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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

À Conversa com Fingertips

 

A banda que vos trago hoje já passou por este cantinho em Fevereiro, e regressa agora com novidades fresquinhas para contar a todos os seus fãs em Portugal!

Vêm aí dois concertos, integrados na Constellation Tour, que vão dar a conhecer as novas músicas que esta banda tem vindo a preparar, entre as quais os já conhecidos temas “Out of Control”, que faz parte da banda sonora da série juvenil “Massa Fresca”, ou ainda “Kiss Me”, lançado em Março.

Falo-vos dos Fingertips!

 

Joana e Rui, muito obrigada por estarem novamente aqui nesta rubrica!

 

 

 

 

Na nossa última conversa, os Fingertips tinham concertos agendados em Los Angeles, no Hard Rock Cafe Hollywood, na Musexpo e no Worldwide Radio Summit. Como correram esses concertos?

Correram super bem! Sentimos uma partilha de energia muito positiva com o público de LA, foram três concertos inesquecíveis. Além disso, foi uma experiência brutal poder subir a estes palcos. Chegamos até a tocar naquela que foi a sala onde decorreram os primeiros Óscares da história!! É de arrepiar!

 

Entretanto, acabaram por ficar em Los Angeles a gravar as novas músicas, no The Ballroom Studios e no East West Studios, com a colaboração de Mark Needham, com quem já tinham trabalhado no tema “Out of Control”. Consideram que Los Angeles é uma cidade inspiradora?

Completamente! Los Angeles está carregada de arte. É música, dança, teatro, cinema, por todo o lado! Tu vais pelas ruas de Hollywood e há sempre qualquer coisa a chamar-te a atenção, quer seja uma sessão fotográfica, ou as filmagens para uma nova série, um programa de televisão a rolar em directo ou até mesmo pessoas a cantar com um vozeirão que te dá arrepios pela espinha. Desta vez, a nossa estadia em Hollywood coincidiu com a ante-estreia do Capitão América: Guerra Civil e posso te dizer que havia ruas cortadas, uma imensidão de gente a tentar chegar o mais próximo possível da passadeira vermelha e que o Chris Evans é tão giro ao vivo quanto parece na tela!!!!

Portanto, quando um dia não tiveres mais histórias para contar, senta-te nas escadas de um prédio da Sunset Boulevard que elas vêm ter contigo!

 

 

Como é trabalhar com Mark Needham?

O Mark é um produtor incrível. Não só pelo poder que é capaz de dar às canções, mas por aquilo que te faz dar sem exercer a mínima pressão sobre ti. Deixa-te super à vontade porque sabe que os músicos têm ritmos próprios e nada vai alterar isso. Sabe que a inspiração funciona assim mesmo: tu começas a trabalhar e ela aparece, mas se fizeres muito barulho, muito alarido em torno dela, podes acabar por afugentá-la.

Basicamente, tal como não me canso de dizer, o Mark faz-te dar o melhor de ti sem sequer te teres apercebido de que já estavas a gravar!!!

 

 

 

 

O público português já conhece bem os primeiros singles lançados “Out of Control” e “Kiss Me”. Que surpresas nos trazem as novas músicas da banda?

Estes dois primeiros singles mostram algo diferente dos Fingertips! Uma energia que, apesar de pertencer ao DNA da banda, nunca fora explorada desta forma antes. No fundo, talvez nem nós soubéssemos, inicialmente, que tínhamos estas canções dentro de nós, mas o certo é que tínhamos, tal foi a naturalidade com surgiram nas sessões de composição.

E as sensações que temos ao tocá-las em palco acabam por provar isso mesmo, que nos pertencem, que existiam há séculos debaixo da nossa pele até ao momento em que começamos a compô-las. E não há nada mais libertador que isso.

As restantes canções vestem-se desta mesma característica mais alternativa que podemos ouvir no Out of Control e no Kiss Me, percorrendo um espectro entre ritmos mais fortes e as tão aclamadas baladas!

 

 

Para dar a conhecer um pouco mais os bastidores e rotinas próprias de uma digressão, os Fingertips estão a filmar um documentário que leva os fãs ao mais íntimo de uma digressão, até aos palcos do mundo. Como tem sido essa experiência?

Tem sido muito engraçada! Porque quando estás a gravar um documentário sobre o dia-a-dia da banda, não existe um momento definido para começares a filmar e para terminares a sessão.

Está sempre a acontecer! É como se trouxesses 24horas por dia um letreiro à tua frente a dizer “sorria, está a ser filmado”! Então, a determinada altura, esqueces-te simplesmente que estás a ser filmada. E é nesses momentos que acontecem as coisas mais caricatas.

Houve um dia em que fomos àquela que já se tornou a nossa livraria favorita de Downtown LA – The Last Bookstore – e que, à saída, fomos abordados por um senhor que dizia “Tenho estado a observar-vos, e vocês só podem ser famosos, pois andam sempre com um cameraman atrás!”. E depois começou a contar a história de vida dele, para que um dia nos inspirasse para uma canção. E sabes? Apesar de ainda não a ter escrito, acho que inspirou mesmo! É como te disse: as histórias vêm ter contigo.

 

 

 

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No âmbito da Constellation Tour, os Fingertips vão actuar em Portugal no próximo mês de Novembro, nomeadamente dia 5 no Estúdio Time Out, em Lisboa, e dia 20 na Casa da Música, no Porto. Quais são as vossas expectactivas relativamente a estes concertos no nosso país?

Estamos muito ansiosos, confesso! Aquela ansiedade boa, de quando fazes uma viagem e chega a hora de regressar a casa! Sem tirar nem pôr.

Estamos cheios de vontade de voltar a pisar os palcos do nosso país, reencontrar pessoas que já não vemos faz algum tempo, ao mesmo tempo que conhecemos um publico completamente novo.

E isto deixa-nos a preparar os concertos com a mesma magia que uma criança prepara a sua festa de aniversário, com todo o cuidado, super atentos aos diversos pormenores. Queremos muito que sejam duas noites inesquecíveis para o nosso público!!

 

 

Quando falamos de concertos, algo que, por norma, os fãs pretendem é contactar directamente com o artista/ banda em questão. Algum destes concertos dos Fingertips terá uma espécie de “Meet & Greet”?

Tanto o de Lisboa como o do Porto!! Não só porque o público procura o contacto com a banda, mas porque nós procuramos esta ligação com os nossos fãs, com as pessoas que apreciam o nosso trabalho. Sem elas, nada disto faria sentido, nem haveria concertos!

Além disso, vamos aproveitar o Meet&Greet do concerto do Porto para anunciar o vencedor do nosso passatempo, ou seja, a pessoa que irá connosco até Berlim para o concerto no Musik & Frieden, no dia 25 de Novembro.

 

Depois desta passagem por Portugal, seguem-se outros destinos e outras paragens. Vão continuar a viajar pelo mundo nos próximos meses?

Nos próximos meses vamos continuar com a Constellation Tour, viajando por diferentes lugares do planeta e, ao mesmo tempo, compondo novas canções!

Esperamos não ter mãos a medir entre concertos, viagens e gravações! Eu sei que parece demasiado cansativo para ser apelidado de sonho mas tenho a certeza que é um sonho quando tu vês que a tua música toca as pessoas e torna a banda sonora da vida delas!

 

Muito obrigada pela vossa disponibilidade, e votos de muito sucesso na carreira e, em especial, para estes dois concertos no nosso país!

 

Mais informações em:

https://www.facebook.com/fingertips/

http://www.thefingertips.com/

 

*Esta conversa teve o apoio da BETWEEN RAINBOW MANAGEMENT (www.betweenrainbow.com), que fez a ponte entre este cantinho e os Fingertips, e disponibilizou as imagens de promoção.

Fingertips em Portugal

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Depois de viajar pelos quatro cantos do mundo e conquistarem novos públicos no Canadá, Reino Unido, Singapura, Austrália, França, Holanda, Japão, Brasil, China e Estados Unidos, os Fingertips preparam-se para voltar a casa com a bagagem cheia de novas culturas e de novas aventuras!
 
Com a produção de Mark Needham (que já produziu bandas como The Killers, Imagine Dragons, entre outros), os Fingertips vão apresentar ao vivo em Portugal “Out of Control” e “Kiss Me”, dois temas cheios de personalidade e boas energias, bem como outras canções que a banda compôs e gravou nesta verdadeira “volta ao mundo” nos últimos 2 anos.
 
Ainda faltam alguns meses, mas aqui ficam as datas dos concertos de apresentação dos Fingertips em Portugal, para anotarem já na agenda, e garantirem a vossa presença:
 
5 de Novembro, 21h30. Lisboa – Estúdio Time Out
 
20 de Novembro, 21h00. Porto – Casa da Música
 
Os bilhetes estão também disponíveis na FNAC, Worten, El Corte Inglês e outros locais habituais.

À Conversa com os INSCH

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Formada por Manuel Gomes, Miguel Rodrigues e Tiago Duarte, esta banda da Ericeira surgiu em 2014, pela mão de três amigos de longa data.

Intitularam-se INSCH, e foram considerados pela BalconyTV Lisboa “Banda do ano 2015”, para além de serem recomendados pela New In Town como um dos “8 artistas musicais desconhecidos que tem mesmo que conhecer”, e presença assídua no top de pedidos dos ouvintes da SuperFM.

 

 

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Amanhã, será lançado nas plataformas digitais o álbum de estreia desta banda “Safe Heaven”, composto por 10 temas repletos de energia alternativa, e cuja gravação ficou a cargo de António Côrte-Real (UHF) e Wilson Silva (More Than A Thousand), com participação de Pedro Lousada (Blasted Mechanism).

A 12 de Maio, será feita a apresentação ao vivo do mesmo, em Lisboa, na sala Estúdio Time Out, e no dia seguinte, o lançamento oficial nas lojas.

“Bring Me Back”, que deu o nome à tournée dos INSCH em 2015, ou “Whenever You Call My Name” são alguns dos temas que poderão ouvir no novo álbum.

São eles os convidados de hoje da rubrica “À Conversa Com…”, a quem desde já agradeço pela disponibilidade!

 

 

 

 

Quem são os INSCH?

Os Insch são três amigos de longa data (já desde os tempos de liceu) que ao longo dos anos partilharam várias bandas, com outros amigos, até que as aventuras e desventuras da vida os fizeram voltar à música na forma de trio, sem nunca imaginarem que sequer iriam sair da sala de ensaios.

 

Esta palavra ou termo tem algum significado especial? Como é que vos surgiu este nome para a banda?

“insch” é uma palavra do gaélico escocês que significa “santuário, ilha, abrigo”.

A simbologia é imediata porque para nós a música veio materializar isso mesmo, o nosso pequeno santuário onde podemos deixar tudo o resto à porta e por umas horas sermos o que quisermos ser e transmitirmos o que quisermos transmitir.

 

Sendo uma banda da Ericeira, consideram que a paisagem que vos rodeia – o mar, as falésias, as praias - vos servem de inspiração constante na construção da vossa música?

Sem dúvida, é difícil não sermos influenciados pelo local onde criamos toda a nossa música, mais ainda quando temos vista oceano da nossa sala de ensaios.

Todos nós éramos surfistas, entretanto menos ativos nos últimos tempos (a música chegou-se à frente!) e a Ericeira tem de ser um local de eleição para qualquer surfista.

Mas a nossa música é essencialmente biográfica, e desse ponto de vista, a Ericeira influencia-a na mesma medida em nos influencia a nós.

 

Pode-se dizer que a Ericeira é o vosso porto seguro?

A Ericeira tem sido um excelente porto seguro na medida em que toda a nossa música é aqui que nasce e cresce. Se formos analisar mais a fundo o nome da banda, o nosso refúgio é a Música, e a Ericeira tem um papel inspiracional, como já se referiu.

 

Como caracterizam o vosso estilo musical?

Não é muito fácil falar de nós, não temos distanciamento suficiente, e algo que tentamos evitar é prender-nos a algum tipo de rótulo ou onda musical quando estamos a criar mas naturalmente as nossas influências são o molde dos músicos em que nos tornámos e são audíveis no que criamos. Diríamos que a nossa música é um rock alternativo, com laivos do grunge dos 90’s e daquele nu-metal do início dos 00’s. Mas é muito comum pessoas virem-nos dizer que soamos a esta ou aquela bandas, é curioso.

 

Quais são as vossas principais influências a nível musical?

É curioso que partindo de uma mesma base (fomos muito influenciados pelo rock dos 90’s), cada um tem influências bastante marcadas que traz para o que fazemos: o Manel (baixista) ouve muito indie e rock alternativo na onda de NIN, o Miguel (baterista) puxa sempre muito uma onda ska-punk e mais funk e o Tiago (guitarrista e vocalista) traz uma onda nu-metal e post-grunge. Uma regra que temos é que tudo o que fizermos é feito por todos, em conjunto, pelo que nos obrigamos sempre a que todos tragam a sua visão para todas as músicas.

 

Qual é a sensação de ver a vossa banda ser considerada “Banda do ano 2015” pela BalconyTV Lisboa?

Confessamos que foi uma surpresa ficámos muito orgulhosos! A votação decorreu com base numa atuação em que momentos antes decidimos não tocar o single (“Bring Me Back”) mas antes uma música chamada Home, pelo que a surpresa foi maior, até. Deu-nos muita motivação para o que aí vem, e mais confiança no resto do material que temos para mostrar.

 

“Little Lady” foi a primeira música a nascer, mas foi “Bring Me Back” que se tornou título da tournée 2015 dos Insch. Conseguem eleger um dos momentos que mais vos tenha marcado ao longo dessa tournée?

Pergunta curiosa e difícil de responder [risos].

Antes de decidirmos voltar a tocar juntos, passámos quase 2 anos sem tocar, e então o melhor da tournée foi voltarmos a partilhar palco, a crescer como músicos mas muito como amigos.

Temos obviamente de destacar as passagens pelo Paradise Garage e pelo Hard Club, é incrível tocar para centenas e centenas de pessoas, mas até aos dias de hoje concordamos que um dos melhores concertos que demos foi no Sabotage Club, deviam estar umas 8 pessoas na sala [risos].

No fim do dia o que mais nos marcou talvez tenha sido mesmo isso, o crescimento da “onda”, o feedback das pessoas e todas as mensagens de carinho e motivação que recebemos. Mas não foi um momento, antes um processo.

 

“Safe Heaven” é o vosso primeiro álbum? O que é que o público pode esperar desta estreia dos Insch?

Muito sinceramente, honestidade crua. O que escrevemos foi do coração, essencialmente para nós, sem sequer imaginarmos que um dia iria chegar a ser um álbum, longe disso. Não compomos desta ou daquela maneira a pensar em “singles” ou “vendas”. Ouvindo bem o álbum, deu-nos muita liberdade para criarmos exatamente o que queríamos, sem medos de ter distorção a mais ou notas a menos. Energia, agressividade, sentimento, honestidade.

 

 

 

 

No próximo dia 12 de Maio irão apresentar este álbum, ao vivo, na sala Estúdio Time Out, em Lisboa. Quais são as vossas expectativas para essa atuação?

A nossa expectativa é conseguirmos passar ao público aquilo que colocámos no álbum. Isto é, antes de gravarmos o álbum, e já depois de rodar bastante as músicas na estrada, fizemos um trabalho de pré-produção em que passámos 6 meses a decompor e voltar a compor cada uma das músicas, a tentar perceber até onde conseguíamos levar cada uma delas individualmente. E algumas delas evoluíram bastante, mesmo para quem as conhecia antes de álbum ou em concertos mais antigos. Sinceramente, o que esperamos é conseguir orgulhar quem nos conhece e nos acompanhou desde o início.

 

Por onde vão andar os Insch nos próximos meses? Vamos poder contar com uma atuação vossa na Ericeira?

Com o foco quase exclusivamente no álbum o planeamento dos próximos meses ainda está a ser feito pela agência que nos acompanha, é seguro dizer que vamos tocar nalguns festivais e eventos de Verão bem conhecidos.

Ericeira? Já cá tocámos duas vezes em bares, só não tocamos mais vezes porque não há muitos espaços de música ao vivo e não surgem mais convites. Mas todas as semanas cá ensaiamos, quem quiser vir assistir está convidado!

 

 

Muito obrigada!

 

Mais sobre os INSCH em:

https://www.facebook.com/inschmusic/

 

Nota: Esta conversa teve o apoio da editora Farol Música, a qual cedeu também as imagens.

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