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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

A concha imaginária que nos protege

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Ao longo da nossa vida, passamos por períodos em que nos sentimos mais alegres, mais positivos, mais confiantes, mais ousados, mais determinados, de bem com a vida.

E, sem darmos conta, saímos da nossa concha e damo-nos ao mundo, e aos que nos rodeiam sem reservas.

Sentimo-nos bem, livres, realizados, felizes, imunes a qualquer factor externo que nos possa, de alguma forma, afectar.

 

 

E existem outros em que, sem percebermos, mudamos. 

A alegria passa a melancolia, o positivismo a negativismo, a confiança a insegurança, a determinação a receio. 

Deixamos de ser aquela pessoa que demos a conhecer, para sermos alguém que antes não existia.

Sem querer, voltamos para dentro da nossa concha, onde nos podemos fechar e sentir protegidos, mesmo de perigos que não existem.

 

 

Para quem nos observa de fora, pode parecer que estivemos a fingir algo que não éramos, que passámos uma imagem de nós que não corresponde à realidade de quem somos.

Mas não é verdade.

A nossa essência mantém-se. Algumas vezes a nu, outras, com armadura, o que torna mais difícil reconhecê-la.

A alma do negócio

Abre...fecha!

Infelizmente, é o que tem acontecido constantemente aqui na vila.

Quando alguma loja ou estabelecimento abre ao público, a primeira coisa em que pensamos é “quanto tempo vai durar”.

Num dia, estamos sentados numa chocolataria que deveria fazer a diferença; no outro, já é uma loja de roupa. E a loja de roupa que estava ao lado, já está vazia.

Fecha-se uma peixaria, abre-se uma loja de roupa.

Fecham-se lojas de roupa, abrem-se as de compra e venda de ouro, que estão na moda e a invadir-nos em todas as frentes.

Fecham-se lojas de decorações, abrem-se outras de esoterismo.

Fecham-se empresas de limpeza, abrem-se clínicas.

Inauguram-se novas lojas de vestuário, que estão abertas durante uma ou duas estações, e depois fecham, para voltarem a abrir, para voltarem a fechar.

Abrem-se lojas de cosmética, que acabam por encerrar.

Na antiga loja de informática, está agora uma companhia de seguros.

Nem determinados cafés e restaurantes resistem ao tempo e à crise.

Parece, de facto, deveras complicado fazer vingar um negócio por aqui. Não sei se estamos saturados de tudo, ou se nada do que nos oferecem nos faz realmente falta.

Ainda assim, constato que alguns dos estabelecimentos mais antigos, conseguem ir sobrevivendo.

O segredo? Não sei…Mas dizem os especialistas que o segredo é a alma do negócio! Ou será a alma do negócio que se mantém em segredo?

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