Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Sentimentos ambivalentes que as "despedidas" me provocam

Sobre despedidas e o partir... | ACESSA.com - Saúde

 

Existem pessoas que são avessas a despedidas. E as evitam a todo o custo.

E outras que fazem questão de as viver, que ampliam o seu significado, e as tornam ainda mais difíceis.

Eu tenho sentimentos ambivalentes em relação às despedidas.

 

Por um lado, quero-as.

Considero-as necessárias, importantes.

Faz-me sentir que, dessa forma, nada fica por fazer, ou dizer. 

É uma espécie de conclusão de um ciclo.

Um andar para a frente, e seguir o curso natural das coisas.

O deixar ir, partir, o apoiar e dizer que estamos lá, apesar de tudo.

 

Mas, por outro lado, deixam-me a sofrer antecipamente.

Deixam-me melancólica, saudosista.

A pensar no que passou, e já não volta, ou poderá não voltar.

 

É uma felicidade, ensombrada por uma tristeza, de certa forma, egoísta.

É um adeus, disfarçado de um "até breve" quando, muitas vezes, sabemos que nunca haverá essa brevidade.

 

É uma mistura de risos, com lágrimas.

De coragem, com fraqueza.

De suspensão, ou corte definitivo, com renovação, e recomeço.

 

É uma espécie de tormenta, que acreditamos que nos traz paz. Ou uma paz momentânea, que sabemos que se irá transformar em tormenta.

É uma espécie de "estou mal", mas vou ficar bem". Ou de "estou bem, mas logo me vou sentir mal".

 

Comovo-me sempre.

Com as minhas despedidas, e as dos outros.

Com as reais, e as fictícias.

Com as despedidas de pessoas, de animais, de momentos, de locais, até de livros ou séries que gosto!

 

Poderia evitar tudo isso.

Mas não quero.

As despedidas fazem parte da vida e, se é para vivê-la na sua plenitude, então que se experimente tudo o que ela traz consigo.

Incluindo, as despedidas.

Porque, para mim, abdicar delas, far-me-ia sentir ainda pior, do que viver o tubilhão de emoções com que elas me brindam.

 

The Good Doctor: chegou ao fim a quarta temporada

The Good Doctor 4x20 FINAL: una inesperada despedida, una reconciliación y  una propuesta de matrimonio | El buen doctor Temporada 4 Capítulo 20 | FAMA  | MAG.

 

Foi em Outubro de 2017 que estreou a série, e já lá vão quatro temporadas.

Quando vi anunciar, cativou-me.

No entanto, a primeira temporada não me entusiasmou muito.

A segunda temporada melhorou.

Já a terceira foi, até então, a mais emocionante, a mais diversificada, a que mais nos fez reflectir e emocionar, com os temas abordados em cada episódio.

 

Então, chegou a quarta temporada!

E não poderia ter começado da melhor forma, com os dois primeiros episódios a abordar a pandemia que vivemos na vida real - a Covid-19.

Mas é muito mais do que isso.

Novas personagens, novas decisões, novas relações, novos dilemas, novos desafios.

 

Essencialmente, a quarta temporada foi assente na relação entre Shaun e Lea, na forma como os dois, juntos, vão interagindo enquanto casal, ao mesmo tempo que terão que superar diversas dificuldades pelo caminho, como a aceitação por parte dos pais dela, a gravidez, ou a posibilidade de perder o bebé.

 

Mas muitos outros temas são abordados:

 

Lim-and-Mateo-1-1.jpg

- o stress pós traumático de Lim

 

- a crise no casamento de Glassman e Debbie

 

159451_3711.jpg

- o fim do casamento de Andrews

 

- o perdão e uma nova oportunidade entre Claire e o pai, que a abandonou

- o perceber se aquilo que fazemos é o que queremos, ou o que os outros esperam de nós

- a aceitação da morte, e dos desejos dos outros sobre ela, ainda que não compartilhemos desse ponto de vista

 

 

hqdefault.jpg

- a dificuldade em assumir sentimentos, emoções e compromissos, pondo em risco o amor

 

Os dois últimos episódios, fecharam a temporada com chave de ouro, como a cereja no topo do bolo, com uma missão humanitária em Guatemala, onde mais emoções fortes os (e nos) esperam. Uma mudança de cenário positiva, e bem vinda, que fez com que a série ganhasse ainda mais.

 

 

Sem Título.jpg

A vida de Claire irá sofrer uma reviravolta inesperada, nos minutos finais do último episódio. 

 

É incrível perceber como todos eles cresceram, mudaram, estão mais maduros, confiantes, independentes.

É incrível a evolução de Shaun, desde os primeiros episódios, até aqui. Nem parece o mesmo. 

Tal como na vida real, uns ficam, e outros partem.

Uns terminam felizes, e outros ainda terão que encontrar a felicidade.

Mas há algo que permanece: a esperança!

 

E eu, espero que venha uma quinta temporada brevemente!

A forma como a meteorologia mexe com as minhas emoções

meteorologia-1.jpg

 

Sol 

Deixa-me animada, positiva, esperançosa, divertida.

Sinto-me como se me fosse dado um balão de oxigénio, um novo fôlego.

 

Chuva

Sinto-me menos enérgica.

Faz-me ficar com a neura. de mau humor. Vai-se a esperança, dando lugar ao negativismo.

Fico mais murcha, sem ânimo.

 

Nevoeiro

Sinto-me claustrofóbica, oprimida, sufocada, como se me estivesse a ser roubado o ar.

 

Vento

Deixa-me irritada, stressada.

 

Calor

Deixa-me descomprimida, relaxada, leve.

 

Frio

Deixa-me paralisada, com dificuldade em raciocinar.

 

Nuvens 

De uma forma geral, puxam pela minha criatividade e imaginação.

Tanto podem prenunciar paz, como a chegada de tempos difíceis.

 

Trovoada

Medo... Muito medo!

 

 

Imagem: ensina.rtp

 

Acabei de ver a quarta temporada de La Casa de Papel e...

la-casa-de-papel-actress.jpg

 

... que venha já o desfecho deste assalto ao Banco de Espanha porque duas temporadas à volta do mesmo, já começam a cansar, quanto mais três!

Se é para haver mais temporadas, que seja com novos planos, novos assaltos, novos recomeços, novas vidas, novas oportunidades.

 

Não é que esta temporada não tenha sido excelente, tal como as anteriores. Porque foi.

Todos eles começaram "na mó de baixo", desesperados, desnorteados, desestabilizados, desgastados, sem capacidade para pensar no que quer que fosse, com os nervos, a pressão, o fracasso, a derrota e a polícia a levarem a melhor.

Mas, uma vez "Professor", para sempre "Professor" e, com um empurrão daqui e outro dali, volta a surgir a motivação, volta a surgir a vontade de vencer a guerra, volta o raciocínio e a lógica, volta o brilhantismo e a genialidade a que já nos habituou, para tentar voltar a unir, e reunir, o grupo, e retirá-los do Banco de Espanha com vida.

Algo que, como já sabemos, não será possível para Nairobi.

 

É uma temporada que traz muitas surpresas, reviravoltas, emoções.

E se nós, público, mal ou bem, vamos conseguindo gerir ou deixar fluir estas últimas, para quem está  naquela situação, a empreender um plano daqueles e gerir um assalto, ao mesmo tempo que se deixa levar pelas emoções, é muito mais complicado.

Pode ser, como se costuma dizer "a morte do artista". Pode deitar tudo a perder. Pode levar a não ter a lucidez e a frieza necessária, ou a calma e compreensão que são exigidas.

 

Relativamente às personagens, tendo visto, pelo meio, a Zulema de Vis a Vis, é difícil não compará-la a Alicia Sierra porque, à excepção de uma gravidez e um penteado diferente, ambas são muito parecidas.

E adorei vê-la nas cenas finais de La Casa de Papel, sobretudo, quando despe a pele de inspectora, e passa a foragida, mas ainda com trunfos na manga.

 

Quanto ao Arturo, adorava que o governador o pusesse de uma vez nos eixos. É tão fácil odiar esta personagem que nos enoja, revolta, irrita, mexe com o sistema nervoso, que acho que qualquer um de nós, se pudesse, já o tinha posto fora de cena, se pudesse.

E foi tão bem merecida aquela raiva animalesca do Denver!

 

Destaco ainda a caricata turma de mineiros que chega quase no final da temporada, para dar seguimento ao plano Paris. Tal como o infiltrado Juanito.

 

E, como não poderia deixar de ser, a personagem Marselha que, nesta temporada, esteve sempre lá, onde era preciso, para tentar de todas as formas salvar o que restava do plano junto com o Professor, e voltar a pôr tudo nos eixos, enfrentando touros ou até uma dificuldade linguística, logo ele que fala uma dúzia de línguas!

 

O último episódio mostra que ainda há muito a fazer, deixa muitas situações em aberto e, sobretudo, a cena final, pode originar vários cenários na próxima temporada.

Por isso, vamos lá acabar com o assalto de uma vez por todas.

Por mim, pelo público, por eles e, acima de tudo, pela Nairobi!

Chegou ao fim a terceira temporada de The Good Doctor

31112456404084.jpg

 

A terceira temporada da série The Good Doctor terá sido a mais extensa, com 20 episódios que, por vezes, nos chegavam a conta gotas e, igualmente, a mais emocionante, a mais diversificada, a que mais nos fez reflectir e emocionar, com os temas abordados em cada episódio.

 

Seja pelo namoro entre o Shaun e a Carly, e à sua descoberta do amor, pela sua amiga Lea, seja pela dor da perda da mãe, pela Claire, seja pela prioridade dada à carreira profissional relativamente ao amor, exemplificados pela Dra. Lim e, de certa forma, pelo Alex.

Ou pelo estigma de ter que viver numa família de génios, e ser sempre aquela que é banal, tendo que batalhar o triplo, como demonstra a Morgan, o que explica a sua constante competição, e necessidade de ser a melhor, nem que para isso tenha que recorrer a golpes baixos. Ainda que, nesta temporada, em diversas situações, ela mostre o seu lado mais brando e leal.

 

Os últimos episódios tiveram cenas bastante fortes mas, havia mesmo necessidade de "matar" o Dr. Melendez? Não poderia ser outro qualquer? Não poderia ser a Dra. Lim? Ou o Dr. Marcus?

Tinha que ser ele o sacrificado?

Depois de duas relações amorosas falhadas, e logo agora que estava tudo encaminhado para um novo romance com a Claire?

É verdade que um homem e uma mulher, colegas de trabalho, podem ser amigos, sem outros interesses, mas eu estava há muito a, como a minha filha costuma dizer "chipar" os dois.

Depois, arranjaram ali um amigo dela, para desviar as atenções, e pensei que talvez não fosse adiante.

No entanto, como se viu no último episódio, eles estavam mesmo apaixonados um pelo outro.

E, respondendo à pergunta lá de cima, acho que tinha que ser mesmo ele a morrer. Porque seria a morte dele a que causaria um maior impacto. Era, por certo, uma das personagens mais acarinhadas e preferidas do público. E, na série, todos gostavam dele. Portanto, seria o único cuja morte nos levaria às lágrimas, naquela despedida diferente mas, nem por isso, menos emotiva.

 

E chegou, assim, ao fim, a terceira temporada desta série que, segundo li, terá sido renovada para a quarta temporada, com algumas ausências do elenco desta última temporada, e mudanças no rumo das personagens que, no último episódio, por vontade própria ou por força das circustâncias, perceberam que nada será como antes.

 

Vou ficar à espera!

Sinceramente, não antevejo um bom futuro para o casalinho Shaun e Lea. Acho que ela não saberá lidar com ele, a longo prazo. Mas pode ser que me engane.

Quanto às restantes personagens, estou curiosa sobre o que irá acontecer.

Mas, neste momento, ainda estou chateada com a morte do Dr. Neil Melendez!