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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

A propósito do E Se Fosse Consigo desta semana

 

E conforme comentei aqui, digo-vos que frases como as que a actriz em causa proferiu durante a encenação, e que outras pessoas naquela paragem também apoiaram ou acrescentaram não se destinam, exclusivamente, a casais do mesmo sexo!

Que o dígamos eu e o meu marido, que já tivemos o (des)prazer de passar por situações parecidas.

A diferença é que, enquanto casal heterosexual aceite por unanimidade e sem qualquer receio, acabámos por nos rir da situação, o mesmo não acontece relativamente aos casais homossexuais, que têm que enfrentar um mundo que teima em apontar armas contra eles, sem grande apoio da sociedade em geral e, muitas vezes, da família e amigos, em particular.

 

 

 

A primeira situação ocorreu, precisamente, numa paragem de autocarro!

Estávamos eu e o meu marido à espera do autocarro e, à falta de melhor coisa para fazer, íamos conversando, agarrados um ao outro, e dando uns beijos. Uma senhora que lá estava ficou escandalizada e começou a comentar com as outras oseu desagrado. Mas nunca, em nenhum momento, nos interpelou. E nós, ouvimos e nem ligámos.

A segunda situação foi no metro, estava eu, o meu marido e a minha filha. Eu e aminha filha num banco, e o meu marido e outra senhora em frente a nós. De vez em quando, beijavamo-nos e a senhora começou a "falar alto consigo própria" que não havia respeito, que tínhamos ali uma criança, e coisas do género.

Quando ela saiu, rimo-nos! Porque não estávamos a fazer nada de mal. Afinal, éramos um casal.

 

 

 

Concordo que existem casais que abusam na demonstração e manifestação dos seus desejos e sentimentos, e que isso seja incómodo para quem está ao pé deles e é "obrigado" a assistir. Existem casais que têm necessidade de se exibir para os outros, de mostrarem ou provarem alguma coisa a alguém. Sejam eles homo ou heterossexais.

Não me revejo nesse tipo de casais até porque, embora o meu marido seja mais expansivo em público, eu gosto de ser mais discreta,e considero que não temos que mostrar ou provar a ninguém aquilo que sentimos, e que só a nós dois diz respeito.

No entanto, as pessoas tendem a cair em extremos, e criticar meros abraços ou beijos como se estivessemos a expôr às mesmas toda a nossa intimidade. Pessoas essas que, por vezes, até fazem ou já fizeram bem pior, e vêm agora mostrar-se muito puritanas.

 

 

 

Cada um é como é e ninguém tem nada a ver com isso. Se se sentem incomodadas, afastem-se. Se não aceitam, pelos menos não critiquem. Se não conseguem ficar caladas ou indiferentes, dirijam-se às pessoas com respeito. Se não conseguem compreender, conversem, e não julguem. 

E, se não têm nada de útil para dizer, mantenham-se caladas que é o melhor que fazem, e deixem os outros viver a sua vida!

Retrato dos jovens de hoje

 

Vou levar a minha filha à escola todas as manhãs, passando obrigatoriamente pela secundária. E logo aí, não contando com muitos dos exageros, e extravagâncias utilizadas pelos estudantes para marcar a diferença, houve duas estudantes que se destacaram, de forma negativa: - uma delas vestia algo que me pareceu tratar-se de uns calções, mas a denominação mais apropriada seria cuecas! Sem collants opacos por baixo, umas leggins, nada. E ali estava uma boa parte do traseiro visível para quem quisesse olhar;

- uma outra, chegou à escola com um vestido que mais parecia para uma festa de gala, mas nem por isso elegante, e demasiado pintada o que em nada agradaria à vista de quem se cruzasse com ela.

Já uma noite, numa zona de bares, o que não faltavam era miúdas a acharem que já são mulheres. Miúdas que não hesitam em vestir o mínimo de roupa possível mesmo que estejam a morrer de frio, só para exibirem o corpo aos rapazes que por ali andam. Eles agradecem!

E no passado fim de semana, a aproveitar as diversões do Luna Park aqui na vila, o meu marido, que estava a andar nos carrinhos de choque com a minha filha, foi abordado por uma rapariga a perguntar se tinha fichas que lhe desse para ela andar! A mesma rapariga, veio mais tarde fazer-me a mesma pergunta. Vi que, juntamente com uma amiga, também abordou outras pessoas que ali estavam, provavelmente pelo mesmo motivo. É preciso ter lata!

Querem andar sem gastar dinheiro, afinal, o mais certo é não o terem. Mas se não têm, vão trabalhar para ganhá-lo, que é isso que nós fazemos! E se são novos para trabalhar, peçam aos pais, ou a quem é responsável por eles. Para podermos andar tivemos que gastar o nosso dinheiro que, sabe deus como, nos custou a ganhar. Acaso temos cara de Madre Teresa de Calcutá?! Duvido :)

Um detalhe curioso é que essa mesma rapariga estava a fumar. O que me leva a imaginar dois cenários possíveis - ou preferiu gastar o dinheiro no tabaco em vez de o gastar nas diversões, ou também "cravou" os cigarros! 

O que me leva a imaginar que, em vez de "geração rasca", os jovens de hoje começam a pertencer à "geração crava": eu cravo, tu cravas, ele crava... 

 

 

 

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