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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

As linhas com que "cosemos" a nossa vida

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Até as linhas mais resistentes tendem, com o tempo e o desgaste, a enfraquecer, e algumas vezes, a quebrar, quando sujeitas ao uso repetido, inadequado ou esticadas ao limite.

E nós, vamos dando um nó aqui, outro nó ali, para que a linha permaneça unida. Ou é ela que, por si mesma, vai formando nós.

Quando são poucos, e espaçados, quase nem nos apercebemos deles. A linha continua a passar sem grandes dificuldades.

Mas, um dia, deparamo-nos com uma linha totalmente preenchida com nós, que nos travam a todo o momento, que impedem o prosseguir do caminho, e torna-se difícil continuar a fazer o que quer que seja com ela.

Aí, ou tentamos desfazer os nós, e tentamos dar o melhor com cada uma das partes quebradas, ou os nós são tantos e impossíveis de desemaranhar, que a única solução é cortar a linha, e recomeçar do zero.

Somos como um balão!

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Ao longo do nosso dia, algumas situações menos boas vão-se acumulando, como o ar que vai enchendo, aos poucos, um balão.

Da mesma forma, acontecem outras que compensam as primeiras e, de certa forma, soltam a boca do balão por momentos, esvaziando algum do ar que lá se encontrava.

Se o balanço final for positivo, e conseguirmos pôr para trás das costas o menos bom, é possível que cheguemos ao final do dia com o balão vazio. E que bem que sabe soltar todo aquele ar que se foi acumulando!

 

 

No entanto, este processo vai-se repetindo ao longo da nossa vida, e o balão, de tantas vezes que se enche e esvazia, começa a ficar mais enfraquecido.

Por outro lado, não é saudável andar sempre com ar dentro do balão, por pouco que seja, sem o conseguir soltar. Até porque, quanto mais ficar acumulado, mais depressa o balão enche, e mais fraco e susceptível de rebentar se torna.

 

 

O resultado, num ou noutro caso, é que corremos o risco de, um dia, sem contarmos, o balão, simplesmente, rebentar. 

Se for por excesso de ar, muito mais rapidamente, é certo, e muito mais previsível.

Se pelas várias metamorfoses que foi sofrendo ao longo do tempo, mais demoradamente, e de forma imprevisível.

 

 

E o que acontece, quando o balão rebenta?

Para além de não haver nada a fazer, e ter que ser substituído por outro, pode atingir tudo à sua volta com os estilhaços daí resultantes.

Haverá sempre consequências, e mudanças.

Mas nem sempre o podemos evitar...

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