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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Migrantes ou vítimas de tráfico humano

(e como a sombra da morte os acompanha sempre)

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Há algo que é inevitável neste mundo: qualquer pessoa que não esteja bem no país onde vive, tentará a sua sorte noutros, que lhe pareçam melhores, seja quais forem os motivos que levaram a tal.

Só que nem sempre o conseguem fazer legalmente e, quando assim é, resta-lhes comprar a travessia, para a promessa de uma vida melhor. Travessia que não cobre riscos, acidentes ou até a morte de quem a compra.

É também esse desejo de melhores condições de vida que leva a que muitas pessoas apostem tudo em propostas de trabalho que, mais tarde, se revelam falsas, funcionando apenas como isco para o tráfico humano.

 

Assim, sejam migrantes ou vítimas de tráfico humano, sejam eles transportados em barcos, em contentores ou outra forma de transporte clandestina, uma coisa é certa: a sombra da morte acompanha-os sempre. E, em último caso, é com a própria vida que pagam o sonho e a esperança, que os levou a arriscar a partida, em busca de algo melhor.

 

Se, no caso dos migrantes, eles já têm a noção de que estão a participar numa missão arriscada, que pode correr mal, no caso das vítimas de tráfico humano, o choque com a realidade é maior, porque é algo que, certamente, nunca ponderaram vir a ocorrer.

 

As causas são muitas, mas todas têm um ponto comum: falta de condições humanas para transportar essas pessoas em segurança. 

As mais frequentes são afogamento, desnutrição, calor ou frio excessivo ou falta de oxigénio.

Muitas vezes, por abandono por parte de quem faz o transporte, e demora das autoridades em encontrar o local exacto onde se encontram, em tempo útil, e determinante para fazer a diferença entre a vida e a morte.

 

 

 

Imagem: euronews

 

Da abstenção nas eleições do passado domingo

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Eu diria que a abstenção se traduz numa única palavra: desesperança!

 

Muito se tem falado sobre a enorme taxa de abstenção que caracterizou as eleições do passado domingo.

Muitas têm sido as críticas a quem não foi às urnas, a quem não exerceu o seu direito de voto, a quem se esteve a marimbar para o que estava ali em causa, e preferiu ficar em casa, ou ir para qualquer outro lado passear.

 

 

Ah e tal "Abster-se de votar não é uma forma de protesto. Existem outras formas de mostrar descontentamento."

Ah e tal "Quem não vota não tem depois o direito de reclamar ou exigir nada, porque não fez nada para mudar o que considera que está mal."

Talvez.

 

 

Mas uma coisa é certa: 

Não chega apenas apelar ao voto.

Não chega a possibilidade de votar em branco.

Não chega ir lá e entregar um voto nulo.

 

 

 

Mais do que isso, é preciso que surja um candidato/ partido, que nos faça acreditar na causa que defende, que nos convença de tal forma, que nos leve a levantar o rabo do sofá para dar esse voto de cidadania (e de confiança) com vontade, e gosto por exercer o nosso direito. Com esperança numa mudança.

E não é o que acontece hoje em dia, à excepção, talvez, do PAN, que tem vindo a marcar pontos e a revolucionar aos poucos. O PAN é aquele que, à falta de outro melhor, acaba por se mostrar diferente, e mais convincente. Mas não ainda o suficiente.

 

 

Os portugueses vivem em desesperança pelas propostas que são apresentadas. São mais do mesmo. E do mesmo que ninguém quer.

Os portugueses acreditam que, qualquer um que seja escolhido, fará o mesmo que os outros, mesmo que tenha prometido o contrário.

 

 

Só no momento em que surgir alguém capaz de revolucionar o actual panorama político, capaz de nos fazer juntar à causa, e lutar por ela, como fazemos, hoje em dia, em tantas outras áreas, se poderá reverter este quadro de abstenção.

Isso, ou então acenar aos portugueses com uma "cenoura", a que terão direito se cumprirem a sua parte (votando). Por norma, costuma ser ainda mais eficaz!

A quem (ou ao que) nos agarramos nos momentos de dificuldades?

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Testemunhas de Jeová - parte I

 

No sábado passado, estava eu calmamente a sair de casa para ir estender roupa, quando sou abordada por três mulheres, que queriam conversar comigo sobre Deus e a Bíblia. Por certo, já saberão de quem se trata!

Por norma, despacho-as logo, até porque nada daquilo que me digam me fará mudar de opinião, mas desta vez, deixei-as falar.

 

Uma delas era mais nova, talvez até mais nova que eu e, apesar da sua crença, percebia-se que era uma pessoa com quem se poderia ter conversas interessantes. Ainda nos rimos com umas piadas, falámos de animais, era uma pessoa descontraída. As outras, mais velhas, não deviam estar satisfeitas com o rumo da conversa!

 

E, talvez por isso, a querer puxar a brasa à sua sardinha, uma delas perguntou-me:

"Então, quando a D. Marta tem algum problema, ou está a passar por dificuldades, em quem é que se apoia, como faz para ultrapassar?"

Respondi-lhe que, nesses momentos, luto como posso para ultrapassar, apoiando-me na família, que é quem está ao meu lado!

 

 

Aliás, os momentos mais complicados, problemáticos, difíceis, pelos quais passamos são, por norma, aqueles em que temos maior tendência a nos agarrar a algo, a aceitar apoio, independentemente de onde venha,  a procurar respostas, a depositar fé naquilo que nos der esperança de que tudo vai melhorar.

Mas são, também, os momentos em que estamos mais vulneráveis, susceptíveis e, como tal, aqueles em que tendemos a acreditar em tudo o que nos coloquem à frente dos olhos, a ser enganados.

Além de que, muitas vezes, as pessoas só se viram para a religião, para a fé, para pedir ajuda a Deus, quando estão mal. Depois, quando estão bem, não querem mais saber.

 

 

Como já aqui referi algumas vezes, aceito que as pessoas tenham que se agarrar a algo, se isso lhes der esperança, se as ajudar a seguir e frente, a minorizar o sofrimento e a dor, mas não me queiram "impingir" algo em que não acredito.

 

Haverá vida depois da morte?

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A morte sempre foi um tema sobre o qual evito falar, ou sequer pensar, porque senão começo a imaginar cenários nada animadores.

Sendo eu uma pessoa céptica, acredito que quando morremos, o nosso corpo fica debaixo da terra a ser comido pelos bichos, e acabou.

 

 

Deixamos de existir, de sentir, de pensar, de ser. É uma sensação muito estranha saber que, mais cedo ou mais tarde, será esse o nosso inevitável destino. E nada restará do que fomos, ou do que vivemos.

 

No entanto, ultimamente, tenho-me deparado algumas vezes com a teoria da reencarnação. Tanto na leitura, com o livro "Maldito Karma", em que a personagem principal morre e reencarna numa formiga, devido às acções que teve em vida, e que a condenaram a renascer nesse novo corpo, como no filme que tenciono ver brevemente "Juntos para Sempre", que também existe em livro, com o título "Teu Para Sempre", em que um cão morre e reencarna noutros cães, sempre com uma missão diferente, tentando descobrir o objectivo de todas essas etapas, e da própria vida.

 

 

 

Pelo que pude perceber, em cada nova vida, a figura reencarnada lembra-se das suas anteriores vidas, e daqueles que delas fizeram parte, como se apenas o corpo fosse diferente.

Mas será que, a haver mesmo este processo, isto será verdade? Ou, pelo contrário, a pessoa reencarnada será uma nova pessoa, sem qualquer memória do passado?

 

Seremos nós, também, pessoas reencarnadas? Teremos vivido já outras vidas? Será a reencarnação parte integrante do ciclo da vida?

E as outras pessoas, com quem convivemos? Conseguirão, de alguma forma, perceber quem fomos, quem somos? Ou não farão a mínima ideia que, um dia, já fizemos parte das suas vidas?

 

Tanto nos livros como no filme, as personagens vivem, em determinadas vidas, em locais totalmente diferentes, mas conseguem, noutras, contactar com os seus entes queridos, e enviar sinais, embora não podendo explicar directamente quem são.

 

E porque este filme é sobre animais, é impossível não pensar na nossa Tica. Será que também ela reencarnou noutra gata, e estará hoje por aí, com uma outra família? 

Conseguirá, à semelhança de Bailey, um dia voltar para nós?

 

Sobre o filme Cantar

Posso-vos dizer que fomos ver e adorámos!

O meu marido ia, como ele disse, "às escuras", sem saber muito bem do que se tratava, mas a achar que não seria grande coisa, ou que seria para os mais pequenos.

Não é! É um filme para toda a família, tanto crianças como adultos, que vos fará rir, divertir, e também, para os de lágrima mais fácil, chorar.

 

 

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Como tem acontecido nos últimos filmes que temos visto, há sempre uma personagem que se destaca, por norma pelo seu lado cómico. Neste filme, o prémio vai para a iguana, Miss Crowl, a assistente para todo o serviço de Buster Moon.

 

 

 

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Buster Moon sempre foi fascinado pelo teatro, desde que era pequeno e assistia aos musicais protagonizados pela famosa e talentosa Nana Noodleman. Quando cresceu, e à custa do trabalho árduo do pai para realizar o seu sonho, abriu o seu próprio teatro.

Só que as coisas não correram bem e, em vez de lucro e prestígio, teve fracas audiências, recebeu críticas negativas, e ficou com várias dívidas que não conseguirá saldar, arriscando-se a perder o teatro.

Tem então a brilhante ideia de criar e produzir um concurso de talentos, oferecendo um prémio que, devido a um erro de Miss Crowl, fica com uns ligeiros "zeros" a mais, e faz toda a gente aderir em massa, na esperança de ganhar todo aquele dinheiro.

 

 

 

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Entre esses concorrentes iremos encontrar Meena, uma elefante muito tímida e com pânico de subir ao palco, mas com um talento fenomenal para a música. No início, depois de uma audição falhada, ela consegue trabalho no teatro, nos bastidores. Moon irá ajudá-la a enfrentar os seus receios e a ansiedade,mostrando finalmente do que é capaz.

 

 

 

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Rosita, uma mãe de família que irá aprender a soltar-se e deixar que o seu corpo se mova sem medos ao som da música, em parte graças ao seu parceiro de concurso - Gunter. É a típica dona de casa, mãe de 25 leitões, que vive para a famíliae para o seu bem estar, mas que deseja um pouco mais da vida.

 

 

 

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A Ash vai à audição com o namorado, Lance, mas só ela é escolhida. Ele tenta a todo o custo desvalorizá-la, e fazer-lhe ver que ele é que é bom, mas Ash vai perceber que o namorado não vale nada, e que é capaz de tomar as suas próprias decisões, e lutar por uma carreira a solo. Ainda que isso possa levar algumas pessoas a sentirem-se "picadas"!

 

 

 

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Mike é uma toupeira que canta fenomenalmente, mas é também um trapaceiro, embora o faça, em grande parte, por amor!

 

 

 

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Eddie é o melhor e, praticamente, único amigo de Buster Moon, neto de Nana Noodleman. Está sempre lá para o seu amigo e tenta ajudá-lo como pode, apoiando-o nos seus projetos duvidosos, mesmo que não concorde com eles.

 

 

 

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O Johnny sempre quis ser cantor, mas o pai tem outros planos para ele. Uma nova missão o espera, e ele ficará encarregado de conduzir a carrinha que levará o gang de ladrões do pai até ao local do crime, e esperar por eles para depois fugirem com o dinheiro do roubo. Só que uns contratempos fazem com que as coisas não corram exactamente como o previsto.

 

 

 

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O Big Daddy é o pai de Johnny, um ameaçador líder de um grupo de assaltantes, fica furioso ao descobrir que o filho quer ser cantor e que, por causa disso, o plano correu mal e ele foi preso. O filho ainda o vai visitar mas sem sucesso, porque o pai não quer falar com ele.

 

 

 

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Nana Noodleman é a avó de Eddie, e uma antiga estrela da canção. Foram os seus espectáculos que inspiraram o amor de Buster ao teatro. Numa visita que Moon lhe faz, ele vai tentar convencê-la a apoiar o seu concurso musical, mas sem sucesso.

 

 

Ainda assim, e com a colaboração de todos, o teatro reabre as suas portas para receber os convidados, mas algo inesperado vai deitar de vez por terra todas as expectactivas de o salvar. O teatro é mesmo destruído, e o terreno passa a ser propriedade do banco.

 

Haverá ainda uma hipótese para Moon? E para todos os concorrentes que viram neste concurso a esperança de uma nova vida?

 

Não percam este filme! Vale mesmo a pena :)

 

 

 

Curiosidade: Se por acaso virem novamente o filme "A Vida Secreta dos Nossos Bichos", hão de reparar se, numa das cenas, não aparece colado numa carrinha um cartaz que parece mesmo do filme "SING"! Só reparei nisso quando revi há dias o filme em casa, e achei piada, porque quando saiu ainda era verão, e nem sonhavamos que iria haver este filme.

 

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