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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

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Medicina do trabalho: real eficácia ou mera formalidade burocrática?

Medicina Trabalho e Higiene e Segurança no Trabalho Funchal - Madeira: Medicina  do Trabalho - Funchal - Madeira

 

Há quem diga que a medicina do trabalho só beneficia as entidades patronais.

Há quem já tenha recorrido a ela, e não tenha ficado satisfeito.

Mas também haverá quem não tenha do que se queixar, no que a esta questão diz respeito.

 

Há as consultas em que os médicos são mais exigentes e fazem, ou pedem, análises e exames, e diversas perguntas sobre hábitos e vícios.

Outras, em que se faz o mínimo indispensável à obtenção do "Apto" ou "Não Apto" no relatório.

 

Eu pessoalmente, não sou fã de ir a médicos e, consultas de medicina de trabalho, menos ainda. Por mim, quanto menos fizerem, melhor.

E, agora com a situação da pandemia, ainda menos é possível.

Da última vez que fui, posso dizer que a consulta demorou menos que o tempo que levei a lá chegar (demoro 15 minutos). Que maravilha!

 

Uma suposta enfermeira mediu-me a febre antes de entrar. Depois, encaminhou-me para um gabinete, onde me mediu a pressão arterial, enquanto me perguntava a altura e o peso. Fiquei admirada porque sempre ouvi dizer que não se deve falar durante a medição.

Depois, fez-me um teste de visão à moda antiga (nada de aparelhos por causa da Covid), e mandou-me para o gabinete médico, onde a médica, sentada a cerca de dois metros, me perguntou se tomava alguma medicação, e me pediu o boletim de vacinas, enquanto preenchia no pc as informações.

Por fim, numa maquineta de assinaturas colocada ao pé de mim, só tive que assinar, nem sei o quê.

 

E pronto, até daqui a dois anos!

Nada de análises. Nada de electrocardiogramas (que odeio, para além de ficar toda suja de gel). E nada de cópia do relatório para mim.

Provavelmente, à semelhança dos relatórios anteriores, estarei apta para o serviço. Não tenho que me preocupar.

 

Mas, no meio disto tudo, fica a dúvida: a consulta de medicina do trabalho serve simplesmente, para a entidade patronal aferir a aptidão do funcionário para o serviço, é uma mera formalidade, ou tem, verdadeiramente, eficácia no que respeita ao trabalhador?

É que, nestes anos todos de consultas, nunca me colocaram questões relacionadas com o meu trabalho, como por exemplo, se os problemas de visão se fizeram notar por estar tantas horas em frente a um ecrã, ou se tenho tendinites pelo trabalho repetido de teclado e rato, ou se me queixo de problemas de coluna, sei lá, algo do género. Algo em que o trabalho me possa estar a prejudicar a saúde, e seja necessário intervir. Nada.

 

Já me perguntaram, em anos anteriores, se fumava, se bebia, se usava drogas. 

Já me perguntaram se tinha alguma vez estado grávida, ou sofrido algum aborto.

Ou até se já tinha sido operada.

Portanto, basicamente, o historial clínico.

Mas nada relacionado com eventuais doenças profissionais. Não que as tenha. Ou que haja algo para me queixar.

O estranho, é nem sequer mostrarem querer saber.

 

E por aí, como costumam ser as vossas consultas?

 

 

 

 

As milagrosas pastilhas EUPHON!

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Estava eu na casa dos 20's, quando comecei a ter as primeiras afonias da minha curta existência.

E, digamos que, quando se tem que utilizar a voz em serviço, é complicado.

Telefones para atender, em que quem está do lado de lá não nos ouve, ou mesmo falar pessoalmente como se estivéssemos a contar um segredo, também não dá muito jeito.

Nessa altura, receitaram-me as pastilhas "Euphon" que, além de se parecerem e saberem a gomas, tinham um efeito bastante rápido e eficaz. Para bem da nossa voz, e mal da nossa gulodice, porque quanto mais tempo durasse, mais pastilhas marchavam!

 

Depois, deixei de ter esses episódios e, uns anos mais tarde, quando foi preciso, não havia à venda. Acabei por ter que levar outras. E nunca mais pensei no assunto.

 

No início deste ano, a minha filha começou a ficar rouca e chegou mesmo a quase perder a voz. 

Tinha um trabalho para apresentar dali a uns dias.

Fui à farmácia, e perguntei se tinham as milagrosas pastilhas "Euphon".

Para minha surpresa, e ainda bem, continuam a comercializá-las e levei para a minha filha.

Dois dias depois, tinha voltado ao normal.

 

Por isso, já sabem, se algum dia estiverem com afonia ou rouquidão, Euphon é a solução!

 

E por aí, já alguma vez experimentaram?

Deram-se bem com elas?

Compeed versus Zovirax no combate ao herpes labial

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Quem sofre deste mal sabe o quanto o herpes labial pode ser incómodo, doloroso e inestético, fazendo-nos querer livrar dele o mais depressa possível.

Eu já tive crises mais recorrentes. De há uns tempos para cá, o herpes não tem aparecido com tanta frequência mas, volta e meia, lá dá um ar da sua (des)graça.

 

 

Desde sempre, me lembro de usar os pensos Compeed.

Tapam a ferida, que assim fica mais isolada.

São transparentes, pelo que quase nem se dá por eles.

E vão tratando do herpes, evitando o seu alastramento e ajudando no seu desaparecimento.

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Mas, das últimas vezes, tenho optado por utilizar o Zovirax. 

É certo que, ao invés de disfarçar o problema, o faz sobressair mais, porque o creme, mais concentrado ou mais espalhado, fica visível.

No entanto, parece-me mais eficaz, e num menor espaço de tempo, ajudando a cicatrizar mais rapidamente.

É ideal para se usar quando estamos em casa, podendo assim, para quem não quer sair à rua com a boca untada, funcionar como complemento do penso.

 

 

E por aí, o que costumam usar?

Até que ponto são os castigos eficazes na educação?

 

No outro dia, em conversa com uma amiga sobre os filhos e os castigos, dizia eu a respeito da minha filha:

"Por enquanto, está proibida de ir ao computador. mas, se não atinar, fica sem ver a Violetta.".

E perguntou-me ela: "Mas isso não a vai revoltar e ter o efeito inverso? Sabendo que já não tem nada a perder, não vai ficar sem vontade de se esforçar?".

Ao que eu lhe respondi: "Então, o que é suposto eu fazer? Nada? Deixar andar?".

Não me parece o melhor caminho. É nesta altura que temos que agir, para que as crianças e jovens percebam que não podem fazer tudo o que querem, e que cada acção tem a respectiva consequência, tanto para o bem como para o mal.

 

 

 

Educação não se dá à base das bofetadas, embore confesse que muitas vezes tiram-nos de tal maneira do sério que nos dá vontade de lhes dar uma. Também não se transmite com gritos porque, às tantas, estamos nós a gritar, eles a gritarem mais alto, nós a tentar fazer-nos ouvir, e acaba por ninguém se ouvir. Embora seja verdade que, por vezes, perdemos a estribeiras.

Assim sendo, resta-nos conversar com eles, explicar-lhes o motivo pelo qual estão a ser castigados, e de que forma podem, futuramente, evitar isso.

Claro que temos que tentar adequar o castigo à acção, sem exageros nem benevolências. E, acima de tudo, cumpri-lo. 

 

 

Até que ponto a táctita dos castigos deixa de ser eficaz? Não faço ideia! Nem sei se pode, realmente, ter um efeito inverso ao pretendido. Somos pais. Não somos donos da verdade, nem temos um manual de instruções para seguir.

Privá-los de algo que gostam pode ser uma boa opção. Podem até mostrar que não os afecta nem lhes faz diferença mas, na verdade, na maior parte das vezes, custa-lhes. E muito.

Claro que pode resultar nuns casos, e não resultar noutros. Mas há que, pelo menos, tentar! 

Livro de reclamações electrónico

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Será que os portugueses reclamam muito? Dizem que sim! 

Mas talvez reclamem mais "da boca para fora", de cabeça quente, com os ânimos exaltados, muitas vezes por coisinhas sem importância, por mesquinhices, do que daquilo que realmente deveriam.

E quantos não reclamam, tantas vezes, verbalmente mas recuam perante a perspectiva de apresentar uma reclamação escrita no Livro de Reclamações.

Agora, o governo quer criar, até ao verão, o livro de reclamações electrónico juntando, numa única plataforma, todas as queixas dos consumidores, permitindo aos mesmos apresentar, de forma mais rápida, a sua reclamação.

Ao que parece, o projecto-piloto da plataforma electrónica vai estar disponível, em simultâneo, com a versão em papel do livro de reclamações.

Irá esta nova forma de reclamar aliciar os consumidores a exercerem mais o seu direito? Iremos assistir a uma subida considerável do número de reclamações? Irá o famoso "livro amarelo" cair em desuso?

E qual será a eficácia e rapidez desta mesma plataforma, na resposta e resolução das queixas apresentadas?