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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Do cinema do fim de semana #2 - Moonlight

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Muito se falou na altura sobre este filme, que nunca tive grande curiosidade em ver. No entanto, como tinha lá gravado na box, lá me decidi.

É um filme que se foca no preconceito contra os homossexuais, e na máscara que, muitas vezes, é preciso colocar para se ser aceite na sociedade.

É também um filme que se baseia no paradoxo de algumas personagens, nomeadamente, a mãe de Chiron, e Juan, uma espécie de protector.

A mãe porque, ao mesmo tempo que parece preocupar-se com o filho, por outro, ignora-o e age como se ele fosse um empecilho na sua vida de drogada e promíscua.

Juan, um homem duro que vive do tráfico de drogas, drogas essas que, através de intermediários, é aquela que é vendida à mãe de Chiron e a transforma na mãe que ele odeia, é o mesmo Juan que tenta proteger e proporcionar momentos de paz, tranquilidade e harmonia quase familiar, que faltam a Chiron, em casa.

E Chiron é um miúdo que foge dos colegas que lhe querem bater, por o considerarem diferente, e suspeitarem que ele é homossexual, quando nem ele próprio o sabe.

Um miúdo que, mais tarde, vai descobrindo a sua sexualidade mas sofre uma desilusão quando Kevin, de quem gosta e que, supostamente, sente o mesmo por ele, é forçado a bater-lhe, para ficar bem perante os colegas, e não suspeitarem dele próprio.

E é nesta fase que Chiron, finalmente, se revolta e toma uma atitude, que o irá levar para o reformatório e, posteriormente, à vida que escolherá na idade adulta, onde voltamos a vê-lo.

Tal como Juan, Chiron passa droga, e é desse dinheiro, e da imagem de durão que vive agora, não deixando ninguém, a não ser, talvez, Teresa, ver o seu verdadeiro interior.

Entre as cenas que mais comovem, encontramos uma mãe a pedir perdão por tudo aquilo que não foi capaz de fazer pelo filho quando ele mais precisava, verdadeiramente arrependida, e empenhada em se manter fora da vida que levava, e evitar que o filho siga um caminho de que se possa vir a arrepender.

É um filme que se vê, mas não o considero assim tão bom e merecedor do Óscar de Melhor Filme que arrecadou no ano passado.

 

Já Te Disse Que Te Amo?

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Quando pais que nunca quiseram saber dos filhos durante anos querem, de repente, estar com eles, alguma coisa se passa: Ou estão verdadeiramente arrependidos e querem recuperar o tempo perdido por iniciativa própria, ou foram levados a agir assim por influência de terceiros, não havendo uma genuína reaproximação, mas mais um “frete” sendo que, mais cedo ou mais tarde, a verdade virá à tona, para o bem e para o mal.

 

Quando jovens adolescentes que eram perfeitamente normais começam, de repente, a mudar o seu comportamento, a enveredar por caminhos perigosos, a juntar-se a companhias duvidosas e a envolver-se constantemente em problemas, não só com a família mas também com a lei, algo não está bem.

E o que esses jovens mais precisam, é de alguém que olhe para eles, que veja para além da máscara, para além da barreira que ergueram para separar a pessoa que realmente são, da que fingem ser.

 

Quando pessoas que se dizem amigas, preferem ignorar, não se preocupar, agir como se tudo fosse normal, muitas vezes pactuando com comportamentos errados, é caso para pensar se serão verdadeiras essas amizades.

 

Quando algum acontecimento traumático do passado leva a que os jovens se refugiem em distrações como álcool, drogas e até relações obsessivas e doentias, podem usar esses traumas para justificar as suas acções?

 

E quando, finalmente, chega alguém que repara, que se preocupa, que tenta romper a barreira, que tenta travar e ajudar verdadeiramente, que pode mudar tudo e trazer de volta aquilo que eram, o que fazer?

 

Errar erros, fugir às regras, usar desculpas para esconder determinados actos, cometer loucuras, aventurar-se a caminhar no limbo, são coisas típicas de adolescentes, mas há limites para tudo.

 

Tyler há muito ultrapassou esses limites. Eden, recém chegada e, aparentemente, mais responsável, está a ser levada a ultrapassá-los pelas suas supostas novas amigas. Há um momento em que ao leitor dá vontade de dizer “Basta! Já chega de irresponsabilidades, de fechar os olhos, de tapar o sol com a peneira, de fazerem asneira atrás de asneira.”

 

E se pensamos que isto só acontece porque são adolescentes, não podemos estar mais errados. A inação e incapacidade de lidar com estas situações estendem-se também aos adultos, que não conseguem impor limites, colocar um travão, ir à origem do problema e erradica-lo de vez ou, simplesmente, não têm qualquer moral para o fazer.

 

Tyler está, há muito tempo, perdido. Eden, a passar as férias de verão em casa do pai e da madrasta, mãe de Tyler, sabe que os seus dias por ali chegarão ao fim dali a pouco mais de 3 meses. E sabe que este era o último rapaz por quem se deveria apaixonar. Mas há algo nele que a atrai. Será mesmo paixão ou amor, ou apenas a veia de estudante de psicologia, a querer pôr em prática aquilo que aprendeu para o ajudar a encontrar o seu caminho?

Além disso, Tyler está preso a uma namorada que não está disposta a deixá-lo escapar das suas garras, e com quem Eden convive diariamente.

Trarão estas férias de verão algo de positivo a Eden? Encontrará ela o amor da sua vida, ou voltará para Portland com mais problemas ainda, do que aqueles que a levaram a querer sair de lá?

 

Posso dizer que cheguei ao final do livro e não percebi onde encaixa o título do mesmo, embora compreenda que nem sempre são precisas palavras para exprimir aquilo que se pensa e sente. E compreendendo, também, de certa forma, o final da história, confesso que me desiludiu, porque não considero o argumento utilizado válido. É algo que, neste caso específico, não faz sentido.

E a única forma de compensar isso, é a autora dar continuidade a esta história, partindo do verão do ano seguinte!

Um mundo cada vez mais dependente das drogas

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Da infância à velhice, caminhamos para um mundo cada vez mais dependente das drogas.

 

Na infância, temos crianças hiperactivas, que são obrigadas a tomar medicação para acalmar e conseguir concentrar-se.
Na adolescência, os nervos que antecedem os exames e provas, obrigam à toma de calmantes.
Na idade adulta, a pressão de uma carreira bem sucedida e a competição obrigam, muitas vezes, a tomar comprimidos para dormir, ou antidepressivos, ou ainda suplementos disto e daquilo, porque a alimentação não é a melhor. Ah, e os comprimidos para a memória, que já começa a falhar.
Mais tarde, com a idade a avançar e possíveis doenças, os mais velhos começam a ter uma pequena farmácia em casa, com medicamentos de todas as cores e feitios para tomar.


Longe vão os tempos em que tudo se resolvia à base de chás, xaropes naturais, mezinhas e afins ou tínhamos, simplesmente, que aguentar e ultrapassar o melhor que podíamos.
Felizmente, a medicina evolui à medida que a nossa sociedade se vai transformando, acompanhando-a nas mudanças, e oferecendo melhores respostas aos problemas que vão surgindo.


Mas, será que não estamos a cair no exagero, ao tentar solucionar tudo aquilo que nos afecta à base de drogas?


É este o mundo que nos espera, e aos nossos descendentes, no futuro - um mundo totalmente dependente das drogas?

Para lá da ribalta - o filme

 

 

 

 

 

 

 

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Noni Jean é filha de mãe solteira. O seu pai não quis saber de nenhuma delas, a família não deu o apoio que seria de esperar e, quando Noni nasceu, passaram a estar por sua conta.

Quem vemos no início do filme é uma mãe desesperada, que parece querer o melhor para a filha. Noni irá participar num concurso de talentos no dia seguinte, e Macy precisa de ajuda para "domar" o cabelo da filha, para que ela cause boa impressão.

 

 

 

 

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Noni era apenas uma criança, que gostava de cantar, gostava de música, e tinha uma bonita voz. E ficou felicíssima com o 2º lugar alcançado no concurso, e com o seu primeiro prémio. Tudo poderia ter ficado por aqui. Mas não...

Macy queria mais para a sua filha. Macy não se contentou com o 2º lugar alcançado pela filha, e obrigou-a a deitar fora o prémio, e a lutar para ser uma vencedora.

 

 

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E é assim que, anos mais tarde, vemos uma Noni Jean completamente diferente, na entrega do seu primeiro prémio Billboard, pelo tema que partilhou com o mundialmente conhecido Kid Culprit (interpretado por Machine Gun Kelly).

Noni poderia ser uma Beyoncé, uma Rihanna, uma Miley Cyrus, ou tantas outras cantoras da actualidade, que aliam a beleza, muitas vezes "postiça", a uma boa voz, e a uma equipa por detrás, que diz o que deve e não deve fazer, o que deve e não deve vestir, o que deve e não deve cantar.

 

 

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É esta Noni Jean que existe na actualidade - a filha que a mãe "vendeu" e obrigou a "prostituir", pelo sucesso, pela fama, e pelo dinheiro.

Não sei se é o que se passa em muitos dos casos reais que conhecemos, e que levaram ao suicídio de grandes artistas, sem que encontrássemos uma explicação para tal. Mas foi o que levou Noni a tentar suicidar-se - uma tentativa de fuga à "prisão" que é a sua vida.

Nada em Noni é real - as roupas ousadas são uma questão de imagem, o namoro com Kid é marketing e aliança para sucesso, as músicas que canta não lhe dizem abolutamente nada, mas são aquelas que dão dinheiro e prémios. Tudo são aparências.

A própria tentativa de suicídio teve que ser camuflada, mascarada de deslize por ter bebido demais, por conta da comemoração pelo prémio recebido. E a polícia vê-se "obrigada" a corroborar a história, para não estragar a pintura. 

 

 

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A única pessoa que percebeu que Noni precisava de ajuda, foi o polícia que a salvou. Foi também o único a ver o que havia por baixo daquela imagem fabricada, da bonequinha sexy que todos os homens deveriam desejar.

Mas isso não chega. Noni terá que perceber por ela própria aquilo que quer, e decidir se quer libertar-se da mãe/agente e daquilo que espera dela, de uma vez por todas, fazendo a sua própria música, e tomando as rédeas da sua carreira, ou continuar naquele mundo em que é preciso vender o corpo para ser alguém.

 

 

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Será que ainda resta alguma coisa da Noni Jean que era em criança?

Quem é a Noni, para além das extensões, unhas postiças, e roupas vulgares e diminutas?

Será que a sua voz ainda vale por si, e mais que tudo o resto?

Poderá ela ainda ser um exemplo para todas as adolescentes, sendo ela própria?

Ou acabará engolida pelo mundo que a mãe lhe mostrou desde cedo, até ao dia em que a tentativa se converta em suicídio consumado, e a mãe perceba , então, que há muito a sua filha precisava de ajuda, de uma mãe que a defendesse e ajudasse, e não uma agente que a atirasse aos lobos?

 

Um filme que pode até ser exagerado ou meramente fictício, mas que eu acredito que mostra uma situação bem real, e que explica muita coisa... 

 

Sobre a proibição de determinados produtos...

Há certas coisas que me fazem confusão.

Porque é que as entidades, competentes na matéria, proíbem a venda e consumo de determinados produtos ou substâncias prejudiciais à saude, mas estimulam o consumo e venda de outras, igualmente perigosas?

Porque é que muitas pessoas se preocupam com as consequências para a sua saude de determinados produtos, e não querem saber das de outros?

Uma professora do meu marido deu uma vez este exemplo:

"Se uma determinada pessoa for a um supermercado e encontrar um iogurte com a indicação de que o consumo do mesmo provoca cancro, qual é a tendência dessa pessoa? Não comprar! No entanto, a mesma pessoa compra um maço de cigarros onde está escrito que fumar mata!".

Se o sonho de muitas pessoas é viver muitos e longos anos, se procuramos os chamados "elixires da eterna juventude", se todos os dias agradecemos e louvamos os avanços da medicina e angustiamo-nos por ainda não haver curas para as doenças e solução para a morte, se nos são proíbidas determinadas drogas, se são retirados do mercado medicamentos potencialmente perigosos para a saude, porque motivo não proibem a venda do tabaco?

Sim , eu sei, isso nunca irá acontecer. Há demasiados interesses e dinheiro em jogo. Um mundo sem tabaco é, certamente, uma utopia! E, além disso, quem consome sabe a que está sujeito.

Mas que não faz sentido, não faz...

 

 

 

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