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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

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À Conversa com João Luzio

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Esta semana, o convidado da rubrica "À Conversa com..." é João Luzio que nos fala um pouco mais sobre si o o seu percurso musical na entrevista que aqui vos deixo! 

 

 

 

 

Quem é o João Luzio?

João Luzio... Nasci em França, onde passei alguns anos antes de vir para Portugal, onde estive em Chaves e, agora, Oeiras.

Dou neste momento aulas na Academia de Guitarra em Algés e tenho tido o privilégio de poder desenvolver a minha própria Música de Guitarra Eléctrica e Guitarra Portuguesa. Conto neste momento com 5 discos, de música quase exclusivamente instrumental, gravados.

 

 

A música esteve muito presente na sua família. Foi ela que o levou a descobrir este mundo, e despertar em si a paixão pela música?

Penso que sim, mesmo que de uma forma subconsciente, pois parecia relativamente natural haver bastante música em casa, ouvir alguém a cantar algum refrão de uma música.

E as memórias que se criam quando somos mais novos afectam sem dúvida o nosso estilo de vida ao longo do tempo. É muito provavelmente também fruto do reflexo do valor da música que me foi transmitido no sentido da importância que ela carrega para o bem estar.

Ainda hoje dou por mim a ouvir música que me marcou muito nessa época: a minha irmã partilha música comigo, e os meus pais têm música a dar em casa deles, mesmo que já bem conhecida de todos, faz parte do ambiente. Não tem a ver com a parte que racionaliza a música e tenta entendê-la e estudá-la mais obejctivamente, mas sim a parte que faz sonhar e leva para aquele lugar em que a música simplesmente toca e nos faz viajar.

 

 

O João cresceu em Paris. Foi uma cidade que, de alguma forma, o influenciou a nível musical?

Sim, de forma indirecta. Não era propriamente exposto a música ao vivo, concertos ou apresentações de uma forma assumida, mas ouvi por consequência muita música em casa, ou através de televisão ou filmes.

Essa música sim, era o reflexo de uma parte da cultura que os meus pais absorviam em França, mas também parte da cultura Portuguesa. Igual com a minha irmã. Mas penso que teria acontecido noutro lugar, mesmo se noutro contexto.

Depois com a idade ganha-se uma vontade e consciência que nos leva a querer investigar e conhecer mais por nossa própria conta, e sem dúvida que a cultura associada às nossas raízes nos atrai. Na verdade, tudo o que está à nossa volta consegue gerar algum tipo de influência musical, e não só.

 

 

A guitarra foi um instrumento que sempre o fascinou, ou acabou por ser uma escolha aleatória, sem nenhuma razão em particular?

A guitarra era o instrumento mais óbvio, pois era o que estava em casa "à mão" e era o que auditivamente me era destacado em temas que ouvisse. O meu pai tocava umas melodias e isso gerou a vontade de entender o que ele estava a fazer e querer replicar. Divertíamo-nos com outros instrumentos mas a guitarra puxava sempre de volta.

Penso que se gerou uma ligação emocional pessoal com o instrumento guitarra que remete para experiências sensorias ligadas à audição, à sensação de tocar nas cordas ou até o cheiro das "velhas" cordas que estavam postas na guitarra.

Depois evoluiu naturalmente e proporcionalmente ao meu interesse pessoal.

 

 

O que o levou a seguir a área da engenharia civil, e em que momento percebeu que nunca se dedicaria à mesma?

Desde que tenho memória, tenho a noção de ser muito atraído por números e gostar de matemática. Acho fascinante como a matemática desafia a parte cognitiva e nos leva, através de um raciocínio concreto, a chegar a uma solução. Tem um aspecto disciplinar (do ponto de vista de visualização e entendimento) muito interessante. E isso não se reflecte apenas no entendimento de problemas ligados a numeros mas sim no entendimento de outros raciocínios.

Penso que de certa forma estive à procura de algo que me ligasse à matemática e, depois de alguma análise e aconselhamento, acabei por enveredar pela engenharia.

Com o passar do tempo, apercebi-me que havia conceitos que não me atraíam tanto nessa área mas o verdadeiro apelo aconteceu quando, numa entrevista de trabalho, percebi a fatia de tempo do meu dia que iria ser entregue à engenharia.

Achei que se realmente queria fazer algo ligado à música esse seria o momento de mudar de direcção.

Mas sou muito grato por isso pois tive a ajuda das pessoas à minha volta que me incentivaram sempre incondicionalmente a seguir o que me faria sentir bem.

 

 

Enquanto músico, o João destaca-se como compositor e como guitarrista, tanto em guitarra elétrica, como na guitarra portuguesa. Como é a sua relação com cada uma destas guitarras?

O elo comum é que os dois intrumentos servem para isso, são instrumentos. Servem para descobrir qual o meu lugar, o que tenho a dizer e de que forma vou fazê-lo usando as ferramentas disponíveis. Essa é de certa forma o meu grande relacionamento com estas guitarras.

Ter a destreza de ser consciente da música e músicos que admiro mas também conhecer qual o meu lugar. Todos nós temos histórias para contar e formas diferentes de as contar. A honestidade é um elementos que liga estes factores para encontrar o nosso lugar. Mas é um processo constante que sinto que está diariamente em andamento.

A guitarra eléctrica é o instrumento que aparece pela influência consequente da música que ouvi/ouço, dos amigos que tocavam e da envolvência musical. Faz sentir em casa. Ouvi muita música ligada a guitarristas que me incentivam ainda hoje a querer aprender mais. Aliás, a inspiração pode vir de qualquer lado ou pessoa à nossa volta. E no meio do processo, passei sem dúvida muitas horas a tocar e a absorver música.

A guitarra Portuguesa surge depois do meu primeiro disco e penso que por razões culturais e de raízes quis colocar música ligada a ela. É um instrumento que respeito muito e gostaria de desenvolver na sua técnica mais tradicional no futuro.

No meu caso fui adaptando o instrumento ao que me era mais natural (tecnicamente e musicalmente). É um processo que ainda está em desenvolvimento na minha cabeça, sem dúvida, e ainda vai levar o seu tempo.

 

 

Foram vários os álbuns que editou até ao momento, nomeadamente, “Moods & Colors” (2012), “Genuine & Odd Distractions” (2014), “Raízes & Instropecção” (2015), “Rêves d'un Duo Improbable” (2016) e “Quero Saber Mais de Ti” (2017). Quais são as principais diferenças entre cada um deles?

Objectivamente, cada um destes discos tem uma abordagem diferente, seja por influência da música e das alturas em que foram feitos, ou pelo desejo de experiênciação musical. Ou abordam mais o rock/fusão, ou a parte acústica, ou a fusão entre a guitarra eléctrica e Portuguesa.

Cada disco serviu um propósito musical no ponto de vista racional de composição e execução, mas também emocional no sentido que o que pretendia gravar representa alguma ideia ou experiência pela qual se passa.

Mas a verdade é que isto se torna secundário face ao resultado que deve ser servir a música.

Basicamente, a diferença é a mesma que olharmos para fotos nossas tiradas ao longo nos anos. Mudámos, mas éramos sempre a mesma pessoa. Seguimos um caminho, tentamos ser o mais fiéis possíveis e vamos atrás disso. Às vezes erramos, mas continuamos.

Vamos encontrar diferenças e, esperançosamente, evolução. E apesar de tudo, penso que se houver honestidade, poderá reconhecer-se a essência da pessoa ao longo do tempo e de forma transversal ao trabalho dela.

É algo que temos todos.

 

 

O João foi convidado para integrar as produções de Office Film Store, com o intuito de criar bandas sonoras de documentários. Foi mais um desafio a superar?

Na altura em que foi feito o convite e fui levado nessa produção com o Rafael Chiotti (pois foi um projecto em que me envolvi graças a ele e com ele).

A parte mais interessante nessa área é termos um contexto visual que nos é exterior, temos a visão de quem criou o documentário/vídeo e temos, de acordo com as ferramentas que conhecemos, de ir de encontro com o que nos é pedido, geralmente associado a um sentimento que quer ser transmitido. Acho isso muito interessante. Olhando para trás acho sempre que se teria feito algo diferente mas esse sentimento parece ser natural e transversal a muitas situações.

 

 

 

 

 

O seu percurso conta também com colaborações com outros músicos, como Yuri Daniel, John Fletcher, Yami Aloelela ou Vicky Marques. O que de melhor guarda desses momentos?

Provavelmente a ideia de pintar uma tela musical em conjunto. Desde que comecei a registar música em discos tem sido uma experiência de apredizagem constante com todos os envolvidos e tento guardar comigo os momentos que me levam a aprender.

E ao estar com pessoas como estas (e outras com quem já trabalhei) que servem a música, é muito interessante entender como cada pessoa desenvolve o seu processo criativo e encara a forma como vai ficar representada, neste caso, musicalmente. Consegue-se também conhecer mais as pessoas, que é algo que me fascina.

Pois servimos o mesmo propósito mas cada um com as suas próprias experiências e ferramentas, e isso é muito interessante.

 

 

Que objetivos gostaria de concretizar, a nível musical, em 2018

Tenho vários projectos em mente, confesso, mas existem elos comuns a eles. Escrever mais música e tocar estão na minha prioridade, sem dúvida, neste momento. Continuar a aprender, é algo em que invisto. Escrever a minha música e tentar tornar-me melhor no que faço.

Tenho estado envolvido na ideia de me encontrar e escrever música pontualmente com vários músicos de várias culturas/países e que toquem variados instrumentos (tal como surgiu o tema Kuwelela, que foi o primeiro tema neste conceito).

No fundo interessa-me muito entender como se pode juntar instrumentos que provenham de diversas culturas e resultem juntos. Ver de que forma a conversa pode funcionar. Há um pouco o sentimento de quebrar barreiras mas sem ter o sentimento de desrespeitar a Música em algum momento.

Tenho alguns trabalhos reservados concretos já em andamento para este ano nesses sentidos e irei dar o meu melhor para concretizá-los.

 

Muito obrigada!

Obrigado.

 

Nota: Esta conversa teve o apoio da editora Farol Música, a qual cedeu também a imagem e o video.

À Conversa com Yami Aloelela

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Yami Aloelela é um intérprete, produtor, compositor e baixista, com várias colaborações com diversos artistas nacionais e internacionais, como Anna Maria Jopek, Demmis Roussus, Marito Marques, Rahani Krijna, Munir Hossn, Paulo de Carvalho, Ivan Lins e Sara Tavares, entre outros.
Acompanha, também, como baixista, a fadista Mariza.
Tem dois álbuns editados em nome próprio: “Aloelela” e “Beijo de Luz”.
“Eu Amo-te” é o mais recente tema de Yami Aloelela, que convidou o guitarrista Phelipe Ferreira para esta bela melodia, uma simples e majestosa declaração de amor.

 

Fiquem a conhecê-lo melhor nesta entrevista:

 

 

 

Para quem não o conhece, quem é o Yami Aloelela?

O Yami é um Português que nasceu em Luanda / Angola, filho de um Minhoto natural de Braga, e de uma Angolana.  

 

 

Como é que surgiu a sua paixão pela música?

Não surgiu, já nasceu comigo pois acho que o processo é esse mesmo, um dia nós descobrimos que somos músicos e apaixonados por ela, e nunca mais acaba essa história de amor.  

 

 

O Yami nasceu em Luanda, filho de pai minhoto e mãe africana. Estas duas raízes e culturas refletem-se, de alguma forma, na música que compõe?

Claro que sim, eu agora sei que tenho o melhor dos dois mundos, a minha música é mestiça e é lusófona, e isso deixa-me orgulhoso, feliz e completo. 

 

 

Para além de intérprete, o Yami é também produtor, compositor e baixista. Em qual destes papéis se sente mais à vontade, ou qual lhe dá mais prazer?

Todos estes papéis se complementam. Não me vejo sem uma destas frentes, todas fazem de mim o Yami que sou hoje musicalmente. 

 

 

Considera que o facto de poder alternar, ou conjugar, estes diferentes papéis e facetas, na música, acaba por ser uma mais-valia no seu percurso?

Sempre, nós estamos sempre  aprendizagem e todas estas frentes fazem-me crescer, aprender e a ser mais Eu.

 

 

Ao longo de cerca de 30 anos como músico, o Yami conta com diversas colaborações, tanto com artistas nacionais, como internacionais. Há alguma, em particular, que o tenha marcado mais?

Foram todos muitos especiais e nos  momentos certos mas, de facto, a Estrela maior com quem já tive o prazer de colaborar e privar é a Mariza, com quem toco actualmente. É a mais completa de todas, uma Artista com A Grande

 

 

Na sua opinião, a música é uma arte feita de trocas, quer em termos de conhecimentos, de experiência, e até da própria forma de se expressar, em que aquilo que cada um dá, acrescenta um pouco mais àquele que recebe, e vice-versa?

Eu não consigo quantificar essa medida de quem dá ou recebe mais, música para mim é partilha, festa, é AMOR e ponto (.)

 

 

Em que momento decidiu aventurar-se a solo?

No momento em que me resolvi e assumi a minha identidade emocional e, assim, encontrei-me musicalmente. Descobri que afinal era um privilegiado, pois tinha em mim a melhor parte dos dois mundos: tal como já disse atrás, África e Europa, e assim fiquei em Paz comigo mesmo. Descobri que era feliz e não sabia ... (risos).

 

 

“Aloelela”, “Palavra Mágica” e “Beijo de Luz” são trabalhos que editou, em nome próprio, o último dos quais em 2016. O que foi acrescentando, ou mudando, a cada novo trabalho, que refletiu a experiência adquirida ao longo dos anos?

Não realidade foram somente dois álbuns em nome próprio: o Aloelela em 2007 e o Beijo de Luz em 2017, porque o Palavra Mágica foi um Maxi-Single com 4 temas do Beijo de Luz, em que foi feita apenas uma edição física especial para a Polónia, país onde tenho um público fiel e amigo. 

 

 

 

 

“Eu Amo-te”, o mais recente tema, disponível em formato digital desde 23 de Fevereiro, para o qual convidou o guitarrista Phelipe Ferreira, é uma declaração de amor. O que procura expressar ou transmitir em cada música?

O "Eu Amo-te" é pessoal e “Transmissível”, ou seja, fiz a canção para a mulher da minha vida - a minha esposa - mas todos podem apropriar-se da canção, pois o Amor só faz sentido quando partilhado e desfrutado e a mensagem da canção é tão simples quanto isso, o quão fácil é dizermos a quem amamos alto e em bom som Eu Amo-te 😍

Em relação ao que eu pretendo dizer nas minhas canções são mensagens simples e despretensiosas tal como eu sou.

 

 

Em 2018, o público poderá contar com um novo álbum do Yami?

Em 2018 estará terminado, mas sem data para sair. Por certo irei lançar um novo single de Verão, com uma grande surpresa, até para quem me conhece ... (risos).

 

 

Muito obrigada, Yami!

Grato pela entrevista e pelo apoio incondicional, um Gigante beijo de Luz no teu coração Marta Segão. 

Yami 

 

 

Nota: Esta conversa teve o apoio da editora Farol Música, a qual cedeu também a imagem e o lyric video.

À Conversa com os Namorados da Cidade

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 "Um Dia", o Miguel, o João, o Diogo, o Manuel e o Jon Jon, que costumavam cantar versões rock de temas portugueses, das décadas de 60, 70 e 80, fizeram-se ao "Caminho", percorreram a "Rua do Tempo", e vieram até 2018, lançar o primeiro álbum da banda, que entretanto formaram, Namorados da Cidade.


Foi no Templários Bar, no meio do "Silêncio e Tanta Gente", que começaram a surgir as primeiras apresentações de novos temas, com riffs de guitarra e sons de teclados arrojados e coros bem presentes, que passaram a caracterizar a sonoridade da banda, como se um "Anjo" tivesse pintado, naquele momento, a sua "Alma no Quadro".


Este projeto dos "Namorados" editou, no passado dia 16, o álbum de estreia homónimo, que é composto por 13 temas, 3 dos quais são novas versões de canções vencedoras de Festivais da Canção, sendo os restantes, maioritariamente, da autoria do João e do Miguel, havendo ainda 2 temas com a assinatura da atriz Maria João Abreu.

"Lá Fora", foram ainda convidar Simone de Oliveira para esta "Desfolhada Portuguesa" de canções, todas elas na língua de Camões.


Da ideia inicial à concretização do sonho, não tiveram que chorar "Lágrimas de Sal" uma vez que, como os próprios afirmam, foi um processo de produção relativamente rápido sem, contudo, terem tido necessidade de parar e pensar - ainda "Respiro"?
O "Uivo do Feiticeiro" está dado, e os Namorados da Cidade esperam que o público português adira a esta "Festa da Vida"!


Fiquem a conhecê-los melhor nesta entrevista:

 

 

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Quem são os Namorados da Cidade?

Uma banda rock, que tem uma sonoridade com bastantes influências do rock dos anos 80 e que começou como banda de covers, a recriar temas do Festival da Canção das décadas de 60, 70 e 80.

 

 

Namorados da Cidade - porquê a escolha deste nome para a banda?

Os nossos temas têm quase todos eles uma vertente de escrita muito inclinada para o amor, e de certa forma a nossa inspiração acontece muito com o que nos rodeia. A cidade traz-nos essa inspiração.

 

 

Como é que surgiu a vossa paixão pela música?

Cada um de nós tem ligações diferentes à música, mas esta formação tem como ponto comum uma banda de covers (os RADIOFIVE) onde nos conhecemos e começámos a trabalhar para este projecto.

 

 

O vosso projeto começou por ser uma banda de covers de temas de rock portugueses. Quando é que decidiram aventurar-se na criação de temas originais?

Quando percebemos que nas versões que fazíamos havia uma sonoridade muito própria, e que essa sonoridade poderia ser direcionada para uma composição de temas originais.

 

 

 

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“Namorados da Cidade” é o álbum de estreia homónimo, lançado em formato digital a 16 de fevereiro, que conta com 13 temas. Como foi todo o processo de produção?

Muito rápido. Em Dezembro de 2016 decidimos avançar com uma campanha de crowdfunding, que conseguiu reunir o apoio de muitos amigos e permitir a gravação deste disco. Com esse objectivo e considerando que tínhamos já alguns dos originais compostos, iniciámos o trabalho de estúdio. Todo o processo foi muito rápido. Neste momento temos já o CD à venda na FNAC e esperamos que alguns dos temas possam vir a passar em algumas rádios quer locais, quer nacionais.

 

 

Do que nos falam as vossas músicas?

Não temos propriamente um tema comum neste disco. Este CD tem uma série de temas que falam de amor, da vida quotidiana e de algumas memórias.

Além das letras escritas pelo João Soares e pelo Miguel, há mais um tema escrito pelo Diogo, dois pela Maria João Abreu e um poema muito bonito (Uivo do Feiticeiro) escrito por uma grande amiga nossa, a Gigi Manzarra.

 

 

Maria João Abreu, João Oliveira e Simone de Oliveira participam em alguns dos temas que compõem o álbum. Como surgiram essas colaborações?

A Maria João Abreu acompanha-nos desde o primeiro dia deste projecto. Foi uma das principais pessoas a lançar o desafio do projecto de covers de temas portugueses dos anos 60 e 70. A Simone surge na altura em que decidimos que gostaríamos de colocar neste disco alguns covers e que um deles seria a Desfolhada Portuguesa. Lançámos o convite e ela prontamente aceitou, o que nos deixou bastante felizes e eternamente agradecidos pela sua generosidade. O João Oliveira, além de um excelente músico, é o proprietário de um dos melhores bares de música ao vivo em Lisboa, o Templários Bar, e foi alguém que apoiou o projecto desde os seus primeiros passos, e que continua connosco nesta aventura. Fazia todo o sentido tê-lo no disco.

 

 

“Lá Fora” é o single de apresentação. O que esperam os Namorados da Cidade encontrar “lá fora” – fora do estúdio, fora da cidade, fora de Portugal?

O Lá Fora foi escrito pelo Miguel e fala sobre o nosso quotidiano, sobre amor e “desamor”, sobre memórias, saudades, e tudo o que se passa à nossa volta, sem que isso afecte a nossa forma de estar na vida.

Quando decidimos fazer este disco não foi a pensar em nada de concreto, mas tão simplesmente para deixar registo de um trabalho que não queríamos que se perdesse... Se ele chegar mais longe então melhor ainda, e ficaremos muito contentes, claro...

 

 

Que objetivos gostariam de ver concretizados, a nível musical, ao longo deste ano?

Para já temos o mês de Março carregado de showcases na FNAC. Em Maio temos um concerto em auditório, no Cinema São Jorge, e depois esperamos conseguir alguns palcos para que as pessoas possam ir conhecendo o nosso trabalho. Idealmente gostaríamos de ainda gravar um segundo álbum no final deste ano.

 

 

Muito obrigada!

 

 

Nota: Esta conversa teve o apoio da editora Farol Música, a qual cedeu também as imagens.

À Conversa com Ricardo Tininha

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Ricardo Tininha editou o primeiro single a solo em 2015, “Tu Podes Fugir”.
Em 2016 o tema “Deixa Fluir” foi escolhido para integrar a banda sonora da telenovela juvenil “Massa Fresca”, e o artista que lhe dá voz, convidado especial num episódio.
Já em 2017, foi a vez do tema “Devo Tentar” ser escolhido para a telenovela “Ouro Verde” renovando, assim, o sucesso junto do grande público.


“Acreditar”, “When You’re Down” (versão acústica) e “Este Sou Eu” são os temas do EP “Acreditar”, que Ricardo Tininha lançou no dia 16 de fevereiro deste ano, já disponível nas plataformas digitais.


Para ficarem a conhecer melhor Ricardo Tininha, deixo-vos aqui a entrevista!

 

 

 

 

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Quem é o Ricardo Tininha?

O Ricardo Tininha é um músico e compositor, e um eterno sonhador.

 

Como, e quando, é que a música surgiu na tua vida?

A música surgiu na minha vida muito precocemente. Quando eu tinha apenas 5 anos, roubava as agulhas de fazer tricot da minha mãe, simulando estar a tocar bateria; habitualmente também cantava as músicas das novelas brasileiras.

 

Quais são as tuas principais influências, a nível musical?

Gosto essencialmente de música pop, mas desde sempre que oiço qualquer tipo de música, respeitando todos os géneros musicais.

Aprecio muito soul music, reggae, rock, entre outros.

 

Em 2015 lançaste o teu primeiro single. No entanto, o EP de estreia surge apenas em 2018. De que forma definirias o teu percurso na música neste espaço de tempo?

Ao longo destes 3 anos, defini o meu caminho na música e o que pretendia dela.

Conheci muitas pessoas maravilhosas, que me têm apoiado e ajudado a ser o que sou hoje.

  

“Tu Podes Fugir”, “Fácil de Mais”, “Deixa Fluir” ou o mais recente “Devo Tentar”, são alguns dos temas que os portugueses já tiveram oportunidade de ouvir. Que feedback tens recebido por parte do público?

O Feedback tem sido muito positivo, receber o carinho e reconhecimento do público é o que alimenta a minha força e dedicação, para continuar a fazer mais e melhor.

  

Sobre o que nos falam as tuas músicas?

Nas minhas músicas, tento passar essencialmente energia positiva em mensagens repletas de sentimentos e boas vibrações.

 

Como caracterizas o teu estilo musical?

O meu estilo musical é pop.

 

Nos temas “What I Felt” e “Hey Girl” tiveste a colaboração, respetivamente, de Maria e GNTK. Como foram essas experiências?

São sempre experiências boas e enriquecedoras.

Aprendi muito com esta partilha de ideias e pontos de vista diferentes.

Saliento o Johnny dos GNTK, pois é um verdadeiro poeta no que toca à escrita.

 

Alguns dos teus temas foram incluídos na banda sonora de telenovelas e séries portuguesas, como Ouro Verde ou Massa Fresca. Consideras que essas oportunidades são uma excelente forma de divulgar o trabalho de um artista e chegar a um público mais abrangente?

Sem dúvida, esta foi uma excelente forma de divulgar o meu trabalho. E das melhores sensações que tive na minha vida foi estar sentado no meu sofá, a ver a novela e a ouvir a minha música a tocar.

 

 

 

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“Acreditar” é o nome do teu EP, editado a 16 de fevereiro. Em que é que o Ricardo Tininha quer acreditar?

Quando batalhamos sozinhos, para alcançar o sucesso e a vitória, somos constantemente colocados à prova e temos de ultrapassar muitas barreiras, contudo, o que nunca podemos deixar de fazer é ... acreditar.


Com o mesmo nome do EP, “Acreditar” é também o single que lançaste a 14 de fevereiro. Consideras-te um homem romântico?

Estaria a mentir se dissesse que não... sou e serei um eterno apaixonado 😊.


Neste tema, cujas filmagens do videoclip decorreram em Troia, contas com a participação de Beatriz Barosa. Como surgiu essa parceria, e como decorreu a gravação do videoclip?

Quando participei na novela Massa Fresca, tive a felicidade de ser muito bem recebido por todos e de ter conhecido pessoas maravilhosas, entre as quais, a Beatriz Barosa. 
Apesar do frio que se fazia sentir em Troia, para mim é um dos locais onde eu gosto de estar, por isso vivi o momento intensamente, aliado ao facto de estar com os profissionais com quem adoro trabalhar.

 
Para além do tema “Acreditar” também fazem parte do EP os singles “Este Sou Eu” e “When You’re Down”. O que te levou a optar por um EP com apenas 3 músicas, ao invés de um álbum, com todos os teus temas?

Neste EP inclui dois temas novos, e um acústico de um tema que pode ser ouvido no meu disco “ Deixa Fluir” .

Brevemente, irei compilar quase  todos os meus temas num disco para ser comercializado. 

 

Quais são os teus objetivos, a nível musical, para 2018?

Para 2018,o meu objetivo é fundamentalmente  mostrar o meu trabalho pelo país fora.

 

Onde poderá o público ouvir o Ricardo Tininha?

Anunciarei nas minhas redes sociais: facebook, instagram e Twitter. Tal como aqui, poderão acompanhar também todo o meu trabalho no meu canal do YouTube.

 

Muito obrigada, Ricardo! 

 

 

Nota: Esta conversa teve o apoio da editora Farol Música, a qual cedeu também as imagens e o vídeo.

 

RX - The Code

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Em Março de 2017, a banda açoriana The Code lançou, pela mão da Farol Música, o EP "Estrada".

No final do ano, apresentaram um novo tema: “Fly Higher”, que mostra que o rock e a música contemporânea podem funcionar lado a lado.

“Esperança, perseverança e motivação” é a grande mensagem que os The Code  têm para oferecer!

Aqui fica o RX à banda, a quem desde já agradeço!

 

 

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De que forma se descreveriam, através destas palavras:

 

Ilha – somos uns privilegiados por ter nascido no meio do Atlântico. Ser “da ilha” é ser, humilde, amável, lutador e sempre pronto a ajudar o próximo.

 

Mar – o mar dá e recebe de novo, as suas ondas vão e vêm. É como a letra do nosso tema “É o Amor”. Também os The Code dão o que possuem: a sua energia, a sua voz, o seu trabalho, a sua música...

 

Chave – trabalho. O trabalho é a chave. A chave para o reconhecimento, mérito e sucesso.

 

Estrada – somos perseverantes. A nossa estrada teve e tem altos e baixos. Quem não tem? O caminho é em frente, e é em frente que se faz a estrada.

 

Voar – somos ambiciosos q.b.. Claro que queremos “voar” mais alto. Ambicionar e querer voar não é, necessariamente, falta de humildade. Pelo contrário: é saber reconhecer também as qualidades e saber que também merecemos ir mais longe. Como diz a nossa letra “We can fly so damn higher, higher, so do you…”

 

Mensagem – todos os nossos temas/letras têm sempre uma mensagem positiva. Cada qual interpreta à sua maneira, mas a mensagem final é a mesma para cada um.

 

Esperança – “é a última a morrer”. Esperança por um mundo melhor, sem hipocrisias, em maldade, sem crueldade. Esperança faz também parte da nossa mensagem. Apelamos à igualdade entre todos e ao melhor que há em todos nós.

 

Mudança – por vezes, é inevitável. Estamos sempre dispostos a mudar. Temos passado por mudanças muito positivas. Tanto a nível pessoal como profissional.

 

Luta – podemos dizer que começámos do zero. Muito do que conseguimos foi com o nosso suor e dedicação, portanto Luta é, com certeza, um substantivo que nos define.

 

Amor – o amor anda por aí… é universal e todo o indivíduo é capaz de senti-lo. Amor é oferecer. É dar e receber. A nossa música é uma forma de amor e de amar. Amamos o que fazemos e, como diz o velho ditado, “quem corre por gosto não cansa”!

 

 

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Fly Higher é o mais recente single do The Code. Quão alto estão dispostos a voar, neste mundo da música?

O quão alto possível. Fazer a música que gostamos, pô-la cá fora e receber o “feedback” que temos tido é um grande voo. Esperamos voar cada vez mais, levando a nossa música a mais pessoas.

  

 

Que balanço fazem deste ano que está a terminar, e que objetivos gostariam de concretizar em 2018?

Quase não conseguimos descrever. Foram muitas mudanças, mas tão boas e positivas.

Estivemos com a agenda cheia, com os recintos repletos de gente, com uma energia inexplicável a rodear-nos.

Lançámos, com a parceria da Farol Musica, o tema “É o Amor” que, surpreendentemente, foi eleito para passar, e ainda continua em airplay, na telenovela Espelho D’Água. Lançámos no fim de novembro de 2017 o tema Fly Higher. Superou as nossas expetativas.

 

 

Têm algum momento que vos tenha marcado mais, desde que começaram a promover “Estrada”?

Temos tantos… todos tão especiais e únicos. Talvez ter atuado nos Estados Unidos da América nos tenha marcado um pouco mais, pois, pela primeira vez saímos de Território Português para levar a nossa música ao outro lado do mundo. Foi fantástico. Muito emocionante.

 

 

Por onde vão andar os The Code, nos próximos dias?

2017 foi fechado com chave de ouro. Terminámos o ano com um concerto nas Portas da Cidade, ex-libris da cidade de Ponta Delgada. Foi muito gratificante tocar para a multidão que novos rodeava. Não poderíamos encerrar 2017 de melhor maneira.

Neste momento estamos mais “arrumados em casa”;. Estamos a planear o próximo videoclipe, a criar temas novos, a preparar 2018. Queremos fazer mais e melhor… sempre.

 

Muito obrigada!

 

 

Nota: Este RX teve o apoio da editora Farol Música, a qual cedeu também as imagens. 

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