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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

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Por 13 Razões

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Já muito se escreveu sobre esta série da Netflix, que tanto deu que falar pelo seu tema controverso - o suicídio na adolescência.

Ouvi opiniões favoráveis e críticas negativas, houve quem adorasse a série, e quem a detestasse.

 

Chegou a minha vez de ver a série, e tirar as minhas próprias conclusões.

Em primeiro lugar, como diz o ditado "quem está no convento é que sabe o que vai lá dentro", e só quem passa por determinadas situações saberá se teria motivos para cometer suicídio ou não. Não devemos julgar ou condenar ninguém por ter tomado essa decisão. Mas isso não significa que estejamos de acordo.

De qualquer forma, essa é uma decisão da própria pessoa, pela qual não se deve tentar culpar terceiros. Algumas pessoas podem contribuir para debilitar o nosso estado emocional, podem até ter cometido crimes contra nós, mas o suicídio é sempre uma decisão pessoal, pela qual somos os únicos responsáveis.

 

Confesso que comecei a ver a série, e desisti no fim do terceiro episódio!

Até compreendo que a ideia seja mostrar ao público tudo o que levou uma adolescente a tomar a decisão de se suicidar, vendo aí a única solução para os seus problemas.

E até percebo que ela quisesse enviar as cassetes para alguém da sua confiança.

O que não compreendo, é o joguinho das cassetes a circularem por entre todos os colegas. Qual era o objectivo? Que se sentissem culpados? Que se responsabilizassem pela decisão dela? Que confessassem o que tinha feito, quando seria a palavra deles, contra a de alguém que já morreu?

Tal como não compreendo porque não entregou o Tony, guardião das cassetes, de imediato, as mesmas à mãe da Hanna, que queria descobrir a verdade, e esperou quase até ao final para perceber que não deveria guardar os segredos da amiga.

Até porque, se a Hanna queria guardar os seus segredos, não faria sentido enviar as cassetes para os colegas, esperando tudo o que viria a seguir.

 

Recomecei a ver a partir do episódio 8, tendo-me o meu marido contado o que entretanto se passou. Não vi ali nada que justificasse uma decisão tão drástica, até esse ponto. Mais motivos teria a Jessica, se se lembrasse (será que não se lembrava mesmo?), para o fazer, e mesmo assim não penso que fosse essa a solução.

Quem não sofreu, em algum momento, bullying na escola? Quem não passou anos do seu percurso escolar sem grandes amigos? A perder namorados para amigas, a perder amizades por causa de rapazes?

 

Posto isto, o que mais me chamou a atenção nesta série foi o facto de, por mais que queiramos  e tentemos, conhecer bem os nossos filhos, ou controlar o que lhes acontece, isso é impossível. Podemos dar o nosso melhor, coisa que não me parece que os pais da Hanna tenham feito, mas ainda assim pode não ser o suficiente.

De nada adiantará os pais andarem agora, paranóicos, em cima dos filhos, porque isso pode ter o efeito contrário, e levá-los para o caminho de onde os querem desviar.

E as escolas, sabendo ou não o que se passa nas suas barbas tentam, na maioria das vezes, ignorar, esconder, camuflar, e nem sequer estão habilitados para ajudar quando um aluno pede ajuda.

 

Tudo o resto, não é novidade, porque já andámos na escola e sabemos bem como funciona. Até mesmo na idade adulta, nos locais de trabalho, acontecem situações dessas. Os grafitis na casa de banho, as listas, as amigas da onça, as drogas, os gabarolas, os cabrões e meninos dos papás que acham que o dinheiro paga e apaga tudo, e que são impunes, enfim...

 

Qual foi, afinal, o objectivo das cassetes?

Os pais da Hanna ficaram a par da verdade, tal como a escola, e os colegas da Hanna, incluindo o Clay. De que é que serviu essa verdade?

A única pessoa que cometeu os maiores crimes, continuou impune. Um dos colegas da Hanna, tentou também o suicídio. Valeu a pena?

 

Claro que isso será, provavelmente, respondido numa segunda temporada. Que eu não sei se vou ter paciência para ver, porque esta já me pareceu demasiado longa, para a história que conta, quanto mais voltar ao mesmo tema, com mais uma dúzia de episódios.

 

Relativamente ao Justin, sim, é um parvalhão, cometeu erros (não crimes) mas tem toda uma história por detrás, que não o ajuda e, embora essa história não justifique os seus actos, não consigo considerá-lo culpado.

 

Se há um culpado, é o Bryce. Muitos podem ter contribuído para a bola de neve de acontecimentos que foram decisivos para o suicídio, incluindo a indiferença dos pais, mas este é o único que consigo ver como culpado.

Ainda assim, tal como a Hanna, também a Jessica foi violada, e seguiu em frente.

Confesso que já vi documentários em que a situação justificaria mais um suicídio, que a vida da Hanna. Mas, lá está, só ela saberia como se sentia, e se esta era a melhor solução.

 

De qualquer forma, esperava mais desta série, e fiquei dececionada com a forma como foi conduzida ao longo de 13 episódios. 

Numa Floresta Muito Escura, de Ruth Ware

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Quem é que decide fazer a sua despedida de solteira numa floresta muito escura, sem qualquer forma de contacto com o mundo, numa casa totalmente isolada da civilização, e que mais parece um palco, onde os convidados têm de actuar para o público lá fora, que os vê através dos inúmeros vidros que substituem as paredes?

Quem é que decide convidar uma amiga, com quem não tem qualquer contacto há mais de 10 anos, para a sua despedida de solteira. Apenas para a despedida de solteira, quando todas as restantes foram convidadas para o casamento? 

 

Flo é a organizadora do fim-de-semana destinado à despedida de solteira da sua melhor amiga, Clare. É também sobrinha da dona da casa da floresta. Ao longo da história, Flo irá revelar-se demasiadamente obsessiva em relação a Clare, e agressiva com os convidados perante a possibilidade de alguma coisa não correr como tinha planeado, e estragar o momento à amiga. Parece, em muitos momentos, uma mulher um pouco desequilibrada.

Nina é uma amiga comum de Clare e Nora, também convidada para esta despedida de solteira.

Tom é amigo de Clare, e desconhecido de Nina e e Nora. Foi convidado porque é gay, daí ser o único homem no meio de mulheres.

Melanie é uma amiga de Clare, já casada e com um bebé de poucos meses. Será a primeira a abandonar a casa, sob o protesto de Flo.

Clare é a noiva, que decidiu convidar Nora porque tem algo para lhe contar, que tinha que ser dito pessoalmente.

Nora é a amiga com quem Clare não falava desde há muitos anos. É também a ex-namorada do noivo de Clare. Um namoro que terminou de forma misteriosa, e que levou ao corte de relações com ambos.

 

Por entre álcool, drogas, actividades insólitas para despedidas de solteira como a carreira de tiro, e um tabuleiro ouija, que parece alertar para algo de errado que está prestes a acontecer, a única coisa que sabemos, no início, é que, por algum motivo, Nora está ferida no hospital, e um crime ocorreu, tirando a vida a alguém.

 

Todos são suspeitos. Todos estavam lá. Todos parecem ter algo a esconder. O que terá acontecido?

 

Um excelente livro que mostra que, com uma história simples, se pode criar um bom enredo e cativar leitores!

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