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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Em contagem decrescente para o final do 9º ano...

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... e já a acusar o stress de tudo o que por aí vem!

 

  • Os testes finais, e o recuperar ou descambar, neste curtíssimo tempo de aulas que resta
  • Os exames, e as contas ao resultado necessário para não ter supresas no final do ano 
  • As aulas em tempo de férias
  • O baile de finalistas, e tudo o que ele implica: logística, tempo, ensaios de dança, organização
  • A escolha do curso, e as matrículas para a nova escola
  • A nova política dos manuais escolares
  • Uma nova escola, uma nova etapa

 

Sendo eu aversa a pressão e mudanças, já estou a sofrer por antecipação!

Oh não, outra vez os Lusíadas!

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Imaginem os alunos a ler 20 estrofes dos Lusíadas, e a ter que responder a diversas perguntas sobre aquilo que acabaram de ler, sem qualquer explicação ou orientação.

Não dará bom resultado, por certo.

Quando acabam de vir do Auto da Barca do Inferno, que é muito mais cativante, torna-se ainda mais difícil mostrar interesse nesta obra.

 

Eu já não me lembro muito bem do que falei na altura, quando era eu a aluna. Mas sei que, ontem, a olhar para aquelas estrofes que a minha filha tinha que ler, não percebi nada!

Tive que ler várias vezes, para conseguir retirar de lá umas "pingas", apesar de muito espremer.

Claro que, depois de ver a análise daquele excerto, tudo começa a fazer mais sentido.

 

Para mim, Lusíadas tem que ser dado em aula. Tem que ser uma obra analisada e explicada em conjunto por alunos e professores. Não se pode esperar que os alunos cheguem ali e percebam o que está lá escrito, implícito, o que é para reter e perceber, quando nem sequer a linguagem percebem.

 

Penso que, para a maioria dos estudantes, os Lusíadas continuam a ser o pesadelo da escola, na disciplina de português, e nos exames finais!

 

Deixo-vos aqui esta opinião sobre a inclusão do estudo desta obra nas escolas: https://www.publico.pt/2015/02/22/sociedade/opiniao/o-ensino-de-os-lusiadas-1686615

 

Maculopatia? O que é isso?

Não há uma sem duas, nem duas sem três!

Depois de ter tido um descolamento do vítreo, em 2014, e herpes ocular, em 2015, tinha que me aparecer qualquer coisa este ano.

 

Dizem que, por vezes, os animais sentem e sofrem de acordo com os problemas que os seus donos têm.

Numa segunda-feira, a Becas não conseguia abrir o olho direito, algo que nos assustou e levou a ir com ela ao veterinário. Não detectaram nada, e nunca mais lhe aconteceu isso.

Na terça-feira de manhã, acordei com o olho direito, com uma ligeira sensação de que estava a ver de uma forma esquisita. Premonição de gata?!

Mas como já é costume acontecer quando durmo com o braço por cima dos olhos, esperei para ver se passava.

 

Quando pus os óculos, tinha a impressão de que estava ali qualquer parte suja ou embaciada, mas limpava, e não passava. Com as lentes de contacto, a mesma coisa. A sensação é a de que está ali qualquer coisa à frente - um reflexo, um embaciamento muito ligeiro, quase imperceptível, a incomodar, notando-se mais quando olhava em frente.

 

Pesquisei na internet, e poderia ser apenas vista cansada, poucas horas de sono, ou algo do género. Deitei-me cedo nesse dia e esperei para ver como acordava no seguinte.

Continuava igual.

Fiz nova pesquisa. Poderia ser cataratas. Os meus pais já foram ambos operados às cataratas, pelo que poderia ser o meu caso também. 

Marquei consulta no oftalmologista, para não adiar mais e andar a inventar, sem certezas de nada. 

 

 

Nem sabia para que médico me tinham marcado, até que o dito me chamou, e percebi que tinha sido o mesmo que me viu em 2014. Relembrou-me que eu tinha ficado de lá ir ao fim de um mês e não apareci. Quatro anos depois não é um grande atraso, pois não?! E que devia ser vista, pelo menos, uma vez por ano, devido à minha predisposição para problemas de visão.

 

Perguntou-me quinhentas mil vezes o meu nome, ao longo da consulta. parecia atarantado, sem saber como gerir as três fichas das pacientes que ali estavam.

Fez um primeiro exame geral, concluindo que continuo a ver o mesmo que em 2014, e que a tensão ocular estava normal. 

Pôs-me gotas para dilatar a vista e juntei-me às outras duas mulheres que já ali estavam sentadas, na sala de espera, de olhos fechados, à espera que fizesse efeito. Como é óbvio, abri algumas vezes, que não estou ali a cumprir castigo!

Nessa mesma sala estava um pai com uma criança que não parava de arrastar brinquedos e tagarelar, ao mesmo tempo que reclamava com a recepcionista pelo atraso na consulta, até que desistiu, e foi um alívio para o cérebro.

 

Fui finalmente chamada. Fez novo exame, e colocou-me umas gotas analgésicas para me pôr uma lente no olho logo de seguida, antes de fazer efeito.

Não viu nada no meu olho através desta observação, e descansou-me quanto a cataratas ou lesões da retina.

Mas... há sempre um mas...

Suspeita de maculopatia, que só poderá ser diagnosticada através de um exame específico - OCT (Tomografia de Coerência Ocular), feito no Instituto onde trabalha, a nível particular, e que custa cerca de 125 euros (pela caixa poderia ter que aguardar alguns meses).

 

Mas o que é exactamente a maculopatia, e o que implica.

Mais uma vez, e estritamente baseada em informações recolhidas na internet, parece ser uma lesão da mácula, órgão que fica na parte de trás do olho, responsável pela visão central, e que pode ter diversas causas, entre as quais, a idade, a exposição excesiva ao sol e a miopia, entre outras.

 

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A progressão será mais ou menos esta, ao longo do tempo, se não for tratada.

Não existe cura, apenas tratamento, que retarda a progressão e pode, em alguns casos, proporcionar algumas melhorias na visão.

 

O que o médico me disse foi que, quando fosse fazer o exame, ele via logo e logo se via o que fazer, caso se confirmasse o diagnóstico.

É que não estando ainda a minha visão afectada, não vale a pena tratar, apenas vigiar. Mas se começar a sentir a diminuação da visão, aí teria que me encaminhar para o serviço público,porque os tratamentos são dispendiosos pelo privado.

Para já, tenho que tomar vitaminas - Luteína Forte - para ajudar a proteger a visão, por tempo indeterminado. 

E marcar o exame o quanto antes porque, se em férias, o desconforto era mínimo, no trabalho, já atrapalha mais.

 

Deixo aqui estes dois links que pesquisei, se quiserem saber mais:

 

https://www.saudebemestar.pt/pt/clinica/oftalmologia/maculopatia/

https://retinapro.com.br/blog/voce-sabe-o-que-e-degeneracao-macular-descubra-aqui/

 

 

 

É este o sistema de saúde que temos em Portugal

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O meu pai esteve quase um ano à espera de uma consulta de oftalmologia no hospital público, para futura cirurgia às cataratas.

Ontem foi, depois de vários adiamentos, o dia da consulta.

 

"O senhor tem uma grande catarata. Quer avançar para a cirurgia?"

"Claro!"

"Muito bem. Então dirija-se ao gabinete "x" para tratar de tudo."

 

O meu pai assim fez.

A funcionária explicou-lhe que iria fazer o primeiro exame em outubro, outro em novembro, e os restantes talvez só para o ano.

 

"Então e quando é que é marcada a cirurgia?"

"A cirurgia será marcada 8 meses depois de termos todos os exames!"

 

É este o sistema de saúde público em Portugal. 

Como é óbvio, quem pode, tem mesmo que se virar para o privado se quiser resolver os problemas de saúde a tempo.

 

É triste...

Instinto, amizade e solidariedade

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O instinto de "mãe" de gatas

Uma das coisas que aprendi com a Sandra Pestana e a sua história com a Cleo foi que, por vezes, temos de seguir o nosso instinto e o nosso coração, e fazer aquilo que achamos ser o melhor para os nossos amigos de quatro patas.

Ontem foi dia de levar a Amora a fazer uns exames que exigiam jejum e aplicação de clisteres. Como não temos muito jeito para essas coisas, e porque nos disseram que o faziam no hospital, levámo-la mais cedo, para que pudessem ser eles a aplicar-lhe. Fomos, no entanto, avisados de que ela poderia não se sentir à vontade lá para fazer as necessidades e, nesse caso, não lhe fariam os exames.

Ligaram-nos ao final da tarde a informar que ela não tinha feito nada, que teria de passar lá a noite para lhe aplicarem novo clister, e os exames ficariam para o dia seguinte. Falaram com o meu marido, mas eu disse que queria lá ir falar com o médico.

Na verdade, não havia necessidade de ela passar lá a noite. A única questão era termos de ser nós a fazer aquilo que antes tentámos evitar - aplicar os clisteres. Segui o meu instinto e trouxemo-la de volta, ficando de levá-la no dia seguinte. Foi o melhor que fizemos. Nada como estar junto da família, na sua casa e com a sua amiga Becas.

Foi-nos dito que teria que continuar em jejum, o que não me agradou nada - já seriam quase dois dias sem comer - e que poderíamos dar água. Depois de algum tempo, mais uma vez segui o meu instinto e dei-lhe de comer! Ora se na véspera podia comer até 12 horas antes, porque não poderia ontem também? Claro que lhe dei só um bocadinho, porque ela tinha que esvaziar os intestinos todos.

Aplicámos o clister à hora combinada e esperámos.

 

Como reagiu a Becas a tudo isto? Amizade, e solidariedade!

Praticamente não comeu ao longo do dia, primeiro porque tirámos tudo às duas, depois, por solidariedade com a sua companheira.

E, por incrível que pareça, assim como a Amora não fez cocó enquanto esteve no veterinário, também a Becas se absteve de o fazer em casa.

Assim que a Amora chegou, e depois de se cumprimentarem, a Becas enfiou-se na transportadora da Amora. Só saiu, depois de a Amora ir, finalmente, à caixa, duas horas depois do clister ser aplicado. E só depois de a Amora fazer cocó é que a Becas foi também fazer!

 

Ora, se tivessemos deixado a Amora no hospital, teria passado a noite sozinha num ambiente estranho. Assim, dormiu com a Becas na nossa cama, ao pé de quem a ama.

 

Hoje, voltámos a aplicar outro clister. Já tínhamos decidido que, se não desse novamente para fazer, desistiríamos. Em casa não fez nada. Levámo-la para o hospital, com esperança de que seria desta.

Às 16, ligaram-nos a dizer que já tinham feito o exame, que tinha corrido tudo bem e que a Amora já estava acordada!

Valeu a pena tê-la trazido para casa, e ter-lhe dado aquele pedacinho de ração. Quem sabe se não ajudou até a que ela fizesse o serviço.

 

Sobre os exames, deram-nos boas e não tão boas notícias. As boas são que a Amora, aparentemente, não tem qualquer problema anatómico que lhe provoque a incontinência.

As menos boas são que continuamos às escuras quanto à causa dessa incontinência. E, para já, só temos 3 caminhos a seguir:

 

- efectuar uma TAC, mas teríamos que sujeitá-la a anestesia geral e outros procedimentos invasivos

- não fazer nada, se não nos causar incómodo

- tentar um "trial treatment" à base de medicação durante algum tempo, para ver como ela reage - algo quase a título experimental, que ainda irão estudar porque são raríssimos os casos de incontinência urinária em gatos tão jovens

 

A hipótese da causa neurológica continua a ser, na opinião do médico, remota.

Vamos optar, para já, pelo tratamento.

A esterilização continua a não ser recomendada, sob pena de tornar esta incontinência mais grave e permanente. Não esterilizando, corre outros riscos, mas talvez sejam um mal menor e a longo prazo.

 

Para já, está de volta a casa e às suas rotinas de sempre com a amiga Becas, que embora esteja volta e meia a implicar com a Amora, não pode já

 

 

viver sem ela!

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