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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Reflexão do dia

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Que peso tem a família, nomeadamente a mais próxima (pais, avós, irmãos), no que respeita às decisões amorosas do familiar?

 

Será que, no momento em que avaliamos se a pessoa por quem estamos apaixonados e amamos, é a aquela com quem queremos partilhar a nossa vida, temos em conta o que a nossa família acha dessa pessoa?

 

A opinião da nossa família terá alguma influência na decisão que eventualmente tomarmos?

 

É possível uma união, seja ela qual for, sobreviver no meio de guerras entre familiares de ambos os lados, e desaprovação da relação por parte das famílias?

 

Devemos abdicar do amor, em prol da união da família, ou devemos lutar por este, ainda que se percam, pelo caminho, pessoas que julgámos que estariam sempre ao nosso lado, a apoiar a nossa felicidade? 

Cortar definitivamente a ligação...

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...ou alimentar algo que, bem vistas as coisas, nunca existiu?

Depois de uma vida de intermitências, em que a pessoa, ora aparecia e era tudo muito bonito, ora desaparecia e ficava anos sem dar notícias (o que não era necessário, porque já sabíamos o que teria acontecido para tal), essa pessoa volta a aparecer, mais uma vez.

Não tinha uma boa vida, mas aquela que lhe era possível, dadas as circunstâncias. Quis retomar os laços, as ligações, a família.

Quis voltar a ser o pai que nunca foi, o tio que nunca esteve presente, o irmão que pouco conviveu com os restantes irmãos, o amigo de todos. 

Não pensou que, talvez, a essa altura do campeonato, nem todos estivessem dispostos a esquecer, a perdoar, a pôr tudo para trás das costas, a fingir que nada do que aconteceu, aconteceu.

O que é certo é que, desde então, essa pessoa tem continuado a levar uma vida de intermitências, em que ora está bem, ora está mal. Em que num momento tem uma família maravilhosa e são todos muito amigos, e noutro não valem nada, não prestam, e não quer mais saber dela. Para depois voltarem a ser bonzinhos. Para a seguir o tratarem mal. Enfim...

 

Eu, e mais alguns familiares, deixámos o passado no passado, e reatámos a ligação. Éramos, segundo essa pessoa, a verdadeira e única família que tem neste mundo.

Da minha parte, ligava-lhe algumas vezes. Atendi outras quantas chamadas, em que a conversa e as queixas eram sempre as mesmas. Mas pronto, dá-se um desconto. A idade não perdoa. Ainda estive com essa pessoa duas vezes. Num dos últimos telefonemas, senti que estava com pressa em desligar, não estava muito virada para conversa, e queria despachar-me.

Até que, há uns meses, deixou de dar notícias. Soube, por um familiar, que estava a viver com as pessoas que há tempos atrás não valiam nada. O telemóvel passou a estar desligado.

E eu, sinceramente, pensei: melhor assim.

 

No início do ano, recebi uma chamada de um número que não conhecia. Era essa pessoa. Na altura contou mais uma das suas histórias, para justificar a ausência de contactos e notícias, não sei se verdadeira ou não. Eu estava com pressa, por isso, disse que depois guardava o número. Nunca mais lhe liguei. Sempre que essa pessoa ligava, eu não atendia.

Entretanto, mudou de número, ligou aos meus pais a dar o novo, e aproveitou para se queixar que eu nunca mais falei e nem atendo as chamadas. Anda a ligar todos os dias, várias vezes ao dia. Não atendo.

Já deveria ter percebido que, se não atendo, é porque não quero falar. E já deveria ter desistido e parado de insistir. Mas não.

 

O meu pai diz: liga lá, nem que seja uma vez. 

Mas a paciência para estar sempre a ouvir o mesmo já começa a escassear. Não sou psicóloga para ouvir queixas e tentar ajudar quem não quer ser ajudado, quem, por mais que se lhe mostre o caminho, insiste em ir por outros. 

E se eu ligar uma vez que seja, já não me vai desamparar a loja.

 

Sim, pode até estar sozinha e essa é a única forma que tem de se sentir menos só na vida. E sim, já teve castigo mais que suficiente para os erros que cometeu toda a vida. E a mim nunca me fez mal algum, e sempre me tratou bem.

No entanto, valerá a pena perder o meu tempo, e retomar uma ligação familiar que, durante anos, basicamente não existiu para, daqui a uns tempos, desaparecer novamente? Ou será melhor cortar definitivamente?

Devo alimentar esta história da família unida e feliz, e armar-me em alma caridosa, para alguém que está só e a viver uma velhice infeliz, atenuando a tristeza dos seus dias?

Ou esperar que desista de vez, e esquecer que essa pessoa existe?

 

Não quero ser mazinha, nem insensível, mas já me basta viver a minha vida e resolver os meus problemas. Esta pessoa nunca se preocupou nem precisou de nós para viver à sua maneira enquanto pôde. E nós nunca precisámos dela para seguir com as nossas vidas. Porque haveria agora de ser diferente?

 

Enquanto isso, aí está, mais uma chamada não atendida para a colecção!  

 

Carta aberta de uma mãe a todos os professores

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"Exmos.(as) Srs.(as) Professores(as),

 

Não entendam esta minha missiva como desrespeito pelo vosso trabalho enquanto professores nem, tão pouco, desconsideração pela disciplina que leccionam, ou pela importância da mesma no percurso escolar da minha filha, vossa aluna, e no seu futuro.

No entanto, permitam-me manifestar, desta forma, a minha opinião que, certamente, enquanto pais que são ou virão a ser, compreenderão.

 

Que futuro terá uma criança/ adolescente que passa os dias no estabelecimento de ensino e, quando chega a casa, vê o seu tempo de lazer ocupado com trabalhos de casa, interrompidos apenas pelo lanche, pelo banho e pelo jantar?

Que vê os seus fins-de-semana preenchidos com trabalhos de casa de várias disciplinas, a que muitas vezes se juntam trabalhos de grupo e o estudo extra para os testes da semana seguinte, apenas interrompidos pelas refeições, pelo banho, e pelas breves pausas que, por entre o estudo, aproveitam para pegar no telemóvel e aceder às redes sociais, ou ouvir um pouco de música?

 

Sei que, certamente, haverão pais que sofrem desse mesmo problema, e vêem a sua vida reduzida a trabalho e tarefas domésticas. A que, muitas vezes, ainda se junta a ajuda aos filhos nos estudos.

Sei que vocês, como professores e pais, também terão o vosso tempo ocupado e limitado, sem muito tempo para a vossa vida familiar, com muita pena vossa e, provavelmente, com queixas por parte dos vossos filhos.

 

Mas sabem uma coisa? 

Sinto falta de passar tempo de qualidade com a minha filha!

Não, simplesmente, estarmos as duas na mesma casa, cada uma ocupada com as suas tarefas, ou as duas às voltas com livros, cadernos e matéria. Mas de estarmos as duas, sem preocupações, sem pressas, sem o relógio a contar o tempo que temos para conviver, no meio de tudo o resto.

 

Tenho saudades dos tempos em que a escola ficava na escola, e a casa era para a família. 

Para uma ida ao cinema, ao teatro ou ao circo, para um passeio num sábado ou domingo, ou até para uma festa de aniversário, tenho que andar a ver no calendário, o melhor dia, em que ela não tenha nada para fazer ou estudar. Passam-se meses, sem que o consigamos fazer. Valem-nos as férias escolares, apenas, e o escasso período de pausa entre fornadas de testes.

 

E, então, pergunto-me:

Não será, por vezes, mais produtivo e educativo, um programa familiar onde possam aprender algo, conviver com a natureza, aprender valores que não vêm nos livros, do que dias a fio encerrados em casa, agarrados a matéria que nem percebe para que lhes servirá?

Não será preferível trocar os nervos, as dificuldades da matéria, o stress dos testes, a correria, as maratonas de estudo, por momentos divertidos e alegres com aqueles que mais os amam?

Não deveria valer uma boa acção, ou um bonito gesto, mais do que uma nota num teste ou na pauta final?

Não deveria um sorriso no rosto, a paz, a tranquilidade, valer mais que o receio de um mau resultado e que as lágrimas por algo que não conseguem perceber, ou não correu bem?

 

Ensinar não tem que ser uma coisa má, deveria ser algo que encarariam com recetividade e curiosidade.

Mas era preciso que o ensino não fosse algo que quisessem enfiar à força na cabeça dos alunos, como quem tem um prazo para enfiar uma infinidade de coisas em algum sítio, dê por onde der, não permitindo que os estudantes apreendam, no seu tempo, aquilo que estão a receber.

O ensino deveria ser o complemento da vida familiar, e não o seu substituto, a tempo integral.

 

E, acreditem, por vezes, tenho vontade de a deixar livre, para aproveitar as coisas boas que a vida tem para lhe oferecer, sem ter que pensar em mais nada. Tenho vontade de obrigá-la a trocar os livros por uma sessão de riso, com as nossas patetices, por umas horas de brincadeira, por uns momentos de solidariedade para com quem mais precisa, por tempo para se divertir com as amigas, por tempo para, simplesmente, não fazer nada!

 

Sinto falta da minha filha, apesar de estar com ela todos os dias!

Como tenho a certeza que vocês, professores, enquanto pais, também sentirão, relativamente aos vossos filhos, ou familiares com quem deixam de passar tempo por conta do vosso trabalho.

 

Grata pelo tempo dispendido na leitura desta missiva que, tenho a certeza, reflete o pensamento e sentimento de muitos pais deste país."

 

 

Não sei até que ponto enviar uma carta destas aos professores da minha filha seria considerado caso grave de internamento! Mas o que aqui está escrito é a mais pura verdade.

E por aí, há alguém que se reveja?

Manter o equilíbrio

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Poderá uma pessoa, que sempre viveu a sua vida a desempenhar o mesmo papel ao longo dos anos, ter a oportunidade de mostrar as suas outras facetas? Ser-lhe-á, alguma vez, permitido trocar de papel?

Na sociedade, em geral, e no seio da família, em particular, cada membro tem um papel fundamental, e necessário para o equilíbrio.

É esse equilíbrio que mantém toda a estrutura de pé. 

Para que possa haver uma troca de papéis, mantendo o equilíbrio é necessário que, também os outros, o façam. 

Porque, na falta de um pilar que seja, nada resiste, tudo se desmorona.

 

Se existe alguém que leva tudo na brincadeira, tem que haver alguém que leve as coisas a sério.

Se há alguém que gasta, tem que haver alguém que poupe.

Se há alguém que se desmarca, tem que haver alguém que se responsabiliza.

 

E por aí fora...

 

E, quando são sempre os mesmos a desempenhar o mesmo papel durante toda a sua vida, torna-se difícil sair dele, e deixar que outros o assumam. Por outro lado, é algo que gostariam de fazer, para variar: estar, por algumas vezes, do lado de lá, e ver os outros a interpretar o nosso papel.

No entanto, sem uma troca recíproca, é "morte" certa, porque se todos segurarmos a estrutura do mesmo lado, é mais que certo que ela cairá do outro, sem qualquer suporte. E se, simplesmente, deixarmos de a segurar, ela cairá em cima de todos.

Reflexão do dia

Foto de Marta E André Ferreira.

 

Não importa quão mau o nosso dia possa ter sido porque, no final nesse dia, quando chegarmos a casa, estaremos juntos...

Estaremos unidos...

E, como família, ultrapassaremos todos os problemas, todas as dificuldades, ganhando forças para enfrentar um novo dia!

 

Reflexão dedicada a todos aqueles que têm na sua família, e no seu lar, a maior de todas as forças - o amor! O amor que apoia, que conforta, que aquece o coração, que limpa as lágrimas, que ri com alegria.  O amor que se sente por dentro, e se reflecte por fora!

 

 
 
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