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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Quando tudo assenta no mesmo pilar

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Qualquer estrutura, para se manter firme e intacta, precisa de assentar sobre pilares, que vão suportando e distribuindo, entre si, o esforço, de forma a manter o equilíbrio.

Dessa forma, não há nenhum que fique sobrecarregado. Todos se apoiam. Todos se entreajudam.

E, ainda que, em determinados momentos, um deles tenha que fazer um esforço extra, para compensar outro, que esteja em dificuldades, logo tudo se recompõe. E, ao longo do tempo, vão-se revezando nessa missão.

 

As construções mais antigas, talvez assentes sobre pilares mais firmes, tendem a aguentar-se e manter-se de pé por muito tempo. Já as mais modernas, nem tanto. Estas últimas são mais vulneráveis às intempéries. Por vezes, basta um abanão mais forte, e são derrubadas.

 

Ainda assim, seja qual for o tipo de construção, quando o peso tende a recair sempre para o mesmo lado, sobre o mesmo pilar, o que acontece é que, enquanto os outros estão intactos e como novos, aquele sobre o qual tudo recai, começa a acusar cansaço, a evidenciar pequenas mazelas que vão aumentando com o tempo, a torna-se mais susceptível a quebrar.

A sua capacidade para aguentar todo o peso vai diminuindo. A força de outrora vai falhando.

E chega o momento em que já não suporta mais, e deixa tudo cair sobre si.

Esse pilar levará tempo a recuperar, a ser restaurado. Muitas vezes, fica inutilizado para sempre.

Mas convém não esquecer que, apesar de todos os restantes pilares estarem na sua melhor forma, podem sofrer o impacto dessa queda, e ficar danificados também. Talvez não com tanta gravidade. Mas, ainda assim, danificados.

E escusado será dizer que toda a estrutura que desabou, dificilmente voltará a ser reconstruída nos mesmos moldes.

 

Se é daquelas construções que pouca diferença faz, se ficam de pé, ou se se deitam abaixo para fazer outras, mais modernas e vantajosas, pouco importará.

Mas se são construções que até poderiam ser duradouras, é de lamentar que se deixe chegar a esse ponto, muitas vezes sem retorno.

 

Já alguma vez se sentiram esse pilar que carrega todo o peso em cima?

Manter o equilíbrio

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Poderá uma pessoa, que sempre viveu a sua vida a desempenhar o mesmo papel ao longo dos anos, ter a oportunidade de mostrar as suas outras facetas? Ser-lhe-á, alguma vez, permitido trocar de papel?

Na sociedade, em geral, e no seio da família, em particular, cada membro tem um papel fundamental, e necessário para o equilíbrio.

É esse equilíbrio que mantém toda a estrutura de pé. 

Para que possa haver uma troca de papéis, mantendo o equilíbrio é necessário que, também os outros, o façam. 

Porque, na falta de um pilar que seja, nada resiste, tudo se desmorona.

 

Se existe alguém que leva tudo na brincadeira, tem que haver alguém que leve as coisas a sério.

Se há alguém que gasta, tem que haver alguém que poupe.

Se há alguém que se desmarca, tem que haver alguém que se responsabiliza.

 

E por aí fora...

 

E, quando são sempre os mesmos a desempenhar o mesmo papel durante toda a sua vida, torna-se difícil sair dele, e deixar que outros o assumam. Por outro lado, é algo que gostariam de fazer, para variar: estar, por algumas vezes, do lado de lá, e ver os outros a interpretar o nosso papel.

No entanto, sem uma troca recíproca, é "morte" certa, porque se todos segurarmos a estrutura do mesmo lado, é mais que certo que ela cairá do outro, sem qualquer suporte. E se, simplesmente, deixarmos de a segurar, ela cairá em cima de todos.

Também existem vírus na blogosfera!

 

Não acreditam? Pois é verdade!

Mas não temam, porque não me parecem ser contagiosos, nem provocar danos aos nossos blogs.

Pelo contrário! 

Quando "atacados" por esses vírus, os blogs aumentam consideravelmente as suas visualizações diárias, e o número de comentários cresce a cada minuto!

Pelo que me tenho vindo a aperceber, um mesmo vírus pode apresentar diferentes variações ao longo do tempo, sempre em evolução e metamorfose, fazendo-nos crer que é um vírus novo que surgiu. Mas os mais atentos logo perceberão que, apesar da nova roupagem resultante da mutação, o interior continua igual!

A ciência ainda não conseguiu explicar o que leva estes vírus a atacar, especificamente, os blogs, mas apontam para alguma falha na sua estrutura. Ou talvez tenha alguma característica muito peculiar na sua composição ou morfologia.

De qualquer forma, e apesar de, aparentemente, não causarem quaisquer danos, fiquem atentos.

Eles andam por aí!