Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Os Desafios da Abelha - Viajar nos sonhos ou sonhar nas viagens?!

22211870_cPFZm.png

 

A Ana desafiou-nos a escrever um texto inspirado nesta montagem.

Aqui vai:

 

"Poder-te-ia dizer que, depois de ter reconfortado o estômago com aqueles deliciosos biscoitos, deitei-me na cama, e adormeci.

Adormeci, e sonhei.

Sonhei que me tinhas levado a viajar no tempo, e na história. A conhecer outros povos, outras vivências, outras culturas.

 

Primeiro, hesitei, claro!

Era tudo novo para mim.

Mas ao ver-te ali, não resisti, e segui-te.

Afinal, sou curiosa!

E a curiosidade leva-me sempre a melhor.

 

Foi assim que, depois de atravessarmos, ambas, aquele imenso campo de flores, demos por nós, já ao anoitecer, a observar uma estrela cadente. Ou seria um cometa?

Não importava!

Pedimos um desejo, como manda a tradição.

E acordei.

 

Não na minha cama. Não num qualquer casarão digno de um conto de fadas. Mas no avião!

Aquele que me levaria à "Terra dos Sonhos". Dos meus, pelo menos. Onde não faltariam os animais, e a natureza.

E comigo, como não poderia deixar de ser, o meu bloco de notas.

Afinal, eu sou daquelas que gosta de escrever e, quem sabe, da mesma forma que sonho e viajo através das palavras dos outros, não possam, também os outros, sonhar e viajar através das minhas palavras, tendo como único meio de transporte, um simples livro!"

 

 

 

 

As palavras, e a sua interpretação, não pertencem somente a quem as escreve

istock-1141968788-dicas-de-redacao.jpg

 

Sempre que escrevemos, apropriamo-nos das palavras para transmitir a nossa mensagem.

Apenas nós sabemos o que pretendemos expressar, o que sentimos quando utilizamos cada uma delas, e o que pretendemos dizer, ao pô-las no papel.

 

Aquela, é a nossa verdade.

Uma verdade que pode ser compreendida, ou até partilhada, por quem a lê.

Mas que pode, também, ser entendida de muitas outras formas e sentidos, por quem está do outro lado.

 

Porque, no fundo, as palavras, e a sua interpretação, não pertencem somente a quem as escreve, mas a todos nós.

É por isso que, de cada vez que alguém lê algo que um autor escreveu, pode eventualmente deduzir o significado que as suas palavras pretendiam expressar, mas nunca terá a certeza porque, cada uma das pessoas pode ler uma mesma frase, um mesmo excerto, uma mesma obra, e retirar dela interpretações totalmente diferentes.

E se é verdade que o autor poderia não querer exprimir nada daquilo que as pessoas entenderam, também é verdade que essas interpretações aferidas, em determinados contextos, fazem sentido para essas pessoas, e até para quem as escreveu, ainda que com outro objectivo, e delas tomar conhecimento.

 

No fundo, escrevemos de nós, para o mundo. 

E, a partir desse momento, as palavras deixam de ser nossas.

Apenas a ideia que lhes deu vida se mantém na nossa posse.

E apenas nós, enquanto autores, poderemos, ou não, limitá-las a esse pensamento e dá-lo a conhecer a quem não o compreendeu, ou deixá-las livres de correrem por aí, englobando outros tantos pensamentos, que nelas encontram abrigo.

 

 

E, de repente, tornei-me "a louca"...

mulher-digita.gif

 

 

... a louca que corre para o telemóvel , ou pega no primeiro pedaço de papel que tem à mão, para escrever aquela ideia que acaba de surgir, nas horas mais impróprias, e nos sítios mais inusitados.

 

E não é porque são muitas!

É mesmo porque a memória está mais para formiga, do que para elefante e, se não o fizer na hora, minutos depois já não me lembro de nada.

 

E, sim, este post também foi objecto de apontamento, na parte de trás da lista de compras do marido!

A escrita deve libertar, e não prender

Imagem relacionada

 

Escrever é colocar, por palavras, aquilo que nos vai na alma. 

Aquilo que pensamos, aquilo que queremos dizer, perguntar, informar, sugerir.

Escrever é algo que nos deve dar uma sensação de liberdade, de prazer.

 

Quando isso deixa de acontecer, então, é melhor parar. 

Quando deixamos de ter ideias, quando começamos a acusar a pressão, quando percebemos que estamos a escrever por "obrigação", então é o momento certo para fazer uma pausa.

Porque, dessa forma, em vez de nos sentirmos bem, vamos apenas estar a cumprir com algo que já não nos cativa, e para o qual já pouco temos a contribuir. 

 

Por vezes, não nos apercebemos logo disso. Mas há sinais que nos vão alertando.

Como, por exemplo, quando começamos a pensar que não temos tempo, e é melhor desistir, mas depois até acabamos por arranjar algo à última hora, e continuamos, até voltar a acontecer o mesmo, e voltarmos a desenrascar qualquer coisa, que nos faz ir adiando o inevitável.

 

Por vezes, não é preciso deixar de escrever, ou fazê-lo de forma definitiva. Mas algo tem que mudar, para que aquele desejo e inspiração volte, e nos faça sentir a escrita como uma forma de liberdade, e não uma prisão, da qual queremos sair, sem saber bem como.

Reflexão do dia

Imagem relacionada

 

As melhores frases ou textos que escrevemos, são aqueles em que o fazemos com as emoções à flor da pele, no calor do momento!

 

Da mesma forma que o surfista tem apenas uma oportunidade para apanhar a onda perfeita, e sabe quando chega o momento, ou da mesma forma que um fotógrafo tem uma oportunidade única para captar determinadas imagens, que não se voltarão a repetir, nem esperam que ele esteja pronto para elas, também um escritor consegue as melhores frases, textos ou escritos, quando tem as emoções à flor da pele e as ideias surgem.

Se deixarem passar o momento, as palavras já não terão a mesma força, o mesmo poder, o mesmo impacto. As ideias esmorecem e, muitas vezes, chegam à conclusão que, passado o momento sem que tenham escrito o que quer que fosse, mais tarde não valerá mais a pena, porque toda a intenção se perdeu na espera, pelo caminho...