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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

À boleia da (má) fama dos outros

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Por cada participante ou concorrente de um reality show, concurso, ou experiência social, ou até mesmo um qualquer convidado de um programa de televisão, surgem sempre aqueles "amigos", que gostam de apanhar boleia da situação.

 

Por cada pessoa que se atreve a conquistar o seu momento de fama, aparece logo quem também queira usufruir da fama dos outros, quem tenha sempre algo para dizer, quem se queira fazer notar, à custa dos outros.

 

A forma como o fazem, tanto pode ser pela positiva, como pela negativa.

Ou têm sempre algo de bom para dizer, que são melhores amigos, que conhecem melhor que ninguém. E defendem essas pessoas.

Ou, pelo contrário, falam para descredibilizar, para negar, para denegrir a imagem dos outros.

 

Enquanto andam ali no "lavar da roupa suja", no desvendar dos segredos mais secretos, ou no desfile dos maiores elogios, já a comunicação social lhes prestou a atenção que desejavam. 

Em alguns casos, acabam mesmo por conseguir mais fama, que aquela que alcançaram as pessoas de quem falam. 

 

"Olha por Mim", na SIC

Olha Por Mim estreou e liderou no confronto direto com TVI

 

A sério, SIC?

Não podiam ter continuado com o "Estamos Aqui"? 

Tinham que nos "presentear" com este programa deprimente e tão parvo, que não convence ninguém?

 

No sábado, tinha eu acabado de ver uma série, quando me deparo com este programa. Já estava a mudar para outro lado mas o meu marido e a minha filha queriam ver, então, lá deixei ficar, e vi com eles.

Que o programa seja útil para que se descubram pessoas que não se vêem há anos porque, de alguma forma, acabaram por perder o contacto, ainda compreendo. A televisão tem outros meios que o cidadão comum não tem, e consegue fazer verdadeiros milagres, em nome das audiências.

 

Mas no caso de pessoas que estejam chateadas uma com a outra, em que tenha havido zangas, problemas, afastamento intencional, alguém acredita que basta irem a um programa de televisão para tudo ficar resolvido?

Eu não!

Das duas uma: ou aceitam participar, e percebe-se que é só pelos 5 minutos de fama ou, se realmente se quiserem entender, fazem-no fora das câmaras, sem se expôr.

 

Partindo do princípio que não existe um guião pré definido, e que as coisas aconteceram naturalmente, mostraram primeiro um pai a querer voltar a ter contacto com o seu filho, sendo que este não se mostrou receptivo em dar essa oportunidade. Não sei qual foi o motivo que o levou a rejeitar a participação mas, se fosse comigo, eu não aceitaria.

Soa a falso, a hipócrita. Se há situações para resolver, resolvem-se entre as partes envolvidas, sem necessidade de ir para a televisão.

 

Depois, a própria dinâmica da experiência, não abona muito a favor do programa.

Percebo a ideia do olhar, mas o tempo que ali ficamos a ver a olharem um para o outro, é excessivo. Dá vontade de mudar de canal, ou fazer uma pausa até estarem autorizados a falar um com o outro.

E, mais uma vez, a etapa seguinte não faz sentido. Se as pessoas aceitaram participar, e chegaram até à fase do olhar, parece-me lógico que, independentemente do que possa resultar desse encontro, irão querer falar um com o outro, logo, aquela retirada para pensar se querem voltar para a mesma sala, ou ficar por ali, é estúpida.

 

Apesar de já há muito utrapassado, gostava muito mais de ver o velhinho "Ponto de Encontro"!

 

Respondendo à pergunta da SIC:

“Pode um olhar entre duas pessoas que se afastaram, voltar a uni-las? 

O que une não é o olhar, é o que as pessoas realmente sentem. O olhar, quanto muito, deixa esses sentimentos transparecerem. Ou não...

Mas já que querem dar tanto ênfase ao olhar, que tal mudar o nome para "Olha Para Mim"?

Porque, basicamente, é isso que os participantes vão lá fazer - olhar um para o outro, e não um pelo outro. 

O único reality show em Portugal que conseguiu ser genuíno

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Ou, pelo menos, tentou sê-lo.

Falo, como não poderia deixar de ser, da primeira edição do Big Brother!

 

Era o primeiro em Portugal.

A produção não sabia se o formato funcionaria por cá, e a estação não fazia ideia da aceitação e audiências que poderia ter.

Os concorrentes não sabiam muito bem ao que iam, nem como seria estarem fechados tanto tempo numa casa.

E o resultado foi o que se viu: um sucesso, com concorrentes que marcaram, quer pela positiva, quer pela negativa, e dos quais ainda hoje nos lembramos.

De certa forma, também eles não tinham filtros. Pareciam mais genuínos. Com as emoções à flor da pele. A sentir cada momento, stress, diversão, pressão, saudade, inimizades, num único espaço.

 

Desde então, se repararmos, todos os seus sucessores, através desta primeira experiência, cujos concorrentes acabaram por servir de cobaia, começaram a parecer, cada vez mais, um produto pré fabricado.

Um produto que foi sendo limado aqui e ali, para ver como poderia aumentar as audiências, causar polémica, ser falado.

Um produto que vem com guiões, para personagens específicos que, quanto mais problemáticos, chocantes ou alucinados, melhor, para que encaixem na perfeição.

 

Hoje, olhamos para os actuais reality shows, e começamos a acreditar que aquelas pessoas que ali surgem, na sua vida privada, não serão as mesmas que nos entram pelo ecrã. Que, aquelas que nos chegam estão, simplesmente, a desempenhar um papel que lhes foi atribuído naquela história. 

 

A diferença dos reality shows, para uma qualquer telenovela ou série é que, enquanto os atores, mesmo desempenhando o papel de vilões, vêem as personagens diferenciadas da pessoa que são, e continuam a ter o carinho do público, os concorrentes, são vistos como um só, e ficam, muitas vezes, com a imagem denegrida, e sujeitos a todo o tipo de comentários indesejados.

Enquanto os atores são vistos como pessoas que estão ali a trabalhar, na profissão que escolheram, os concorrentes são vistos como "os parasitas", que não querem trabalhar e se sujeitam a tudo, para ganhar dinheiro e fama.

Ao género "não importa se falam bem ou mal, desde que falem".

 

E não me venham falar de experiências sociais, porque a única coisa que ali estar a ser testada é, até que ponto, vale toda a exposição, polémica, atrito, conflito, pressão, para garantir boas audiências.

E até que ponto os concorrentes se deixam "vender", sofrendo muitas vezes nas mãos das produtoras desses formatos, nomeadamente, com chantagens, obrigações, diria até, alguma violência psicológica, para aparecerem na televisão.

 

Experimentem, um dia destes, voltar às origens.

Deixar os concorrentes serem eles próprios, e agirem de acordo com a sua personalidade.

Perceber até que ponto querem participar em algo, que só lhes garantirá um salário equivalente ao que receberiam, se estivessem a trabalhar.

Deixar por conta da prestação destes, e do público, o nível das audiências.

Poderia até nem resultar. Mas, para quem está deste lado, seria muito mais credível e interessante. 

 

 

"Team Strada" - quantas mais haverá por aí?

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Algo alheia a estas modernices da actualidade, foi com total surpresa que ouvi falar, no sábado, na "Team Strada" e de Hugo Strada.

Não fazia a mínima ideia de quem eram, ou do que faziam, até a minha filha me explicar, e falar da polémica em que estavam envolvidos.

Fiquei curiosa, e estivemos as duas a ver as notícias sobre o caso, e as acusações contra este senhor, que já colocaram em acção a Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Protecção de Crianças e Jovens.

 

 

Ao que parece, Hugo Strada, um Youtuber português, de 36 anos, que se diz gestor de artistas e influencers, e mentor do grupo de Youtubers "Team Strada",  recrutou/ contratou jovens, menores de idade, para formarem a "Team Strada", e participarem no canal do Youtube, agora encerrado por violação das regras da comunidade e também pelo facto do caso estar já a ser investigado pelo Ministério Público (embora se pense que, entretanto, criaram um novo), bem como torná-los famosos youtubers.

 

O projeto destacou-se, no YouTube, através de vídeos publicados quase diariamente no canal “Team Strada”, no qual eram mostradas partidas, desafios e atividades radicais realizadas pelo grupo.

 

A "Team Strada", desde o seu lançamento, tem sido presença em diversos programas de televisão, festas e eventos públicos, incluindo colaborações com algumas marcas, como a JD Sports e McDonald's, e artistas, como Mastiksoul, David Carreira e outros. Estas participações constituíam a grande fonte de receita da "Team Strada".

Prometendo oferecer-lhes 80% dos lucros que obtivessem, segundo afirmam os jovens que, agora, denunciam o seu mentor, nunca lhes foi pago um único cêntimo, acusando-o também de prometer coisas que nunca se chegaram a concretizar.

 

 

 

(Minuto 4.21)

 

Mas a grande polémica começou no passado dia 19 de julho, quando o grupo foi ao programa Curto Circuito, da SIC Radical.  Com o objetivo de promover uma escola para influenciadores digitais, durante a emissão, Douglas Dias jovem de 17 anos mais conhecido por "Dumbástico", aluno da "Team Strada", apareceu no programa e beijou na boca o seu mentor.

Num outro vídeo, surgem imagens de Hugo Strada, em interação com os jovens que fazem parte do projeto, alguns deles menores de idade, incluindo um momento em que o mentor entra numa casa de banho onde se encontra uma jovem do grupo.

Em algumas imagens, divulgadas pela comunicação social, é possível ver-se Hugo Strada com comportamentos impróprios para com estes jovens.

 

 

Após a polémica, vários youtuberes, que já tinham saído do projecto, como João Sousa, Luana Santos e Melanie Vicente, utilizaram também as redes sociais para denunciar o ex-agente e partilhar a sua história.

Ao que parece, há, inclusive, ameaças aos jovens caso denunciassem o seu mentor ou o acusassem de alguma coisa. É o que se ouve num audio, gravado por um dos jovens, em que ele diz que pega no carro, e passa por cima da pessoa/ pessoas que mancharem o seu nome.

Terão sido estas ameaças que levaram os jovens a recear o que Hugo lhes pudesse fazer, a optar por permanecerem calados, e a ocultar o que se passava.

 

 

 

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De acordo com as noticias, Hugo Strada está, assim, a ser acusado pelos menores de burla, ameaças e assédio sexual. 

Hugo afirma que as imagens dos vídeos foram manipuladas. Até poderia ser... Mas não acredito!

Mas o beijo dado em pleno programa não terá, por certo, sido manipulado e, por mais que o jovem em questão e Hugo tentem desvalorizar, afirmando que é uma espécie de relação de pai/ filho, não há como negar que algo está mal, e que poderá, eventualmente, haver muito mais por detrás.

 

 

No meio de toda esta polémica, à qual eu estava totalmente alheia, até este fim de semana, houve algo que me chocou.

Num relato de um dos jovens, quando a jornalista lhe pergunta se os pais deles sabiam o que se estava a passar, e como reagiram ou estavam a encarar esta situação, foi esta a resposta: "Alguns sabiam, outros não, e outros provavelmente sabiam, mas não se importavam, porque queriam que os filhos fossem bem sucedidos!".

 

 

Bem sucedidos?

O que é ter um filho "bem sucedido"?

Um filho que ganhe dinheiro à custa de abusos físicos e psicológicos?

Um filho que se submeta a tudo isso, ainda que não receba nada, mas que tem muitas visualizações, seguidores e aparece ao lado de artistas conhecidos?

Um filho a quem lhes seja incutido que vale tudo em nome de 5 minutos de fama?

Isso não é um filho bem sucedido! Isso será um filho, mais cedo ou mais tarde, fracassado e destruído. E que, um dia, se revoltarão contra os pais que não só não os souberam defender, como ainda os encorajaram a ser vítimas de um abusador.

Mais preocupante do que quantas mais "Team Strada" haverá por aí, é quantos pais como estes, haverá a serem coniventes com os abusos. 

 

 

Por isso, pais, não "vendam" os vossos filhos. Não "prostituam" os vossos filhos. 

Nada vale mais do que a sua integridade.

E para aqueles que até não sabem, acham que é tudo muito inocente e profissional, dêem abertura aos vossos filhos para que confiem e possam contar o que se passa, desconfiem, sejam cautelosos, meçam os riscos e perigos e, acima de tudo, expliquem e passem aos vossos filhos que eles não precisam de ser famosos youtuberes ou influencers, de fazer cenas maradas e radicais, e ser conhecido, para fazer deles jovens e futuros adultos bem sucedidos, e melhores pessoas do que aqueles que vivem longe da ribalta e das redes sociais.

 

La Reina del Flow

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Foi através do P.P. que soube da existência desta série da Netflix e, com base naquilo que li, fiquei curiosa!

Depois de ter ficado totalmente viciada em ZOO, que já acabei de ver, é com surpresa que me vejo agora presa a La Reina del Flow, uma das séries mais vistas na Colombia nos últimos 5 anos, e que promete uma sequela para a história de Yeimi.

 

Os ingredientes para esta receita de sucesso são vários:

 

 

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A música

Dá o mote para a história, e está presente em toda a série. Cada um dos temas, ao estilo reggaeton, faz-nos querer cantar e dançar, e é fácil ficarmos com a letra na cabeça.

Das mais mexidas às mais calmas, conseguiram ter aqui uma excelente selecção musical.

Há concertos de veteranos, e batalhas de MC's para novos talentos.

Destaque ainda para personagens reais, como a de Sebastian Yatra, um cantor e compositor colombiano, que irá interpretar-se a si próprio.

E para o papel da música na vida das pessoas, sobretudo nestes bairros pobres e onde é fácil enveredar por caminhos perigosos e destruir a vida.

 

 

 

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As drogas

A Colombia é um dos maiores produtores e exportadores de droga.

Aqui na série, o negócio é gerido por Manín, tio de Charly, que também se dedica a cobrar aos residentes de Medellín uma espécie de pagamento para protecção, que mais não é que uma forma de lhes arrancar dinheiro sob ameaça disfarçada.

Mas será pelas drogas que Yeimi verá toda a sua vida virar do avesso, envolvida numa cilada que lhe armaram, presa por tráfico, identificada como uma das muitas "mulas" que transportam drogas para o peixe graúdo e, mais tarde, como agente infiltrada para tentar chegar a ele, e ajudar a capturá-lo.

As consequências das drogas serão também mostradas através de Vanesa, filha de Charly.

 

 

 

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Corrupção

Num mundo onde o dinheiro compra tudo, os criminosos continuam impunes, as vítimas sem justiça, e os crimes arquivados e esquecidos.

 

 

 

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Vingança

Uma boa história de vingança cativa qualquer um. Sobretudo quando o ódio em que assenta essa vingança, teve origem num grande amor e ilusão.

Mas não só. A vingança de Yeimi acaba por se estender à morte dos seus pais, da sua avó, e do seu filho, bem como à da sua melhor amiga e companheira da prisão.

 

 

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Pobreza e Insegurança

Medellín possui bairros pobres, em que o perigo espreita a cada esquina, seja assaltos, drogas, assassinatos.

No núcleo de Juancho, é bem visível o esforço que ele faz para que nada falte aos seus irmãos mais novos, depois do abandono da mãe, e a forma como luta para que ninguém os tire de si cedendo, por vezes, a chantagem ou a ações menos correctas para ganhar dinheiro para os criar.

No entanto, é também a prova de que, com vontade,  é possível mudar e sair dessa vida.

Por outro lado, nem todos os que vivem nesses bairros são bandidos, delinquentes, drogados. Há por lá muita gente honesta, solidária, muitos jovens atinados, e muitas formas de escapar à dura realidade, sem se perderem.

 

 

 

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Triângulos amorosos

Quando jovens, Juancho gosta de Yeimi, que só tem olhos para Charly, que gosta de todas e não gosta de nenhuma. Na verdade, ele só quer saber dele próprio, e de vencer no mundo da música e, como não tem talento como compositor, vai servir-se de Yeimi para atingir os seus fins.

Já adultos, Charly está casado com Gema, mas continua a envolver-se com todas as mulheres que pode, inclusive com Tammy, que ele nem desconfia que, na verdade, é Yeimi.

Catalina, melhor amiga de Yeimi, acaba por se apaixonar por Juancho, que continua a amar a Yeimi, enquanto esta é também disputada por Jack del Castillo.

 

 

 

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Transformação

A típica transformação da menina ingénua e inocente, na mulher poderosa e guerreira. De menina que só conhecia o seu bairro de Medellín e pouco mais, que viveu 17 anos numa prisão e pouco mais conhece além dessa realidade, para a mulher culta, empreendedora e com facilidade em movimentar-se em meios diferentes, junto com os tubarões.

 

 

 

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A efemeridade da fama

Pela mão de Charly Flow, que depois de uma subida vertiginosa e de tudo o que alcançou através da música, à custa de Yeimi, começa a ver o seu mundo descambar, quando a sua falta de talento e, sobretudo, de escrúpulos vêm à tona.

Um artista pode, hoje, ser adorado mas, amanhã, odiado na mesma medida.

 

 

 

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Os laços de sangue

Charly só ama duas pessoas, talvez três, na sua vida. A sua mãe, a sua filha, e a si próprio. E se a sua mãe ainda poderá ficar ao lado dele, apesar de tudo, já a sua filha será a principal pessoa a mostrar-lhe o que é perder o amor de alguém. Acabará Charly Flow sozinho?

Por outro lado, é inegável a empatia que desde logo se criou entre Yeimi e Erik, a afinidade, o mesmo gosto pela música, o mesmo talento para compôr, o mesmo à vontade com os habitantes do bairro e com o bairro em si, sem saberem que, na verdade, são mãe e filho.

 

 

 

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A libertação e o perdão

Por vezes estamos tão cegos pelo ódio, que arriscamos a não agir da melhor forma, a não ver com clareza, a não seguir em frente com a nossa vida e ficarmos eternamente presos nessa vingança.

Só há algo que nos pode impedir de continuar e cair no precipício, fazendo os outros cair, levando-nos com eles: libertando-nos desse sentimento, perdoando, e agarrando-nos ao que de valioso temos, que é mais importante que qualquer ódio ou vingança. 

 

 

 

 

A história:

Yeimi é uma talentosa compositora, que vive com os pais e a avó, e é apaixonada por Charly.

Charly é um músico sem talento que, junto com Juancho, quer vencer no mundo da música.

Os três juntam-se para formar uma banda, mas Yeimi viu e sabe coisas demais, e poderá dar problemas, por isso, Charly arranja forma de a tirar do caminho.

Ao chegar a Nova Iorque, Yeimi é apanhada com drogas na sua mala e, já na prisão, ameaçada por uma das reclusas para que não denuncie Charly, sob pena de lhe matarem a avó, acaba condenada a 17 anos de prisão.

Depois de dar à luz o seu filho com Charly, Yeimi entrega-o à avó para que cuide dele mas, mal chegam a casa, a avó é assassinada e o filho raptado. Yeimi fica convencida que o filho morreu junto com a avó, e passará o resto do tempo na prisão a pensar na vingança que fará quando sair.

Charly, entretanto, foi para Porto Rico e tornou-se um artista de sucesso. Casou com Gema e tem uma filha que adora.

Manín conseguiu convencer a mãe de Charly a casar-se consigo, e adoptaram o filho de Yeimi, sem Lígia saber a verdade.

Juancho, que sempre acreditou na inocência de Yeimi, continua apaixonado por ela, e a escrever-lhe cartas que ela nunca leu, até ao dia em que vê a notícia da sua morte na prisão, e decide seguir com a sua vida em frente, com Calatina, que era melhor amiga de Yeimi no passado.

No seu último dia na prisão, após um acordo com  a DEA, Yeimi quase morre envenenada, e a DEA aproveita para simular mesmo a sua morte, e fazê-la regressar como Tammy Andrade, para ajudar a capturar Manín.

Claro que Yeimi tem os seus próprios planos...

Que comece a vingança!