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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Para se educar, tem que se dar o exemplo?

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Costuma-se usar um velho ditado para justificar algo que pedimos aos outros para fazer, mas que nós próprios não fazemos: "faz aquilo que eu digo, e não aquilo que eu faço"!

Mas será que na educação de uma criança esse ditado se aplica?

No outro dia, em debate, dizia-me o meu marido que, para educar um filho, não temos que estar sempre a dar exemplo atrás de exemplo, só temos que lhe explicar o que é o melhor para ele, e fazê-lo entender.

Já eu, sou da opinião que a única forma de nos fazermos entender, de os nossos filhos apreenderem a mensagem que lhes tentamos transmitir, é através dos nossos exemplos e, mesmo assim, nem sempre resulta!

Por norma, os filhos tendem a "copiar" os comportamentos dos pais, porque é aquilo que vêem, com que lidam no dia-a-dia, e que supõem ser o normal e correcto. Logo, se os pais dão maus exemplos e se comportam de forma contrária aquela que, depois, pedem aos filhos para agir, como é que vão ter autoridade ou moral para lhes exigir isso, se eles próprios não o fazem?

Como é que se pode exigir a um filho que tenha uma alimentação saudável, se ele vir constantemente os pais a comer alimentos que fazem mal?

Como é que se pode pedir a um filho para ser organizado, se os pais vivem em total desorganização?

E por aí fora!

Para mim, mais do que ensinar, mais do que dizer o que deve ou não ser feito a um filho, são as nossas atitudes, os nossos comportamentos, a nossa forma de estar na vida e no quotidiano, enquanto pais, que lhe vão dar, ou não, o melhor exemplo. 

 

 

A missão de um verdadeiro líder

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Nem toda a gente tem perfil para liderar, e eu confesso já aqui que devo ser uma dessas pessoas. Ou então é, simplesmente, pouca vontade de "pegar no touro pelos cornos", como se costuma dizer, e pouca vontade de assumir responsabilidades que me trarão, provavelmente, mais dores de cabeça que alegrias!

Mas admiro quem tem essa coragem e toma as rédeas, sem medos, de alma e coração. Não aquelas pessoas que correm a ocupar a cadeira que ainda mal acabaram de deixar livre, como se estivessem há muito a aguardar por isso, mas aquelas que lá chegaram naturalmente, por vocação ou por escolha de todos os envolvidos. No entanto, nenhum líder o é, se estiver sozinho, se não tiver quem liderar. E é aqui que as coisas se complicam.

Porque um líder deve estar lá para apoiar a sua equipa, para ajudar no que for preciso, para mostrar a sua disponibilidade, para incentivar os seus colaboradores a fazer mais e melhor, para alertar para o que está errado e tentar resolver. Um líder orienta, entusiasma, torna o trabalho interessante, ajuda, acompanha, moraliza, e é o primeiro a puxar por todos os seus colaboradores. Há um espírito de cooperação. Um líder sabe transmitir a sua mensagem sem agressividade, sem se tornar autoritário, sem exigir. Tenta tomar sempre as decisões mais acertadas, que os restantes membros respeitam e acatam. 

Mas é muito fácil desviar deste caminho, e agir de uma forma mais ríspida, que só vai afastar os membros da equipa, fazê-los trabalhar de má vontade, ou querer afastar-se do projecto que, em vez de prazeiroso, se torna irritante. É muito fácil começar a mandar, em vez de orientar. É muito fácil achar que somos os donos da razão e que só da forma como dizemos e queremos é que as coisas andam para a frente. 

Há que haver respeito, cedências, tolerância e cumprimento das orientações tanto por parte de quem está na liderança, como pela restante equipa. E, principalmente, muita comunicação entre as partes. É meio caminho andado para o sucesso de um projecto, e para a satisfação de todos os envolvidos.

 

 

 

 

 

Expectativas

O que queremos ou esperamos das outras pessoas? O que querem as outras pessoas de nós? O que queremos de e para nós próprios?

Em algum momento, ou momentos, da nossa vida, esperamos algo de alguém. Esperamos compreensão, esperamos solidariedade, esperamos amizade, esperamos amor, esperamos companhia, esperamos palavras, esperamos gestos de alguém, esperamos atenção, esperamos carinho, esperamos lembranças…

Por vezes, não só esperamos, como exigimos!

Mas devemos nós esperar tanto dos outros, criar demasiadas expectativas? Ou isso só levará à desilusão? Não será melhor esperarmos menos e sermos surpreendidos? Afinal, ninguém deve ser responsabilizado pelas expectativas que criamos. E, de certa forma, quando essas expectativas não são satisfeitas, podemos acabar por desenvolver ressentimentos, mágoas, críticas, e até ódio.

E quando os papeis se invertem e são as outras pessoas que esperam demasiado de nós? Como é que nos sentimos? Pressionados? Sobrecarregados com um fardo que nos puseram em cima como se fosse nossa obrigação carregá-lo? Frustrados por não correspondermos a essas expectativas?

Não podemos passar toda a nossa vida a esperar e exigir dos outros, assim como os outros não podem passar a sua vida a fazê-lo em relação a nós.

E quanto a nós próprios? O que queremos para nós? O que esperamos e exigimos de nós próprios? Será que não procuramos nos outros aquilo que nós próprios não nos conseguimos dar?

Ou serão essas expectativas que criamos dia após dia, uma espécie de estímulo, de energia que nos move e torna mais fácil e agradável a nossa existência, que nos faz seguir em frente, com entusiasmo e com esperança?  

O que seria de nós de nunca esperássemos nada de nós próprios, dos outros e da vida? Seríamos mais felizes assim, sem qualquer expectativa?

Será melhor não esperar nada de ninguém, correndo o risco de ser ou não surpreendido, ou criar expectativas, ainda que a não concretização das mesmas nos possa desapontar?

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