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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Para além do Impossível, de C. Gonçalves

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Há muito que as mulheres deixaram de ser educadas para casar cedo, ter filhos e cuidar do lar. Há muito que deixaram de ter o seu destino traçado pelos pais ou família, sem hipótese de reclamar ou rejeitar.

Felizmente, hoje em dia, a maioria das mulheres pode decidir o seu futuro, a sua vida, fazer as suas escolhas, ter acesso a cargos que antes pertenciam exclusivamente aos homens, planear como bem entendem o rumo que querem tomar enquanto por cá andam, sem dar satisfações a ninguém.

E quando as pessoas estão bem com a vida que levam, e sentem-se bem sabendo com o que contam, para quê mudar? Se se dão bem com as rotinas, para quê quebrá-las?

Porque é que os outros tentam sempre mudar a forma como nós vivemos, como se a vida que eles levam fosse também a melhor para nós? Como se a vida que levam fosse a melhor para eles próprios. Claro que é mais fácil aconselhar os outros, do que seguir esses conselhos quando é a nossa vez.

O que é bom e agrada a um, pode não ser e não agradar a outro. Mal de nós se fossemos todos iguais.

 

 

Mas, será que o amor é o elo comum a todos nós, e que faz falta a todos nós? Poderemos viver sem amor?

E, quando ele chega, é possível adaptá-lo às nossas rotinas, forma de pensar e modo de vida? Ou será ele uma espécie de furacão que vem para virar do avesso as nossas vidas, e mostrar-nos o outro lado da vida?

Poderá o amor vencer preconceitos e obstáculos, sobretudo aqueles que apenas existem na nossa cabeça? Ou será mais difícil, por não sabermos contra o que estamos a lutar?

 

 

De tudo isto nos fala o livro “Para além do Impossível”, de C. Gonçalves.

De Sara, uma mulher a chegar aos 40 anos, que tem a sua vida organizada, e vive realizada e feliz com aquilo que tem, e conquistou até agora, não havendo motivos para não o estar, afinal, não se pode sentir falta de algo que nunca se teve ou experimentou.

E de Santiago, um rapaz 11 anos mais novo que vai trabalhar com Sara, tendo-a como chefe, e que irá desafiá-la a todos os níveis.

É possível um homem tão novo amar uma mulher mais velha, sem outros interesses?

É possível duas pessoas, que trabalham juntas, desenvolverem uma relação amorosa, sem saírem prejudicados a nível profissional? Será ético?

Deixará Sara entrar este homem na sua vida, e transformá-la em algo ainda melhor? Ou será ela imune ao amor?

 

São vários os entraves que se colocam entre estas duas personagens. Alguns, bem reais. Outros, apenas resultam de uma falta de autoestima e conflitos interiores.

 

Se serão todos ultrapassados, chegando além do impossível, ou se esta relação esteve desde o início condenada ao fracasso, é o que irão descobrir ao ler este romance!

 

 

Sinopse

"Sara é uma mulher livre, independente e igualmente solitária. Com a aproximação dos quarenta anos, agarra-se à sua profissão para atingir a sua realização pessoal e faz da sua casa o seu refúgio, da sua vida um enigma. E é essa a sua forma de viver, onde usa as suas rotinas para se sentir segura.

Quando Santiago entra na sua perfeita existência e lhe vira a vida do avesso, ela irá perceber que, por vezes, o avesso é o lado certo. Mas quando tudo parece perfeito, os acontecimentos irão mostrar-lhes que a realidade pode mudar num instante e que juntos, terão que ultrapassar as dificuldades impostas pela própria vida.

Conseguirão fintar o destino e reescrever a história à sua maneira?

Um romance que aborda as relações pessoais no emprego, a diferença de idade e a descoberta do amor sem limites."

 

Autor: C. Gonçalves

Data de publicação: Agosto de 2017

Número de páginas: 372

ISBN: 978-989-52-0506-6

Colecção: Viagens na Ficção

Género: Romance

Idioma: Pt

 

 

 

O senhor é homossexual?Activo? Então não pode dar sangue!

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Que me desculpe quem inventou mais esta forma de discriminação, porque é algo que eu, simplesmente, não compreendo!

Mais uma vez, expliquem-me como se eu fosse muito burra, por que raio os homens (e apenas homens) homossexuais, não podem doar sangue como outra pessoa qualquer?!

Em primeiro lugar, quando uma pessoa se oferece para ser dadora de sangue, perguntam à mesma a sua orientação sexual? Que eu tenha conhecimento, essa pergunta deixou de constar dos questionários escritos antes das dádivas de sangue. No entanto, continua a haver indicação no sentido de a mesma ser formulada. E isso é discriminação. A orientação sexual de cada um só a si diz respeito, e a mais ninguém.

Ah e tal "o instituto não faz qualquer discriminação em função da orientação sexual, mas sim em função da prática sexual", diz Hélder Trindade, presidente Instituto Português do Sangue e da Transplantação.

E afirma ainda que "nada é perguntado sobre a orientação sexual, mas antes sobre o comportamento sexual. O que o instituto questiona é o comportamento de risco. Tanto faz se é homo ou heterossexual.", para logo a seguir se contradizer "o dador não será excluído por se assumir homossexual, mas por praticar sexo com outros homens".

Ou seja, os homossexuais homens, podem doar sangue, sim. Mas, apenas e só, se estiverem num período de abstinência sexual! E porquê? Porque "o contacto sexual de um homem com outros homens é definido como fator de risco".

A sério? Factor de risco é qualquer prática sexual desprotegida, seja ela entre heterossexuais ou homossexuais.

Só há riscos na prática sexual entre homens? E entre mulheres, não há? E entre heterossexuais? São uma classe superior, por acaso? Imune aos riscos?

Obviamente que não!

Então isto funciona assim. Uma mulher vai doar sangue. Como é mulher, quer seja heterossexual ou lésbica, pode fazê-lo. Mesmo que tenha tido comportamentos de risco, pode fazê-lo. Mesmo que seja portadora de VIH, pode fazê-lo. O mesmo acontece com um homem que seja (ou assim o diga), heterossexual. Ou que, sendo homossexual, não tenha tido qualquer actividade sexual num determinado período de tempo. E ninguém saberá, até ser tarde demais. Porque o seu sangue pode, entretanto, ter sido utilizado.

Como diz Hélder Trindade, apesar de o sangue ser testado antes da sua utilização, "há uma janela de tempo, que é variável, em que o VIH pode não ser detetado na análise ao sangue doado".

No entanto, um homem homossexual, activo, pode não estar infectado, e o seu sangue ser totalmente seguro. Mas, segundo estes senhores, ser homem e ter sexo com homens já constitui, por si só, um factor de exclusão! 

Desculpem-me mais uma vez, mas isto é a maior estupidez. Como é que pensam comprovar o orientação e prática sexual dos dadores? Sim, porque qualquer pessoa pode dizer que é uma coisa, sendo outra! Ainda mais sabendo deste tipo de discriminação. E qualquer pessoa pode dizer que está em abstinência, não estando.

Não é preconceito?! É!

Querem garantir a qualidade e segurança das dádivas? Façam exames, análises e tudo o que se mostrar necessário para tal. Sem discriminar! É a única forma - com rigor científico, e sem preconceito. 

Assim, só estão a criar entraves desnecessários e, na prática, inúteis, à doação de sangue que, como têm vindo a constatar, é cada vez menor. Estas limitações só provocam nas pessoas visadas a revolta, o desejo de esconder a verdade, de ocultar aquilo que querem saber. Com consequências que pretendem evitar.



Ler mais: http://expresso.sapo.pt/homossexuais-so-podem-dar-sangue-se-estiverem-em-abstinencia-sexual=f922315#ixzz3YnsvAqtB9

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