os cães maltratados e abandonados em condições desumanas, enviada para os seus donos. Porque, por muito que digam o contrário, os animais têm sentimentos, sim!

E eu também. Por isso é que não consegui conter as lágrimas :)

 

Veja aqui a carta: 

https://www.facebook.com/photo.php?v=773180636045327&set=vb.220639584632771&type=2&theater

 

 

 

Fome ou Gula?...

Pois...não sei! Mas seria melhor que fosse a segunda.

Tudo começou quando a gata Boneca apareceu lá em casa e começámos a dar-lhe comida. A Boneca é uma gata de rua, filha de uma gata cuja dona não quis ficar com as crias entretanto nascidas, logo, abandonada. Ao início, ela escondia-se das pessoas e fugia assim que alguém se aproximava. Depois de ter passado duas noites lá em casa, e de ver que não lhe fazíamos mal, começou a aparecer lá no quintal com mais frequência. E nós continuámos a dar-lhe comida. Está mais "sociável", é aparentemente meiguinha e nunca mia para pedir alimento.

O problema é que, atraídos pelo novo "restaurante" gratuito, começaram a aparecer mais gatos. Gatos esses que até têm donos, que por sinal moram no andar de cima! Gatos esses que até estão bem gordos mas não hesitam em aparecer para roubarem o lugar da Boneca.

Apareceu também a cadela do vizinho da frente, e mais uma gata que eu julgava ser irmã da Boneca, mas segundo me disseram será a mãe. O que é ainda mais grave tendo em conta que ataca a própria filha para lhe roubar a comida.

Já os meus pais, "adoptaram" há alguns anos uma cadela, também ela com dono, mas que não se faz rogada perante aquilo que lhe oferecem, como se não tivesse comida em casa.

E, das duas, uma: ou estes animais não têm comida em casa, ou quanto mais comem mais querem! Ainda assim, faz-me alguma confusão animais com donos agirem como se estivessem famintos.

Seja como for, vão ter que ir roubar para outra freguesia porque aqui, enquanto eu estiver de guarda, só há lugar para os que realmente precisam.

Que me desculpem os restantes, que não têm culpa, mas é do meu bolso que sai o dinheiro, e não pretendo transformar-me em instituição de solidariedade social para animais.

 

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