Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Das longas viagens de carro...

Resultado de imagem para viagens de carro

 

Sou só eu que não gosto de longas viagens de carro, ainda que com paragens pelo caminho?

Não é que não goste de andar de carro, sobretudo porque vou no lugar do pendura e posso apreciar a paisagem.

Mas, ao fim de mais de uma hora de viagem, começam-se a doer as costas e as pernas, começo a não ter posição para estar, começo a ficar com os braços e mãos dormentes.

Depois, não há conversa para tanto tempo de viagem, nem sempre se apanha uma rádio com boa música, e o silêncio começa a dar sono.

Além do mais, longas viagens sinificam muito tempo em estrada, e pouco tempo para ver o que quer que seja, para depois fazer toda a viagem de regresso novamente.

E, muito tempo na estrada, a não ser que estejam quase desertas, é sinónimo de stress, com receio que algum condutor venha, distraído ou armado em esperto, para cima de nós (trauma ainda não superado desde o acidente com o camião), que se traduz em contração constante, só relaxando quando chego ao destino.

 

Por isso, o máximo que me atrevo a fazer, numa viagem, é de 3 horas, e já me custa. Qualquer outra teria que ter várias paragens, e não regressar no mesmo dia.

 

E por aí, como se dão com as viagens de carro de várias horas?

Não suporto o frio

Resultado de imagem para frio

 

O tempo frio obriga-me a vestir imensa roupa, para poder sentir-me minimamente quente. Mesmo assim, muitas vezes não é suficiente. E quando isso acontece, é assim que eu fico:

- as mãos ficam quase paralisadas, os dedos mal se mexem

- contraio tanto as costas com o frio que, ao final do dia, fico cheia de dores e mal me consigo mexer

- não sinto os pés, e tenho dificuldade em caminhar, nos primeiros minutos

- tenho tendência a encolher as pernas e enrolar-me toda, na cama, tipo caracol, e depois fico ainda com mais dores nas pernas, por causa da posição, e acordo como se tivesse sido atropelada por um camião

 

A única forma de me manter aquecida, é estar a fazer alguma coisa que implique mexer-me, ter um aquecedor no máximo (que me vai dar outros problemas, como constipações, gripes e dores de garganta), caminhar para aquecer os pés (quando posso) ou enfiar-me debaixo de uma tonelada de cobertores e edredãos, e com bastante roupa vestida.

 

Se acham que umas boas luvas me aquecem as mãos, ou as meias os pés, desenganem-se! É apenas para proteger, e para evitar que não gelem ainda mais. Raramente consigo passar de uma temperatura a rondar o "morno".

 

Para terem uma ideia do quanto sofro com o frio, digo-vos que, quando morava com os meus pais, o meu quarto era virado para norte, ou seja, o mais frio da casa. E nessa altura não usávamos aquecedor. Então, numa daquelas noites de frio, dormi com 7 cobertores, 2 edredãos, pijama, meias, luvas, um casaco com carapuço e o mesmo enfiado na cabeça, e eu totalmente coberta, cabeça incluída!

Não há melhor hora para ir ao médico

 

Parece que a ameaça de segunda-feira se tornou real, e arrependi-me de não ter ido durante o dia de ontem ao hospital. Mas já era noite, já estava de pijama, e uma noite a dormir aguenta-se bem.

Mas o facto é que, enquanto não dormia, comecei a pensar bem no assunto.

Eu pertenço à Unidade de Saúde Familiar, o que significa que posso marcar consulta de urgência nesse espaço, e sou atendida no dia. Mas não há garantias de que seja logo após a marcação, ou tenha que aguardar algumas horas. Isto significava, provavelmente, mais uma manhã com dores.

Ora, pertencendo a esta unidade de saúde, só posso recorrer à urgência no SAP no horário em que a unidade está encerrada, até às 8 horas da manhã, ou a partir das 20h, e aos fins-de-semana. É certo que as consultas aqui são mais caras, mas valia a pena tentar.

Assim, levantei-me às 06.20h, despachei-me, e às 7h e pouco estava lá a marcar consulta. Claro que era a única, e fui logo chamada. E, afinal, até me saiu mais barato do que eu pensava!

Às 9h, já estava a comprar o antibiótico na farmácia! Não há melhor hora para ir ao médico do que esta em que quase toda a gente ainda está a dormir.

 

O que não me agradou nada, foi o médico de serviço. Não sei se foi por confiar na minha palavra, ou se foi para não ter trabalho, mas a única coisa que viu foi se eu tinha febre, e deu-me umas pancadinhas nos rins. Nem sequer fez análise à urina, como é costume. E tive eu a beber água e chá de propósito.

Entregou-me a guia de tratamento, disse que na farmácia já lá estava a receita, e que a guia era só para mim.

Chego à farmácia e explico o que o médico me disse. Afinal, a guia não era só para mim. É nela que estão os códigos de acesso à receita, uma vez que não os recebi no telemóvel! O que vale é que eu tinha levado a guia. 

Escusado será dizer que ninguém da família gosta deste médico que não tem lá muito boa fama, e continua a confirmar que eficiência não é com ele.

 

Já a farmácia, também não é aquela a que mais gosto de ir mas era a única disponível. A que é mais barata está de férias!

Quando perguntei o preço do antibiótico, ainda por cima genérico e, supostamente, mais barato, disse-me o valor e confrontei-a com o que estava escrito na guia de tratamento "este medicamento custar-lhe-á, no máximo, € 5,10".

Ah e tal, isso é o preço do medicamento mais barato que existe mas não temos aqui. Nem sempre temos medicamentos de todos os laboratórios e o mais barata que temos na farmácia é este.

E pronto, lá paguei porque queria era tomar o antibiótico o quanto antes e atacar a infecção antes que a coisa descambasse para algo mais grave.

 

Querer voar sem asas dá nisto!

 

Estava eu muito bem a dirigir-me com a minha filha ao mar quando, sem me dar conta, tropeço numa pedra e me espalho ao comprido na areia! O raio da pedra deve ter feito de propósito, porque passei ali tantas vezes e nunca a vi. 

Foi uma cena digna de filme! Eu, a levantar voo, e aterrar logo em seguida a alta velocidade! Claro que me levantei logo e fartámo-nos de rir as duas.

Na altura, notei uma dorzita do lado direito, que foi o atingido com a queda, mas nem liguei. No dia seguinte, armada em valente, trouxe das compras vários sacos pesados. À noite, tive a sensaçao que ouvi um osso qualquer estalar e a partir daí as dores ficaram mais fortes, e mal me conseguia mexer. 

De manhã, o meu marido disse que era melhor ir ao médico, mas ainda esperei, para ver se melhorava. No entanto, parecia que tinha um osso a espetar-me cada vez que movimentava o braço e, pelo sim, pelo não, fui mesmo ao médico.

Felizmente, após examinarem o rx, concluiram que não tinha nada fora do lugar, nem partido. Mas não me livrei de uma lesão muscular.

E com ela, uns comprimidos, e o direito a duas massagens por dia e evitar grandes esforços.

Coisas que só me acontecem a mim VII

 

Estava eu com medo de hoje não conseguir mexer as pernas à custa da corrida de ontem, mas afinal as minhas dores foram outras, e começaram antes disso.

No sábado fui a pé às compras e trouxe os sacos para casa. Não me apercebi que tenha carregado muito peso, acho que já cheguei a trazer sacos mais pesados, mas a verdade é que deve ter sido essa a asneira que fiz.

No sábado à noite, deitei-me cedo, até porque estava a ficar com uma daquelas dores de cabeça e tinha que estar em forma para domingo. Demorei a adormecer porque estava calor e não conseguia estar de maneira nenhuma, mas lá consegui. Quando acordei a meio da noite, a dor de cabeça tinha passado. Mas mal conseguia mexer o pescoço!

No início, pensei que tivesse dado algum mau jeito, de noite, com tantas voltas a tentar adormecer. Mas depois lembrei-me que deve ter sido das compras. O resto da noite foi passado entre o adormece/ acorda, com calor, e com dores horríveis cada vez que me mexia, na zona entre o pescoço e os ombros.

No domingo de manhã, ou só olhava para a frente, ou tinha que virar o corpo todo para olhar para os lados. Cada vez que o carro passava por uma lomba, lá vinha mais uma dor. Se alguém me tocava, a mesma coisa.

Felizmente, foi melhorando ao longo do dia. E não fiquei tão mal das pernas (talvez porque uma parte do caminho foi feita a caminhar), apesar de os meus músculos estarem hoje a acusar o exercício.

  • Blogs Portugal

  • BP