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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

A casinha branca das janelas azuis

 

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Num dia cinzento e chuvoso, deparo-me com esta casinha branca. No quintal, uma árvore completamente despida, a lembrar que já é outono.

Esta casa sobressai à vista, no meio das outras já desbotadas do passar dos anos. Também esta estava assim, até que resolveram recuperá-la.

 

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Ficou bonita, sim senhora! Parece uma pequena casa campestre e acolhedora, que convida aos lanches com chá quentinho e bolinhos caseiros acabadinhos de sair do forno!

 

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Pena que estas janelas e a porta não sejam reais. Na verdade, o que lá está é uma parede, e os espaços da janela e porta tapadas com tijolos. Depois, foi só pintar e dar os últimos retoques para ficar com este efeito!

Parece que está na moda!

 

Até que ponto são os castigos eficazes na educação?

 

No outro dia, em conversa com uma amiga sobre os filhos e os castigos, dizia eu a respeito da minha filha:

"Por enquanto, está proibida de ir ao computador. mas, se não atinar, fica sem ver a Violetta.".

E perguntou-me ela: "Mas isso não a vai revoltar e ter o efeito inverso? Sabendo que já não tem nada a perder, não vai ficar sem vontade de se esforçar?".

Ao que eu lhe respondi: "Então, o que é suposto eu fazer? Nada? Deixar andar?".

Não me parece o melhor caminho. É nesta altura que temos que agir, para que as crianças e jovens percebam que não podem fazer tudo o que querem, e que cada acção tem a respectiva consequência, tanto para o bem como para o mal.

 

 

 

Educação não se dá à base das bofetadas, embore confesse que muitas vezes tiram-nos de tal maneira do sério que nos dá vontade de lhes dar uma. Também não se transmite com gritos porque, às tantas, estamos nós a gritar, eles a gritarem mais alto, nós a tentar fazer-nos ouvir, e acaba por ninguém se ouvir. Embora seja verdade que, por vezes, perdemos a estribeiras.

Assim sendo, resta-nos conversar com eles, explicar-lhes o motivo pelo qual estão a ser castigados, e de que forma podem, futuramente, evitar isso.

Claro que temos que tentar adequar o castigo à acção, sem exageros nem benevolências. E, acima de tudo, cumpri-lo. 

 

 

Até que ponto a táctita dos castigos deixa de ser eficaz? Não faço ideia! Nem sei se pode, realmente, ter um efeito inverso ao pretendido. Somos pais. Não somos donos da verdade, nem temos um manual de instruções para seguir.

Privá-los de algo que gostam pode ser uma boa opção. Podem até mostrar que não os afecta nem lhes faz diferença mas, na verdade, na maior parte das vezes, custa-lhes. E muito.

Claro que pode resultar nuns casos, e não resultar noutros. Mas há que, pelo menos, tentar! 

Já eclipsaram hoje?!

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A cada novo eclipse que acontece, lá vem uma imensa publicidade, por vezes até exagerada, sobre o fenómeno, sobre aquilo que as pessoas vão poder visualizar, sobre o que vai acontecer.

E lá vêm as mesmas recomendações de sempre: usar apenas óculos especiais (que este ano em poucos sítios se vendem), não utilizar vidro escuros ou outros objectos e, nunca, mas nunca, olhar directamente para o sol.

Os riscos podem incluir lesões irreversíveis na visão ou mesmo cegueira.

Ora, todos nós sabemos que, muitas vezes, estas recomendações têm, precisamente, o efeito inverso.

Qual foi a primeira coisa que fez a mulher de Ló, segundo a Bíblia, ao ouvir a recomendação de que não deveria olhar para trás quando Sodoma estava a ser destruída? Olhou para trás!

Qual é a primeira coisa que fazemos quando alguém nos diz algo do género "ah e tal, mas não olhes agora"? Viramo-nos imediatamente! 

É involuntário, mas é o que acontece. E, sejamos honestos, quem nunca olhou para o sol, em dias de eclipse, ainda que por meros segundos, com protecção improvisada, ou mesmo sem qualquer protecção? 

Sobre os trailers e as sinopses, e o seu efeito contrário

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O "trailer" de um filme costuma apresentar as cenas escolhidas, com frases de efeito sobrepostas às cenas, ou com um narrador que motiva o espectador a assistir ao mesmo. Tem por objectivo gerar interesse no seu lançamento, mas destina-se, acima de tudo, a atrair a atenção do público alvo, e levá-lo a comparecer à exibição do filme completo, tentando obter um recorde de audiência no dia da sua estreia e, assim, fazer história.

Quando pretendemos escolher um filme para ver guiamo-nos, normalmente, pelo seu trailer ou pela sua sinopse, embora no trailer tenhamos uma ideia melhor daquilo que vamos ver.  

O mesmo acontece com os livros. O objetivo da sinopse é fazer com que o leitor entenda os pontos principais do texto original, e é essencial para fazer com que os leitores se interessem, ou não, pelo resto da obra. Funciona como uma espécie de chamariz.

Mas, de há uns tempos para cá, tenho assistido (pelo menos no meu caso isso aconteceu) ao efeito contrário ao pretendido.

Vejo o trailer, por exemplo, do "Em Parte Incerta". Já li o livro, sei que a história é boa e que, à partida, vou gostar do filme, mas o trailer não me inspira minimamente a vê-lo.

E quando quis contagiar o meu marido para que visse o "Cavalo de Guerra", sabendo eu que o filme era espectacular, mostrei-lhe o trailer e só pensei: "realmente, o trailer não mostra nada que entusiasme"!

É certo que o contrário também acontece. Muitas vezes entusiasmamo-nos com um determinado trailer, vamos com as expectativas em alta e saímos defraudados. Ou compramos um determinado livro com base na sua sinopse e depois arrependemo-nos.

Afinal, publicidade enganosa é o que não falta neste mundo. E não gostamos, de forma alguma, de ser enganados.

Mas seria bom que também não desfavorecessem tanto algumas obras surpreendentes (porque merecem bem mais que isso) sob pena de o efeito ser o inverso, de as pessoas seguirem adiante sem curiosidade ou vontade de ver ou ler, e com isso perderem algo de que, certamente, iriam gostar. 

 

 

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