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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Duas forças, contrastes, equilíbrio...

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Um dos grandes segredos da vida é saber vivê-la com equilíbrio.

Saber que essa vida é feita de diversas dualidades, de inúmeros contrastes, que se complementam entre si, e não poderiam existir separadamente. Porque, sem uma das partes, não saberíamos reconhecer ou dar valor à outra.

Como se costuma dizer, só sabemos o que é a alegria, porque conhecemos a tristeza. Só damos valor às coisas boas, porque sabemos como nos custam as más. Só conhecemos o bem, depois de saber como se manifesta o mal. O positivo é contrabalançado pelo negativo. A morte é contrabalançada com a vida. E por aí fora.

 

São duas forças distintas que, muitas vezes, medem forças tentando, uma, levar a melhor sobre a outra. Há momentos em que existe um claro domínio de uma sobre a outra. Momentos em que uma delas avança, fazendo a outra recuar. E outros em que as posições se invertem. Mas, quando equilibradas, anulam-se entre si, e permitem viver em harmonia, em equilíbrio, aproveitando o melhor de uma, não esquecendo os ensinamentos da outra.

 

A nossa vida não é sempre um céu azul, limpo, e um sol brilhante. Tal como também não é sempre um céu escuro, cinzento e carregado, que não nos deixa ver nada, para lá dessas nuvens negras.

O mar, não é sempre calmo e sereno. Também tem dias em que mostra toda a sua força, agitação, poder.

A própria natureza regenera-se. Tem fases em que está em todo o seu esplendor, e outros em que começa a esmorecer.

O ser humano não é diferente.

Só tem que saber compreender e encontrar o seu equilíbrio, neste mundo e vida feita de desiquilíbrios!

 

Quando tudo assenta no mesmo pilar

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Qualquer estrutura, para se manter firme e intacta, precisa de assentar sobre pilares, que vão suportando e distribuindo, entre si, o esforço, de forma a manter o equilíbrio.

Dessa forma, não há nenhum que fique sobrecarregado. Todos se apoiam. Todos se entreajudam.

E, ainda que, em determinados momentos, um deles tenha que fazer um esforço extra, para compensar outro, que esteja em dificuldades, logo tudo se recompõe. E, ao longo do tempo, vão-se revezando nessa missão.

 

As construções mais antigas, talvez assentes sobre pilares mais firmes, tendem a aguentar-se e manter-se de pé por muito tempo. Já as mais modernas, nem tanto. Estas últimas são mais vulneráveis às intempéries. Por vezes, basta um abanão mais forte, e são derrubadas.

 

Ainda assim, seja qual for o tipo de construção, quando o peso tende a recair sempre para o mesmo lado, sobre o mesmo pilar, o que acontece é que, enquanto os outros estão intactos e como novos, aquele sobre o qual tudo recai, começa a acusar cansaço, a evidenciar pequenas mazelas que vão aumentando com o tempo, a torna-se mais susceptível a quebrar.

A sua capacidade para aguentar todo o peso vai diminuindo. A força de outrora vai falhando.

E chega o momento em que já não suporta mais, e deixa tudo cair sobre si.

Esse pilar levará tempo a recuperar, a ser restaurado. Muitas vezes, fica inutilizado para sempre.

Mas convém não esquecer que, apesar de todos os restantes pilares estarem na sua melhor forma, podem sofrer o impacto dessa queda, e ficar danificados também. Talvez não com tanta gravidade. Mas, ainda assim, danificados.

E escusado será dizer que toda a estrutura que desabou, dificilmente voltará a ser reconstruída nos mesmos moldes.

 

Se é daquelas construções que pouca diferença faz, se ficam de pé, ou se se deitam abaixo para fazer outras, mais modernas e vantajosas, pouco importará.

Mas se são construções que até poderiam ser duradouras, é de lamentar que se deixe chegar a esse ponto, muitas vezes sem retorno.

 

Já alguma vez se sentiram esse pilar que carrega todo o peso em cima?

O que é isso do espaço nas relações?

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Muito se fala, hoje em dia, do espaço nas relações.

Mas, afinal, o que é isso do espaço nas relações?

O que significa e em que consiste, na prática, esse espaço?

 

É muito simples.

Seja em que relação for, amorosa, de amizade, ou familiar, essas relações envolvem sempre duas pessoas que, antes de constituírem, em conjunto com a outra, essa mesma relação, têm a sua própria individualidade.

E é essa individualidade que deve ser mantida, ainda que apenas em parte.

Tal como no diagrama, nenhuma das pessoas se anula, nem anula totalmente a outra. Passam sim, a coexistir também, na nova relação formada.

Esse espaço, que não foi fundido, é o espaço que todas as relações necessitam, para permanecerem saudáveis.

Caso contrário, quando uma anula a outra, ou se deixa anular, é como se deixasse de existir enquanto pessoa, com a sua personalidade própria, e passasse a viver apenas para aquela relação, ou para o outro.

E isso, a longo prazo, torna-se sufocante, desgastante. Como um vírus que irá acabar por destruir a relação, e deixar mazelas na pessoa que deixou de existir.

 

 

De acordo com a psicóloga Cláudia Morais, a forma como cada uma das pessoas cresceu e viveu até ali, num ambiente de caos e ansiedade, ou num ambiente de segurança e liberdade, pode influenciar a forma como a pessoa depois age na relação, exigindo muitas vezes, do outro, aquilo que mais lhe faltou ou, da outra parte, aquilo que sempre teve e quer manter.

Cabe a cada membro da relação perceber que, ao mesmo tempo que mantém a sua individualidade e características só suas, tem agora também que pensar no outro, e na relação que está a construir, de forma equilibrada.

 

Cada um de nós tem a sua cor de origem, e a cor que resulta das várias relações que vamos estabelecendo ao longo da vida. Podem, e devem coexistir ambas, em simultâneo.

 

Artigo completo AQUI

 

 

Quem é o grande culpado pelos males do mundo?

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Testemunhas de Jeová - última parte da conversa

(que já ia longa e eu ainda tinha um alguidar de roupa à espera para estender!)

 

 

Sempre que se fala em Deus, há uma questão que vem sempre a lume: 

"Se Deus existe, e é tão bondoso e generoso, porque é que deixa morrer tantos inocentes, sem nada fazer para os salvar?".

E, acto contínuo, respondem-me sempre "mas não é Deus que faz as guerras, que mata as pessoas..."

Pois não! Mas também não faz nada para o impedir!

 

 

Disse-me, um dia, alguém, que havia uma luta constante entre Deus e o Diabo, e que a intenção era manter o equilíbrio. Se ninguém morresse, ou se todos morressem, tudo se desequilibraria.

Claro que, por vezes, a balança pende mais para um lado do que para o outro.

Imaginem alguém a tentar salvar várias pessoas ao mesmo tempo. Para acudir a uma, não consegue fazê-lo com outra.

Este raciocínio tem a sua lógica, e só perde consistência quando se apregoa aos quatro ventos que Deus é todo poderoso e omnipresente...

Adiante...

 

 

Nessa tarde, as senhoras perguntaram-me quem é que eu achava que era o grande responsável pelos males do mundo, e eu não hesitei em responder: o Homem!

Porque somos nós que cá estamos, somos nós, gananciosos, na ânsia de dinheiro e poder, que passamos por cima de tudo e de todos, que começamos as guerras, que matamos, que destruímos os nossos recursos, a natureza que nos rodeia, que provocamos, directa ou indirectamente, catástrofes como incêndios e outras resultantes de alterações climáticas, por obra da poluição para a qual todos os dias contribuímos, somos nós que, muitas vezes, provocamos acidentes, e por aí fora.

No fundo, somos nós, humanos, que cá vivemos, que não sabemos gerir aquilo que temos ao nosso dispôr, que não sabemos partilhar aquilo que conseguimos obter, que só nos preocupamos connosco e agimos naquela de "salve-se quem puder, de preferência, eu!".

Depois, existem, claro, aqueles fenómenos que ninguém sabe explicar, as ditas "causas naturais" pelas quais, eventualmente, ninguém será responsável.

 

 

Ora, assim sendo, tudo isto iliba Deus de qualquer responsabilidade nos males de que somos vítimas. E, não sendo responsável, também não tem por que resolver as coisas por nós.

Mas, lá volta a eterna questão:

"Se Deus existe, se é todo poderoso e omnipresente, se é justo, se é conhecido por castigar os maus, e proteger os bons, porque é que, na prática, não vemos isso?".

Porque é que continuam a partir os melhores, e a ficar por cá os piores? Porque é que o bem é premiado com a morte, e o mal, com a vida?

 

 

 

Nem de propósito, lembrei-me deste poema de Luís de Camões, que a minha filha tem no manual de português:

 

Ao desconcerto do mundo

Os bons vi sempre passar
No mundo graves tormentos;
E para mais me espantar,
Os maus vi sempre nadar
Em mar de contentamentos.
Cuidando alcançar assim
O bem tão mal ordenado,
Fui mau, mas fui castigado:
Assim que só para mim
Anda o mundo concertado.

 

Reflete ou não, a realidade dos nossos dias?!