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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Desabafos de uma mãe à beira de um ataque de nervos!

 

A sério que, por vezes, gostava de ser uma daquelas mães que não se chateia nem se aborrece com a questão do estudo dos filhos para os testes, nem com nada que se relacione com a vida escolar. Acompanhar sim, mas com a devida distância, porque isso é responsabilidade dos filhos, e não nossa.

Mas, feliz ou infelizmente, não consigo ser assim. Foi por isso que, em pleno sábado, em vez de aproveitar com o meu marido para sair, namorar e desanuviar de uma semana de trabalho, já que a minha filha estava com o pai, fiquei em casa a ler a matéria que iria sair no teste de hoje, e a passar exercícios para ela fazer no domingo. E foi por isso que ontem, em pleno domingo com o marido em casa (o que é raro por causa da rotatividade das folgas), e com a minha filha, em vez de aproveitarmos o sol e calor, e irmos até à praia, ficámos em casa, para ela estudar e fazer os exercícios, tirar dúvidas e preparar-se.

Até aqui, tudo bem. Não me importo de fazê-lo se souber que valeu a pena. E até penso que não sou muito exigente, porque a deixei fazer várias pausas: leu a matéria de manhã, foi almoçar com os avós, leu novamente a matéria, foi ao PC, fez os exercícios, parou para vermos um filme. Sempre que lhe perguntava se já tinha estudado e se sabia a matéria, dizia que sim.

Mas, quando lhe vou fazer as perguntas, mostra o contrário. Pior; mostra que se está pouco ralando para o estudo, para a nota que vai ter. Cada resposta, para sair completa, tem que ser puxada a saca rolhas. E no meio de tudo isto enervo-me, porque me parece que não faz o mínimo esforço e não se aplica naquilo que é a única coisa que tem que fazer enquanto estudante. O que me enerva é, de facto, a atitude! E os disparates que lhe saem pela boca fora.

Porque ela até podia não saber, mas mostrar uma outra atitude, de quem ainda não sabe mas vai continuar até saber.  Nesse aspecto não sai a mim, que só descansava quando tivesse quase tudo na ponta da língua! Mas ela não. Não sabe, e está pouco interessada em vir a saber. 

E não me venham dizer que nem todas as crianças têm a mesma facilidade em memorizar porque se for alguma coisa da conveniência dela (músicas da Violetta, por exemplo), decora tudo num instante!

Confesso que, por vezes, me dá vontade de deixá-la por sua conta, sem stress, e ver o resultado que daí vai sair. Mas depois, enervava-me mais eu pela nota miserável que ela viesse a ter, do que ela própria, e ainda me iria sentir responsável por não a ter ajudado.

Ontem, levou mesmo um valente raspanete, para ver se começa a dar valor à vida que tem, à ajuda que tem e ao esforço que os outros fazem por ela para que ela tenha boas notas e venha para casa tão feliz como na sexta-feira passada, com o Muito Bom que teve a Inglês.

Foi para a cama sentida e eu, triste, por ter terminado a noite e o fim de semana a chatear-me com ela. Mas o que é certo é que hoje de manhã, assim que se despachou, e sem ninguém lhe dizer nada, pegou no caderno para estudar.  

Não sei se lhe adiantou de muito. Diz que lhe correu "mais ou menos", o que não é muito bom sinal. Nunca mais acabam as aulas!

 

 

Não é defeito, é mesmo feitio!

Sempre fui daquelas mães que anda sempre em cima da filha "Inês já fizeste os trabalhos?" ou "Inês, vai fazer os trabalhos!".

E ela quase sempre me responde o mesmo "Preciso da tua ajuda."

Sei que, muitas vezes, ela até sabe fazer os trabalhos, mas acho que criou esse ritual de esperar que eu chegue do trabalho e me sente com ela enquanto os faz. Se não fosse assim, ficavam muitas vezes por fazer.

Sou daquelas mães que corrige os trabalhos de casa.

Que, em época de fichas de avaliação, inventa exercícios ou imprime fichas para ela se preparar. Que insiste com ela para estudar (e que fica mais nervosa e sofre mais com os resultados que ela). Acredito que, se assim não fosse, as notas não seriam tão boas. Não por não saber, mas por não lhe apetecer.
Mas por vezes, em vez de ajudar, prejudicamos. E foi o que aconteceu connosco. Ao estudar para a ficha de Estudo do Meio, a minha filha teria que saber o nome dos países que fazem parte da União Europeia. Disse-lhe que quase de certeza a professora não iria querer que eles decorassem isso e que, provavelmente, não iria sair uma pergunta dessas. Bastava ela saber alguns. "E se sair?" - perguntou ela.

Resultado, foi por mim, e estudou mais a restante matéria. Mas, afinal, a professora quis que eles soubessem tudo. E ela não se esmerou porque eu "a convenci" de que não ia sair aquilo. A ficha correu mal. E eu sinto-me, em parte, culpada por isso.
Claro que ela devia saber que o trabalho dela é estudar, que devia ter métodos de estudo, autonomia suficiente para fazer os trabalhos ou estudar sem que tenham sempre que a lembrar. Devia saber que a matéria é para estudar toda mesmo que a mãe diga o contrário. Mas não é assim.
E quando tomamos a decisão de interferir (de forma positiva ou negativa) nos assuntos deles, passamos a ter a nossa quota-parte de responsabilidade, tanto no bom como no mau sentido.
Por vezes, apetecia-me não me envolver tanto, mas sei que não o conseguiria fazer.

Sou uma mãe galinha, e não é defeito, é mesmo feitio!

The last one and the first one

Ont

Ontem o dia foi de estudos!

Trabalhos de casa de Estudo do Meio, que mais pareciam de Educação Visual, de tanto que tinha que desenhar e pintar. E está o livro terminado!

Trabalhos de casa de Inglês - a professora mandou-lhe o livro para ela acabar de fazer os exercícios que os colegas dela já tinham feito, no primeiro período (em que ela não estava inscrita), e neste período (em que ela faltou por estar doente). Claro que, sem lhe terem sido explicadas as coisas, só tinha duas hipóteses - ou atirava à sorte, ou tinha que ser eu a ajudar.

Mais trabalhos de Estudo do Meio, desta vez passados por mim, para ela rever a matéria e preparar-se para a ficha de hoje. A esta hora já a deve ter terminado. E foi a última!

Para mim, e acredito que para ela também, é um alívio!

Mas, como nem só de estudos vive uma criança, e a idade começa a apelar a novas experiências, ontem foi também dia de brincar com uma amiga, que a convidou para ir à sua casa.

Mais uma prova para a mãe galinha superar - deixar a sua pintainha voar um bocadinho, ainda que baixinho, sem a mãe por perto.

Afinal, ela também precisa de se distrair e começar a consolidar as suas amizades da infância, divertir-se e brincar, começar a criar alguma independência e saber estar com outras pessoas.

E o melhor é preparar-me, porque esta foi apenas a primeira! Daqui em diante, muitas mais virão! 

 

 

 

 

 

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