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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

O verão já não é o que era

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Estranho verão este que, de ano para ano, vamos vivendo...

Em cada verão, vivemos um pouco de cada estação.

Os dias são maiores, mas quase não damos por eles.

Os finais de tarde, antes passados na rua, a apreciar e aproveitar a temperatura amena, são agora passados em casa, porque lá fora faz frio, ou está encoberto.

Raros são os dias em que sentimos o calor de verão.

Levanto-me com vento, céu encoberto e nevoeiro. E a promessa de um dia quente que, se o chega a ser, só mesmo à hora de almoço, e onde nos consigamos abrigar do vento.

Já não existe pôr do sol, nem nascer do sol.

Não sinto que seja verão.

Sinto que estamos a dois passos do outono no qual, com sorte, fará um ou dois dias com temperatura acima do normal. 

Quando o tempo quente deveria ser o normal, e não a excepção.

 

Não existem festivais de verão, acampamentos, festas populares.

Não existem noites quentes, que nos convidam a sair à rua.

 

Estranho verão, este que nos faz desejar um sofá, uma manta e um chá quente, enquanto cai a chuva lá fora.

Que nos lembra os dias de outono, o regresso às rotinas de escola e trabalho, quando ainda existem férias para gozar.

Que quer, à força, fazer-nos esquecer da sua existência.

Que quer, à força, dividir-se em mil pedacinhos, e espalhá-los por todo o ano.

 

O verão parece, cada vez mais, uma estação em vias de extinção, com os dias contados.

E, em breve, será apenas uma memória remota dos verões que, um dia, o foram, e nunca mais voltarão a ser.

Para felicidade daqueles que nunca morreram de amor por ele.

E para desgosto de todos os outros, que ansiavam o ano inteiro pelo reencontro, que agora não haverá, e para aqueles que nunca saberão o que é viver um verão como antigamente.

Cheio de aventuras, memórias, inesquecível...

 

 

Um outro olhar sobre o Jardim Zoológico

 

Que eu me lembre, nos meus 37 anos, devo ter ido umas 3 ou 4 vezes ao Jardim Zoológico de Lisboa (nunca fui a nenhum outro, nem outro espaço do género).

A primeira vez foi na minha infância, e pouco me lembro.

A segunda, quando a minha filha tinha uns 3/4 anos, e foi uma tarde para esquecer, porque a menina estava com a birra, não queria ver nada, não queria andar e fazia "trombinhas" para a máquina fotográfica sempre que lhe queríamos tirar uma fotografia (o que nos rimos agora as duas quando eu lhe conto isto)!

 

 

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Nessa altura, o objectivo era ir até lá passear e ver os animais. Como muitas pessoas, também ficávamos aborrecidos quando não os conseguíamos ver, ou sempre que um determinado espaço estava encerrado para manutenção.

Era uma forma de passar um dia em família, a visitar animais que, de outra forma, nunca conseguiríamos ver em Portugal. 

 

 

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Recentemente, voltei lá, com o meu marido e a minha filha, e com um outro olhar sobre aquele mesmo espaço. Lembro-me, automaticamente, do filme "Madagáscar".

Haverá animais que, eventualmente, se poderão sentir bem ali, mas será que outros não preferiam estar no seu habitat natural?

A verdade é que, comparativamente a anos anteriores, o espaço está muito mais adaptado às necessidades dos animais, em termos de recriação dos habitats naturais, mas será isso o suficiente?

 

 

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A primeira questão que me coloco é: como é que todos aqueles animais ali chegaram ao Zoo? E com que objectivo?

Por certo, não será apenas pela vertente financeira. A verdade é que gerir um espaço como este, alimentar todos aqueles animais, cuidar da sua saúde e higiene e proporcionar as condições mínimas de habitabilidade no Zoo, deverão justificar os preços de bilheiteira actualmente praticados. 

 

Será somente pela vertente lúdica? Não me parece que seja, até porque os animais, embora muitas vezes encerrados em espaços próprios, não estão propriamente a fazer acrobacias o tempo todo para os visitantes, por obrigação. Ou brincam porque lhes apetece, e nós até achamos piada, ou fazem exibições programadas que, ainda assim, nem sempre acontecem se eles não estiverem "para aí virados".

 

 

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Será, então, uma junção destas duas vertentes, aliada a uma questão de preservação de determinadas espécies que, no seu habitat natural, arriscavam-se à extinção?

Terão muitos daqueles animais chegado ali por uma questão de segurança ou sobrevivência?

Estarão estes animais mais bem tratados e seguros neste tipo de espaços, que no seu habitat?

 

 

A segunda questão é o desapontamento de muitos adultos perante o pagamento de um bilhete tão caro, face à possibilidade de não ver alguns animais

Lamento, mas é mesmo assim. Já basta eles estarem ali, quanto mais ainda estarem à disposição de quem os visita! Os animais não têm culpa que cobrem para os visitar. E nem sempre estão com disposição para exibições, para aturar milhares de visitantes a querer que façam isto ou aquilo para ficar bem na fotografia, ou porque pagaram para isso, dia após dia, semana após semana. Nem nós, humanos, temos por vezes paciência, quanto mais os animais.

É normal que eles se escondam, que evitem a confusão, que não queiram dar um ar da sua graça, que queiram estar sossegados no seu canto.

 

 

 

 

Por último, e no caso específico da Baía dos Golfinhos, e do espectáculo das aves, a interação, cumplicidade, confiança e amizade entre os animais e os tratadores humanos

Imagino que, para se conseguir o resultado final que nos é mostrado em cada espectáculo, se perderam muitas horas de treino, de convivência, de pequenos progressos. 

É preciso uma grande cumplicidade e confiança que levam tempo a conquistar, e que permite que o público assista a todas aquelas acrobacias com que nos brindam a cada novo show.

A que custo isso é conseguido? 

Quero acreditar que tudo assenta numa base de confiança e amizade entre o tratador e o animal em causa, e respeitando os animais, e não treinados com recurso a métodos pouco recomendáveis.

Em último caso, à base de muitas recompensas!

Sim, porque se repararem bem, por cada manobra ou acrobacia que fazem, ganham um peixinho ou outro mimo. E, sem eles, não trabalham!

É preciso arcas ou sacolas com muito alimento em cada exibição, para os cativar e ter vontade de mostrar o que andaram a treinar.

 

 

 

 

 

A conclusão a que chego é que, ao mesmo tempo que continuo a considerar uma visita aconselhável e agradável para se fazer em família, acabo, talvez, por não desfrutar da mesma forma que antes, por haver uma dualidade de sensações contraditórias e, mesmo sem querer, a questionar tudo o que está por detrás daquilo que vemos!  

 

Quantas vezes pode o Mundo acabar?

De acordo com os Vikings, o fim do mundo será, afinal, já este sábado

 

Se o mundo tivesse terminado a cada uma das previsões que deram o facto por certo, diria que muitas! 

Desta vez, a profecia vem dos Vikings. E é já para depois de amanhã!

Por isso, vamos lá fazer, nestes dois últimos dias que nos restam, tudo o que queremos fazer.

E garantir que somos um dos dois sobreviventes que vai ter a importante missão de repovoar o novo mundo.

Sim, porque segundo a mitologia Viking, qual herói de filme de hollywood que se encontra com a morte e ressuscita, também o mundo se irá reerguer, depois do afogamento da Terra no mar, e da extinção da vida. E serão apenas dois os sobreviventes. 

A ser verdade, acabariam-se todos os problemas deste mundo. A não ser, estaremos cá no domingo para desmistificar mais um apocalipse!

 

 


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