Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Somos, de uma forma geral, um povo brando e passivo

Só há um poder: o emanado do povo

 

Aquilo que temos de sobra, em valentia, coragem, revolta e crítica sobre o que está mal no país e no mundo, esgota-se em meia dúzia de linhas, em comentários nas redes sociais, em meia dúzia de palavras, numa qualquer conversa de café ou de circunstância, num desabafo que nos é permitido, mas que só serve mesmo para nos aliviar o stress momentâneo.

 

No fundo, acabamos por acatar, contrariados, tudo o que os outros decidem por nós, e nos impõem.

Acabamos por agir como cordeirinhos. Alguns, desviam-se do caminho só para provocar, mas logo voltam. Os poucos que realmente querem deixar o rebanho são isso mesmo, muito poucos.

E acabam por ser arrastados de volta, ou por ser ostracizados pelos demais.

São os poucos que lutam por todos, mas de quem todos se desmarcam, na hora de os apoiar.

 

Quantas dessas pessoas transpõem essa linha, para transformar aquilo que estão a sentir, e aquilo que querem ver mudar, em manifestações que produzam algum efeito real?

Se virmos bem, aquilo que hoje temos, que alguns conseguiram para todos nós, temo-lo, porque se fizeram revoluções, porque meia dúzia de pessoas ousou sair para as ruas, manifestar-se, expressar aquilo que queria, e lutar pela mudança.

Não foi, ficando sentados no sofá, enquanto bebem uma cervejinha na esplanada, ou a criticar tudo e todos nas redes sociais.

Aí, são todos valentes.

Já no terreno, muitos enfiam o rabinho entre as pernas, e saem de mansinho, para que ninguém dê por eles. Afinal, não querem problemas para o seu lado.

 

Pois, é verdade.

As revoluções acarretam consequências, para quem se envolve nelas e as leva a cabo, mas é também por elas que somos o que somos, temos o que temos, e conhecemos o mundo que hoje conhecemos.

Não terá valido a pena?

 

 

 

 

Da descida do preço do gás

Gás de garrafa | Casa Galp

 

Tenho uma pontaria incrível!

Na passada 5ª feira encomendei uma garrafa de gás.

Nesse mesmo dia, ouço falar sobre a baixa de preços no mesmo.

Fico na expectativa, para saber se já vou pagar o novo preço, até porque entregaram o gás, mas esqueceram-se de deixar a factura.

No domingo, vi que já a tinham deixado na caixa do correio.

O mesmo preço de sempre.

Vou pesquisar o despacho. Foi publicado na sexta, dia 17, e só entra em vigor, três dias depois da publicação, pelo que percebi.

E pronto, lá tive que pagar quase 30 euros, quando poderia ter poupado uns euros!

 

Medicamentos genéricos versus medicamentos de marca

generico-igual-marca-farmaw-99.jpg

 

 

Estamos a optar cada vez mais pela compra de medicamentos genéricos que, como afirmam, fazem o mesmo efeito que os de marca e custam muito menos.

Esta tem sido, de facto, a regra, e eu confirmo. Mas, como em tudo na vida, também há a excepção à regra. 

E a prova é que, ao tomar um medicamento genérico (porque na farmácia onde fui não tinham, naquele dia, o da marca que sempre utilizei), sofri efeitos secundários, efeitos que nunca tinha sentido com o medicamento de marca.

Por isso, podem até ser mais baratos, e actuarem da mesma forma mas, neste caso, alguma diferença deve existir para isto ter acontecido.

Pelo sim, pelo não, da próxima vez que precisar, ou compro os que já estou habituada, ou prefiro não tomar e aguentar as dores! 

 

Psiquiatria e psicologia - as eternas rivais!

 

Uma vez pedi à minha médica de família para me encaminhar para consultas de psicologia. Ela achava que eu precisava era de comprimidos!

Recusei. Tentou convencer-me de que, se o que eu precisava era de alguém para conversar, podia fazê-lo com as minhas amigas. Insisti.

Com pouca vontade, lá me encaminhou. E foi o melhor que fiz!

Alguns médicos, entre eles alguns psiquiatras, não enviam os seus pacientes aos psicólogos. Porquê? Porque confiam no poder da medicação e dão pouca importância à acção psicoterapêutica.

Alguns, como a minha médica de família, pensam mesmo que a psicoterapia é uma perda de tempo.

De facto, a psiquiatria considera-se superior à psicologia embora, para o bem dos pacientes que delas precisam, devessem caminhar juntas.

Em vez disso, disputam pacientes, prejudicando a sua evolução. 

Os psiquiatras, através dos antidepressivos e tranquilizantes, penetram no mundo onde nascem os pensamentos, onde surgem as emoções. Este poder pode ser muito útil mas, se mal usado, é capaz de controlar, em vez de libertar os pacientes.

Os medicamentos produzem efeitos mais imediatos. A psicoterapia produz efeitos mais duradouros. Sãos duas ciências que se complementam.

O que acontece é que, como em tudo na vida, apostamos mais na resolução dos problemas, do que na sua prevenção. Até porque a resolução é muito mais lucrativa!

As indústrias farmacêuticas investem em pesquisas de novas drogas que actuam no cérebro humano para tratar as doenças psíquicas. E é nesse caminho do adoecimento psíquico da humanidade, que a indústria farmacêutica se prepara, silenciosamente, para se tornar a mais poderosa do mundo. Essa indústria precisa de uma sociedade doente para continuar a vender os seus produtos. Nunca se venderam, como agora, tantos tranquilizantes e antidepressivos! 

Em vez disso, seria mais importante investir em medidas preventivas, em melhorar a educação, desenvolver a arte de pensar das crianças, educar a auto-estima, diminuir o stresse social e combater a miséria física e psíquica.

Mas isso não rende dinheiro, e é à volta dele que tudo gira nos dias que correm!