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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

A Delatora

 

Tinha este filme gravado há vários meses, e foi sempre ficando de parte porque nunca chegou aquele dia em que se olha para um filme e se diz "hoje apetece-me ver".

Estive, inclusivamente, para apagá-lo porque, de cada vez que ia à procura de um filme nas gravações, torcia-lhe o nariz.

Mas este fim de semana, saiu-lhe a sorte grande! Chegou o tal dia! Mas mais valia não ter chegado.

E não é porque o filme não é bom, pelo contrário. O filme retrata mesmo a realidade que se vive, as consequências da guerra, o tráfico humano, a corrupção, os interesses políticos, etc.

Eu é que ando de tal maneira sensível que não consigo ver mais nada do género. O que alguns homens são capazes de fazer por sexo e dinheiro. Até vender a própria família. Os abusos que aquelas adolescentes sofrem nas mãos de tarados e pervertidos que acham que elas são apenas objectos ou animais que podem ser escravizados.

A frustração daqueles que tentam lutar contra isso e nada conseguem fazer, porque interesses mais altos se levantam, e tudo fica abafado. Pior, a frustração por prometer que nada lhes irá acontecer e que as irão proteger, e não conseguirem cumprir, levando a que estes verdadeiros animais as castiguem com abusos ainda maiores, e inclusive, matem para servir de exemplo para as restantes, que se atrevam a abrir a boca para os denunciar.

Para mim, já me bastou o primeiro filme da saga Taken, outros do género, e agora este. Se no primeiro, ainda há jovens com um final feliz, neste último nem por isso. Ainda por cima, baseado em factos verídicos.

A partir de agora, proibo-me de ver qualquer outro filme sobre este assunto. Já chega as notícias reais que todos os dias ouvimos. 

 

Sinopse:

Filme baseado em eventos reais, datados de 1999-2002, que retratam o tráfico humano de raparigas de leste levadas para a Bósnia para uso como objecto sexual de indivíduos pertencentes a organismos internacionais nomeadamente às Nações Unidas. Estes indivíduos, abusando da sua imunidade diplomática, perpetram todo o tipo de crimes inclusive participando activamente no próprio trafico. A protagonista Kathryn Bolkovac, baseada na pessoa real homónima, tenta expor todo o esquema - daí o título do filme "A delatora"- mas enfrenta todo o tipo de sabotagem a seu trabalho pelas policias locais a soldo dos traficantes e, principalmente, pelo próprio pessoal da UN envolvido no tráfico. Por fim é expulsa da Bósnia, despedida pela empresa de segurança privada que a contratou que, com medo de por em causa contratos milionários com governos ocidentais, com o pretexto de ter desviado algo menor.
Expulsa, a protagonista, consegue levar consigo os processos das vitimas e, já em Inglaterra, após ganhar o processo no tribunal de trabalho contra a empresa de segurança, expõe o caso publicamente na BBC.

 

Prometo Amar-te


Um acidente de automóvel coloca Paige (Rachel McAdams) em coma. Quando ela acorda e revela sofrer de total perda de memória, o seu marido Leo (Tatum) não tem outra alternativa senão empenhar-se para reconquistar o seu coração, pela segunda vez.
 
 
Para terminar em grande o espírito de S. Valentim, não podia deixar de falar neste filme que, para mim, será daqueles que, por mais vezes que o veja, nunca me irei cansar, e os sentimentos que ele me irá transmitir serão sempre os mesmos!
Baseado em factos verídicos, este filme faz-nos rir, mas também nos faz chorar em vários momentos, principalmente no fim, quando nos apercebemos do desfecho que o destino reservou às personagens, e que reflecte a verdadeira história.
Durante a maior parte do tempo coloquei-me no lugar dele - deve ser uma enorme sensação de frustração perceber que aquela mulher que está ali à sua frente, que ele ama mais que tudo na vida, a sua única família, com quem ele viveu tantos bons momentos, com quem ele casou, não se lembra de nada disso. Que o vê como um estranho, em quem não tem confiança, por quem não sente absolutamente nada...
E, por mais que ele tente, da forma que acha ser a melhor, ajudá-la, as coisas não correm como ele espera, e a esperança dá lugar ao desespero. 
Ele mantém-se a mesma pessoa, honesta, simples e pura, que prometeu (quase que a adivinhar o que iria acontecer) fazer tudo para que encontrassem sempre uma forma de ficar juntos, mesmo que houvesse algo que os afastasse. E acreditem que ele foi um homem paciente que, por amor a ela, se sujeitou e enfrentou situações que nem todos aguentariam. Mas ele também não é de ferro, também tem sentimentos e, por isso mesmo, chega o momento em que é preciso recuar, dar espaço, e esperar que a iniciativa venha da outra parte.
Também me coloquei no lugar dela, e deve ser igualmente frustrante o nosso cérebro ter apagado uma parte da nossa vida. Querermo-nos lembrar das coisas e não conseguirmos juntar as peças. Mais frustrante ainda estarmos debaixo da pressão de termos que nos lembrar porque todos estão à espera disso. Mas ela não se lembra de nada, a não ser do ex-namorado, da sua família, e dos tempos em que ainda não conhecia o seu marido. E, talvez para ela, isso seja suficiente, afinal não tem nada a perder...Pode reescrever a sua história da forma que entender...
Mas, quando um amor é verdadeiro, talvez essas duas pessoas estejam destinadas a ficar juntas...
Só mesmo vendo o filme para o descobrirem, mas posso dizer que o final para mim foi marcante. Primeiro porque estava a ver o filme e parecia que as coisas finalmente começavam a melhorar. De repente, acaba! E eu pensei: "então mas acaba assim?" Eu queria mais! E depois, aquela frase ficou a martelar-me na cabeça e não consegui desligar "ela nunca recuperou a memória..."
Nunca pensei que isso fosse possível, sempre tive aquela ideia que as pessoas perdiam temporariamente, mas aos poucos iam acabando por se lembrar. Para mim, foi um choque. Nem quero imaginar se algum dia isso me acontecesse...E pronto, lamechas como eu sou, não consegui evitar as lágrimas, que ao longo de todo o filme teimavam em dar um ar da sua graça!  

 

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