Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Depois d' "A Rede"...

Resultado de imagem para a rede conceição lino

 

... acho que vamos andar todos desconfiados sobre aquelas pessoas que temos adicionadas no facebook, e que não conhecemos pessoalmente!

Não se vá dar o caso de ser um perfil falso, uma personagem inventada, uma pessoa fictícia.

 

 

A verdade é que, quando nos inscrevemos e utilizamos este tipo de redes sociais, sabemos os riscos e perigos que corremos, sabemos que nem tudo o que por lá se vê é verdade, que cada um diz e coloca lá o que mais lhe convém, e que há muito boa gente que faz, de enganar e manipular os outros, o seu modo de vida, sobretudo se conseguir lucrar alguma coisa com isso.

E se não sabemos, é porque somos mesmo muito ingénuos, ao ponto de acreditar em tudo o que vemos, sem desconfiar, sem duvidar.

 

 

Claro que, apesar de tudo isso, não estamos livres de sermos apanhados no meio de uma rede como esta, de que fala a reportagem de Conceição Lino.

A forma como é engendrada, de forma a que tudo pareça real e credível, torna mais difícil desconfiar de que algo não bate certo, até porque, por um lado, temos tendência a acreditar que ninguém tem necessidade de estar a enganar os outros e, por outro, temos tendência a solidarizar com as desgraças alheias e a criar empatia por quem por elas passa.

 

 

Hoje será transmitida a terceira e última parte desta reportagem, que nos mostra como Sofia conseguiu arrastar para a sua "rede", Nuno, Maria, Ana, Margarida e até Irene, mãe de Nuno.

E talvez aí se consiga perceber qual o principal objectivo de toda esta história inventada, o porquê de envolver estas pessoas, ou a necessidade de o fazer.

Para além de ter feito Nuno apaixonar-se pela imagem e personagem por si criada, ainda conseguiu arrastar outras pessoas desconhecidas, que com ela criaram laços por conta do seu drama, e que passaram a fazer parte da sua falsa vida.

 

 

Porquê? 

Por prazer em brincar com os sentimentos, emoções e vida das pessoas?

Para se sentir mais poderosa, capaz de controlar estas pessoas, e fazê-las jogar o seu jogo sem o saberem, como marionetas nas suas mãos?

O que ganhou esta mulher com toda esta trama inventada?

 

 

E sim, é perfeitamente normal que as pessoas envolvidas estejam revoltadas, e se sintam usadas, manipuladas, enganadas. Que se sintam frustradas consigo mesmas por terem estado tão cegas durante todo aquele tempo, por não terem desconfiado de nada, por terem engolido toda a história de boa fé, sem se questionarem.

 

 

No entanto, embora condenando a atitude desta mulher, não posso deixar de constatar que, apesar de tudo, ela acabou por, de certa forma, dar um sentido à vida destas pessoas que com ela se envolveram.

No caso de Nuno, apesar de todo o desgaste, abuso e chantagem emocional, durante aquele tempo, ele teve um objectivo na sua vida. Se precisava? Se calhar, sim. 

Não criticando a sua atitude, que qualquer um de nós poderia ter, a verdade é que sendo ele um homem bem resolvido, de bem com a vida, com o seu trabalho, amigos e família estruturada, que necessidade tinha de se envolver com alguém, desta forma, sem nem sequer a conhecer pessoalmente? 

A necessidade de se apaixonar. Faltava essa parte na sua vida, e foi por aí que a suposta Sofia atacou.

 

 

Quanto às restantes, todas afirmam que, a determinado momento, foi essa Sofia que lhes deu força e apoiou em situações mais delicadas que elas próprias passaram. Que acabaram por desabafar os seus problemas com ela, e de receber uma força do outro lado que não esperavam.

Ou seja, estas pessoas precisavam de alguém que as ouvisse, com quem pudessem conversar, sem julgamentos. E Sofia aproveitou-se dessa necessidade.

Por outro lado, o facto de apoiarem uma pessoa tão jovem, que sofria de cancro mas que, apesar de tudo, parecia sempre de bem com a vida e bem disposta, também lhes deu um sentido à vida, um propósito. Sentiam-se úteis, por ajudarem alguém. Mais uma vez, Sofia encarregou-se disso.

 

 

E por aqui se pode perceber que, quem planeia engendrar uma teia ou rede como esta, vai procurar pessoas que, à partida, sabe que precisam de alguma coisa, que estão mais susceptíveis, que fazem destas redes o seu escape do dia-a-dia, que procuram fazer amizades e travar novos conhecimentos nas redes sociais, que têm aquilo de que precisa para que mordam o isco.

São estratagemas planeados, bem estudados para que tudo bata certo, construídos ao pormenor, com tempo, e orquestrados por uma mente perversa ou, simplesmente, doente. 

Fazer várias vozes diferentes, e personagens diferentes, fingir uma doença, fingir lágrimas e desespero, inventar mortes de familiares, e acidentes, não é para todos.

Mas, que há pessoas capazes disso, e muito mais, lá isso há. E podem estar mais perto de nós do que pensamos, até mesmo no nosso grupo de "amigos" do facebook!

 

 

E por aí, têm acompanhado a reportagem?

Qual é a vossa opinião?

Já começaram a fazer uma limpeza nas vossas redes sociais, ou estão seguros das pessoas com quem falam?

 

 

Imagem: https://mag.sapo.pt/

 

Manchester By The Sea

Resultado de imagem para manchester by the sea filme

 

Fui só eu que não achei este filme nada de especial?

Depois de tanto ouvir falar dele, e como estava a dar na televisão, pedi ao meu marido para gravar.

Vi-o mais tarde, a andar uns bons momentos para a frente, tal a seca que estava a apanhar com o filme.

 

Cenas mais chocantes: aquela em que percebemos o que se passou, e que destruiu a vida de Lee, e aquela em que Patrick tem um ataque em frente ao congelador.

O mais irritante e, ao mesmo tempo, hilariante: aquela espécie de "bloqueio, ausência, apatia" de Lee, que parece "acordar" sempre uns minutos depois dos acontecimentos.

O mais divertido: a relação dupla de Patrick com as colegas.

 

O filme trata de situações trágicas, como a perda dos filhos por algo que consideramos culpa nossa, a morte precoce de um pai devido a doença, uma mãe alcoólica, a tentativa de sobrevivência após a tragédia, o enfrentar dos fantasmas do passado, perante um presente que não se desejou. 

 

Tinha tudo para ser um filme que marca, que toca, que mexe com o público. 

A mim, não conseguiu, infelizmente, nem chegar perto. 

Mais Perto de Ti

Resultado de imagem para mais perto de ti filme

Logo depois de ter visto "Dei-te o Melhor de Mim", decidi ver este filme, que o meu marido tinha gravado, visto e recomendado - "Mais Perto de Ti".

Kevin e Ellie são namorados, e atletas. O pai de Ellie é o treinador deles e dos restantes colegas, que estão a participar nas provas. No regresso a casa, todos seguem de autocarro, à excepção de Kevin,que vai de carro com os pais.

 

 

Imagem relacionada

Antes disso, à porta do autocarro, o treinador pergunta-lhe se já disse à filha que a ama, fechando em seguida a porta do autocarro.

 

Seguem, assim, viagem. O autocarro à frente, o carro dos pais de Kevin atrás, até que este ultrapassa o autocarro e passa a ponte. Quando chega a vez do autocarro passar a ponte, o treinador, que o conduz, perde o controlo e acaba por cair ao rio, numa tragédia que mata, de uma só vez, a namorada, os amigos e colegas, e o treinador de Kevin, que se sente culpado por estar vivo.

 

A partir desse momento, ele passa a correr para sobreviver, dependendo dela, e das "instruções" da namorada enquanto corre, como do ar para respirar. E passa a correr com as sapatilhas de Bobby, seu melhor amigo, mesmo quando elas já estão mais que gastas, recusando-se a fazê-lo com outras.

 

 

Imagem relacionada

De volta à escola, conhece um novo treinador, que se vai revelar um grande amigo, e mostrar-lhe porque deve, e como deve correr.

 

 

Imagem relacionada

 

Imagem relacionada

E é lá que conhece Henny, que se apaixona por ele, mas não tem muita sorte, porque o seu coração ainda está ligado à falecida namorada.

 

Depois de algumas atitudes mais irreflectidas, Kevin parece encontrar o seu caminho, e vencer a prova para a qual vinha a treinar.

No final, ele vê o autocarro, e corre para ele, parando na ponte, de onde salta para, finalmente, ir para mais perto da namorada e poder dizer-lhe que a ama.

Resta saber se a Ellie o aceitará, ou o mandará de volta para a vida.

 

A Luz Entre Oceanos

Resultado de imagem para a luz entre oceanos

 

Tinha a ideia de já ter visto o trailer deste filme há uns meses atrás e, quando soube que ia dar da televisão, pedi ao meu marido para gravar.

No sábado começámos a ver. O meu marido achou o início muito aborrecido, e queria escolher outro. Eu insisti que era o tal que já queríamos ver, embora no começo não conseguisse perceber a ligação.

Durante todo o filme, ele foi ficando mais entusiasmado e, à medida que a história se desenrolava, ia vivendo emoções diferentes.

Por norma, quando são temas fortes, que dão uma boa discussão, eu costumo sempre comentar e dar a minha opinião. Por isso, volta e meia o meu marido perguntava-me "achas bem?", ou "o que é que tens a comentar sobre isto?", ao que eu lhe respondia que, no final, falaria sobre o assunto.

 

Por vezes, é difícil emitir uma opinião, quando compreendemos perfeitamente os lados opostos da questão, e não nos cabe a nós fazer julgamentos, sobre o que foi certo ou errado.

"A Luz Entre Oceanos", ao contrário de outros filmes ou séries, não me levou a falar o que quer que fosse no momento.

 

Porque é tão fácil compreender o desespero a que uma mulher pode chegar, quando vê morrer filho atrás de filho, sem conseguir realizar o seu sonho de ser mãe e, de repente, como uma dádiva, um bebé surge naquela ilha isolada, como se estivesse destinada a ser criada por ela. Como se fosse uma compensação, por todo o sofrimento.

Se é errado? Sim, é. O mais correcto era comunicar a morte do pai do bebé, e informar que tinha sido encontrada com ele uma bebé que estava bem. Até porque poderia haver uma mãe, algures, desesperada, à procura da sua filha, sem saber se ela estava viva ou morta.

Mas, e se não houvesse outra mãe? E se colocassem a bebé num orfanato? Não estaria ela melhor ali com Isabel?

 

Teria sido uma boa decisão, e tudo correria bem, não fosse o facto de Tom, marido de Isabel, ter descoberto a mãe de Lucy, nome que colocaram à bebé, saber que a mesma a julgava morta, tal como ao seu marido, e ver o sofrimento que isso lhe estava a causar.

Tom sempre foi contra a ideia de ficarem com a bebé. Só o fez pelo amor a Isabel. Agora, o peso volta a atacar-lhe a consciência, e ele vai deixar pistas que levam à descoberta da verdade.

 

Se ele fez o mais correcto, embora um pouco tarde? Sim.

Coloco-me no lugar da mãe que perdeu a filha, sem saber que até já esteve frente a frente com ela, que já falou com ela, e que ela é, na prática, filha de outra pessoa.

Eu gostaria de saber a verdade, sim.

 

Mas, no lugar da Isabel, perdoaria o meu marido por me tirar a "filha" que eu criei durante 5 anos? Por me tirar aquilo que eu mais queria, e não podia ter?

Seria capaz de pôr tudo isso de parte, e assumir a minha responsabilidade, não deixando que ele pagasse por um crime que eu própria o tinha levado a cometer, e que ele fazia questão de assumir sozinho?

 

Voltando ao lugar de Hanna, mãe verdadeira de Lucy, a mesma, por intermédio das autoridades, que retiraram a menina dos braços da mãe de criação, tentou recuperar o tempo perdido, impedindo-a de estar ou sequer ver a mãe que ela reconhecia como tal. 

Como se recupera o amor de uma filha, de alguém que não nos reconhece, de alguém que só sabe que foi criada por uma mulher que ela vê como sua mãe, e que dela foi arrancada sem dó nem piedade?

Talvez a Hanna devesse ter ido com mais calma, e feito essa aproximação aos poucos. Mas é legítimo criticá-la? É legítimo condená-la por não querer que a mulher, que a impediu de estar com a filha durante anos, agora a veja sequer?

 

No meio de tudo isto, quem mais sofre, como sempre, são as crianças. Neste caso, foi a Lucy. Lucy Grace. Por conta da separação, quase perdeu a vida. Mais tarde, acabou por aceitar a sua família verdadeira, ficando anos e anos sem ver os "pais" que a criaram, que foram obrigados a cortar qualquer laço com ela.

 

Depois de pagarem pelos seus crimes, Isabel e Tom, continuaram juntos. Mas Isabel acabou por morrer. E Tom, voltou a ser o homem solitário que conhecemos no início.

No entanto, os laços não se quebram irremediavelmente, como algumas pessoas gostariam. E, no final, Lucy Grace vai visitar os pais que cuidaram dela nos primeiros anos de vida, agradecendo-lhes por tudo o que fizeram por ela e lhe ensinaram, sem ressentimentos, sem mágoas, sem culpas.

 

Porque perdoar é tão mais fácil do que viver uma vida a guardar rancor...

 

 

 

 

 

Dramas de uma mulher sem nada para calçar!

Resultado de imagem para enervada

 

Ontem, como estava bom tempo, decidi estrear uma camisola preta nova, igual a uma que comprei para a minha filha.

O problema é que a maioria das calças que tenho, e que me ficam justas, são escuras. Logo aí, começou o primeiro problema. Encontrar umas calças clarinhas, que me ficassem bem. Até tinha um ou dois pares, mas são largas em baixo (à boca de sino), e com as botas que tenho não ficam bem. 

Precisava de umas sandálias de verão. Corri a casa toda, abri todas as caixas em que tenho calçado, e não me apareceram as sandálias. Não faço ideia do que lhes fiz, ou onde as poderei ter arrumado. 

A ficar sem tempo, vesti antes umas calças de ganga, e fui experimentar os sapatos da minha filha, porque não tenho sapatos meus. Mas, para isso, precisava de meias de licra cor de pele, que eu também não tinha. E, mais uma vez, fui à gaveta da minha filha para ver se me desenrascava.

Calcei as meias e os sapatos, mas estes ficavam-me largos, e a cair dos pés! Desisti dessa ideia, e fui experimentar as botas. Ficavam mal. Voltei a descalçar as botas e as meias, e tive que me contentar com umas sandálias antigas que já não usava, e que mais pareciam ter saído de um caixote do lixo mas que, depois de bem limpas, acabaram por ser a minha salvação!

 

Conclusão a que chegámos: preciso urgentemente de comprar sapatos e sandálias, ou chego ao verão a calçar botas de inverno, e preciso de comprar calças mais atuais, e que eu possa usar, ao invés de estarem a ocupar espaço para nada!

  • Blogs Portugal

  • BP