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Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Esculpir abóboras

(no sentido figurado)

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Há pouco tempo, deparei-me com este termo num livro que andava a ler. 

No livro, usavam esta expressão para caracterizar aquelas pessoas que, mediante um determinado problema, em vez de o encarem logo de frente ou falar sobre ele, e resolverem a situação, fingem ocupar-se com tudo o resto, como se o estivessem a ignorar quando, no fundo, estão ali a remoer sobre ele.

Como quem se ocupa a esculpir uma abóbora, talhando todos os pormenores.

Evitando o assunto. Fugindo à questão. Adiando a resolução.

 

Eu não sei se sou muito de "esculpir abóboras".

Acho que sou mais de, numa primeira fase, se for uma assunto sobre o qual não me apetece falar no momento, desconversar, fazer piadas, fugir à questão.

Talvez seja mais de "esculpir abóboras", quando não sei como interagir, ou agir, perante determinadas pessoas, em determinadas situações.

 

E por aí, conheciam a expressão? 

É algo com que se identificam?

 

Neste Dia Mundial da Arte, uma pergunta

Dia Mundial da Arte - Mensagem da Diretora-Geral da UNESCO

 

De quem aprecia, mas pouco percebe da mesma.

 

Para vocês, a arte é:

a) imitação ou representação da realidade, com alguma ilusão misturada (teoria da arte como imitação, defendida por Aristóteles)

b) expressão de sentimentos por parte do artista, que nos contagia através da observação da obra (teoria da arte como expressão, defendida por Tolstoi)

c) emoção estética, provocada pela combinação das diferentes partes da estrutura da obra, como cores, linhas, formas (teoria da arte como forma, defendida por Bell)

 

E é isto que se anda a estudar por aqui, em Filosofia: as teorias essencialistas da arte!

Para ver quando não há mais nada para ver!

 

Foi esta a frase que mais disse um dia destes ao meu marido, quando estávamos a ver trailers de filmes que nos pudessem interessar!

O meu marido punha um, perguntava-me o que eu achava e eu respondia "é bom para ver naqueles dias em que não há mais nada de jeito para ver!".

A seguir, outro, e a mesma resposta. Mais um, e resposta igual!

Diz-me ele então: "Dizes o mesmo para todos! Mas afinal o que é isso de ser bom para ver quando não há mais nada para ver?".

Pois bem, é difícil explicar, mas vamos lá ver se me faço entender: eu gosto de um determinado tipo de filmes - com muita acção, suspense, um bom romance, entre outros. Nem sempre dão bons filmes, ou bons filmes para o meu gosto, na televisão.

Nessa altura, se me está mesmo a apetecer ver um filme, existem alguns que se enquadram nessa expressão, ou seja, apesar de não serem bem o meu género, nem nada de espectacular ou emocionante, até se vêem quando não há mais nada para ver ou fazer.

E depois, há aqueles que nem pensar em vê-los! Ainda no outro dia me pus a ver o Locke, e ao fim de 10 minutos desisti! Mais de uma hora de filme com um homem ao volante e a falar ao telemóvel (sei disso porque andei o filme todo para a frente)? Tenho mais que fazer! 

 

 

 

Podia ser pior!

 

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"Há portugueses sem dinheiro para medicamentos, mas podia ser muitíssimo pior.", afirma o ministro da saúde, Paulo Macedo!

 

Há quem não se canse de nos dizer que devemos valorizar as coisas boas da vida, que devemos tentar ver sempre o lado positivo das coisas.

Assim, as pessoas mais dadas ao positivismo, passaram a adoptar aquela já conhecida expressão "podia ser pior"!  O pior, é que quando não somos assim tão positivos, alguém o é por nós!

Ah e tal, o meu ordenado mal chega para pagar as contas. Calma. Podia ser pior! Podias não ter trabalho.

Ah e tal, tive um acidente e fiquei sem carro. Menos mal. Podia ser pior! Antes sem carro que sem vida.

Ah e tal, ando aflita das costas. Não te queixes. Podia ser pior! Podias ter partido um perna.

E por aí fora!

Ora, isso já todos nós já sabemos - que determinadas situações poderiam ser (ou ter sido) piores. Mas por que raio havemos de nos conformar e ficar felizes com coisas que, não sendo absolutamente terríveis, também não são boas?

Uma coisa é rirmo-nos de nós próprios e fazermos humor com as nossas desgraças (muitas vezes para disfarçar o desespero ou a tristeza). Outra, é virem meia dúzia de gatos pingados fazê-lo por nós, a querer tapar o sol com a peneira, a querer minimizar, a tentar dizer-nos que somos pessoas pobres e mal agradecidas! 

Por isso, a este ministro da saúde, e a todos aqueles que vierem com essa expressão, só me apetece responder: "Sim, podia ser muitíssimo pior! Mas também podia ser muitíssimo melhor!"

 

 

Reflexão "bloguística" sobre o 25 de Abril

 

Se não tivesse ocorrido a revolução do 25 de Abril em 1974, hoje, eu e muitos dos meus companheiros da blogosfera, veríamos as nossas opiniões censuradas, os nossos posts cortados e, até mesmo, os nossos blogs banidos.

E, em vez de estarmos a usufruir da nossa conquistada liberdade, enquanto vamos escrevendo o que nos vai na alma, o mais certo era estarmos confinados a uma cela, como punição por tal atrevimento.