Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Colegas de turma que vão e vêm

3a674d0906703a9dfff4bd8793e66ac8.jpg

 

A minha filha tem uma pontaria para ficar em turmas de estranhos que é impressionante.

No derradeiro ano do ensino obrigatório, ela fez as suas próprias escolhas, sem se deixar influenciar por ninguém, nem mesmo pelas amigas que, eventualmente, pudessem ter outras opções de disciplinas em mente.

 

Resultado: à excepção de uma amiga que vem desde o 10º ano, assim à primeira vista, todos os restantes colegas são estranhos, ou pessoas com quem não tem ligação.

 

Depois, um olhar mais atento leva-nos a perceber que uma ou duas colegas já foram, em tempos, da turma dela, uma até ao 6º ano, e a outra no 9º ano. 

É curioso como escolhas diferentes, noutros anos, as separaram e, agora, escolhas iguais, as voltaram a juntar. Ainda que sejam daquelas com quem pouco convivia.

 

Já no 10º ano não conhecia ninguém.

Agora, tem apenas, para já, uma amiga por companheira.

Todas as outras ficaram distribuídas pelas restantes turmas do mesmo curso.

Mas há que ver o lado positivo.

Foi de entre algumas dessas estranhas que saíram as amizades de hoje.

Por isso, quem sabe este não é mais um ano para isso acontecer!

 

 

Escolhas

images.jpg

 

Escolhas…

As escolhas fazem parte da vida.

 

Muitas vezes, é-nos dado esse poder. E que bom é ter a liberdade de fazê-las.

Ainda que nem sempre, de forma consciente, pensada, estudada, acertada.

Ainda que, por vezes, de forma impulsiva, apressada, inesperada.

São as nossas escolhas, o rumo que traçamos para seguir.

Somos os únicos responsáveis por elas.

Escolher implica opções, alternativas, hipóteses, oportunidades. 

Significa que, querendo, podemos sempre tentar mudar de direcção. Fazer novas escolhas.

 

Outras vezes, alguém as toma por nós.

Seja porque nos deixamos levar. Seja porque deixamos que o façam. Seja porque não queremos, ou não podemos, escolher.

Por vezes, essa hipótese de escolha surge como um "presente envenenado", que não queremos aceitar, mas que outros não se importam de receber.

Ainda assim, a qualquer momento, podemos pegar na rédea que entregámos a outras mãos, e passar a comandá-la nós mesmos.

 

E outras vezes, não há qualquer hipótese de escolha...

Se...

vida-sopro.jpg

 

Se soubéssemos como tudo poderia mudar em dois meses, talvez tivéssemos estado mais atentos. Ou talvez não...

Se desconfiássemos que o cenário era pior do que parecia, talvez não tivéssemos desvalorizado tanto. Ou talvez não...

Se a minha mãe fosse pessoa de se queixar, ao invés de guardar e calar, talvez as coisas pudessem ter sido diferentes. Ou talvez não...

Se ela fosse pessoa de ir regularmente ao médico, talvez se pudesse ter previsto, ou prevenido, a situação. Ou talvez não...

Se soubéssemos que ela não comia pouco por mera falta de apetite, mas por algo mais, talvez tivéssemos agido mais cedo. Ou talvez não...

Se tivéssemos percebido que não lhe custava a falar por simples falta de um dente ou outro, mas por outra situação mais grave, talvez tivéssemos ganhado tempo. Ou talvez não...

Se não tivéssemos sido tão ingénuos, ao acreditar que as coisas eram menos graves do que são, talvez não estivéssemos agora tão desesperançados. Ou talvez não...

Se ela não se recusasse terminantemente a ir ao hospital e ficar internada, talvez não estivéssemos neste dilema. Ou talvez não...

Quem sabe, se ela fosse, houvesse um hipótese de ser tratada, e reverter a situação. Ou talvez não...

Se...

Se...

Se...

 

A vida é feita de "se's". E não nos podemos agarrar a eles, como argumento, ou como desculpa.

As coisas são como têm de ser. E nem sempre está nas nossas mãos evitar o pior, ou conseguir o melhor.

Há situações em que não existem decisões melhores, ou piores.

Não existem respostas certas, nem erradas. O que será bom, ou o que será mau.

Existem opiniões diferentes, maneiras de estar diferentes, mas que têm em comum um mesmo fim: querer o melhor para os nossos. Ainda que esse "melhor" chegue de perspectivas diferentes.

As pessoas podem dizer muita coisa, aconselhar, dizer que, no mesmo lugar, fariam isto ou aquilo. 

E, ainda assim, nada disso importa, quando a pessoa mais interessada em ficar bem, está consciente, e capaz de tomar a sua própria decisão. Que vai no sentido contrário.

 

Há cerca de dois meses, a minha mãe ainda estava activa, mais ou menos bem, para a idade.

Depois, algo aconteceu. Algo de que não nos apercebemos.

O médico suspeita que tenha sido um AVC. Mas não pode afirmar com certeza.

Desde então, ela começou com dificuldade em falar. Mas ainda se mexia bem.

Desde então, ela começou a comer cada vez menos. Mas dizia sempre que só comia o que tinha vontade.

E nós deixámos andar. Não vimos. Às vezes, só vemos o que queremos ver, ainda que inconscientemente.

 

O meu pai queixava-se. 

Mas dizia que não valia a pena marcar consulta, que ela não ia.

E as coisas foram agravando.

Na passada semana, estive de férias.

Levei-a ao médico. Consulta de urgência, porque se estivesse à espera da médica dela, só para Outubro.

O médico queria mandá-la para Santa Maria. Ela recusou.

Lá passou umas análises para fazer, e uns suplementos de dieta hipercalórica, para ajudar.

No dia seguinte, foi fazer as análises. Quase não lhe conseguiram tirar sangue.

 

Está completamente desidratada, e desnutrida.

Precisa de ajuda para subir e descer degraus. Para andar. Para sentar e levantar. Para fazer a higiene. Não consegue comer grande coisa.

Quinta-feira, consulta particular de medicina geral. Para tentar alternativas, soluções que não fossem contra a vontade dela.

Internamento em casa, só depois de passar pelo hospital, de ficar lá uns dias e de se averiguar o que tem, e qual o melhor tratamento a seguir. Ela recusa. Sem esse primeiro passo, não há mais nenhum.

O médico aconselhou a comer papas Cerelac. Uma espécie de "engorda", para ver se não emagrece ainda mais, ainda que já só tenha 29 kilos.

Mas avisou logo: ou ela vai para um hospital, ou "está para breve".

 

Ela não quer ir para um hospital.

Quer estar em casa.

Ouviu dois médicos, e nenhum a fez mudar de opinião.

Tentei perceber os receios dela. Se estava a desistir de viver. Se achava que já não tinha hipóteses, e preferia estar junto da família. Se o problema era ver-se lá sozinha, e deixar-se ir psicologicamente. Não fala. Não quer ouvir falar.

Explicámos-lhe que em casa pode não conseguir recuperar. Pode acontecer alguma coisa. Pode piorar de dia para dia. Pode mesmo ter que ir parar a um hospital, e depois ser tarde demais. 

Mantém a decisão. E diz para sossegarmos.

Irrita-se com a conversa.

 

Mas, se não tocarmos no assunto, fala de outras coisas. Até se ri.

Vê televisão.

Ainda põe as gotas nos olhos para controlo da tensão ocular.

Vai andando, lá por casa. Embora não saibamos como se aguenta em pé.

 

E nós, respeitando a sua decisão, estamos à espera, não do "se", mas de quando acontecerá o que não queremos. Porque o mais certo é acabar por acontecer.

E quem nos garante que, indo para um hospital, não seria igual?

Pois...

 

Por isso, apesar de tudo, não descurem a saúde. 

Não menosprezem ou desvalorizem os mínimos sinais. Por mais inocentes ou inofensivos que possam parecer.

Quanto mais cedo se conseguir detectar e agir, mais se poderá evitar.

Fiquem atentos a quem não se queixa. A quem esconde a dor. A quem tende a disfarçar as situações.

Porque são essas as pessoas que, muitas vezes, exigem uma maior preocupação.

 

Esqueçam os "se's".

Esqueçam as "chantagens emocionais".

Ponham-se no lugar da pessoa.

Tentem perceber o que vai na mente dela.

Oiçam o vosso coração.

E façam o que acham melhor. Ainda que se venha a constatar que não o foi.

 

Não é fácil vermos alguém que nos criou, que esteve sempre ali para nós, nesta situação.

Uma pessoa que, há uns anos atrás, cuidava da neta. Do marido. Ajudava os filhos como podia.

Pela primeira vez, em 42 anos que tenho, vi o meu pai ir abaixo, e chorar. De tristeza. De impotência.

Ele, que tanto dizia que a minha mãe tinha que estar preparada, para quando ele partisse, arrisca-se, agora a vê-la partir primeiro.

Encaramos cada dia como se fosse, literalmente, o último. Porque um dia poderá ser mesmo.

Mas, até lá, está com a família, na sua casa, no seu ambiente, com os seus programas de televisão, a fazer um esforço para comer o pouco que passa, como decidiu... 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Começaram os Tira-Teimas no The Voice Portugal

126511359_4065508483463444_4948212781075400013_o.j

 

Começou ontem, ao vivo, a fase dos Tira-Teimas, no The Voice Portugal.

E, se as novidades foram muitas, tal como as alterações à dinâmica desta fase, nem por isso surpreenderam pela positiva.

 

O Conguito foi um daqueles erros de casting que de vez em quando se cometem.

Muito forçado, muitas vezes parecia que não sabia o que dizer ou perguntar. Parecia alguém que andou a estudar o guião mas, em directo, se esqueceu de algumas partes e ficou à nora. As tentativas de ter piada também não resultaram da melhor forma.

Nada a ver com a Mafalda de Castro, nas edições anteriores.

 

Equipa Marisa

Quanto às actuações, com a equipa da Marisa a apresentar todas as suas apresentações, esta deveria escolher os quatro que ficavam nas cadeiras no "tudo ou nada", ficando os restantes a votos, para o público escolher mais dois.

Como é óbvio, as primeiras quatro actuações ocupam as cadeiras e, depois, é substituir uns pelos outros. A Marisa começou, bem, por tirar a Rafaela e a Sara. Mas depressa descambou, ao tirar a Laura, para dar lugar à dupla Luciana e Pri. Tal como tirou o João, para dar lugar à Favela.

Relativamente à Laura, que é uma das concorrentes mais fortes da sua equipa, disse a Marisa que "sabia" que ela iria ter muitos votos e, por isso, seria salva.

Quando ela percebeu que assim não foi...

A cara de choque que a Marisa fez quando percebeu que a Rafaela tinha sido salva pelo público. E que, com a escolha do João, perdeu aquela que era uma das suas concorrentes mais fortes, e que ela achou que ia ter muitos votos. Terá ela percebido, naquele momento, o tamanho do erro que cometeu? Para mim, os seis justos seriam João, Laura, Susana, Carina, Luís e Favela. A Rafaela esteve bem melhor ontem, mas ainda assim não a via nas galas. A Luciana e Pri não foram felizes na sua actuação. A Sara Leite nunca me conquistou e acho que nem aqui devia ter chegado.  

 

Equipa Zambujo

Já na equipa do António Zambujo, parece que ninguém percebeu o que aconteceu ao seu concorrente Márcio Gonçalves, que não esteve presente e, ao que parece, ficou desde já de fora do lote dos 6 apurados para as galas, tal como os Talita Cayola e a Patrícia Pratas. Com a repescagem da Mariana, acabou esta por ganhar um lugar nas galas.

Apesar das boas vozes que tem na equipa, palpita-me que o Zambujo este ano vai levar o Tiago à final.

 

 

DSC_5922-1600x1068.jpg

 

Ficam agora por apurar os concorrentes da Aurea e do Diogo.

Mas a sensação que fica, já desde a fase das batalhas, é a de que estão a querer apressar o programa, não sei se para chegar às galas, ou se para acabar mesmo.

E não estou a gostar muito da forma como está tudo a ser despejado de enfiada, em cima de quem está, deste lado, a acompanhar.

 

 

Imagem: The Voice Portugalholofote

 

Escolhas

37817145_1745760712205893_3284283958501572608_o.jp

 

A vida é feita de escolhas – algumas boas, outras não tão boas, algumas acertadas, outras erradas mas, ainda assim, são aquelas que fazemos – e essas escolhas têm as suas consequências. Se algumas escolhas são um erro, não devemos desanimar – é com os erros que aprendemos!