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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Com as escolas encerradas, como fica agora o ano lectivo?

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Ficou ontem decidido o encerramento de todas as escolas do país, já a partir da próxima segunda-feira, e por tempo indeterminado.

Quero acreditar que, quando voltarem a avaliar a situação, no próximo dia 9 de Abril, já tudo estará mais calmo, o pior já terá passado, e será permitida a reabertura das escolas, com o regresso dos estudantes à normalidade da vida escolar.

 

No momento em que é tomada esta medida preventiva, o segundo período (para o pré-escolar, e 1º a 3.º ciclo) estava quase a terminar. 

Ainda assim, a minha filha teria testes na próxima semana, que ficarão, para já, sem efeito. E trabalhos para apresentar, que não terá oportunidade de o fazer.

Neste período de férias antecipadas, como irão agir os professores?

Irão pedir aos alunos para, em alternativa às formas de avaliação programadas, e que obrigavam à presença destes, executar trabalhos ou testes que possam ser feitos virtualmente?

Haverá avaliação neste segundo período? Ou ficarão sem avaliação, com todo o esforço e trabalho deitados ao lixo?

A haver, irá essa avaliação basear-se nas notas intercalares, e no percurso de cada aluno, durante estes dois primeiros períodos?

Penso que, a esta altura, os professores terão bases para essa avaliação, mas...

 

E se, no pior cenário, as escolas não puderem reabrir no 3º período?

Como é que fica a situação dos estudantes, e como fica o ano lectivo?

É leccionada a matéria por outras vias? É feita a avaliação de outras formas?

E como se preparam os estudantes para eventuais exames de final de ano?

 

Poderá o ano lectivo, na pior das hipóteses, ter que ser repetido?

Servirá a avaliação, obtida até agora, de base para a retenção ou progressão do aluno?

Ou, para não serem prejudicados os que não tiveram oportunidade de recuperar as notas, passarão todos para o ano seguinte?

E como irão estar preparados para o ano seguinte, se não tiverem dado a matéria que era suposto aprender no anterior?

 

Estamos todos numa situação nova, pela qual nunca passámos e, como é óbvio, o mais importante neste momento é a nossa saúde.

Tudo o resto acaba por perder importância, quando nos debatemos com uma pandemia.

É uma questão de adaptação às novas realidades, que uns estarão mais preparados para a levar a cabo, que outros.

Mas são dúvidas que, apesar de tudo, me surgem e que, provavelmente, mais pais e até os estudantes se colocarão, neste momento, ainda que a prioridade seja, obviamente,  a saude e bem estar de todos nós.

 

Já agora, com as escolas encerradas e os estudantes em casa, irá aplicar-se o mesmo aos funcionários e professores, ou continuarão estes a trabalhar, à porta fechada?

 

 

O coronavírus e as férias da Páscoa

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Li hoje que se está a ponderar antecipar as férias da Páscoa nas escolas, para conter a propagação do vírus no meio escolar.

Assim, os estudantes, em vez de começarem as férias a 28 de Março, começariam a 14. Não sei se este antecipar corresponde, efectivamente, a gozar os mesmos 15 dias, mas mais cedo, voltando mais cedo à escola, ou se se traduziria em férias prolongadas.

 

De qualquer forma, à excepção de quem o fez a trabalho, e não o poderia, de forma alguma, evitar foi, maioritariamente, através de pessoas que passaram férias fora, sobretudo na época do Carnaval, e que regressaram ao nosso país, que o vírus cá entrou e se começou a espalhar.

 

Assim, creio que adiantar as férias da Páscoa, por si só, pode não deixar que o vírus contagie ninguém neste momento, e dê uma sensação momentânea de contenção do mesmo, mas não é uma medida eficaz, se não for acompanhada por outras que a complementem.

Sendo um adiantar das férias, e não uma quarentena, significa que os estudantes não têm que ficar presos em casa, pelo que podem sempre ir passar as férias noutros locais, incluindo, os que apresentam casos confirmados de coronavírus.

 

E, a não ser que se encerrem fronteiras, se proibam viagens, ou se impeça a entrada e permanência nesses locais, a hipótese de contágio é uma hipótese a ter em conta.

Depois, com o término das férias, voltam à escola, sem qualquer despiste, dando origem ao eventual cenário que antes evitaram.

Até porque, de acordo com o SNS24, são muitas as pessoas a que aconselham a fazer a vida normal, mantendo apenas a distância de segurança recomendável e meia dúzia de precauções básicas.

 

Para mim, teria muito mais lógica impôr um período de quarentena, após as férias da Páscoa, sobretudo, a todos aqueles que tivessem estado em zonas de risco, ou em eventual contacto, com casos suspeitos.

Até porque, como já vimos, apesar de todo o histerismo exagerado por conta do Covid-19, ainda há muita gente disposta a correr o risco, para passar uns dias de descanso diferentes, as merecidas férias, para realizar as viagens de sonho.

 

E trazer, com elas, como "souvenir", um belo presente envenenado, que pode não ter consequências graves para si mesmas, mas poderá colocar em risco quem as rodeia.

Porque não perguntam aos estudantes se acham que têm férias a mais?

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A propósito deste texto da Pipoca - http://apipocamaisdoce.sapo.pt/2019/08/ferias-em-calhando-tres-meses-sao-demais.html - porque não se pergunta aos estudantes se acham que têm férias a mais, já que são eles os principais visados com a questão?

 

Na minha opinião, o problema não é a quantidade de férias que os estudantes têm, mas sim a falta de iniciativas que lhes são oferecidas, a falta de apoio aos pais para estar com eles nesta altura, e a própria era em que estamos, em que os jovens se aborrecem por tudo e por nada, e acabam por dar primazia às tecnologias, do que a qualquer outro entretimento.

 

 

Mas, se as férias de verão são demais?

Não me parece.

Para mim, pessoalmente, as férias da minha filha são uma espécie de férias para mim também. Estou, tal como ela, ansiosa para que cheguem, e triste, quando se aproximam do fim, porque já sei que nos espera um longo ano de estudos.

 

 

Se eles sofrem um desgaste assim tão grande durante o ano lectivo?

Sim, sofrem!

A nós também nos custava, quando estávamos no lugar deles, mas acreditem que agora ainda é pior.

E eles precisam de tempo para desanuviar de todo o stress, para não fazer nada, para se divertirem, para dormir, para estar com os amigos, para aproveitar o verão.

As férias que vão tendo ao longo do ano ajudam, mas não chegam.

E, por muito aborrecidos que possam estar em casa, de férias, não estariam ainda mais, se tivessem que estar fechados numa sala de aula em pleno verão?

 

 

É, realmente, nos filhos que os pais pensam, quando se queixam de férias a mais? Ou é no facto de não poderem, também os pais, estar de férias para acompanhar os filhos? No facto de não terem com quem os deixar? De não terem dinheiro para os colocar em actividades de férias?

Porque isso são questões completamente diferentes.

 

 

Pela minha experiência, de ano para ano as férias parecem passar mais depressa e, este ano, com a fase final a teminar no final de junho, só sobrou mesmo o julho e o agosto, que está quase a chegar ao fim (já!). E depois aquela meia dúzia de dias e setembro passa num instante, e lá estará ela de volta às aulas. 

Não soube a muito, pelo contrário, soube a muito pouco. 

E acredito que, à maioria dos estudantes, também!

Quando as obras provocam o caos até para quem anda a pé

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Aqui na zona onde moro estão a construir um novo hospital.

Essa construção fica ao lado da estrada que dá acesso a todas as escolas. 

Nos últimos tempos, por conta das obras, destruíram um dos passeios dessa estrada. No outro, mesmo encostado ao local da obra, andam escavadoras, e parte do passeio também destruído, o que nos obriga a ir pela estrada.

Por outro lado, todas essas máquinas acabam por condicionar o trânsito que, numa situação normal, já não é fácil.

Todos os dias têm que passar ali vários estudantes, sem qualquer segurança ou condições, sujeitos a ser apanhados por algumas das escavadoras ou, fugindo delas, pelos veículos que por ali circulem.

 

 

Como se não bastasse, destruíram também o estacionamento, ao final da estrada, e estão a fazer escavações de um lado e outro, provocando constrangimentos.

Além dessa obra, estão também a fazer outra, numa outra rua.

 

 

Por conta de tudo isto, tinham primeiro cortado um acesso. Há dois dias, deparámo-nos com uma das ruas cortadas ao trânsito. 

Então, o que acontece é que na rua paralela, está o trânsito proibido para quem sobe, sendo que era por esse acesso, ou por essa rua, que circulavam. Como todos estão agora interditos, e não há qualquer informação sobre desvios ou alternativas, os condutores não fazem a mínima ideia do que fazer, ou por onde seguir.

Ontem, vi um a ir em sentido contrário, sujeito a vir outro de frente. Hoje, deparei-me com um congestionamento de veículos num espaço de 50 metros, que não resultaram em choque por mero acaso.

 

 

A continuar assim, boa coisa não irá resultar. Só espero que, no meio de toda esta confusão, ninguém saia ferido, nem prejudicado, por culpa de quem não pensa, e não tem o mínino de bom senso para levar a cabo este tipo de trabalhos ao acaso.

 

Oh não, outra vez os Lusíadas!

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Imaginem os alunos a ler 20 estrofes dos Lusíadas, e a ter que responder a diversas perguntas sobre aquilo que acabaram de ler, sem qualquer explicação ou orientação.

Não dará bom resultado, por certo.

Quando acabam de vir do Auto da Barca do Inferno, que é muito mais cativante, torna-se ainda mais difícil mostrar interesse nesta obra.

 

Eu já não me lembro muito bem do que falei na altura, quando era eu a aluna. Mas sei que, ontem, a olhar para aquelas estrofes que a minha filha tinha que ler, não percebi nada!

Tive que ler várias vezes, para conseguir retirar de lá umas "pingas", apesar de muito espremer.

Claro que, depois de ver a análise daquele excerto, tudo começa a fazer mais sentido.

 

Para mim, Lusíadas tem que ser dado em aula. Tem que ser uma obra analisada e explicada em conjunto por alunos e professores. Não se pode esperar que os alunos cheguem ali e percebam o que está lá escrito, implícito, o que é para reter e perceber, quando nem sequer a linguagem percebem.

 

Penso que, para a maioria dos estudantes, os Lusíadas continuam a ser o pesadelo da escola, na disciplina de português, e nos exames finais!

 

Deixo-vos aqui esta opinião sobre a inclusão do estudo desta obra nas escolas: https://www.publico.pt/2015/02/22/sociedade/opiniao/o-ensino-de-os-lusiadas-1686615

 

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