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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

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À Conversa com os PRISMA

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Os PRISMA são uma banda oriunda da Ilha de S. Miguel (Açores), cuja sonoridade é influenciada pelas diferentes origens geográficas (e diferentes escolas de música) dos elementos que compõem a banda, fazendo com que as interpretações tenham um "prisma" particular.
A fusão de estilos e a constante preocupação (e procura) de uma musicalidade singular são as principais fontes de inspiração coletiva.

Fiquem a conhecê-los melhor nesta entrevista:

 

 

 

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Para quem não vos conhece, quem são os Prisma?

São músicos, familiares, amigos, simpatizantes, equipa técnica, são todas as pessoas que acreditam em nós e que nos permitem expandir o que mais gostamos de fazer.

Este Prisma de sonhadores, só é possível por existir esta base, que reconhece e dá força ao nosso trabalho.

 

Quando é que a música começou a fazer parte da vossa vida?

A música começou a fazer parte da nossa vida desde a infância, todos nós crescemos com este gosto pela música, todos nós tivemos música presente nos nossos tempos livres, era parte das nossas atividades, desde coros, filarmónicas e outras atividades culturais, para além de influências familiares.

Ao longo do nosso percurso pertencemos a vários projetos musicais, que nos deram bagagem para sermos o que somos hoje.

 

Em que momento é que decidiram formar a banda?

Decidimos formar a banda em 2017, todos nós nos conhecíamos e até alguns de nós já haviam trabalhado juntos, no fundo juntamos músicos que tinham o mesmo propósito, não faria sentido de outra forma, sentimos que queríamos criar algo novo, interpretar os temas que não ouvíamos, fazê-lo com qualidade, e criar algo nosso, trabalhar em originais.

 

De que forma é que cada um dos elementos influencia a música criada pelos Prisma?

Influenciamos por permitirmos que cada um seja ele próprio, há espaço para todos colocarem as suas ideias, obviamente que imperam sempre os nossos gostos pessoais, que limados em conjunto constituindo o prisma que queremos.

Aproveitamos as qualidades de cada um desde a composição , à produção, cada um tem um papel no processo criativo.

 

Quais são as vossas maiores referências, a nível musical?

Quando se falam em influências as nossas opiniões divergem, somos muito diferentes o que torna este projeto aliciante. 

Podemos falar de Queen, The Doors, Stevie Wonder, Expensive Soul, HMB, The Black Mamba.

Adoramos o funk, RnB , rock.

 

Consideram que o facto de os Prisma serem uma banda oriunda dos Açores prejudica, de alguma forma, o vosso percurso na música ou, atualmente, é uma questão que não se coloca?

Nós consideramos que pode condicionar o nosso percurso na medida em que onde vivemos não temos tantas ferramentas de trabalho, é certo que temos muitas pessoas talentosas e qualificadas, mas para muitos a música é um hobby, o que dificulta a caminhada, pois precisamos dos outros para trabalhar.

O mercado não é extensivo, adorávamos chegar a rádios e comunicação nacionais, vivenciar outros palcos, estúdios.

As redes sociais são muito positivas na nossa construção pois permitem-nos chegar a mais pessoas, e desta forma conseguimos expandir o nosso trabalho, quer seja nos Açores ou em qualquer outro lugar o caminho faz-se a caminhar, nós somos o motor desta caminhada, pelo que o nosso percurso também depende dos passos que damos.

 

 

 

 

"Sentimento" é o vosso primeiro single, editado em dezembro de 2019. Sobre o que nos fala este tema?

Este “Sentimento “ é como o descrevemos “tão forte, tão cheio, imenso” , é uma história de vidas que andam lado a lado e que de certa forma tentam evitar-se, mas que o “sentimento” é mais forte “no fundo acreditei na vontade que mostrava, dos teus olhos, espelho d’alma”, é um saber que existe reciprocidade e ao mesmo tempo medo, é um pedido, que seja leve, que seja bom, “dá-me um sentimento, sem sofrimento, deixa-te levar, deixa o coração expressar”.

 

Que feedback têm recebido, por parte do público, relativamente ao single de estreia?

O feedback tem sido muito positivo, nunca tínhamos vivido a experiência de gravar como “Prisma”, foi um desafio para nós, ainda que tivéssemos expectativas, fomos surpreendidos com a boa vontade de tantas pessoas que quiseram colaborar connosco, e que tornaram este "Sentimento" de todos.

Fomos recebidos com casa cheia para o conhecerem. E desde então tem sido muito positivo, recebemos muito carinho por parte de quem nos ouve e isso é sem dúvida gratificante.

 

Através da música pretendem dar o vosso prisma sobre os mais diversos assuntos. O que podemos esperar dos próximos temas? 

Ao escrevermos temos sempre a preocupação de não repetirmos o conteúdo já abordado, até mesmo palavras, por isso escrever é sempre desafiante pois há tendência para seguir a linha do que já temos feito, contudo temos conseguido superar estes “obstáculos”, já escrevemos sobre saudade, liberdade, vencer, mudança.

E só poderão entender estas palavras ao ouvirem cada tema, cada um deles tem uma mensagem que só é entendida quando ouvida.

 

Que objectivos querem ver concretizados ainda este ano?

O nosso objetivo passa por sermos fiéis à nossa identidade, cumprindo apresentar sempre qualidade e diferença em palco.

O lançamento de um EP é o nosso foco para 2020.

 

De que forma é que o público vos pode ir acompanhando?

Podem acompanhar-mos através das nossas redes sociais, estamos presentes no Facebook (@prismamusicproject) e no Instagram (@prisma_musicofficial), aqui podem acompanhar tudo em primeira mão, quer estejam perto ou longe. Estamos sempre ligados.

 

 

Muito obrigada!

 

 

Nota: Esta conversa teve o apoio da editora Farol Música, a qual cedeu também a imagem e o vídeo.

À Conversa com os SARJA

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"O Tempo Aqueceu", e António Xavier, Sérgio Galante, Jorge Pires e Artur Ferreira decidiram apanhar o "Comboio" para uma nova aventura musical, trazendo na "Bagagem" uma frescura nova e uma paleta de sons única, só "Para Ti", resultante do encontro de gerações que caracteriza a sua formação.

Por entre "Névoa e Pó", e porque "A Ocasião" assim o pedia, surgiram os SARJA, cheios de "Vontades" de mostrar o seu jazz e melodias sólidas, influenciados por artistas como Tom Waits, Paulo de Carvalho, Jamie Cullum, Charles Aznavour, Sérgio Godinho ou Jorge Palma.

"À Tua Espera", mesmo que não sejas uma "Mulher Rica" está, desde 25 de outubro, o álbum de estreia deste quarteto.

CARRUAGENS é "O Retrato", ilustrado em 14 canções, de histórias de vida e estados de alma. "Sempre Andando", de música em música, assistimos ao desfile de encontros e desencontros, de amores sentidos, irrefletidos ou gastos.

Para já, "O Meu Povo" pode ficar com "O Prometido", o single de apresentação do álbum.

E porque, "Quando Estou Só", dá-me para isto, aqui fica a entrevista à banda!

 

 

 

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Para quem não vos conhece, quem são os SARJA?

Um pai, um filho e dois bons amigos que tanto partilham grandes afinidades em torno dos interesses musicais e literários, quanto um percurso atrevido de atenção a novas vivências musicais.

 

 

Quando e porque é que decidiram juntar-se neste projecto?

Quase sem querer…

António Xavier tem vindo a exibir oportunamente alguns dos seus temas e veio colecionando a boa recetividade junto dos que o vão ouvindo e que, em diversos contextos, chegam a partilhar da experiência de com ele tocar em conjunto.

Artur Ferreira, o filho, tem vivido, sob o mesmo teto, as aspirações de interpretação da conduta humana pelo autor e o questionamento da sua própria conduta. É um de três irmãos que, sensível, se muniu dos recursos da casa dum músico para se exprimir de uma forma inovadora sobre as ações musicais do pai, recriando-as na sua compreensão.

Jorge Pires, um músico com estrada, que se autodesafia em permanência, e que há muito desejava poder prestar-se a tocar temas a que se reporta como “Muito bons, pah!... Mas não são fáceis!...”.

Sérgio Galante, um guitarrista roqueiro na sua génese e muito melodioso que traz, assim como Artur e António, um percurso no jazz, o que atribui à banda um perfil parcialmente jazzístico no discurso harmónico e rítmico a fundar melodias simples. O Sérgio foi convidado a integrar a banda e tem vindo a imprimir muita força e atualidade ao projeto.

 

 

Como tem sido o vosso percurso, desde a formação, até ao momento da edição do primeiro álbum?

Um percurso essencialmente tranquilo. Depois da proposta de cada nova canção, vão nascendo arranjos coesos de forma comparticipada, sem imposições ou definições rigorosas. Digamos que as canções passam por um processo de seleção natural onde cada boa experiência se vai fixando na sua estrutura, acabando por consolidá-la e gerando uma identidade.

Fizemos alguns pequenos concertos e fomos testando a aceitação e a cumplicidade do público para com o nosso trabalho, ao mesmo tempo que entrávamos em estúdio com o intento de conceber uma obra que revestisse um desfile de canções.

 

 

 

 

 

A vossa formação é caracterizada por um encontro de diversas gerações. Em que sentido é que essa diversidade facilita ou dificulta o vosso trabalho em conjunto?

Os temas acontecem no prazer de cada um poder comunicá-los com o seu instrumento, a sua sabedoria e o seu universo de referências. Eles nascem precisamente da diversidade. E nunca estamos em desacordo…

 

 

“Carruagens” é o álbum de estreia. O que pode o público encontrar, ao entrar nesta “carruagem” dos SARJA?

Um desfile de catorze canções que abordam literariamente histórias de vida e jogos de personagens e lugares que preconizam a inquietude através de sentimentos tão delicados quanto profundos.

Muita energia, diversidade de estilos, mas apropriação, homogeneidade e coerência no discurso musical. Muito carinho e respeito pela obra. Muita comunicação. Uma enorme dedicação!

 

 

“O Prometido” é o single de apresentação. Existe algo que, enquanto banda, tenham prometido fazer, ou nunca fazer, a nível musical?

Nunca tocar sem prazer e honestidade…

 

 

Em alguns temas do álbum, contam com a participação de outros músicos. Como surgiram essas colaborações?

Fizemos convites a amigos (e dois familiares) que acompanharam com entusiasmo o nosso percurso… e de quem somos fãs.

 

 

Sobre o que nos falam, de uma forma geral, os temas que compõem este trabalho?

De amor. De amor profundo, sentido… terreno. Muitas vezes condoído.

De reflexão. De uma postura que atenta na conduta do ego e nas suas ações perante a rotina, o alheio ou o inesperado.

 

 

Se tivessem oportunidade de convidar uma das vossas referências musicais para partilhar o palco convosco, quem escolheriam?

Qualquer uma. Todas as mencionadas são, de alguma maneira, referência.

 

 

Após a edição do álbum, quais os próximos objectivos a concretizar, a nível musical?

Fazermo-nos ouvir.

Sermos generalizadamente apreciados e acarinhados.

Passarmos a nossa mensagem. Tocarmos muito para as pessoas…

Agradar e surpreender o nosso público.

 

 

De que forma é que o público vos pode seguir e acompanhar?

Nas publicações da Farol Música, Facebook, YouTube e Twitter... https://pt-pt.facebook.com/farolmusica/

Pelo nosso Facebook… https://www.facebook.com/SARJA-1606880739557164/?epa=SEARCH_BOX

Nas principais plataformas digitais.

Acima de tudo, sempre que puder, num palco que lhe seja acessível :)

 

 

Muito obrigada!

 

 

Nota: Esta conversa teve o apoio da editora Farol Música, a qual cedeu também as imagens.

 

Rx - João Reis Pedreira

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"Eu Tenho um Segredo" para vos contar:

João Pedreira é um artista que leva a música "Ao Limite", e "Vive Sem Medo" de aceitar novos desafios.

Como este disco de originais que, para além de nos deixar com um "Sorriso Puro", nos leva numa viagem pelos seus gostos e influências musicais, desde o Pop ao Reggae, passando pelo Bossa Nova.

Com o pensamento "Sinto-me Livre" e a "Minha Corrente Vai Mudar", João criou um disco calmo, com ritmos e melodias que nos mostram o seu lado mais introspetivo, e que reflectem a sua maneira de estar.

Diz que "Céu Aberto É Incerto", mas o que é mesmo certo é que este trabalho de João Pedreira, intitulado “Segredos”, foi editado no passado dia 25 de Outubro.

Mas, afinal, que segredos esconde o álbum? Poderia afirmar que "Basta um Sorriso Teu" para desvendar o mistério mas, isso, só o João poderá dizer.

Por enquanto, "Ouve o Dia Nascer", seja no "Magoito" ou em qualquer outro local, por este mundo fora, ao som do single de apresentação "Eu Tenho Um Segredo".

E porque "Alguém Precisa de Nós" - entrevistadora e entrevistado - para ficar a conhecer melhor João Pedreira, aqui fica o RX ao artista!

 

 

 

 

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João, de que forma te descreverias através das seguintes palavras:

Marta antes de mais quero agradecer as palavras e os trocadilhos que fizeste para esta entrevista, está espectacular.

 

Família - base

Infância - sonhos

Música - terapia

Guitarra - extensão

Público - energia

Desafios - ser pai

Viagens - interiores

Introspecção -Deus

Natureza - Mar

Momento - o nascimento da minha filha

 

 

Pegando em alguns dos temas que compõem o álbum "Segredos", de que forma completarias as seguintes expressões?

Sinto-me livre para...viver

Basta um sorriso teu para...começar bem o dia

Chegas ao limite quando...não durmo

Vive sem medo porque...o medo é uma ilusão

 

 

Que "segredos" podes contar ao público sobre o que encontrará neste álbum de originais?

Este disco tem refletido a minha forma de estar e as minhas influências musicais, quem ouvir o disco com atenção percebe que "eu vivo sem medo" de me entregar e procuro sempre dar e receber "sorrisos puros"... as coisas mais simples da vida.

 

 

Em que/ quem te inspiraste para compor estes 11 temas, e que influências estão presentes nos mesmos?

Quis gravar um disco que mostrasse a minha forma de sentir o mundo, por isso inspirei-me na própria vida, nas minhas aprendizagens e no meu pai que era e é uma das minhas maiores referências na vida e na música.

 

 

Após o lançamento do álbum nas plataformas digitais, quais serão os teus próximos passos, a nível musical?

Agora estou concentrado na promoção deste disco, mas depois deste espero que venham mais. Para já ainda não tenho espectáculos marcados, mas aproveito para informar que podem enviar mail para   vdiasagencimento@gmail.com

 

 

Muito obrigada, João, pela disponibilidade e palavras!

 

 

 

Nota: Este RX teve o apoio da editora Farol Música, a qual cedeu também a imagem.

 

 

 

RX - Dona Elvira

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"Se Eu Disser" que os DONA ELVIRA estão de volta, acreditam?

Pois é verdade!

A banda de Sintra, formada por Paulo Lawson, Tiago Caldeira, Francisco Durão, Fané Elias e António Oliveira, "Quis Acreditar" que conseguiria criar novos horizontes musicais.

E, assim, assumiu o "Compromisso" com todos aqueles que sempre a apoiaram, do "Moleiro" à "Mondadeira" e, até mesmo, "Contigo", público, editando um álbum que pudesse levar ainda mais longe, e a mais pessoas, que o seu antecessor.

"Mais Uma Vez", como não poderia deixar de ser, os temas que compõem o novo trabalho são cantadas em português.

"Procurei" saber se era desta que haveria uma Dona Elvira a colaborar com a banda mas, em jeito de "Confissão", mulher, só mesmo a "Cindybella", que é o single de apresentação do álbum, e a Célia Lawson, que colabora num dos temas.

Para ficarem a saber mais sobre os Dona Elvira, e este novo trabalho, aqui fica o RX à banda, a quem desde já envio "Um Beijo" de agradecimento, pela participação!

 

 

 

 

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De que forma se descreveriam através das seguintes palavras:

Em primeiro lugar, os Dona Elvira querem agradecer à Marta Segão, a oportunidade de estarmos aqui no Blogue O Meu Canto três anos depois do nosso primeiro trabalho discográfico “Histórias e Segredos”. Teremos sempre muito gosto em conversar com quem nos ajuda a divulgar os Dona Elvira e a sua música. Já agora, permitam-nos enaltecer a introdução que o Blogue “O Meu Canto” fez ao novo álbum: fabuloso e muito obrigado!

 

Rock – é o estilo musical que nos define e que, desde o princípio, nos propusemos a fazer.

Público foram os principais “culpados” da génese dos Dona Elvira. Foi igualmente o público que decidiu a continuidade do projeto.

Horizonte – queremos criar vários horizontes que nos deem a oportunidade de levar o nome dos Dona Elvira e a sua música, o mais longe possível.

Desafio – foi o que nos aliciou a formar os Dona Elvira. Compor e tocar as nossas próprias músicas, gravá-las em álbuns e tocá-las em concertos.

Dedicação – desde que assumimos que iriamos ser uma banda de originais, teve de haver uma mudança de atitude. Isso implicou mais tempo e dedicação ao projeto, passando a estarmos mais tempo juntos e isso obviamente reforçou os nossos laços de amizade.

Compromisso – em primeiro lugar, entre nós, como banda. O assumir ainda mais esta cumplicidade entre os elementos dos Dona Elvira. Em seguida, transmitir o respeito e o agradecimento a todos aqueles que desde sempre nos apoiaram, acreditaram e incentivaram a prosseguir com este sonho.

Acreditar – que ainda é possível concretizar o sonho de adolescentes em ter uma banda de originais e levar a nossa música o mais longe possível.

Palco – para nós é o local sagrado! É onde vemos materializado todo o esforço, a dedicação e a realização pessoal e coletiva pela causa que nos move. Acho que é um sentimento transversal a todos os artistas.

 

 

O segundo álbum da banda, "Compromisso", chega 3 anos depois do vosso disco de estreia "Histórias e Segredos". Por onde andaram os Dona Elvira nos últimos anos?

Os últimos três anos foram de reflexão, aprendizagem e composição. Achamos, sobretudo, que foi um amadurecer das nossas ideias e objetivos como banda.

Houve uma reestruturação com a entrada de um novo elemento e foi necessário também efetuar o acolhimento dentro do “espírito Dona Elvira”. A sua integração nos Dona Elvira foi fácil e trouxe um enorme valor acrescentado ao projeto.

Por outro lado, embora tivessem havido alguns concertos, a banda focou-se mais em compor os temas para um segundo trabalho discográfico e ao mesmo tempo ir testando a recetividade deles nos concertos. Acabaram por ser escolhidos os temas que tiveram melhor aceitação do público.

Basicamente, estes três anos serviram para refletir e tentar corrigir alguns erros, reestruturar a banda, compor os temas para o álbum “Compromisso” e testar a sua recetividade perante o público.

No entanto, há que realçar que para além de tudo isto, houve um amadurecimento das nossas ideias e, fortificamos ainda mais o espírito de união entre nós.

 

 

Existem semelhanças entre os dois álbuns, ou quiseram fazer algo diferente, em "Compromisso"?

Podemos dizer que sim. Existem algumas semelhanças entre os dois álbuns.

Houve temas que não foram integrados de forma propositada no álbum anterior, “Histórias e Segredos”. Sabíamos de antemão que alguns desses temas iriam ser integrados num outro trabalho. Poderia ser neste ou num outro à posteriori.

No entanto, um dos fatores determinante deste novo álbum foi fazer com que os temas e a sua temática estivessem devidamente enquadrados quer no espírito, quer na sonoridade, dos Dona Elvira.

Achamos que isso foi conseguido e a essência musical dos Dona Elvira manteve-se.

 

 

 

 

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Em que consiste o "espírito Dona Elvira"?

O “espírito Dona Elvira” é algo que se sente de uma forma natural!

Ele traduz toda a energia positiva que a banda transmite a quem os ouve e a quem os vê.

Os Dona Elvira são uma espécie de montra de emoções e vivências que muitas pessoas já experienciaram e que se identificam.

Ao se deixarem envolver neste turbilhão de sentimentos que transmitimos através da nossa música, as pessoas acabam por se sentir cúmplices, sentindo-se de tal forma integradas como se já fossem parte da banda Dona Elvira.

E na verdade acabam por ser! É o nosso público que nos incentiva a cumprir este “compromisso” para com eles. A grande constatação sobre o “espírito Dona Elvira” por ser experienciada em cada concerto. Normalmente quem vê pela primeira vez, volta para o concerto seguinte.

Em jeito de brincadeira, costumamos dizer nos concertos: “Muito obrigado por terem vindo a esta enorme reunião de amigos!”. Isto é o “espírito Dona Elvira!”.

 

 

No dia 28 de setembro, deram a conhecer o vosso novo álbum, com um concerto de apresentação no Clube da Praia das Maçãs. Quais eram as vossas expectativas, e de que forma foram, ou não, superadas em termos de recetividade do público presente?

Sem qualquer tipo de presunção, os Dona Elvira sabiam que iriam ter muita gente para o lançamento do álbum.

O local do lançamento do álbum não foi escolhido ao acaso. Os Dona Elvira, assumem-se como a banda de Sintra! É em Sintra que está a nossa maior falange de apoio. Queríamos muito que o dia do lançamento do “Compromisso” fosse mais uma data e um momento memorável!

Tínhamos como objetivo principal “reunir os amigos”, fazer um concerto intimista onde deixaríamos fluir os nossos verdadeiros sentimentos. O dia do lançamento superou sem sombra de dúvidas as nossas expectativas.

Tivemos uma recetividade excelente e foram muitas as pessoas que estiveram connosco a viver esse momento de partilha, comunhão e cumplicidade, imbuído no verdadeiro “espírito Dona Elvira”!

 

 

Neste novo trabalho, contam com a participação de Miguel Castro e Célia Lawson. Como surgiram essas colaborações?

A ideia de termos dois convidados para participarem neste álbum surge um pouco antes de entrarmos em estúdio.

Queríamos muito trazer algo de novo para além da produção e dos novos temas. A ideia dos convidados teve por objetivo ser uma mais-valia e uma surpresa para o público dos Dona Elvira.

Quisemos fazer uma nova versão do tema “A Mondadeira”, onde seria incluído um instrumento tradicional, neste caso, um “Ukelele”. O músico nosso amigo que melhor executa este instrumento é o Miguel Castro. Fizemos-lhe a proposta e ele sem hesitar teve a generosidade de ir para estúdio connosco.

Por outro lado, houve sempre uma vontade enorme de querermos fazer um dueto com uma voz feminina. Nem foi preciso procurar ou pensar muito. Ninguém melhor do que a Célia Lawson para o fazer. No cômputo geral, achamos que as duas participações foram bastante enriquecedoras para o álbum e contribuíram para trazer o fator surpresa ao álbum.

 

 

Sobre o que nos falam as músicas de “Compromisso”?

Este álbum tem 10 temas originais novos, cujos temas são um pouco mais abrangentes em relação ao primeiro álbum.

As temáticas incidem sobre sentimentos, emoções, comportamentos e, imaginem, até há uma homenagem!

Temos a vertente marota herdada do álbum anterior, com a “Cindybella”. A visão introspetiva com “Quis Acreditar” e “Confissão”. O romantismo com “Procurei”, “Um Beijo”, “Contigo” e com a única balada deste álbum, “Se Eu Disser”.

O comportamento descontraído e descomprometido com “Mais Uma Vez”. A vertente conselheira com “Compromisso”. E por fim, a grande homenagem a Luís Vaz de Camões, com “O Moleiro”. O maior poeta português que faleceu como um sem-abrigo e praticamente incógnito. Podemos encontrar uma amálgama de sentimentos e emoções, novamente.

 

 

Que objetivos gostariam de ver concretizados num futuro próximo, a nível musical?

Este trabalho pretende traduzir o compromisso, a cumplicidade com todos aqueles que desde sempre acreditaram e incentivaram os Dona Elvira a gravar as suas músicas, e sobretudo, aqueles que estiveram sempre presentes nos concertos, ou tiveram sempre uma palavra de motivação para a continuidade deste projeto.

Como dizemos na nossa sinopse de apresentação: pretendemos criar novos horizontes!

Levar este álbum ainda mais longe e a mais pessoas através da sua difusão junto dos meios de comunicação social, das plataformas digitais, as redes sociais, as apresentações da banda através dos concertos, enfim, tudo o que possa servir para divulgar o projeto será a nossa grande prioridade num próximo.

Contudo, teremos que manter a janela da inspiração aberta para dar continuidade ao trabalho que temos vindo a desenvolver até agora, isto é, deixar em perspetiva matéria para um terceiro álbum.

 

 

Por onde vão andar os Dona Elvira, até ao final do ano?

Após o lançamento do álbum “Compromisso”, os Dona Elvira irão passar à fase de promoção até ao final ano.

O objetivo será preparar a agenda de espetáculos para 2020, em Portugal Continental, nas Regiões Autónomas dos Açores da Madeira e, quiçá, no estrangeiro.

A curto prazo poderão encontrar-nos em algumas lojas FNAC da grande Lisboa e em alguns eventos que contribuam para os aspetos promocionais dos Dona Elvira.

Por fim, resta-nos agradecer novamente à Marta Segão e ao Blogue “O Meu Canto”, pela oportunidade de podermos falar novamente sobre o projeto Dona Elvira, que se tornou uma das coisas mais importantes na vida de cinco amigos que, um dia, decidiram embarcar numa aventura em busca do seu sonho de adolescentes: fazer a sua própria música e levá-la o mais longe possível!

 

Eu é que agradeço pelas vossas simpáticas palavras e participação, e desejo que esse vosso sonho se concretize e vos leve longe!

 

 

 

Nota: Este RX teve o apoio da editora Farol Música, a qual cedeu também as imagens. 

 

À Conversa com os Donna Maria

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A Miguel Majer, fundador e mentor dos Donna Maria, que assina desde sempre grande parte das letras e músicas, a produção musical e os arranjos, juntou-se Inês Vaz, acordeonista e pianista.

Nos últimos anos, começaram a trabalhar no quarto álbum dos Donna Maria, intitulado "PLASTICIDADES", lançado a 20 de setembro, que conta com mais de duas dezenas de músicos.

Fiquem a conhecê-los melhor, e ao novo trabalho, na entrevista que se segue:

 

 

 

 

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Quem são os Donna Maria?

Donna Maria é um projecto que nasceu em 2004 com a edição do primeiro trabalho "Tudo é para sempre", sendo "Plasticidades" o quarto disco. Eu (Miguel Majer) e a Inês Vaz somos actuamente os músicos e produtores do projecto mas que envolve um sem número de colaborações.

 

 

Como é que surgiu este projecto?

Surge em 2003 na sequência de uma banda de versões que se chamava XL Femme.

Eram integrantes a cantora Marisa Pinto, actualmente Marisa Liz, e o teclista Ricardo Santos, para além de eu próprio.

Na altura propus a ideia aos outros elementos. A ideia era simples: Uma fusão de pop, eletrónica e elementos de música tradicional portuguesa que, ao contrário do que acontece hoje, não era nada comum há 15 anos.

Foi um grande desafio e enorme aventura que acabou por dar certo. Artisticamente e também do ponto de vista da indústria pois o disco recebeu o galardão de "Disco de Ouro". Esse foi o ponto de partida.

 

 

Como descreveriam o vosso percurso musical, desde a formação, até ao presente?

Uma das coisas mais difícil é, definir musicalmente os Donna Maria. Não sei se é bom ou mau. Provavelmente não será nem uma coisa nem outra. Não sei responder.

Fomos alterando ao longo do tempo mas a matriz pode-se identificar ao longo de toda a nossa discografia. Existe um fio condutor no percurso, mesmo com as alterações na formação. Pelo menos é essa a ideia que nos chega através de quem nos ouve.

O nome PLASTICIDADES tem exatamente a ver com isso. Depois de tudo, não somos o que éramos mas viemos de onde partimos.

 

 

O Miguel e a Inês são os grandes responsáveis pela grande parte das letras e músicas. Em que/ quem se inspiram para as criar?

Eu acho que a criação tem sempre algo de autobiográfico, mesmo que seja o resultado da observação.

Mas nos Donna Maria e aqui falo como letrista, tenho o desafio de escrever para mulheres, pois são cantoras que vão interpretar as canções. O resultado é curioso pois é: o que pensa um homem de como as mulheres pensam?

Acredito que em muita coisa não seja tão diferente assim mas não deixa de ser um mundo feminino visto por um homem. Quanto às músicas, não existe uma fórmula definida. A mais comum é criar uma melodia que depois será trabalhada em parceria que normalmente é com a Inês Vaz, embora neste disco tenha parcerias com o Paulo Abreu Lima e com o músico e produtor brasileiro, Marcos Romera.

 

 

“Plasticidades” é o vosso mais recente trabalho, editado a 20 de setembro, numa altura em que celebram 15 anos de carreira. De que forma é que a vossa marca continua a estar presente, e o que traz de novo este álbum?

Nunca fomos um projecto que tinha como objectivo editar um disco de 2 em 2 anos. Muito pelo contrário. Nos últimos anos a distância entre os trabalhos aumentou ainda mais. Isso reflete a decisão de sermos mais independentes o que nos trouxe maior liberdade artística e com menos pressão. Essa decisão é uma enorme alteração em todo o processo.

Este disco será talvez, aquilo que habitualmente se denomina como "menos comercial" mas por outro lado é de uma honestidade e liberdade que não tem preço. Por tudo isso a ideia de "marca" está fora do nosso vocabulário quando falamos de criação artística.

Essa ideia já foi uma realidade mas faz tempo que deixou de ser. Essa perspectiva não deve ser utilizada por quem está diretamente envolvido no processo criativo. Existem editoras, managers ou agentes para pensar essa perspectiva.

 

 

 

 

 

O novo álbum contou com mais de duas dezenas de músicos e foi gravado ao longo dos últimos três anos. Como foi todo este processo de produção e gravação?

A resposta a esta questão daria um livro. Mas em jeito de resumo...

Donna Maria tornou-se um espaço de liberdade criativa que, apesar de ter uma direção, importa várias influências de outros músicos, letristas, compositores, arranjadores, cantores ou mesmo produtores.

Foi muito enriquecedora toda a experiência destes 3 anos de pura gestão de talento e criação. Nunca um disco dos Donna Maria teve, como este Plasticidades, mais de duas dezenas de participantes com um período de gravação tão largo.

É sem sombra de dúvida o trabalho mais amadurecido do projecto e também o mais arriscado. É bastante intuitivo e pouco "pensado".

 

 

A vozes já conhecidas, de outros trabalhos vossos, juntaram-se agora novas vozes, como Camille, Brienne Keller, Daniela Maia, as fadistas Nadine e Filipa Tavares, ou a cantora mexicana, Jacqueline Fernandez. Como surgiram estas colaborações?

A Daniela já tinha participado num concerto nosso e teve sempre por perto no processo apesar de morar no Porto. Conhecia-a através do MySpace em 2004 e desde aí sempre quis fazer alguma "coisa" com a Daniela. Só foi possível passados mais de 10 anos mas aconteceu, e o resultado foi muito bom.

A Camille e a Brienne são irmãs mas com vozes de características muito diferentes. Ambas foram agradáveis surpresas. A Nadine e a Filipa Tavares são fadistas que atuam no circuito lisboeta de casas de fado e foram indicadas por colegas músicos. Trouxeram muita autenticidade às canções.

Já com a Jacqueline Fernandez estava a jantar no Braço de Prata e ouvi ao longe uma voz que me chamou a atenção. Dirigi-me à sala do espetáculo e ouvi duas músicas. Fiquei de tal forma rendido que pensei: "temos que arranjar uma maneira de a encaixar no disco".

No dia seguinte e depois de falar com a Inês Vaz, contactei-a através do facebook e rapidamente combinámos tudo. Foi curioso o facto de ela dizer que desde que está em Portugal - pois a Jacqueline é uma mexicana a viver em Lisboa - só tinha sido convidada por uma vez para participar num disco de um artista e logo pelo José Mario Branco. Que melhor prenúncio poderia ter?

 

 

“Tua”, o single de apresentação, conta com a voz de Joana Amendoeira. Sobre o que nos fala esta música?

A letra é do Paulo Abreu Lima em parceria comigo. Fala de um amor vivido durante o Carnaval. Ideia do Paulo que adorámos.

 

 

Por onde vão andar os Donna Maria nos próximos meses?

Estamos a preparar o concerto de apresentação do novo disco.

 

 

Que objectivos gostariam de ver concretizados, a nível musical, num futuro próximo?

Não fazemos grandes planos. Queremos levar este disco onde fizer sentido pois só assim valerá a pena. Este desejo já envolve muito de muita gente.

 

 

De que forma é que o público vos poderá seguir ou acompanhar?

Facebook, Youtube e Instagram.

 

Muito obrigada!

 

 

 

Nota: Esta conversa teve o apoio da editora Farol Música, a qual cedeu também a imagem e o vídeo.