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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Cinco benefícios que as férias deste ano me proporcionaram

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Dormir mais

Podia deitar-me mais cedo, e acordar mais tarde, naturalmente, sentindo-me muito melhor que nos dias de trabalho.

 

Descansar os olhos das lentes de contacto

O facto de passar a maior parte do tempo por casa, levou-me a dar preferência aos óculos, fazendo uma pausa no uso das lentes de contacto. Isso fez desaparecer a sensação constante de vista seca, cansada e irritada, descansando os olhos.

 

Menos enxaquecas/ dores de cabeça

O facto de não ter que estar cerca de 8 horas em frente a um computador, a atender telefones e clientes, e a acordar cedo, levou a que as enxaquecas e/ ou dores de cabeça se ausentassem.

 

Barriga menos inchada

Sim, em dias de trabalho, pelo facto de acordar cedo, e deitar mais tarde, e porque uma pessoa acaba por comer mais e andar sempre a petiscar, chego ao final do dia com uma "barriga de grávida", que nunca desaparece porque, no dia seguinte, começo logo a enchê-la, novamente.

Nas férias, fazia as refeições normais o que, aliado as horas a mais de sono, me fez voltar à barriga lisinha de outros tempos.

 

Menos stress e correria

Em dias de trabalho, uma pessoa anda sempre a acelerar, atrasada, com mil e uma coisas para fazer, e o tempo a não se mostrar suficiente para tudo.

Da mesma forma, em dias de férias de praia, acaba por haver correria para ter tudo pronto a tempo de ir à praia e aproveitar, para depois chegar a casa e tratar do resto para, no dia seguinte, repetir a rotina.

Desta vez, apesar de ter coisas para fazer, fazia-as ao meu ritmo.

Acordava quando acordasse. Se não almoçasse ao meio dia, almoçava depois, sem stress. Quando acabasse o trabalho, acabava. E se não terminasse naquele dia, tinha sempre o seguinte.

 

Claro que tudo isto pode parecer perfeitamente normal para qualquer pessoa que esteja de férias. Mas foi o primeiro ano em que senti o efeito desses benefícios.

É possível desligar das redes sociais por uns dias

A importância das redes sociais no mundo empresarial

 

Quando se tem algo para fazer, que nos ocupe o tempo e seja mais útil ou prazeroso.

Em duas semanas de férias, raros foram os momentos em que peguei no telemóvel ou no computador, em que vi notícias ou o que quer que fosse na televisão.

No meio de tudo o que havia para fazer, a prioridade no tempo sobrante era dormir.

 

Mas se senti alguma falta daquela incursão pelas redes, o que mais se destacou foi a falta de escrever.

Não que tivesse muito para escrever.

Mas é um hábito que não se perde (nem quero) facilmente.

E, ao fim de alguns dias, a vontade surge.

Ainda que a falta de assunto continue a travar a escrita.

 

As férias estão a terminar.

Como referi no último post, estando a praia posta de lado, a escolha entre passar os dias sentada num sofá a não fazer nada, ou levar a cabo as pinturas que vinham há anos a ser adiadas, foi fácil.

Trabalho feito, senti que precisava de uns dias para descansar, e assim dei um presente a mim mesma de um dia a mais de férias.

Para pôr a leitura e a escrita em dia. E descansar o corpo.

 

Do que vou mesmo sentir mais falta, é de poder acordar sem despertadores. Naturalmente.

Reparei que acordar cedo e com hora marcada não me dá saúde, mas uma dor de cabeça no resto do dia.

Talvez seja até voltar a habituar-me à rotina.

Amanhã é o último dia em casa.

Setembro marca o regresso.

 

 

Nestas férias não há praia nem banhos de sol

Como evitar os oito erros mais comuns na hora de pintar a casa ...

 

Este ano, as férias estão a ser passadas por entre latas de tinta, rolos, trinchas e limpezas.

Todos os anos, a prioridade vai para o descanso, os banhos de sol, a praia.

Foi preciso vir um ano atípico, com um tempo estranho, e uma coragem vinda não sei de onde, para tratar de pintar a casa, que bem precisava.

 

Não é fácil.

Não sou pintora, nem tenho muito jeito para pinturas.

Não me ajeito muito com tabuleiros, nem com rolos metidos em cabos para pintar tectos. 

Sou mais de subir de descer o escadote, com tabuleiro na mão, para ir lá ao pormenor.

E os pormenores, por vezes, dão mau resultado: quando vejo, já está a tinta a escorrer do tabuleiro para o chão!

 

Pelo lado positivo, tenho feito exercício às pernas, de tanto que subo e desço o escadote. E aos braços, de esfregar paredes e dar ao rolo.

 

Pelo lado negativo, fazer estas coisas com duas gatas em casa, é para esquecer.

Se as fecho, elas começam a esgravatar a porta para a abrir. Quando abro, andam por cima dos jornais pintados, param mesmo nos sítios onde estou a pintar, metem-se onde não devem, e arriscam-se a sair dali de pelo pintado.

 

Como disse acima, não é fácil, nem sai nenhuma obra de arte. 

Mas dá gosto ver a transformação.

Não fica perfeito, mas fica, definitivamente, bem melhor do que estava.

E é a prova de que, quando se quer, quando há esforço e empenho, consegue-se.

 

 

Férias - expectativa versus realidade

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A cada ano que passa, com umas férias não muito bem aproveitadas, nos convencemos de que, no ano seguinte, será melhor.

Talvez para o ano haja mais dinheiro.

Talvez para o ano o tempo esteja melhor.

Talvez para o ano consigamos mais dias juntos.

Talvez para o ano possamos ir aqui ou ali.

E é com esse pensamento que nos resignamos com o que não foi possível, na esperança de que possa ser concretizado nas próximas férias.

 

Mas, quando o ano seguinte chega, a realidade é muito diferente da expectativa.

Não há mais dinheiro, porque parece que cada vez há mais coisas para pagar, e menos dinheiro disponível.

O tempo continua a ser uma incógnita, com a maior parte dos dias frios e ventosos e, só por sorte, um ou outro de verão.

Continuamos com a maior parte das férias desencontradas, em dias e meses diferentes.

Este ano, com a pandemia, e outros contratempos, palpita-me que serão umas férias caseiras.

 

E assim, em vez de melhorarem, as férias acabam por ser cada vez mais decepcionantes, valendo apenas por não ter que cumprir horários, desligar do trabalho e aproveitar o pouco tempo todos juntos.

 

 

 

Ir à praia em tempo de pandemia

Itália: empresa cria barreiras divisórias para praias e ...

 

Eu sei que nós, humanos, reclamamos muito, nem sempre aceitamos bem a mudança, nem sempre reagimos bem às adversidades, mas temos uma infinita capacidade para nos adaptarmos, assim sejamos obrigados, ou queiramos fazê-lo.

 

De certa forma, é essa a grande prova que temos vindo a superar com a quarentena, o confinamento, o teletrabalho, e todas as medidas que temos que seguir naquilo que nos é essencial.

 

Com o progressivo desconfinamento, começam também a vir as regras e recomendações para os espaços de lazer que, não sendo essenciais, acabam por também fazer parte da nossa vida e contribuir para o nosso bem estar.

 

A praia, é um desses locais.

Mas, confesso, não sei se estarei preparada para usufruir da praia, algo que é suposto libertar, descontrair, relaxar, em tempo de pandemia, com todas as limitações inerentes.

É certo que adoro a praia, adoro um bom banho de sol e um bom mergulho, mas seria um pouco assim:

- apanhar autocarro e fazer o percurso com máscara

- sair do autocarro, tirar a máscara

- chegar à praia e ver como está a lotação (em dias normais, é tipo sardinha em lata, por isso, o mais certo é já estar cheia)

- se houver espaço, ver por onde devemos seguir para lá chegar; se não, procurar outra praia da zona, que esteja disponível (se não houver, fizemos a viagem em vão, e voltamos mais cedo para casa)

- tentar medir a distância a que ficamos, de quem já lá estiver, seja no areal, seja no mar

- depois, é a constante preocupação com o possível contágio, por quem se aproxima mais do que deve, por quem espirra ou tosse ali perto, 

- é o não se poder usufruir da praia na sua totalidade, e com a liberdade que gostaríamos

- no final, voltar a colocar a máscara, para apanhar o autocarro e voltar a casa

 

Até pode correr tudo bem.

Até me posso vir a habituar.

Até posso não resistir a ir, nem que seja para dar um mergulho e vir embora, em horários que antes não fazia, só mesmo pela sensação de deixar lá todo o stress, purificar, revitalizar.

Mas não é a praia que eu gosto de fazer. Não é a praia a que sempre me habituei a fazer, desde a infância.

E palpita-me que posso sair de lá pior, do que não indo.

 

Vamos ver quando chegar as férias, se mudo de ideias e me rendo a esta nova forma de fazer praia ou se, pela primeira vez, corto temporariamente relações com ela!