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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Ninguém nasce ensinado!

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Mas estamos sempre a tempo de aprender.

Se assim o desejarmos...

 

Há quem queira permanecer a vida toda com o pouco que sabe, que aprendeu, que lhe foi transmitido, e considere que isso é suficiente, não vendo necessidade de experimentar ou conhecer mais nada para além disso.

Mas há quem reconheça que, podendo e tendo essa oportunidade, é sempre bom saber mais, e acrescentar conhecimentos e aprendizagens, que poderão até vir a ser úteis ao longo da vida, afinal, como costumam dizer, o saber não ocupa lugar.

 

Da mesma forma, o conhecimento não foi feito para estar trancado a sete chaves, mas para ser partilhado, por aqueles que o possuem, com os restantes. 

Porque de nada serve o conhecimento, se este não puder ser colocado em prática, e se não poder chegar aos demais.

O conhecimento é universal, não é algo que pertence, exclusivamente, a cada um de nós. E, ao partilhá-lo estamos a tornar os outros mais ricos e, ao mesmo tempo, a enriquecermo-nos a nós próprios, porque nunca sabemos o que, do outro lado, também haverá para partilhar connosco. 

 

Se cada um de nós partilhar com os outros as ferramentas que possuímos, e vice-versa, e se aceitarmos com disponibilidade as ferramentas que nos querem entregar para a mão, todos nós conseguiremos, se assim o desejarmos e soubermos utilizá-las, cosntruir algo muito melhor e mais eficaz, do que aquilo que faríamos com o pouco que pudessemos ter.

 

Esta semana, o exercício proposto pela especialista do programa Casados à Primeira Vista, era fazer um buraco numa folha A4, onde pudesse caber o casal lá dentro.

A primeira coisa em que pensei, tal como os casais, foi fazer um pequeno buraco, onde o casal, simultaneamente, colocasse um dedo cada um, simbolizando a presença dos dois.

Mas não. A ideia era mesmo caberem os dois, fisicamente, de corpo inteiro, dentro do buraco.

Ora, nós olhamos para o tamanho de uma folha A4, para a tesoura que temos na mão e pensamos: é impossível!

Ou seja, tínhamos algumas ferramentas, mas pouco conhecimento sobre como utilizá-las de modo a chegar ao objectivo proposto.

Cabia a cada um daqueles casais estar disponível para aprender e perceber que, com a ajuda dos que os rodeiam que, por sua vez, também aprenderam com outros, tudo se torna mais fácil.

 

E sim, é possível fazer um buraco numa folha A4, onde caibam várias pessoas dentro!

Deixo aqui um vídeo onde se pode aprender a fazê-lo:

https://www.youtube.com/watch?v=GT0ywwvex_k

Pão de beterraba - experimentei, e gostei!

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Já, por várias vezes, tinha visto este pão de beterraba no Continente.

Andava para provar, mas acabava sempre por comprar outra coisa.

No domingo, lá me decidi a comprar uma bolinha.

 

 

E gostei!

Apesar de achar que ia saber muito a beterraba, a sensação é a de estar a comer pão com doce. 

Continuo a preferir o de abóbora e nozes, mas acho que vou voltar a comprar este também! 

Cada um tem que cometer os seus próprios erros...

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...pois só assim irá, também ele, aprender com os mesmos.

 

Muitas vezes damos por nós a aconselhar os outros, sobretudo aqueles que amamos, ou nos são próximos, a agir de determinada forma, ou a evitar certas coisas, comentários ou gestos, porque consideramos que serão um erro a evitar. Algumas vezes, dizemo-lo por intuição, por sexto sentido, ou sem qualquer motivo em concreto. Outras, porque nós mesmos o fizemos, e percebemos o erro que cometemos. Daí não querer que os outros caiam nesses mesmos erros. Daí querermos que eles ajam de forma diferente daquela que nós agimos como se, dessa forma, estivessemos a viver de novo a nossa vida, sem os erros que dela fazem parte, a corrigir os nosso próprios erros.

No entanto, por mais que queiramos proteger ou mudar o rumo daqueles que gostamos, não adianta tentar que eles não cometam erros. Porquê?

Porque nunca saberão que são erros, se não os fizerem. Para eles, vai ser sempre algo a experimentar, e algo de que estão certos ser o melhor, até que a vida lhes mostre o contrário. Por isso, só vão perceber que erraram, quando cometerem esses erros! Faz parte da vida.

 

A nós, resta-nos vê-los viver a vida, lutar da forma que acham melhor, mesmo que não seja a mais acertada, aconselhar mas sem impôr, estando presentes na hora em que tudo der certo mas, sobretudo, no momento em que eles perceberem que acabaram de cometer um erro.

 

Afinal, só não erra que não faz nada, e é com os erros que cometemos ao longo da vida que ganhamos ferramentas para enfrentar o futuro. 

E, muitas vezes, só descobrimos o melhor, depois de experimentar o pior.

Marta - a gulosa!

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"A sério?

Tu és gulosa?! 

Nunca te vejo comer bolos. Nunca te vejo comer doces nem gelados.

É sempre comida saudável!"

 

Sim, respondo eu! 

Pode não parecer, mas eu sou muito gulosa!

Se não costumo comer muitas coisas dessas que atrás referem é porque, se começasse, teria tendência a abusar.

 

No sábabo passado, deu-me para experimentar os doces que estavam à venda no hipermercado. Escolhi 3: de figo, de morango, e de maçã e canela. Três caixinhas pequenas, só mesmo para experimentar.

Diz o meu marido: "mas tu nem és de comer doces". Pois não, e eu já sabia qual era o destino que os esperava, mas queria mesmo experimentar!

Assim que cheguei a casa, peguei numa colher de sobremesa, e provei um bocadinho de cada. O de figo era doce demais e muito enjoativo. Foi logo recambiado para casa dos meus pais que, como o meu pai costuma dizer, a diabetes dele (não tem) pede coisas doces!

O de maçã e canela, e o de morango, eram muito bons. Não sei dizer de qual gostei mais. Ficaram lá por casa, para o meu marido e a minha filha experimentarem.

A minha filha não achou muita graça. O meu marido gostou, mas está numa de alimentação saudável. E eu, comi uns pãezinhos de leite, um com cada doce, fiz a vontade, matei o meu desejo, e chegou-me.

Escusado será dizer que, também estas duas caixas, foram parar ao frigorífico dos meus pais!

 

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