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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Eu recomendo Educar (Com) Vida

 

Há já alguns meses que não tínhamos uma sexta-feira dedicada à sugestão de outros blogs da plataforma Sapo, mais conhecida por Follow Friday.

Para celebrar o seu regresso, não poderia deixar de destacar um blog que tenho vindo a acompanhar, e que recomendo a todos os pais - Educar (Com) Vida.

 

Maribel Maia, licenciada em Ciências da Educação, com Mestrado em Educação e Formação, e com bastante experiência profissional na área da Educação pretende, neste seu blog, e com um olhar pluridimensional sobre a EDUCAÇÃO, orientar educadores e estudantes, estando sempre aberta às nossas opiniões, num debate produtivo e de qualidade.

 

Espreitem!

A importância da psicologia na educação

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Costuma-se dizer que "de médicos e psicólogos, todos temos um pouco"!

E, de facto, enquanto pais e principais educadores dos nossos filhos, temos que fazer muito uso da psicologia, para conseguirmos contornar e ultrapassar determinadas situações em que eles nos colocam, na sua tarefa de testar os nossos limites.

Temos que saber quando ignorar, quando repreender, quando não ceder a chantagens emocionais, ao stress e ao desespero, como não responder a provocações, como impôr regras e limites e fazê-los cumprir, como conversar e explicar o que é certo e errado, quais os melhores castigos a aplicar, e tantas outras coisas. Não é fácil, e nem sempre conseguimos. É mais fácil na teoria que na prática!

Também os professores, enquanto educadores na escola, têm que fazer uso da psicologia. Porque, também na escola, é preciso o professor manter a ordem, fazer-se respeitar, estabelecer limites e chamar a atenção, quando for o caso disso. Também não é fácil.

Tive enquanto estudante do secundário dois professores diferentes de português, ambos pouco mais velhos que os alunos. O primeiro, tinha uma relação quase de igual para igual, com respeito, brincava quando tinha que brincar, mas era sério quando tinha que ser. A segunda, não conseguia fazer nada da turma. Falar ou estar calada era igual. Tinha medo. Chegou, algumas vezes, a chorar de desespero em frente à turma inteira.

Hoje em dia, muitos professores têm medo. Não só dos alunos, mas dos pais destes. Evitam criar conflitos, evitam actuar em conformidade, em determinadas situações, por medo do que lhes possa acontecer.

E, se há coisa que um educador nunca deve mostrar perante uma criança ou jovem, é medo! Ou qualquer outra fragilidade. Porque eles vão absorver isso e usá-lo contra o educador.

No caso de crianças ou jovens em risco, algumas institucionalizadas, a psicologia é uma ferramenta ainda mais importante para um educador.

A criança já passou por situações delicadas, de incompreensão, de abandono, de indiferença, de negligência, de maus tratos. Sentem-se, muitas vezes, sós, excluídas, discriminadas, com baixa-auto estima, e é preciso trabalhar e reverter tudo isso.

É preciso devolver a confiança, a segurança, a estabilidade emocional, alguma sensação de pertença, de estar inserida numa família. Principalmente quando não há contacto com a família a quem foi retirada, ou esse contacto é escasso.

O educador deve trabalhar, não no sentido de "pegar na mão da criança", mas no sentido de fazê-la querer agarrar a mão que lhe é estendida. Deve trabalhar no sentido de incentivá-la a ter objectivos e metas, a valorizar-se, a tirar o melhor partido das oportunidades que lhe estão a ser proporcionadas.

Deve colocar-se ao mesmo nível da criança ou jovem. Acima de tudo, estar disponível para escutar. E tentar compreender, entrando a fundo na sua mente, fazendo-a questionar-se.

Muitas destas crianças guardam uma grande revolta dentro de si, e transpôem cá para fora em forma de birras, conflitos com colegas e educadores, actos violentos, explosões verbais.

E os educadores tem que lidar com tudo isso da melhor forma, uma vez que estão lá para ajudá-los e protegê-los. É preciso uma grande preparação psicológica para lidar com estas crianças e jovens, dia após dia!

Mas deve ser compensador quando conseguem levar a bom porto a sua missão. Afinal, o que estas crianças ou jovens querem é aquilo que todos nós, no fundo, queremos: ser amados! 

 

Sobre os critérios de avaliação dos professores

 

Avaliação de erros, ou erro de avaliação? Eis a questão!

Para mim é, sem dúvida alguma, um erro.

A avaliação das capacidades essenciais dos professores devia ser feita em pleno exercício das suas funções.

Se os professores devem ter conhecimentos mínimos? Devem! Se devem saber escrever em "bom português"? Devem!

Mas devem, acima de tudo, ter prazer e satisfação naquilo que fazem e, principalmente, saber ensinar! Esse é, na minha opinião, o grande problema.

São cada vez menos os professores que gostam de lecionar, e cada vez menos os que o sabem fazer. Por outro lado, temos as escolas cheias de profissionais licenciados que comparecem para ganhar o salário ao fim do mês, que "despejam" matéria, que não se fazem entender nem sequer tentam, que simplesmente, não têm a mínima vocação. 

E essa situação não se detecta numa mera ficha de avaliação, nem as qualidades de um professor se avaliam, de todo, pelo número de erros ortográficos que dá. 

 

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