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Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Quando, para não falhar aos outros, falhamos a nós mesmos...

Palabras en japonés | Arte manga, Dibujos anime manga, Dibujos de anime 

 

Ao longo da vida, são vários aqueles com quem contamos, e que contam connosco, nas mais diversas ocasiões.

E existem situações em que essa necessidade se faz sentir mais.

Faz parte do ser humano.

Da mesma forma que gostamos que estejam lá para nós, também nos sentimos no dever de estar lá para os outros.

 

Por isso, para não falhar com aquele, abdicamos de algo. Para não desapontar aqueloutro, mais alguma coisa fica para trás. E porque alguém está a contar connosco, "roubamos" mais um bocadinho a nós.

 

O problema surge quando, para não falharmos aos outros, acabamos por falhar a nós mesmos.

Quando queremos tanto não defraudar ninguém, que acabamos por dispender todo o nosso tempo, e toda a nossa energia, com os outros, não sobrando nada a que nos agarrarmos quando, finalmente, pensamos em nós.

 

Se não o fizermos, ficamos a remoer e a sentir alguma culpa porque, afinal, ainda que não nos tenham pedido nada, sabemos que podemos fazer a diferença.

Se o fizermos, ficamos frustrados porque, em prol dos outros, nos esquecemos de nós. 

 

Esquecemo-nos de que também temos que olhar para, e por, nós.

Que, por muito que não queiramos ser egoístas, também não nos devemos colocar em último plano.

Como se não tivessemos qualquer importância. Temos!

Como se tudo aquilo que sentimos, e precisamos, fosse insignificante. Não é!

 

E, por vezes, temos que nos convencer de que não temos superpoderes.

Que não conseguimos chegar a todos, o tempo todo.

Que, se calhar, naquele dia, a pessoa que mais precisa, somos mesmo nós... 

 

 

"Abre-olhos"

👀 Olhos Emoji

De quantos "Abre-olhos" precisamos na vida, para os abrir realmente? 

 

Foi um "abre-olhos", dizemos nós, sempre que acontece algo que nos alerta, ou faz repensar a forma como estamos a viver.

Mesmo que não tenha sido directamente connosco, pelo simples facto de termos conhecimento, já nos chama a atenção. 

Atitudes que devemos mudar. Tempo que devemos aproveitar. Pessoas com quem devemos estar. Sentimentos que devemos demonstrar. Palavras que devemos dizer. E por aí fora.

Mas a verdade é que, sem darmos por isso, os nossos olhos começam, lentamente, a fechar. E lá os vamos mantendo assim, até que algo os faça, de novo, abrir.

A verdade é que os "abre-olhos", com os quais nos vamos deparando, depressa caem no esquecimento. Funcionam nos primeiros tempos mas, depois, acabamos por ignorá-los.

De quantos "abre-olhos" precisaremos nós, na vida, para os abrirmos realmente? Para os abrirmos mesmo, de vez? 

 

 

De Junho para Julho, nada mudou

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Terminou Junho. Chegou Julho.

Mas, por aqui, os dias continuam iguais.

Casa/ trabalho, e trabalho/casa.

Inverno de manhã, com direito a nevoeiro e chuviscos. Primavera a meio do dia, com o sol a brilhar por entre as nuvens. Outono ao final do dia, com o vento a fazer-nos chegar depressa a casa, e aconchegarmo-nos com uma manta e uma bebida quente.

Até o verão tem receio de marcar presença.

E fazia-nos tanta falta, para aquecer a alma e o coração, que já começa a congelar, depois de quase meio ano de tempestade. 

Para nos dar esperança. Ânimo. E força.

Antes que chegue, de novo, o outono, e nos pareça que foi um ano mutilado, incompleto, um ano que não se aproveitou, um ano que queremos apagar da memória, ainda que fique, para sempre, na História.

 

 

 

 

 

Do progresso e das novas tecnologias

Imagem relacionada

 

O progresso, e a tecnologia, só podem ser encarados como negativos se, à medida que acompanharmos a actualidade e a modernização, adquirindo novas competências, nos esquecermos de tudo aquilo que adquirimos até aí, e as competências consideradas, agora, obsoletas, forem totalmente apagadas da nossa memória.

 

É isso que vemos hoje acontecer.

O progresso é necessário e positivo. 

Se não fosse ele, tudo continuaria como há milhares de anos atrás. Teríamos ficado na idade da pedra. Seríamos seres primitivos.

Com a evolução, fomos fazendo descobertas, criando invenções, inovando, melhorando as técnicas, utilizando tudo o que pudessemos a nosso favor, melhorando a nossa vida.

 

O que acontece é que, como se tivessemos pouco espaço na memória e não coubesse lá tudo dentro, por cada competência nova que adquirimos, eliminamos uma antiga, como se já não nos fizesse falta.

E, às tantas, se alguma coisa na actualidade falha, não temos como voltar atrás e recuperar as competências antigas, que nos desenrasquem e sejam úteis nesse momento.

Porque damos tanta importância a coisas que não a têm?

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E porque perdemos tanto tempo a discutir e reclamar por coisas sem importância, a repisar nelas uma e outra vez, quando isso já nada resolve o que foi feito de errado, mas cuja mudança de atitude  da nossa parte, pode fazer a diferença entre ficar bem connosco e com os outros, ou continuar mal?

 

 

Não quero, com isto, dizer que não se deva chamar a atenção, para o que foi feito de errado mas, a partir daí, mais vale pôr para trás das costas, tentar salvar o que ainda pode ser salvo, e viver o que ainda pode ser vivido, do que ficar a lamentar-se pelos erros que já não podem ser apagados, por aquilo que já não se pode coltar atrás e desfazer, sobretudo quando são coisas mínimas, sem importância.

 

 

Muitas vezes, é por estarmos tão focados nessas insignificâncias, que deixamos de aproveitar, prestar atenção, dar valor ao que de importante temos na nossa vida.

E isso, mais do que afectar os que nos rodeiam, só nos torna, a nós mesmos, mais infelizes...